quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Fahrenheit 451 – Ray Bradbury



Na linha Antiutopia (Distopia) de “1984” de George Orwell ou de “Admirável Mundo Novo” de Huxley, “Fahrenheit 451” é uma obra tida de ficção científica mas que, na verdade, é de pura ficção política que, mesmo editada há 56 anos, faz todo o sentido nos dias de hoje.

A cidade de “Fahrenheit 451” é uma pequena cidade algures nos Estados Unidos cuja comunidade vive de uma forma ordeira, harmoniosa e pacífica. Diferente do que conhecemos, é que nesse mundo de Fahrenheit, os livros são proibidos e vistos como sendo um veículo pernicioso para a sociedade. Para os combater, literalmente queimar, existe os bombeiros que, em vez de apagar fogos, queimam livros.

Guy Montag é um desses bombeiros. Profissional dedicado, tem uma vida dividida entre o dever profissional e a sua mulher Mildred. Curioso analisar o papel de Mildred. Atascada em pílulas que a tornam uma espécie de robot, ela age como uma autónomo, sem vontade própria, sem conhecimento da realidade. Na minha opinião é nela que Bradbury expressa uma das grandes críticas á sociedade: o adormecimento para a realidade, à manipulação que as pessoas são sujeitas pela TV e por sistemas políticos castradores.

Duas vidas vazias, cheias de nada, sem qualquer tipo de expectativas futuras, simplesmente vivem, respiram.

Um dia Montag conhece uma adolescente, a misteriosa Clarisse e, do pouco que falam, Clarisse, que ousa pensar e inquirir o mundo que a rodeia, faz nascer em Montag a necessidade de inquirir, de olhar em volta e perceber a forma como o sistema político controla e manipula as pessoas.

É nesses breves encontros, que pouco depois findam por Clarisse ter sido morta (brutal quando Clarisse refere o facto normal das crianças desta distopia se matarem umas às outras e que ANTES não era assim), Montag percebe a importância dos livros acabando por esconder alguns em sua casa. Acaba sendo denunciado e vê a sua casa ser invadida pelos colegas de trabalho que se propõe a fazer o que ele sempre fez sem indagar: queimar os livros que lá existem.

Esta é uma obra-prima da literatura.

Obviamente que se trata de uma crítica à manipulação política que todos os governos, desde sempre, fizeram e fazem. No entanto é também um grito de revolta à ausência de comunicação entre as pessoas, ao hipnotismo que a TV provoca nas massas e ao vazio que esse hipnotismo provoca, pois são vidas sem sentido, monótonas, inúteis, que bebem o que a TV lhes dá, que lhes retiram a capacidade de inquirir o mundo que os rodeia.

Por outro lado, o facto de Montag se revoltar contra aqueles que reprimem é, também, uma analogia aqueles que ousam revoltar-se, ser politicamente incorrectos, contra o preestabelecido, aqueles que ousam ser do contra, que ousam emitir uma crítica, uma opinião e não são “Yes Man” que pululam pelo mundo fora.


Todo o livro é uma denúncia, uma chamada de alerta no sentido de abanar consciências.

Na minha opinião, independentemente se acho que essa chamada fez efeito, o que interessa é que, quem o lê, ficar com essa consciência e, sobretudo, a consciência do seu papel na sociedade. O facto de pensar, inquirir e ousar dar uma opinião, já faz de qualquer um de nós um Montag.

De facto este é um livro que fica.



Classificação: 6

Novidades "Publicações Europa-América"


Título: No Tempo em Que Outros Homens Viviam na Terra
Subtítulo: Novas Perspectivas sobre as Nossas Origens
Autor: Jean-Jacques Hublin e Bernard Seytre
Colecção: Fórum da História
Preço: 18.50€Pp.: 200


Geneticamente, o Homem é um símio à semelhança do chimpanzé e do gorila.
Mas quais são as suas origens? Como e quantas espécies houve até que ele se tenha transformado em ser humano?
Este livro informa o leitor das últimas descobertas feitas neste domínio, já que mais de metade dos fósseis humanos que hoje conhecemos foram descobertos nos últimos vinte anos. Entretanto, surgiram novas técnicas que nos permitem analisar a estrutura molecular do esqueleto dos nossos ancestrais, descodificar os seus genes, reconstituir a sua dieta alimentar, de forma a compreender melhor a sua evolução cultural.
O leitor ficará a saber que estudamos os chimpanzés para compreender melhor os comportamentos dos primeiros homens, que a nossa evolução não é linear, já que é uma amálgama de espécies, marcada pela coexistência de diferentes linhagens e por inúmeras extinções, que foi na África que os nossos antepassados deram início à conquista de novas terras para povoar, que os neandertais e os homens de Cro-Magnon se encontraram, ou se defrontaram, algures entre o mar Negro e o oceano Atlântico, ou ainda que grande parte das doenças de que os homens sofrem nos dias de hoje podem ser explicadas à luz do seu passado de caçadores e de recolectores.
Uma leitura que mudará completamente a sua visão sobre as origens do Homem e o lugar que ele ocupou na Natureza.
Jean-Jacques Hublin é um dos melhores especialistas da evolução dos homens. Depois de ter sido director de uma equipa de investigação no CNRS, ele ensinou Paleontologia na Universidade de Bordéus, bem como em outras universidades dos EUA. Em 2004 fundou, no Instituto de Antropologia Evolutiva Max Planch de Leipzig (Alemanha), o departamento de Evolução dos Homens, do qual é director.Bernard Seytre é director da agência Dire la Science, autor e jornalista científico. Ele também organizou exposições e realizou documentários no domínio da saúde e sobre o tema da evolução do Homem.

Título: Escola de Futebol – Remate Certeiro
Autor: Jefferies e Golfe
Colecção: Europa-América Juvenil
Preço: 12.36€
Pp.: 112
O Tomás está em maré de azar.
O Tomás sabe que tem talento para entrar na equipa principal da Escola de Futebol. Pois a sua meia da sorte nunca o deixou ficar mal. E o Tomás é imbatível! Pelo menos até perder a sua meia da sorte. E como a selecção dos jogadores da equipa principal está à porta, o Tomás tem muitas dúvidas sobre o seu talento. Assim, em maré de azar, Tomás está disposto a tudo para recuperar a sua meia da sorte, até a ver um cartão vermelho…

Título: Escola de Futebol – Um Talento Promissor
Autor: Jefferies e Golfe
Colecção: Europa-América Juvenil
Preço: 12.36€
Pp.: 112
O Tiago está prestes a enfrentar o maior desafio de futebol de sempre.
O Tiago é a estrela da equipa de futebol da escola e sabe que vai fazer parte da equipa principal quando entrar para a escola secundária. Mas tudo está prestes a mudar. O Tiago é escolhido por um olheiro e convidado para as provas de selecção na melhor escola de futebol do país. E esta ideia não lhe sai da cabeça. Mas há muita competição na escola e o Tiago tem ainda de lidar com uma lesão. Será que ele vai conseguir entrar na Escola de Futebol?

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Um Amor em Tempos de Guerra – Júlio Magalhães


Eis o segundo livro que me fez chorar!

António, menino travesso, sabe de duas coisas: a primeira é que o vizinho da frente é um homem poderoso, importante, nada menos que o Presidente do Conselho, António de Oliveira Salazar. A segunda é que ele, António, tem o mesmo nome. Esperam os pais que a mesma sorte.

Gente pobre e humilde, António é criado no Vimeiro à sombra da grande casa da família Salazar, até ao fatídico dia em que o pai de António, único sustento da casa, morre prematuramente. António é obrigado a deixar a escola e a tomar a rédea do destino da família. Desde cedo aprende a sustentar a família revelando-se também um rapaz inteligente.

Pouco antes do falecimento do pai, rebenta a guerra em África e Portugal vê-se a braços com uma guerra que se julga de fácil resolução. No Vimeiro a mesma é vista como sendo uma “coisa” feita lá muito longe e que nunca chegará aquele pedaço de terra do interior. No entanto a guerra arrasta-se e António, menino e moço quando a guerra estala (1961) vê o seu nome nas listas de incorporação e, poucos meses depois, embarca no célebre navio Niassa para Angola.

Júlio Magalhães, com este livro, dá-nos uma visão muito realista de vários importantes factos da nossa História: o de um Portugal oprimido, atrasado e rude, dominado por um regime autoritário e conservador que amordaçava quem ousasse sequer pensar. É comum ler expressões como “as paredes têm ouvidos” ou “aqui não se falam destes assuntos”. Um país triste de gente triste, mergulhado na superstição, no temor à igreja, cheio de mitos que, digo eu, nunca se libertou. O autor explora, e muito bem, expressões tão usuais hoje em dia como “o que os vizinhos vão dizer”, ou “parece mal”. Ou seja, Júlio Magalhães consegue explanar e transmitir-nos uma imagem bem real e nítida de uma nação cheia de mitos, superstições, medos, vergonhas, onde tudo se fazia para parecer bem (tal como hoje em dia).

É assim, neste contexto, que surge o grande tema do livro: A Guerra de Ultramar.

E Júlio Magalhães tenta exorcizar fantasmas, quebrar tabus que ainda hoje se mantêm. Uma vez mais expressões como “tudo isto para quê?”, “em nome de quem esta guerra?”. O sofrimento do homem comum, inculto, rude, que se vê arrancado da sua terra e da sua família para ir combater para uma terra que não lhe diz absolutamente nada e que, lá chegando, se depara com atrocidades que desconhecia por completo, pois as notícias que a censura deixa passar, transmitem uma guerra cheia de facilidades, quase um passeio onde os únicos mortos se devem a acidentes de viação…

O autor consegue transmitir todas essas imagens de uma forma muito viva e realista. É doloroso sentir o sofrimento e a saudade de milhares de homens, simbolizados em António e outros soldados, que, a milhares de quilómetros, se apoiavam uns nos outros, surgindo assim amizades fortíssimas, para toda a vida, que, para qualquer um de nós, é difícil de entender.

No meio deste principal tema, o autor descreve-nos uma belíssima história de amor que se inicia na infância e que se prolongará pela eternidade, no entanto, a meu ver, o que torna o livro um excelente livro, embora a história de amor seja terna e bela, é, forçosamente o acontecimento que atolou o país de 1961 a 1974 e que lançou milhares de jovens portugueses para o desconhecido e que tantos traumas causou e causa.

A técnica narrativa de Júlio Magalhães é um misto de ficção com realidade. É óbvio que o autor se baseia em factos verídicos e histórias pessoais reais. Muda os nomes e cria os diálogos, mas todo contexto é real e, mais importante, representa milhares de homens e famílias que se reverão nesta obra.

Algo que também sobressai é a pintura de uma Angola dominada pelos portugueses onde, excepto no mato, se vivia bem e de uma forma tranquila e acomodada. E depois, quando os portugueses começam a debandada, a imagem de uma Angola destruída, feia, em plena guerra civil, onde a tranquilidade desaparece para dar lugar ao caos e à destruição. Fica clara uma crítica expressa num grito de mágoa assente no personagem Brito sobre a forma como o processo de independência foi realizado, que, insatisfeito afirma: “a guerra ainda não acabou” ou “depois de tanta coisa entregarmos as colónias desta forma?”.

Como senão apenas posso referir a previsibilidade da história de amor. Desde o início percebi ser aquele amor intemporal e, em momento algum pensei que os acontecimentos pudessem ser diferentes. Porém, repito, o interesse do livro está na explanação da Guerra de Ultramar, um assunto tabu, uma época que necessita, que merece ser esclarecida e debatida de uma forma séria e honesta pela sociedade portuguesa.

Sem preconceitos ou reservas, estamos diante de um excelente livro.

Classificação: 5

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

I-Steve – Na Mente de Steve Jobs – Leander Kahney


Tradução: Saul Barata
Páginas: 236
Colecção: Novo Milénio, N.º 17
Preço: 16,80 €
ISBN: 978-972-23-4258-2


De certo muitos já ouviram falar de Steve Jobs mas, provavelmente, desconhecem o seu trabalho e da sua importância para o mundo.

Provavelmente muitos conhecem a Apple, o Machintosh, o I-Pod ou o I-Phone, mas se calhar poucos sabem que Steve Jobs foi o homem por detrás destas criações, foi ele o fundador e o motor da gigante Apple.

“Na Mente de Steve Jobs” é simultaneamente uma biografia, não autorizada, e um guia sobre liderança e Gestão. É o descrever do perfil de um homem, dos seus objectivos, anseios e da sua demanda pela excelência que resulta numa forma de agir e pensar muito particular que o levaram ao sucesso.

Extremamente positivo a forma como o autor divide o livro por capítulos, dando-nos uma clara percepção temporal do percurso de Jobs.

Steve Jobs, em parceria com um amigo de liceu (nenhum deles tiraria qualquer curso académico), constitui a Apple em 1976 com sede no quarto de Jobs. Depressa começaram a montar computadores à mão na garagem dos pais de Jobs. 4 anos depois a Apple já estava cotada em bolsa e em 1983, 7 anos após a sua constituição, a empresa já se situava no grupo das 500 maiores empresas da Fortune (411), a mais rápida ascenção de uma empresa até então.

O que levou a esse fulgurante surgimento e ascensão da Apple?

A resposta é dada neste livro. A visão, a intuição e uma atitude muito positiva de Steve Jobs, um autêntico génio em diversas matérias.

Steve Jobs é minuncioso, obcessivo pela excelência, workaholic, narcisista, perfeccionista, frio (os interessas da empresa acima de tudo), fanático por marketing, disciplinado e não tem problemas em arriscar. Junta todos esses traços da sua personalidade, dá-lhe um toque de encanto e carisma e, com a sua liderança nata, tornou a Apple numa empresa distinta e respeitada.

A obra contempla todo o início e os bastidores da Apple. O autor narra todo o processo da criação da empresa, entrevista ex-colaboradores que privaram com Jobs, de modo a poder traçar um perfil do homem enquanto profissional. As suas virtudes e os seus defeitos são aqui examinados de uma forma desapaixonada. Em simultâneo vai traçando todo um percurso de gestão, alguma meramente intuitiva, que deu frutos. No final de cada capítulo temos “as lições de Steve” onde, de acordo com o capítulo acabado de ler, as ideias chave são colocados em tópicos de forma a servir de guia.

Um livro que aconselho para aqueles que gostam de biografias ou que querem perceber o que pode estar por detrás de uma empresa de grande sucesso.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Novidades "Europa-América"

Título: As Guerras Que Já aí Estão e as Que nos Esperam – Se os Políticos
Não Mudarem
Subtítulo: Reflexões sobre Estratégia VI
Autor: General Loureiro dos Santos
Colecção: Estudos e Documentos
Preço: 21.50€
Pp.: 384
Lançamento público: Dia 16 de Dezembro, às 18h30, no Instituto de Estudos Superiores Militares, com a apresentação do Prof.º Dr. Adriano Moreira

Neste novo livro, o general Loureiro dos Santos responde e adverte para as questões que se levantam com a alteração, em curso, da ordem internacional unipolar.

«Desde há alguns anos, vivemos um período de transição acelerada para um futuro incerto e perigoso. No qual, as dificuldades para o Ocidente, muito particularmente para Portugal, serão bastante expressivas», adverte o general no Prólogo do seu livro.
«A crise económica e financeira […] veio (e está) a confirmar a tendência para o aumento do poder das potências emergentes e reemergentes e transformou-se num acelerador das mudanças em curso.
»Em toda a História mundial não se conhece uma alteração das relações de forças global em tão curto período


No quadro geopolítico configura-se o surgimento das Ilhas de Poder Global (EUA, China, Índia, Rússia e Brasil), dos Ilhéus de Poder Global (médias potências) e dos Quase Ilhéus, num Mundo em transição onde os recursos estratégicos estão cada vez mais espartilhados e os estados cada
vez mais fragilizados.
O Irão surge com um novo fôlego e ganha preponderância. A Rússia «renasce» e tenta controlar o Cáucaso.

Todos os actores tentam reposicionar-se em face de uma nova ordem mundial. E Portugal? Como actua no teatro de operações internacional e internamente?

- Tem uma Lei da Defesa Nacional com muitas insuficiências.
- Assina um Tratado de Lisboa que favorece mais as ambições de Madrid que as de Lisboa.
- Tem um projecto de TGV que também favorece mais Madrid do que Lisboa.
- Tem uns Serviços de Informações com falta de margem de manobra.
- Duplicação e desperdícios de meios com a falta de articulação entre as Forças Armadas e as Forças de Segurança Interna.
- As Forças Armadas têm falta de armas e equipamentos adequados.
- Verificam-se retrocessos nos direitos sociais dos militares, com um aumento do sentimento de injustiça daqueles que servem o País nas fileiras, achando que são maltratados e desconsiderados pelos responsáveis políticos.

Com a posição central de Portugal face ao Atlântico (Oeste), Espanha (Leste) e território africano (Sul) e o seu papel preponderante na CPLP e na possível articulação da segurança e defesa da região do Atlântico (médio/Sul), é urgente repensarmos o papel das nossas Forças Armadas e, de algum modo, recolocá-las na primeira linha dos interesses nacionais. No fundo, fazer jus aos «absolutamente portugueses».


Título: Oscar Wilde e o Sorriso do Homem Morto
Autor: Gyles Brandreth
Colecção: Crime Perfeito
Preço: 19.90€
Pp.: 288

Paris, 1883. Oscar Wilde visita a cidade decadente para descobrir os seus encantos, reatar a amizade com a divina Sarah Bernhardt e colaborar com o mais famoso homem do mundo do espectáculo, Edmond la Grange.

Oscar descobre os negros segredos que envolvem a companhia teatral de La Grange e é confrontado com crimes bizarros. Para deslindar o mistério e descobrir o assassino, Oscar arrisca a sua vida — e a sua reputação — embarcando numa perigosa aventura que o leva dos boémios clubes nocturnos a um asilo de loucos, de um duelo nos Buttes de Chamont aos portões da prisão de Reading.
Gyles Brandreth é escritor, locutor de rádio, antigo membro do Parlamento e líder do grupo parlamentar.

Crítica:
«[Brandreth] Não só sabe contar uma história como também tem um conhecimento tocante dos segredos do coração humano.» The Times

Título: Será Que os Gatos Têm Umbigos?
Subtítulo: 244 Perguntas-Respostas sobre o Mundo da Ciência
Coord.: Paul Heiney
Colecção: Fórum da Ciência
Preço: 19.90€
Pp.: 196

- Por que razão o ranho é verde?
- Há algo de bom nas baratas?
- Por que razão não se partem os ovos quando as galinhas os põem?
- Qual é a altura da atmosfera?
- Um raio consegue tostar quantas fatias de pão?
- As árvores têm cancro?
- Será que as jantes dos carros fazem com que eles andem mais depressa?

Paul Heiney deslinda os fenómenos da Ciência que estão por detrás daquelas certezas absolutas e inquestionáveis e explica por que razão o mundo e tudo o resto que o compõe são como são.
Desde esquimós cabeludos a gaivotas que explodem, desde o osso da alegria à labiríntica roupa de cama, este é um livro esclarecedor, divertido e bem-humorado.



Título: Michael Jackson – A Lenda 2958-2009
Autor: Chas Newkey-Burden
Colecção: Grandes Biografias
Preço: 17.50€
Pp.: 164

A biografia mais completa.
Um retrato fascinante e fiel do "Rei da Pop".

No dia 25 de Junho de 2009, a notícia da morte de Michael Jackson marcou o
fim trágico de uma vida extraordinária mas envolta em suspeitas há décadas.
De facto, Michael Jackson era um homem de contradições. Discutivelmente a mais famosa estrela pop, Michael Jackson descrevia-se como «o homem mais solitário do mundo». A criança prodígio cujas actuações revelavam uma notável maturidade converteu-se num homem que demonstrava uma perigosa obsessão pela infância. O miúdo encantador que venceu as barreiras do preconceito tornou-se um homem que as operações plásticas e a cor de pele deixaram irreconhecível. E, apesar de ter vendido milhões de álbuns, o artista tinha dívidas que ascendiam a 300 milhões de dólares.

Nesta fascinante biografia, Chas Newkey-Burden passa em revista os mitos e os rumores e apresenta um retrato fiel do auto-intitulado «Rei da Pop», sem ignorar a controvérsia e respeitando o legado do génio cuja música tornou mais feliz a vida de muitas pessoas.

Chas Newkey-Burden é o aclamado autor de várias biografias sobre figuras tão mediáticas como Amy Winehouse e Paris Hilton e as suas obras foram traduzidas para várias línguas. É colaborador do Guardian e da Time Out.


Título: Caminhos de Glória
Autor: Jeffrey Archer
Colecção: Obras de Jeffrey Archer
Preço: 19.90€
Pp.: 352

Autor galardoado com o prestigiado prémio literário Prix Polar International pela obra O Condenado

Ele amou duas mulheres... e uma delas matou-o.

Há pessoas que sonham tão alto que, se um dia cumprirem os seus desejos, têm certamente um lugar na História. Francis Drake, Robert Scott, Percy Fawcett, Charles Lindbergh, Amy Johnson, Edmund Hillary e Neil Armstrong são algumas dessas pessoas cujos nomes estão inscritos nos trilhos da glória.

E se um homem tivesse um sonho, o cumprisse e, sem nada que o provasse, nunca fosse reconhecido pelo seu feito?

Caminhos de Glória é a história de um homem comum. Assim permanecerá até o leitor, que terá de ler até à última página deste extraordinário romance, ajuizar se de facto o nome de George Mallory deverá constar na lista de homens lendários. Se assim o decidir, um outro nome terá de ser retirado.

Jeffrey Archer, cujos romances se tornaram best-sellers, já vendeu mais de 135 milhões de exemplares em todo o mundo. Em 1992, tornou-se o mais jovem membro da Câmara dosLordes. É um dos escritores de maior sucesso da actualidade.

«Provavelmente, o maior contador de histórias da actualidade»
— Mail on Sunday.



Título: Calvino – O Arauto de Deus
Autor: Eric Dénimal
Colecção: Grandes Biografias
Preço: 22.00€
Pp.: 288

Comemorações dos 500 anos do nascimento de Calvino

Será que nós sabemos realmente quem foi Calvino?

Em 1509, há precisamente quinhentos anos, Calvino nascia em Noyon, na Picardia, onde foi baptizado com o nome de Jean Cauvin. Senhor de um forte temperamento, esta personagem histórica permaneceu, contudo, envolta por uma grande discrição que marca a sua própria história de vida.

Éric Denimal oferece-nos com este livro um relato do percurso, quer espiritual quer intelectual, de Calvino, incidindo o seu olhar na infância e no contexto no qual o reformador se inscreve — o fascinante século XVI, circunscrito entre a Idade Média e o Renascimento. O ambiente familiar,
religioso, político e cultural da época influenciou muito este jovem brilhante que gostava de se votar às novas correntes ideológicas. As grandes descobertas abrem novos horizontes e as ideias difundidas por Lutero fazem vacilar as antigas certezas da época.

O estudante de Teologia e de Direito, sedento dos ideais de liberdade, de verdade e de justiça, bebe desta efervescência que alvoroça uma Europa onde as fogueiras tentam a todo o custo manter o poder e os privilégios há muito ultrapassados.

Com o apoio de Théodore de Bèze, Lefèvre d’ Étaples, Guillaume Farel ou de Navarra, ele sobrepõe-se aos seus adversários, subjuga uma Genebra em tumultos e acaba por influenciar claramente e por muito tempo uma Europa em plena mutação.

Ao acompanhar o crescimento e formação do homem de Noyon, e posteriormente de Genebra, ao analisar as suas lutas interiores e individuais contra as autoridades religiosas da sua região natal ou contra a fatalidade que mina a sua vida conjugal, Éric Denimal brinda-nos com uma humana biografia de um homem comovente e convicto que, entre dores e paixões, soube esquecer-se de si em nome da sua obra e missão.

Éric Denimal é jornalista, teólogo e pastor. Autor de inúmeras obras, entre elas o best-seller A Bíblia para Totós.


Título: Falar com os Mortos
Subtítulo: 7 Métodos para Comunicar com os Espíritos
Autor: Konstantinos
Colecção: Portas do Desconhecido
Preço: 20.89€
Pp.: 248

Eles estão à espera...

Vozes vindas do Além... rostos de fantasmas surgem no vídeo... uma presença
luminosa aparece numa sessão de espiritismo... é mais do que ficção sobre fenómenos sobrenaturais, são experiências verdadeiras que estão à sua espera.

Ao longo de doze anos, Konstantinos tem realizado experiências sobre o inatingível mundo dos espíritos e obteve um enorme sucesso com cada uma das técnicas descritas nesta obra. As suas instruções simples e descritas passo a passo mostram-nos como podemos usar um comum aparelho electrónico, como os gravadores de cassetes, câmaras de vídeo e computadores, para estabelecer contacto com os mortos, para gravar os fenómenos fantasmagóricos, etc. Além do mais, ele apresenta-nos formas de estabelecer comunicação activa com o mundo dos espíritos!

Aprenda como:

- gravar as vozes de determinados fenómenos;
- usar o «ruído branco» do rádio para dar voz aos espíritos;
- a sua câmara de vídeo poderá captar imagens de fantasmas;
- encorajar os espíritos a usar um computador ou um telefone;
- usar a arte ancestral da bola de cristal para ver os espíritos;
- estabelecer contacto telepático com os mortos;
- conduzir uma sessão de espiritismo.

Quer queira falar com alguém querido que partiu quer deseje investigar uma casa assombrada ou satisfazer simplesmente a sua curiosidade transcendental, esta obra será o seu guia para o Além.

A tecnologia abre as portas para o mundo dos espíritos! Konstantinos há muito que é um estudioso dos fenómenos paranormais e tem sido uma presença frequente em inúmeros programas televisivos. Para além de ter sido cantor de música gótica, é também autor de vários livros, nomeadamente Summoning Spirits, Vampires: The Occult Truth e Gothic Grimoire.


Título: A Falha
Autor: Luís Carmelo
Colecção: Contemporânea
Preço: 15.90€
Pp.: 160

Elvas, vinte e cinco anos após a conclusão do liceu. Um grupo de antigos alunos decide reunir-se para um almoço de confraternização, na esperança de reavivar memórias e de apaziguar os conflitos do passado. Mas o epicentro narrativo ocorre após a prova de vinhos e um passeio a uma pedreira de mármore, em Vila Viçosa.

Eis então que uma inusitada falha na pedreira fará com que os antigos colegas se vejam presos dentro de uma gruta obscura, onde irão permanecer durante dois dias, testando os limites do ser humano e lutando entre a vida e a morte, entre as ilusões do presente e os fantasmas do passado, entre um destino fatal e a fatalidade do destino, entre o racional e o irracional.

A Falha, considerado por muitos como o melhor romance até hoje publicado pelo autor e adaptado ao cinema por João Mário Grilo (2002), é certamente uma hábil análise da natureza dos seres humanos e da sociedade portuguesa pós-25 de Abril, uma incisiva metáfora do destino de um povo.

Luís Carmelo (1954), doutorado pela Universidade de Utreque, é professor na Escola Superior de Design (IADE) e membro da Associação Portuguesa de Escritores (APE) e da Associação Internacional de Semiótica (IASS-AIS). Para além de ser autor de diversas obras de escrita criativa, cadeira que lecciona em várias instituições, entre elas o Instituto Camões, é ainda colunista do jornal Expresso e um activo blogger
.
Vencedor do Prémio de Ensaio da APE, Luís Carmelo já editou nas Publicações Europa-América várias obras de não-ficção, nomeadamente, Manual de Escrita Criativa, vols. I e II e Sebenta Criativa para Estudantes de Jornalismo.

Após o livro de contos A Pé pelo Paraíso, A Falha é a segunda obra de ficção reeditada agora pela Europa-América, na sequência da comemoração dos 10 anos da publicação da obra.

Este mês as Publicações Europa-América estão de parabéns pela excelência das publicações que edita. Destaco "As Guerras Que Já aí Estão e as Que nos Esperam – Se os Políticos Não Mudarem" do Gen. Loureiro dos Santos, que me parece ser um livro muito interessante para se perceber o mundo onde vivemos e que futuro nos aguarda. A obra "A Falha" de Luís Carmelo também me aguça a curiosidade face às boas críticas que tenho ouvido sobre este autor. A obra "Será Que os Gatos Têm Umbigos?" é daqueles livros, julgo, propício a um jovem que começa a questionar o mundo que o rodeia e, sem menosprezar os outros, estou muito curioso no livro "Caminhos de Glória" de Jeffrey Archer, sobretudo pelas excelentes críticas a este autor e pelos seus livros serem sempre best-sellers. A ver vamos, depois emitirei a minha opinião.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Novidades "A Esfera dos Livros"

Autores: Rui Ramos (coord.), Bernardo Vasconcelos e Sousa e Nuno Monteiro
Colecção: História
P.V.P: 39 €
ISBN: 978-989-626-139-9
Páginas: 976 + 52 extratextos
Formato: 16 X 23,5 / Cartonado
Data de lançamento: Novembro

Rui Ramos, Bernardo Vasconcelos e Sousa e Nuno Monteiro, professores universitários da nova geração de historiadores apresentam a História de Portugal num só volume, da Idade Média ao século XXI.
Numa narrativa clara e rigorosa os autores abordam os nove séculos da nossa história através das suas dimensões política, económica, social e cultural, dando uma visão integrada de cada época e momento histórico, colocando, ao mesmo tempo, a História de Portugal no contexto da História da Europa e do mundo.
Com ilustrações a cores, mapas, cronologias e lista de governantes trata-se sem dúvida de uma obra de referência fundamental para compreender o passado e o presente num momento de grandes decisões e escolhas para o futuro de Portugal.

Rui Ramos é Investigador Principal do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, onde ensina nos cursos de Mestrado em Política Comparada e de Doutoramento em Ciência Política, e Professor convidado na Universidade Católica Portuguesa (Lisboa). Licenciado em História pela Universidade Nova de Lisboa e doutorado em Ciência Política pela Universidade de Oxford, é autor de vários livros.
Bernardo Vasconcelos e Sousa é Professor na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde tem leccionado no âmbito da Licenciatura e do Mestrado em História Medieval e de cujo Instituto de Estudos Medievais foi Presidente. Tem várias obras editadas.
Nuno Gonçalo Monteiro é InvestigadorCoordenadordo Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e Professor convidado do ISCTE (Lisboa). Doutorado em História Moderna pela F.C.S.H/Universidade Nova de Lisboa e agregado em História pelo ISCTE, realizou conferências e comunicações em vários países, tendo sido professor visitante em universidades espanholas, francesas e brasileiras. Tem várias públicações editadas.

Autor: Eduardo Alves Marques
Colecção: História Divulgativa
P.V.P: 26 €
ISBN: 978-989-626-189-4
Páginas: 280 + 52 extratextos
Formato: 16 X 23,5 / Cartonado
Data de lançamento: Novembro

No seu casamento D. Estefânia usou um diadema de quatro mil diamantes oferecido pelo marido, uma jóia imponente cujo peso a fez sangrar da cabeça em plena igreja. Do Brasil D. Maria II trouxe magníficas pedras preciosas que espantavam as damas da corte. Já D. Maria Pia chegou a Portugal com um dote de que faziam parte mais de 68 jóias, mas a rainha era uma apaixonada pela joalharia e, desde cedo, começou a encomendar as suas jóias aos melhores joalheiros portugueses e estrangeiros, sem olhar a custos. Mais contida, D. Amélia tem como peça de eleição o diadema D Luís, uma jóia de 800 diamantes montada sobre ouro e prata, oferecida pelo sogro e que fazia questão de usar nas cerimónias oficias de aparato.
São estas e outras histórias sobre as jóias reais e as rainhas que as usaram que Eduardo Alves Marques recupera do esquecimento. Este livro, baseado numa investigação cuidada e exaustiva, e com uma preciosa colecção de imagens, conta-nos episódios marcantes da História de Portugal através das peças de joalharia que, em silêncio, mas perante o olhar de todos estiveram presentes em grandes cerimónias de Estado.
Nestas páginas vai encontrar estórias e curiosidades, lendas e factos sobre braceletes, colares, pulseiras, diademas e outros objectos que ganham uma nova vida nesta original obra.

Eduardo Alves Marques nasceu a 7 de Dezembro de 1975 em Montargil. Licenciado em Arquitectura, desde cedo se dedicou à investigação do gosto e da vivência da Casa Real. Após 10 anos de trabalho no estrangeiro, regressa a Portugal com o intuito de reunir os vários elementos que tinha coligido ao longo de anos de investigação, resultando parte dessa colecta no livro que agora se apresenta.



Autor: Ana Cristina Pereira e Joana Troni
Colecção: História Divulgativa
P.V.P: 24 €
ISBN: 978-989-626-188-7
Páginas: 333 + 24 extratextos
Formato: 16 x 23,5 / Cartonado
Data de lançamento: Novembro

Na História de França o sexo e a sedução foram meios muitas vezes utilizados para atingir o poder. Se é verdade que sempre houve amantes dos reis, só a partir da dinastia de Valois, com Francisco I, as amantes começam a ganhar papel de destaque e a rivalizar com a figura da rainha legítima. Basta referir Diane de Poitiers que esteve sempre presente nos actos públicos da família régia.
Foi com a dinastia de Bourbon que a figura da amante se institucionalizou e ganhou todo o seu esplendor. Henrique IV teve 14 amantes e 11 filhos ilegítimos. A sensual e inteligente Madame de Montespan era tratada como a verdadeira «Rainha de França». O seu neto, Luís XV, perdeu-se de amor pelas irmãs Mailly, mas a sua mais célebre amante foi Madame Pompadour, uma das mulheres mais bonitas de Paris, sendo seguida por Madame du Barry, prostituta que se tornou a favorita oficial da corte de Versalhes, que acabou na guilhotina aquando da Revolução Francesa.

Ana Cristina Pereira Nascida em Lisboa em 1981, é licenciada em História e Mestre em História Moderna pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Tem-se dedicado ao estudo da História da Casa Real e Corte e à História das mulheres em Portugal nos séculos XVII e XVIII, participando em vários congressos nacionais e internacionais. Publicou em 2008, Princesas e Infantas de Portugal (1640-1736), com a chancela das Edições Colibri.
Joana Troni nasceu em Lisboa e é doutoranda da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Publicou recentemente a sua tese de mestrado Catarina de Bragança (1638-1705), Lisboa, Colibri, 2008.



Título: Salmos
Autor: José António Pagola
Colecção: Religião
P.V.P: 18 €
ISBN: 978-989-626-194-8
Páginas: 248
Formato: 13,5 X 21,5 / Cartonado
Data de lançamento: Novembro

Quer falar com Deus, mas não sabe como? Há alturas em que nos apetece confrontá-Lo com a nossa dor e sofrimento ou simplesmente dar-Lhe graças pelas alegrias da nossa vida, partilhar momentos de esperança e coragem, situações que estamos a viver e falar-Lhe das dúvidas e desilusões com que nos confrontamos.
Com a força e a sinceridade própria dos salmos, este livro vai ajudá-lo a rezar a qualquer hora do dia e em qualquer lugar. Organizada por situações e sentimentos concretos que vivemos no nosso dia-a-dia, esta obra apresenta-nos 150 salmos que espelham os sentimentos do coração – a doença, a esperança, o perdão, a confiança, etc.
Porque é fundamental partilhar com Deus os momentos mais importantes da nossa vida, esta obra faz uma selecção dos principais salmos e de invocações e súplicas retiradas dos salmos e evangelhos. Frases breves que, em poucas palavras, dizem muito. O autor José Antonio Pagola desafia-o: reze devagar, sem pressas e saboreie cada palavra. Reze com o coração.

José Antonio Pagola é sacerdotee e tem dedicado a sua vida aos estudos bíblicos, nomeadamente à investigação sobre o Jesus histórico. Nascido em 1937, é licenciado em Teologia pela Universidade Gregoriana de Roma (1962), licenciado em Sagradas Escrituras pelo Instituto Bíblico de Roma (1965), e diplomado em Ciências Bíblicas pela École Biblique de Jerusalém (1966).

Autor: Joana Mayer
Colecção: Manuais e Guias
P.V.P: 28 €
ISBN: 978-989-626-187-0
Páginas: 168 Ilustrado
Formato: 21 X 22 / Brochado
Data de lançamento: Novembro

Ao ar livre, à volta da lareira, num jantar informal, num chá entre amigas ou numa ocasião mais festiva como o Natal, o gosto de receber os seus convidados passa por vários detalhes que envolvem algum empenho, muita organização e principalmente imaginação.
Joana Mayer apresenta-lhe cerca de 80 receitas práticas, fáceis de confeccionar e requintadas que vão impressionar os seus amigos e familiares. Sopa de lavagante, pernil com risotto de legumes, pregado com ervas aromáticas ou mousse de chocolate branco são alguns dos pratos que Joana Mayer lhe ensina a preparar. Neste livro encontra ainda conselhos e dicas úteis para receber com estilo os seus convidados.
Escolher a ementa ideal, criar um ambiente acolhedor, saber colocar uma mesa ou escolher um bom vinho são passos fundamentais para que você e os seus amigos desfrutem de momentos inesquecíveis à mesa.
O gosto de Joana Mayer pela gastronomia relevou-se desde cedo. Herdeira de antigas receitas de família e dotada de uma enorme curiosidade pela arte de receber à mesa, Joana Mayer aprendeu a recriar com mestria sabores, texturas e aromas numa cozinha simples, baseada na qualidade dos produtos confeccionados, mas com uma alma que a torna muito especial.

Joana Mayer realizou cursos em França, Espanha e Itália e, juntamente com a sua mãe que lhe transmitiu o gosto pela arte de receber, serviu chefes de Estado e personalidades como a rainha Isabel II de Inglaterra; Sua Santidade, o Papa João Paulo II; Ronald Reagan ou George Bush.

Autor: J. Randy Taraborrelli
Colecção: Fora de colecção
P.V.P: 35 €
ISBN: 978-989-626-192-4
Páginas: 656 + 32 extratextos
Formato: 16 X 23,5 / Brochado
Data de lançamento: Novembro

Já tanto se escreveu sobre a vida e a carreira de Michael Jackson que é quase impossível separar o homem do mito. Fruto de uma pesquisa de mais de 30 anos, com entrevistas exclusivas a familiares, amigos e ao próprio artista em diversas ocasiões, o prestigiado jornalista J. Randy Taraborrelli traça um retrato objectivo, verdadeiro e revelador da vida do artista que marcou para sempre o mundo da música.
Da sua infância enquanto criança talentosa, à relação com o pai, das batalhas judiciais e aparições públicas controversas, à sua progressiva transformação física, dos casamentos polémicos às suas grandes paixões e vícios, o autor revela-nos as estórias por trás das luzes do palco enquanto nos faz viajar pelo mundo musical em que o artista cresceu. Dos primeiros passos junto dos seus irmãos, Jackson 5, aos vídeos inovadores e grandes êxitos como Thriller ou Bad. Da voz original aos passos de dança geniais, Michael Jackson, que morreu aos 50 anos de idade, conquistou o seu lugar como rei da pop.
Uma biografia fundamental não só para os grandes fãs do cantor, mas para todos os que gostam de música.

J. Randy Taraborrelli é um respeitado jornalista do mundo do entretenimento e participa em vários programas de televisão. É autor de vários livros entre eles, Sinatra: The Man Behind the Myth, Madonna: An Intimate Biography. É jornalista correspondente para The Times, Paris Match e Daily Mail.

Nestas novidades quero realçar as obras "História de Portugal" e "Se as Jóias Falassem". Sendo uma das minhas área de eleição, a História, penso ser estas obras de uma grande importância no panorama cultura em Portugal.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Extraordinárias Aventuras da Justiça Portuguesa (As) – Sofia Pinto Coelho



“As Extraordinárias Aventuras da Justiça Portuguesa” é, segundo a própria autora, um livro onde se expõe casos absolutamente extraordinários que demonstram que, para além de cega, em Portugal a justiça é uma aventura, assemelhando-se a “um prédio que não tem gestão de condomínio e que no seu patamar cada condómino faz o que quer.”

Foi com uma enorme expectativa que iniciei a leitura deste livro. Não porque conhecesse a autora (de facto já tenho visto um ou outro programa “Perdidos e Achados”, mas porque logo na sinopse me pareceu estar em presença de algumas histórias que tornam a justiça em Portugal algo que, vá lá, sui generis.

A estrutura da obra é, por si só, bastante apelativa. Divididos em 11 capítulos, todos com título que nos situa quanto ao género dos factos abordados (ex: cap. 5. condições de trabalho (nos tribunais); cap. 8: Julgamentos; etc), a autora vai dissertando sobre casos que acompanhou pessoalmente ou que lhe chegaram ao conhecimento através dos próprios implicados. Logo, todas as histórias são verídicas e, meus caros e caras, fica-se com a ideia de a justiça em Portugal concorrer com sistemas judiciais do Burkina Faso ou do Botwsana (sem menosprezo para estes países).

É assustador ler tantas histórias de falta de condições, excesso de trabalho, incompetência, abuso de poder, vaidade, servilismo ou corrupção. Às tantas dava por mim a rir e a pensar: “isto só pode ser anedota. Não pode ser possível isto acontecer em Portugal. Fará Portugal parte da Europa?”.

Há histórias verdadeiramente surreais, horríveis algumas que expõem não só os vícios do sistema Judicial (vícios que se conhecem mas que teimam em não se mudar) português como, em especial, os vícios da alma lusa.

A ironia da autora faz-se sentir praticamente em todos os factos narrados. Há histórias tão estúpidas, tão rídiculas, tão irracionais, que a única forma de as encararmos é com ironia, rezando, contudo, para que nunca nos aconteça a nós, pois o grave de todas as narrações é que ouve gente prejudicada, gente que se viu sem chão por um sistema que lida com papéis e não com pessoas.

Entrelinhas também se sente críticas aos juízes (sôtoresjuízes), alguns sem qualquer aptidão para o importante papel que desempenham e para a classe dos advogados. Atente-se na críticas do bastonário da Ordem dos advogados aos juízes, aos advogados e ao próprio sistema judicial português: "É nosso dever denunciar e combater esses resíduos para que a honradez, a honorabilidade e a respeitabilidade de toda a classe não seja manchada pela existência de algumas maçãs podres que persistem em existir no nosso seio", declarou Marinho Pinto. “O advogado auxilia a pessoa que cometeu um crime ou é suspeita de ter cometido um crime a defender-se em juízo, mas não auxilia as pessoas a cometer crimes, muito menos a cometê-los em nome de alguns clientes. Esta ideia tem que ficar bem clara porque existem resíduos na nossa profissão que não actuam assim". Faz agora sentido muito do que o bastonário tem proferido.

É triste perceber a realidade em Portugal e é, sobretudo, aterrador.

Licenciada em Direito, Sofia Pinto Coelho começou a sua actividade de jornalista no semanário Expresso e actualmente trabalha na estação de televisão SIC, onde se especializou em temas jurídicos.

Já foi distinguida com o "Prémio Justiça e Comunicação Social Dr. Francisco Sousa Tavares", atribuído pela Ordem dos Advogados, e com o "Prémio Especial do Júri" no Festival de Cinema de Cartagena das Índias, Colômbia, por uma reportagem.

Actualmente coordena o programa “Perdidos e Achados”.

Classificação: 5

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Novidades "Publicações Europa-América"


Título: Um Conto de Natal
Autor: Charles Dickens
Colecção: Clássicos
Preço: 17.90€
Pp.: 182

Um Conto de Natal ou O Natal do Sr. Scrooge é talvez um dos mais conhecidos contos da literatura universal e, sem dúvida, o mais conhecido conto de Natal.
Nele, todo o sortilégio do Natal é tratado na prosa de um dos melhores caricaturistas sociais de todos os tempos, que foi talvez aquele que melhor soube apreender e transmitir o espírito do Natal!

Inúmeras vezes adaptado ao teatro, cinema e televisão, poucos serão aqueles que ainda não ouviram falar do fantasma do Natal Passado, do fantasma do Natal Presente e do Fantasma do Natal Futuro e do velho avarento que é visitado por estes espíritos que lhe transmitirão o verdadeiro sentido do Natal.

Escrito por Charles Dickens em 1843, Um Conto de Natal merece agora uma grande produção cinematográfica da Disney, recorrendo às mais modernas tecnologias.

Um clássico intemporal!
Leia o livro. Veja o filme.


Título: O Símbolo Perdido Descodificado
Autor: Simon Cox
Colecção: Portas do Desconhecido
Preço: 15.90€
Pp.: 240

O guia não autorizado dos factos por detrás da ficção
Descubra a verdade por detrás dos símbolos…

O best-seller de Dan Brown, O Símbolo Perdido, tornou-se um sucesso internacional que rivaliza com O Código Da Vinci e Anjos e Demónios e apresenta a milhões de leitores o mundo misterioso da Maçonaria, os seus rituais e símbolos. Em apenas doze horas, segredos perpetuados pela História e enigmas milenares são revelados por Robert Langdon, o simbologista e professor de Harvard criado por Dan Brown.

Mas, após a leitura do romance, muito leitores perguntar-se-ão onde acaba a realidade e começa a fantasia do autor.
O Símbolo Perdido Descodificado é o guia essencial para o romance, dando importantes informações e lançando uma nova luz sobre muitos mistérios que envolvem a Maçonaria e os seus vários grupos. Num simples formato de A a Z, esta obra revela as respostas, mais estranhas que a ficção, para perguntas como:

- o A cidade de Washington foi realmente construída de forma a reproduzir símbolos maçónicos?
- o Qual é o significado do 33.º grau da Maçonaria?
- o Que segredos encerra o laboratório do Instituto Smithsonian?
- o O que simboliza a Mão dos Mistérios?

O Símbolo Perdido Descodificado é uma fonte de referência inestimável para os muitos fãs do romance e para todos os interessados na fascinante verdade por detrás da Maçonaria e dos seus símbolos e rituais.

Este livro não foi aprovado, licenciado ou sancionado por qualquer entidade envolvida na criação ou produção d’ O Símbolo Perdido.

Simon Cox é o autor dos best-sellers internacionais O Código Da Vinci Descodificado, Anjos e Demónios Descodificado, The Dan Brown Companion e também da colecção «A to Z». É um famoso conferencista e divide o seu tempo entre o Reino Unido e Los Angeles, onde criou a Henu Productions, empresa da qual é presidente. Foi considerado pela BBC um «historiador do obscuro» e trabalhou como investigador para alguns dos principais nomes no campo da História alternativa, incluindo Robert Bauval, David Rohl e Graham Hancock.

Realço o fantástico "Conto de Natal" do mestre Charles Dickens. Uma história que nos faz sentir a verdadeira magia e fascínio do Natal.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Fúria Divina (A) – José Rodrigues dos Santos


José Rodrigues dos Santos, jornalista, pivot do telejornal da RTP, surgiu na ribalta literária em 2004 aquando da publicação do soberbo romance “A Filha do Capitão”. Desde logo foi capaz de criar uma enorme legião de fãs, não pela figura pública que é, mas sobretudo porque sabe como contar uma história, sabe como lançar motivos de interesse e tem uma grande capacidade de nos situar no centro da acção informando-nos, ou seja, os seus livros não são meros romances, neles há todo um vasto oceano de informações, aprendemos, é útil e, em simultâneo, diverte-nos.

O estilo é deveras simples. A escrita é corrida, trabalha bem os personagens, não lhes dá grande profundidade mas fornece-lhes carácter, situando-os nos momentos temporais em que se situa a narrativa, tornando-os um elo para explorar o contexto sociológico.

Foi assim na “Filha do Capitão” e em “A Vida num Sopro”. No entanto constatamos que José Rodrigues dos Santos escreve romances de dois estilos distintos mas com alguns elos em comum. Um, o que mais me agrada, o género Histórico, o outro, mais comercial e que melhor vende noutros mercados, o género thriller com alguns laivos de histórico.

Para este género, que muitos apelidam de Dan Brown, JRS criou no primeiro livro “Codex 632” o personagem Tomás Noronha, professor de História e criptanalista.

E é com este personagem, português de gema, que construiu quatro romances sempre com um denominador em comum: todos eles abordam aspectos preocupantes e actuais que estão na agenda dos governos de todo o mundo.

E isso sucede, uma vez mais, neste “A Fúria Divina”.

Não vou entrar em pormenores, mas JRS lança-nos uma história que é simplesmente um alerta num vasto rol de informações sobre os muçulmanos e sobretudo o fundamentalismo. Explica-nos porque é que ele existe, o que está por detrás do fanatismo, quais as fundações da religião, a sua História.

Embora não se debruce ou analise intensivamente o Alcorão, facilmente percebemos que o livro sagrado dos muçulmanos está por detrás, a sua interpretação textual ou não, dependendo do que se quer interpretar.

Esse é o principal tema do livro. Como pano de fundo, duas histórias que nos servirá para entender o porquê da Jihad, do surgimento de Mujaydin. Por um lado Ahmed, jovem egípcio que desde cedo vê alimentado o seu ódio contra os kafirun (cristãos), por outro, uma história onde Tomás Noronha é contratado para decifrar uma mensagem supostamente da Al-Qaeda.

Obviamente que sucedem as típicos perseguições, situações um pouco forçadas ou até algo estapafúrdias (penso que é o grande fraco de JRS), Tomás Noronha, embora não seja tão ingénuo como no último romance, ainda tem atitudes um pouco ridículas, mas o certo é que este livro serve muito bem o sue propósito, com ele ficamos a conhecer um pouco da religião muçulmana, da Alcorão e do que está por detrás do fundamentalismo e do seu ódio ao Ocidente.


Classificação: 5

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Novidades "Saída Emergência"

Título: O Prazer da Noite
Autor: Sherrilyn Kenyon
Páginas: 304
PVP: 18,85 €
Data de Lançamento: 13 de Novembro
Chancela: Chá das Cinco
Segundo volume da colecção dos “Predadores da Noite"

Sinopse: “Querida leitora,
Alguma vez quis saber como era ser imortal? Viajar pela noite caçando os vampiros que perseguem os humanos? Ter riqueza e força ilimitadas? Essa é a minha vida e é escura e perigosa. Sou herói de milhares, mas ninguém me conhece. E adoro todos os minutos. Pelo menos era o que eu pensava até que, certa noite, acordei algemado ao meu pior pesadelo: uma mulher conservadora, de camisa apertada de cima a baixo. Ou, no caso de Amanda, abotoada até ao queixo. É inteligente, sensual, espirituosa e não quer ter nada a ver com o paranormal, por outras palavras, comigo.
A minha atracção por Amanda Devereaux vai contra tudo aquilo que represento. Já para não dizer que, da última vez que me apaixonei, isso me custou não só a minha vida humana como a minha alma. Ainda assim, sempre que olho para ela, dou por mim a desejar tentar de novo. A desejar acreditar que o amor e a lealdade existem. Ainda mais perturbador, dou por mim a perguntar se haverá alguma forma de uma mulher como Amanda amar um homem cujas cicatrizes da guerra são profundas, e cujo coração foi ferido por uma traição tão selvagem que não sei se voltará a bater de novo.”


Título: Os Generais
Autor: Simon Scarrow
Páginas: 544
PVP: 23,94€
Data de Lançamento: 13 de Novembro
Chancela: Saída de Emergência

Sinopse: Napoleão Bonaparte e Duque de Wellington. Dois gigan- tes da História e um mundo pequeno demais para os abarcar. Corre o ano de 1796 e tanto Arthur Wellesley (mais tarde conhecido por Duque de Wellington), como Bonaparte estão a deixar a sua marca como homens de reconhecido génio militar. Comandante do 33º Regimento de Infantaria, Wellesley é enviado para a Índia, onde as suas habilidades e coragem impressionam grandemente os seus superiores.
No papel de comandante do Exército de Itália, Napoleão Bonaparte trava batalhas com sucesso e alcança uma rápida evolução política. Em 1804 proclama-se Imperador de França e ambiciona conquistar toda a Europa. Chegou o tempo para o futuro Duque de Wellington enfrentar Napoleão num combate épico que abalará o mundo e ficará registado para sempre na História.


Título: Aliança das Trevas
Autor: Anne Bishop
Páginas: 336
PVP: 18,85 €
Data de Lançamento: 13 de Novembro
Chancela: Saída de Emergência

Sinopse: Há setecentos anos, num mundo governado por mulheres e onde os homens são meros súbditos, uma Viúva Negra profetizou a chegada de uma Rainha na sua teia de
sonhos e visões. A ex-rainha Bhak é agora apenas Cassidy, uma habitante de Dharo que perdeu o seu privilégio após a sua corte ter preferido servir a deslumbrante e bem relacionada Kermilla. Numa terra dizimada pelo seu passado – em tempos governada por rainhas corruptas que foram banidas após uma vaga de destruição e violência – o Principe Senhor da Guerra Theran Grayhaven, procura uma parceira para o ajudar a restaurar a sua terra e a sua linhagem. O seu povo vive sem líder e sem esperança e precisa de uma rainha que se recorde do código de honra e dos costumes antigos. Com a ajuda de Saetan – Senhor do Inferno - Theran descobre Cassidy, que parece ser a mulher ideal. Tudo parece bem até que o casal se depara com as suas incompatibilidades e Cassidy conhece um misterioso servente que apela ao seu coração. Será Cassidy forte o suficiente para convencer um povo amargura- do a servir novamente uma rainha?



Título: A Casa do Rei Dragão
Autor: Stephen Lawhead
Chancela: Saída de Emergência
Páginas: 384
PVP: 16,96€
Lançamento: 13 de Novembro
Quinto livro da Coleção TEEN e primeiro da trilogia da “Saga do Rei Dragão”

Sinopse: Um guerreiro mortalmente ferido caíra desfalecido no pórtico do templo onde Quentin servia como acólito do deus Ariel. Agora, o jovem Quentin tinha de fazer a sua escolha: entre uma vida mais tranquila e confortável e um caminho desconhecido carregado de perigos.
Em companhia de um punhado de amigos leais, Quentin parte para uma aventura que irá mudar o seu destino e arrastá-lo para um conflito mortal com Jasper, o usurpador, e o sinistro necromante Nimrood.
Stephen R. Lawhead é actualmente considerado um dos melhores escritores contemporâneos cultores do romance fantástico. Para esta sua posição, contribuiu grandemente O Ciclo Pendragon. Mas já antes, Stephen Lawhead revelara a sua mestria na técnica do romance fantástico em obras premiadas como O Cântico de Albion e a trilogia A Saga do Rei Dragão.

Especial realce, por motivos de gosto pessoal, para a obra "Os Generais" que abarca dois dos maiores generais de todos os tempos e para a obra do grande Stephen Lawhead, "A Casa do Rei Dragão ". embora a fantasia não seja o meu género preferido, longe disso, mas destaco a mestria das obras que já li de Lawhead.

Penso escrever a recensão/opinião dos "Generais" nas próximas semanas.

domingo, 8 de novembro de 2009

Terror (O) – Arthur Machen


Artur Machen, apontado por muitos como o grande influenciador de autores como Bram Stoker, Conan Doyle ou Edgar Allan Põe, foi um escritor galês que em finais do séc. XIX e durante as primeiras décadas do séc. XX, escreveu uma série de contos do género fantástico/sobrenatural que, agora, chamam de gótico.

Este “O Terror” possui três contos, aparentemente, isolados que têm como pano de fundo uma época ainda com muitas influências vitorianas (o autor embora se situe em finais dos anos 10 do séx. XX, parece que escreve ainda imbuído da velha Inglaterra dos finais do séc. XIX), lúgubre, brilhantemente descrita e potenciada pelo autor.

Comum aos três contos, diria mesmo que é um traço, a assinatura deste escritor: todo um conjunto de estranhos acontecimentos que assaltam e assustam a comunidade que, face ao desconhecido, não sabem como agir. Machen é exímio em criar uma áurea de mistério. Vai narrando os estranhos acontecimentos e as várias teorias, porém deixa o leitor sempre em suspense, não nos dá pistas fazendo o sobrenatural e a superstição pairar durante todo o tempo.

No entanto registo a teia complexa que Machen constrói em torno de coisa nenhuma. Ou seja, ele vai criando uma estrutura em torno de estranhos acontecimentos que levam a lado nenhum. Em todos os três contos, as ocorrências são absurdas e sem nexo. Os episódios são-nos narrados segundo alguns pontos de vista, penso que Machen joga com os mesmos criando todo um jogo cujos elos são ténues e são precisamente esses elos que criam as explicações para tais mistérios, conclusões fantásticas, mais parecendo que o autor pretende com isso criar metáforas para algo que sucedia no seu tempo.


Classificação: 4

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

As Aventuras da Cadeira dos Desejos - Enid Blyton


Editora: Publicações Europa-América
Edição: 1ª Edição, Outubro 2009
Colecção: As Aventuras da Cadeira dos Desejos

As Publicações Europa-América lançam em Portugal uma colecção infanto-juvenil da autoria da multifacetada escritora britânica Enid Blyton (Os Cinco, Os Sete, Noddy) intitulada: “As Aventuras da Cadeira dos Desejos”, editando logo de início três títulos: “A Ilha das Surpresas”, “A Terra das Criaturas Míticas” e “O Mundo dos Feitiços”.

No primeiro volume da colecção “A Ilha das Surpresas”, naturalmente é-nos contado como tudo começa, como se iniciam as aventuras. Jessica e Tiago são dois irmãos, com oito e sete anos respectivamente, que acabam de mudar da cidade para uma aldeia chamada Fimundo. Aborrecidos, entretêm-se a pesquisar o jardim de casa, descobrindo, nos confins do mesmo, um velho barracão. Entram a medo e, fascinados, descobrem aquele estar cheio de objectos muito velhos e poeirentos, entre eles, uma velha cadeira de baloiço. Quando a começam a limpar, constatam estar desenhos escondidos pelo pó e é desta forma que acabam por libertar um duende chamado Desejoso que, confessa, estar desejoso de regressar a casa e à companhia do seu amigo: o criador de brinquedos.

É assim que se inicia uma aventura destinada a um público infantil, digo eu, propícia a crianças entre os 7 e os 10 anos, tendo assim uma primeira e muito interessante incursão na literatura na sua mais pura e inocente essência: a liberdade de imaginação e as imagens mágicas que esta obra proporciona.

No segundo volume, “A Terra das Criaturas Míticas”, os três amigos vão a uma estranha terra habitada por criaturas míticas, onde interagem com unicórnios, grifos e dragões. Aí são confrontados com uma doença que atinge todos os animais…

No terceiro volume, “O Mundo dos Feitiços”, os três amigos buscam nesse mundo um feitiço que ajude as rosas da sua vizinha, Mollie. Aí conhecem uma nova aventura e, no fim, são surpreendidos pela estranha história dessa vizinha…

Uns excelentes livros para se ler em voz alta a um público infantil, pois qualquer um dos livros tem imagens muito vivas, são muito expressivos e lançam a criança num mundo mágico, assim como na magia da literatura.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Resultados do Passatempo "A Lenda de Sigurd e Gudrún"


Agradeço aos 164 participantes do passatempo “A Lenda de Sigurd e Gudrún” de J. R. R. Tolkien que decorreu de 25 de Outubro até às 23:59 do dia 03 de Novembro. Destes 164 participantes, 140 responderam correctamente às seguintes questões:

1) Que disciplina Tolkien leccionou entre 1925 e 1945?
R: Anglo-Saxão ou Inglês Antigo

2) Que sociedade fundada por J.R.R. Tolkien se dedicava à literatura nórdica?
R: The Coalbiters

3) Onde se inspirou J.R.R. Tolkien para escrever esta obra?
R: Das antigas poesias norueguesas e islandesas conhecidas como Edda Poética


Os vencedores são:

- 44) Eduarda Ferreira Andre (Fiães)
- 115) Susana Pereira Ricardo (Vialonga)

Parabéns aos vencedores e continuação de boas leituras!

Resultados do Passatempo "A Melodia do Adeus"


Agradeço aos 202 participantes do passatempo “A Melodia do Adeus” de Nicholas Sparks que decorreu de 23 de Outubro até às 23:59 do dia 03 de Novembro. Destes 202 participantes, 188 responderam correctamente às seguintes questões:

1) Onde leva Ronnie o seu irmão a passear?
R: À praia

2) Como se chama o pastor?
R: Charlie Harris

3) Que livro aconselharia Nicholas Sparks se um homem se aproximasse dele numa livraria e lhe pedisse uma opinião sobre um romance que deveria ler?
R: “Gates of Fire”, de Stephen Pressfield


Os vencedores são:

- 44) Gabriela Monteiro (Lisboa) – Livro Autografado
- 115) Sara Inês Assunção Ferreira (Ventosa TVD)
- 31) Ângela Machado (Queluz)

Parabéns aos vencedores e continuação de boas leituras!

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Novidades "Europa-América"

Título: O Tempo do Anjo – Os Cânticos do Serafim
Autora: Anne Rice
Colecção: Obras de Anne Rice
Preço: 21.50€
Pp.: 208

Toby O’Dare é um assassino a soldo com fama no submundo do crime. Numa teia de pesadelo e de missões letais, é um homem sem alma e sem nome, às ordens de um misterioso mandante.
Quando um dia se cruza com um estranho ser, um serafim, Toby O’Dare terá de escolher entre salvar ou destruir vidas. E ele, que sonhara em tempos ser padre, viaja no tempo até ao século XIII, em Inglaterra, época de inquietação e trevas onde judeus são acusados de assassinatos rituais e crianças desaparecem em circunstâncias misteriosas.
O Tempo do Anjo, um thriller metafísico sobre anjos e assassinos, marca o regresso de Anne Rice como mestra na criação de histórias que cativaram leitores de várias gerações.

Anne Rice é uma autora consagrada de best-sellers, na área da literatura de fantasia e gótica. Alcançou a notoriedade com Entrevista com o Vampiro, A Rainha dos Malditos e A Hora das Bruxas, entre outros êxitos. O Tempo do Anjo é o primeiro volume da trilogia Os Cânticos do Serafim e mais uma prova do seu talento multifacetado.

Título: As Crónicas dos Elfos II – A Elfo das Terras Negras
Autor: Jean-Louis Fetjaine
Colecção: Contemporânea
Preço: 17.90€
Pp.: 228

Trinta anos antes de O Crepúsculo dos Elfos, o mundo mergulha inexoravelmente na guerra. Lliane, princesa herdeira dos elfos de Eliande, é mantida prisioneira nas Terras Negras. Horrorizada pela selvajaria e crueldade dos seus habitantes, ela tem de lutar pela sobrevivência… mas, a pouco e pouco, ela descobre que os orcs, os gobelins e outros monstros ao
serviço d’Aquele-que-não-pode-ser-nomeado estão mais próximos dela do que alguma vez crera.
Para Lliane, a única esperança de invasão reside numa improvável aliança e no preço que por ela terá de pagar. Ao mesmo tempo, os reinos dos homens e dos elfos, desunidos e minados pela traição, devem preparar-se para fazer frente à mais medonha das ameaças.

O Elfo das Terras Negras é o segundo opus de uma nova série que vai à origem da célebre «Trilogia dos Elfos», mantendo a mesma poesia tingida de mistério, magia e violência.

Nascido em 1956, Jean-Louis Fetjaine é formado em Filosofia e História Medieval. Jornalista e editor desde 1985, é autor de numerosas obras. Com o êxito da sua Trilogia dos Elfos, da qual fazem parte os títulos O Crepúsculo dos Elfos (1998), A Noite dos Elfos (1999), A Hora dos Elfos
(2000), e dos romances O Caminho de Merlim (2002) e Broceliande — O Caminho de Merlim II (2004), bem como As Rainhas de Púrpura I — A Cortesã, Jean-Louis Feitjaine tornou-se um dos principais representantes francófonos da Literatura de Fantasia.
Este segundo tomo de «As Crónicas dos Elfos» continua o relato das aventuras de Lliane, antes de ascender a rainha dos Elfos.


Título: Os Impostores
Autores: Harold Robbins e Junius Podrug
Colecção: Obras de Harold Robbins
Preço: 20.89€
Pp.: 308

Os Impostores prossegue com o legado dos thrillers eróticos de Harold Robbins, tendo por cenário locais exóticos e cenas de sexo escaldantes, enquanto acompanhamos uma especialista em Arte que se envolve com uma série de mortes terríveis, pilhagem de templos e o roubo de antiguidades preciosas.
Ao abrir a porta ao empregado de entregas de um restaurante tailandês, Madison Dupre recebe não um suculento prato de massas mas uma peça de arte rara, originária do magnífico templo de Ankor Wat, nas selvas do Camboja.
Madison sabe que é impossível que este artefacto tenha sido adquirido legalmente. Ao baterem à sua porta, estavam a enviá-la para um dos locais mais perigosos do planeta: Phnom Penh, a capital asiática do sexo, do pecado e das drogas.
Ao envolver-se com assassinos e saqueadores, Madison viaja de Nova Iorque para o Camboja, passando por Hong Kong e pela Tailândia, numa tentativa constante para estar sempre um passo à frente dos salteadores, que matam tão facilmente como roubam. Encontra consolo nos braços de um mercenário; envolve-se com uma modelo russa e o seu «guarda-costas», que a apresentam a uma nova forma de erotismo; e cai nos braços de um príncipe cambojano, cujos jogos sexuais são desconhecidos até pela já vivida Madison. Mas até que ponto estará disposta a ir em nome de antiguidades insubstituíveis e de valor incalculável?

Nascido em Nova Iorque, Harold Robbins é um dos autores de maior renome a nível mundial, com romances que muitas vezes espelham as suas próprias experiências de vida e são povoados por personagens inspiradas em pessoas que terá conhecido.
Junius Podrug foi escolhido pela Fundação Robbins para concretizar ideias, trabalho inacabado e a tradição de Robbins porque foi amigo de Harold e era também um escritor por ele admirado.

Crítica:
«Os Impostores tem de tudo: trama, ritmo, personagens coloridas, cenários exóticos que ganham vida em golfadas de descrições vívidas e uma grande paixão.» William Martin, autor reconhecido pelo New York Times pelo livro The Lost Constitution

«O diálogo de Robbins é movimento puro… As suas personagens transbordam de vida.»
The New York Times


Título: À Volta da Lua
Autor: Júlio Verne
Colecção: Clássicos
Preço: 17.90€
Pp.: 228

Um empolgante romance, sequência de Da Terra à Lua, onde Júlio Verne antecipa o desenvolvimento da astronáutica. À Volta da Lua é um clássico e uma obra fundamental da Ficção Científica.
Escrita em 1870, noventa e nove anos antes da chegada do homem à Lua, é tida como uma obra visionária de Júlio Verne. Com esta edição especial pretende-se também comemorar os 40 anos da chegada do homem à Lua.


Título: Os Alimentos Que Nos Tornam Inteligentes
Autor: Alex Clergue
Colecção: Saber Viver
Preço: 17.50€
Pp: 208

A memória e a criatividade constituem os dois pilares da inteligência dos homens. Ou seja, o cérebro precisa de vitaminas para não sofrer de amnésia, de matérias gordas para alimentar as conexões entre os dois hemisférios e desenvolver os sentidos e o raciocínio.
O autor considera que há 65 alimentos que estimulam mais o desenvolvimento da inteligência. Naturalmente, deve prevalecer o bom senso: alimentar os neurónios com os nutrientes de que eles precisam consegue-se através de uma alimentação equilibrada, onde uns alimentos são mais necessários do que outros. Não há milagres, mas há boas razões para privilegiar o consumo de:

o água, vinho e chá;
o óleos (colza, girassol, milho e soja);
o salada de agrião;
o charcutaria (fiambre, chouriços magros),
o espargos, abacates, beterrabas, pepinos, rabanetes, brócolos, cenouras,
aipos, couve-flor, endívias, espinafres, funchos, favas, feijões, lentilhas,
nabos, cebolas, feijão verde e ervilhas, batatas, pimentos e tomates;
o ostras, algas, bacalhau, carpas, lulas, arenque, mexilhão, salmão,
sardinhas e atum;
o cogumelos;
o arroz, pão e massas;
o cordeiro, fígado, miolos, rins e aves;
o ovos, leite e queijo;
o castanhas, groselhas, limão, melão, avelãs, nozes, melancia e passas de
ameixas;

Quadros práticos completam esta lista, de forma a ajudá-lo a preparar as suas refeições.
Eis-vos então a ter um comportamento alimentar inteligente, de forma a desenvolver as suas capacidades cerebrais, independentemente da sua idade. Graças a esta obra, viverá melhor, pois saberá melhor o que comer.

Título: O Melhor de John Adair sobre Liderança e Gestão
Coord: Neil Thomas
Preço: 17.90€
Colecção: Economia & Gestão
Pp.: 216


«John Adair é, indubitavelmente, um dos mais famosos pensadores mundiais sobre este tema.»
Sir John Harvey-Jones

Aqui, num único livro, temos um resumo brilhante de todas as suas ideias, conselhos e técnicas. É uma lição de um especialista sobre:
∑ Transformar-se num líder eficiente e inspirador
∑ Constituir uma equipa coesa e responsável
∑ Técnicas de criatividade e de inovação
∑ Análise e tomada de decisões
∑ Dominar a arte da boa comunicação
∑ Gerir o nosso próprio tempo, gerirmo-nos a nós próprios

Escrito e apresentado de forma clara, o livro está repleto de orientações e conhecimentos práticos, gráficos, diagramas e formulários muito úteis.

Neil Thomas fez um trabalho impecável ao resumir e sintetizar as muitas pérolas de sabedoria sobre a liderança e gestão que John Adair difundiu ao longo dos anos, num pequeno livro que todos nós devemos ter na secretária.
Leadership and Organisation Development Journal

«Neil Thomas deve ser aplaudido… é um livro para consulta constante. Um grande sucesso… deve encontrar-se nas estantes de todos os gestores.» Revista do Institute of Public Sector Management

O Professor John Adair é internacionalmente conhecido como uma das maiores influências no desenvolvimento da administração e liderança, tanto nas esferas empresariais como nas militares. Tem graus académicos conferidos pelas universidades de Cambridge, Oxford e Londres. Foi professor universitário sénior de História Militar na Royal Military Academy, em
Sandhurst, tornando-se depois o primeiro professor mundial de Estudos de Liderança na Universidade de Surrey. Ele trabalha como consultor de uma grande variedade de organizações de todo o mundo, tanto nos sectores empresariais como governamentais. Recentemente, a República Popular da China atribuiu-lhe o título de Professor Honorário em reconhecimento da sua «notável investigação e contribuição no campo da Liderança».


Título: Os Dilemas do Seu Cão
Autores: Gary R. Sampson e Dick Wolfsie
Colecção: Cães, Gatos, Periquitos & Companhia
Preço: 14.90€
Pp.: 144

Conheça Apache, um setter irlandês que morria de medo de pássaros. O Bigodes, um border collie que pastoreava gatos. E Noah, um pequeno cão d’água que deu uma grande mordidela no traseiro do senhor das obras.
Descubra como o veterinário Gary Sampson resolveu estes e outros dilemas e aprenda, ao mesmo tempo, como poderá encontrar as soluções para os problemas que tem com o seu cão.
Em Os Dilemas do Seu Cão, o Dr. Sampson recorre a exemplos do nosso dia-a-dia, retirados da experiência que teve com os comportamentos dos animais, para ajudar o leitor a: o compreender os motivos que estão na origem do comportamento do seu cão; o adoptar soluções simples e inovadoras para resolver o problema; o prevenir no futuro eventuais maus comportamentos.
Cada capítulo encerra uma lição prática que pode usar no relacionamento com o seu cão. Estas histórias vão fazê-lo rir e, além do mais, vão enriquecer os seus conhecimentos no que diz respeito à definição do comportamento apropriado a ter para com o seu melhor amigo.

Gary R. Sampson é um veterinário especializado em problemas comportamentais de cães e gatos. O Dr. Sampson, cuja prática profissional é bem conhecida no Midwest americano, foi reconhecido como o «Melhor Veterinário» pela publicação Indianapolis Monthly, em 2004.

Dick Wolfsie é um galardoado com um Emmy que trabalha para a WISH-TV em Indianápolis. É autor de sete livros, incluindo Os Mistérios do Seu Gato (Publicações Europa-América), Barney: The Stray Beagle Who Became a TV Star e Stole Our Hearts. A sua coluna humorística pode ser lida em vinte e cinco publicações jornalísticas.

sábado, 31 de outubro de 2009

Caim – José Saramago



José Saramago, único Nobel da Literatura português, gera amores e ódios.

Dono de um feitio muito próprio, sem dúvida algo prepotente e pedante, sabe, contudo e como poucos, contar histórias que chocam mentalidades, aproveitando, explorando uma cultura (a portuguesa) provinciana, saloia, anacrónica e supersticiosa.

Saramago é um profundo conhecedor da natureza humana. Dá provas disso em todos os seus romances, exaltando e salientando os vícios, defeitos e virtudes do ser humano.

Assim, sabe como tocar em muitas feridas, pontos sensíveis do ser humano, criando obras polémicas porque simplesmente escreve aquilo que pensa sem receios do politicamente correcto, do “parecer bem” tão tipicamente português e isso choca, cria incómodo, até porque as pessoas se revêem nos seres humanos criados por Saramago.

Em “Caim”, Saramago é apenas e só Saramago na sua melhor forma.

Devido à polémica gerada aquando do lançamento do livro, a expectativa era grande, sobretudo porque tenho no “Evangelho Segundo Jesus Cristo” o seu melhor livro, aquele onde Saramago é mais corrosivo. Fiquei então com a convicção ser este “Caim” do mesmo género. Andei perto, é de facto do mesmo género, mas é mais violento, mordaz, irónico e ostensivamente belicoso.

Quer queiramos quer não, crentes ou não crentes, todos fomos educados à luz da tradição católica/cristã. Estamos imbuídos de valores cristãos que quando os vemos ser colocados em causa pode criar alguma estranheza e algum, ou muito, choque.

Estou convicto que “Caim” tratou-se de uma ajuste de contas entre José Saramago e Deus (com a igreja no pensamento) em que ele, conforme direito que lhe assiste, demonstra toda a sua descrença e asco.

Independentemente das minhas próprias crenças, o certo é que respeito a crença de cada um, a religião de cada um e julgo que em “Caim” José Saramago se excede (ele acabou por admitir precisamente isso), quer na linguagem, quer no propósito.

Eu adorei o livro!

Delirei com a ironia cortante, com a forma como Saramago vai mostrando o ridículo, a insanidade e a impossibilidade da existência de um Deus e dos episódios descritos no Velho Testamento. Mas achei excessivo o ódio impregnado nas palavras.

Há passagens, quase todas, que evidenciam a suprema maldade, a malévola essência do Deus Cristão, que ridicularizam a figura de Deus, porque não obstante o livro conter várias passagens do Velho Testamente (confesso que nunca li a Bíblia, apenas algumas passagens aqui e ali) “Adão e Eva”, “Torre de Babel”, “Moisés quando desce o Monte Sinai”, “O Dilúvio”, entre outros, o que aqui se ressalva é o constante ataque a Deus e o quanto o mesmo não passa de uma mera criação humana ou então de um ser ridículo, fraco, vingativo, maldoso e cheio de defeitos.

O livro é excelente. O diálogo do querubim com Adão e Eva aquando da expulsão destes do Jardim do Paraíso, a narração do Dilúvio, onde Saramago coloca Caim (figura presente em todas as histórias) na barca, é de ir às lágrimas de riso. As conversas de Caim com Deus são soberbas, a forma como o mesmo Caim parte pelo mundo… enfim, um livro que ficará na galeria das grandes obras da literatura portuguesa, mais uma destinada a ser clássico.

A ideia de Deus é, confesso, o único erro que não posso perdoar ao homem” - História de Juliette ou as Prosperidades do Vício", Marquês de Sade


Classificação: 6

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Passatempos a Terminar



Faltam 4 dias para terminar os Passatempo "A Melodia do Adeus" e "A Lenda de Sigurd e Gudrún" que oblog NLivros realiza em parceria com a Editoral Presença e as Publicações Europa-América.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Novidades "A Esfera dos Livros"


Colecção: Manuais E Guias
P.V.P: 18 €
ISBN: 978-989-626-190-0
Páginas: 344
Formato: 16 X 23,5 / Brochado
Data de lançamento: Outubro

Sou alérgico a um alimento que é o ingrediente principal de um jantar do qual sou convidado. O que devo fazer? O que faço quando encontro uma espinha na comida? O que fazer quando nos esquecemos do nome de alguém que se prepara para nos cumprimentar? Por acidente, deixei cair um talher durante um jantar mas ninguém reparou. Posso apanhá-lo e fingir que nada aconteceu? É apropriado ter fotografias da minha família na secretária do trabalho? Numa festa de aniversário num restaurante é de bom-tom cantar os «Parabéns a você» ou isso só deve ser feito em privado? Dizem as regras de etiqueta que num casamento se devem sempre usar meias/collants. E se a cerimónia se realizar em pleno Verão? Como redigir uma nota de condolências?
Estas são algumas das dúvidas às quais Vicky Fernandes responde no seu novo livro Chic em Qualquer Ocasião. Vicky Fernandes explica-nos não só as regras fundamentais de etiqueta e protocolo, mas também todas as pequenas questões que nos assaltam no nosso quotidiano. Questões que podem parecem pequenas, mas que, afinal, podem ter uma importância vital nas nossas relações pessoais ou profissionais. É preciso estar preparado para qualquer situação.





Colecção: Esfera Infanto-Juvenil
P.V.P: 11.5 €
ISBN: 978-989-626-184-9
Páginas: 80
Formato: 14,4 x 22,8 / Brochado
Data de lançamento: Outubro

Sabes que sempre, todos os dias, Deus vive contigo. Sabes que sempre, todos os dias, tu vives com Deus. Isto dá muita alegria a Deus. Oxalá te dê a ti a mesma alegria!
Neste livro vais encontrar diferentes maneiras de falar com Deus. Mas o importante é que tu mesmo inventes as tuas próprias orações para falares com Ele. Pede aos teus familiares mais próximos (pais, avós…) te ajudem.



Colecção: Esfera Infanto-Juvenil
P.V.P: 30 €
ISBN: 978-989-626- 185 - 6
Páginas: .352
Formato: 21x27,7 / Cartonado
Data de lançamento: Outubro

Neste livro encontras a palavra de Deus. Reunimos as melhores histórias do Antigo e do Novo Testamento, numa linguagem acessível e acompanhada por ilustrações fascinantes que te vão fazer viajar até ao tempo em que Jesus Cristo viveu.
Vais ficar a conhecer os antepassados de Jesus de Nazaré, a sua vida e a dos seus seguidores, pessoas como tu, que um dia se encontram com Deus e vivem histórias cheias de aventura, viagens e amizade. No fundo são histórias de amor, histórias de um Deus próximo e amigo que ama todos os homens e o mundo que criou.
Nas páginas finais deste livro poderás visitar os lugares por onde passaram Jesus e os seus antepassados, ficar a conhecer quais eram os seus costumes e tradições, o que comiam, como se vestiam, como eram as suas casa, em que trabalhavam e muitas coisas mais.





Colecção: Actualidade
P.V.P: 20 €
ISBN: 978-989-626-186-3
Páginas: 280
Formato: 16 x 23,5 / Brochado
Data de lançamento: Outubro

As histórias que vai encontrar neste livro podem parecer insólitas, estranhas, até surreais, mas são verídicas. Da história da juíza que resolveu um problema de barulho despejando água para casa dos vizinhos, ao de um advogado que para obter cópia de um processo se viu obrigado a levar a fotocopiadora para o tribunal. Do juiz excomungado por um pastor condenado por dívidas, ao caso do roubo do queijo fatiado no valor de 1,29 € que foi a julgamento e ocupou a Justiça portuguesa durante dois anos, ou ainda do carpinteiro condenado por ter disparado uma pressão de ar contra Lacindo, o gato da vizinha que se atrever a devorar o seu jantar.
A jornalista Sofia Pinto Coelho acompanhou a maioria dos casos aqui relatados e traça um retrato real, divertido, mas rigoroso da Justiça portuguesa. Das condições de trabalho, ao estado das prisões e à relação entre juízes e advogados ou entre procuradores e a polícia.
Por estas páginas passam juízes, advogados, procuradores, funcionários judiciais e pessoas como nós que por uma ou outra razão já se viram a braços com a justiça. E quando esta lhes bateu à porta perceberam que para além de cega, a justiça em Portugal pode tornar-se numa aventura absolutamente extraordinária.

Lançamento no dia 2 de Novembro, no Antigo Tribunal Militar, em Santa Clara. Apresentação por António Pires de Lima e João Miguel Tavares

Colecção: Fora de colecção
P.V.P:
19 €
ISBN: 978-989-626-180-1
Formato: 16 X 23,5/ Brochado
Data de lançamento: Outubro

Não é de estranhar que o exercício do poder e os seus segredos despertem a curiosidade do ser humano. Ao longo da História da humanidade muitos pensadores sentiram fascínio pelo poder. Mas por que razão o poder é tão desejado? Como se consegue? Como se perde? Como o exerceram os super-poderosos Augusto, Maomé, Napoleão, Hitler…Churchill, Estaline, Kennedy, Rockfeller… os grandes senhores do Renascimento ou o papado? Como o exercem as multinacionais? O poder implica sempre corrupção? Será que na alma humana existe um desejo de submissão? Será mais importante o verdadeiro poder ou o poder que os nossos inimigos julgam que temos?
O autor responde a estas perguntas, entrando no apaixonante labirinto do poder e as suas representações. O autor acredita que se trata de um fenómeno omnipresente e subtil que se encontra em todos os campos: sexo, amor, família, religião e mundo empresarial, se bem que muitas vezes seja camuflado, razão pela qual é muito difícil conhecer as suas estratégias. José Antonio Marina é um dos mais conhecidos pensadores espanhóis, sendo aclamado pela crítica e pelo público e tendo recebido inúmeros galardões entre os quais de destaca o Prémio Nacional de Ensaio. A sua obra, que inclui importantes long-sellers, demonstra que a filosofia não tem necessariamente de estar reservada aos estudiosos.