sexta-feira, 4 de maio de 2012

O valor dos Blogues

Isto foi um dos assuntos abordados na tertúlia do passado dia 19 de Abril e que despoletou uma discussão muito interessante com diversos pontos de vista.
Pessoalmente considero que as editoras ainda não se aperceberam do imenso poder dos blogues na promoção e divulgação dos livros. Continuam agarradas a velhos conceitos, entretidas a bajular críticos literários ou entertainments televisivos.
Contudo, a blogosfera pode ser um local muito interessante para os seus interesses, todas elas não possuem indicadores nem se preocupam em medir o impacto dos blogues, satisfazendo-se com as meras e repetitivas divulgações das novidades e passatempos. Basta navegarmos uns momentos pelos muitos blogues que existem, alguns deles nascidos com pretensões claras, para que percebamos não existir critérios em relação às parcerias, pois é facilmente constatável a fraca qualidade da maioria dos blogues literários que se entretêm em serem uns meros veículos de publicidade editorial em troca de livros de borla.
A meu ver, a grande mais valia que os blogues podem oferecer às editoras são as suas opiniões sinceras e despretensiosas, despidas de obrigações facciosas. Mas notem que refiro opiniões e não sinopses melhoradas ou maquilhadas como tanto por aí pulula. Dessa forma a editora poderá medir o possível impacto natural daquela(s) obra(s) e o consequente promoção do(s) autor(s), pois é aí que reside a força e o interesse do blogue a par da interacção dos próprios bloggers.
Ora bem, foi precisamente de encontro a este pensamento que a Paula, do blogue Viajar pela Leitura, me alertou para um post que achei muito interessante e que dou aqui conhecimento de forma a pensarem no valor que têm em mãos.

30 comentários:

Clube Dos Livros disse...

Gostei do teu post. Tens muita razão no que disseste e já há muito que comento precisamente isso.
Concordo com tudo o que disseste.

°•·.๓คятค disse...

Iceman, tb concordo um pco c a tua linha de pensamento.
Mas acho q ñ devemos nem temos o direito de 'agredir' um livro msm q seja essa a nossa opinião, independentemente de o termos comprado ou deste ter sido facultado pela Editora, pq tal cm ñ dizemos a uma pessoa q, p nós, ela é feia, gorda ou egoísta, tb ñ o devemos fazer c um livro só por ser um mero objecto.
Pois ao publicarmos a nossa opinião num espaço público precisamos medir as palavras, até pq a nossa opinião é apenas e só o nosso ponto de vista, e q c toda a certeza será diferente do de outras pessoas, daí q acho sim q devemos ser sinceros independentemente da forma cm adquirimos o livro, mas ao msm tempo cuidados na forma cm expomos a nossa forma de absorver determinada história, acrescentando talvez um pco mais ao q lemos na sinopse, mas sem se desvendar o q o leitor deve descobrir por si pq señ quebramos qualquer encanto que essa leitura possa ter p determinada pessoa.

Isto ñ é uma crítica ao q escreveste, espero q as minhas palavras ñ sejam mal interpretadas!... É apenas uma forma de encarar ‘o poder’, cm bem disseste, q temos em mãos, há q o saber usar c a consciência de q ñ somos críticos literários nem q determinamos o valor de um livro.

E peço desculpa se me empolguei e abusei do teu espaço. ;)*

tonsdeazul disse...

Gostei de ler esta tua publicação.
É um tema que tem muito que se lhe diga, Iceman.
Há imensos blogues que se dedicam única e exclusivamente aos livros e nestes últimos tempos parece que crescem assim como que da noite para o dia. Salvo algumas exeções, a maioria dos que têm surgido parece que só têm uma única finalidade, que é essa mesma que referes. Dar opiniões positivas, não acrescentar nada de novo e com a referida divulgação dos livros das editoras conseguir uns quantos livros gratuitos. Não critico, mas também não os levo em conta, pois fico-me pela primeira visita. Falta-lhes personalidade própria e essência.
Agora os blogues são sem dúvida uma fonte poderosa de divulgação e de influência. Eu sou das que já comprou livros por ter lido boas opiniões na blogosfera. Considero muito mais estas opiniões do que as dos críticos literários.
Depois há as redes sociais, que são outro ponto cada vez mais importante, mas também há editoras que parecem não saber aproveitar a proximidade com o leitor. Simplesmente o ignoram. Uma que considero que tem realmente feito uma proveitosa proximidade é a Presença. E eu até nem sou muito fã das suas edições, devido às folhas branquíssimas. Muito embora nos últimos tempos têm vindo a melhorar e já não são aquele branco que faz doer os olhos. ;) Gosto da atenção e cuidado que eles dão aos leitores. Outras podemos colocar questões quinhentas vezes, que quinhentas vezes somos simplesmente invisíveis para elas...
E pronto já me alonguei demasiado...
Bom fim de semana

Carla M. Soares disse...

Para quem é estreante como eu e não merece nenhuma atenção da crítica tradicional, é capaz de ser duplamente verdade. Mas tenho que ser justa, creio que a minha editora (porto ed) distribuiu uns quantos livros pelos blogues, para poderem opinar. Talvez essa desvalorização tenha os dias contados.
Também concordo que a divulgação não chega, o que seduz ou condena é a opinião.

Paula disse...

“Porque ter um bom blogue não tem preço”
Ora aqui está uma frase que dá pano para mangas.
Quase o mesmo que quando dizemos: “O que é um bom livro?”
Para uns uma coisa, para outros outra.

Podemos dizer tanto e ir tão além…

Mas voltando aos blogues e no nosso caso literários, tem surgido imensos, isto é uma realidade. Uns mais dedicados às opiniões pessoais e com sentido crítico, outros a opiniões que são sinopses, outros dedicados quase exclusivamente a divulgações literárias…
Muitos destes ainda com parcerias de passatempos que, penso eu, são uma mais valia, pois dá a oportunidade de alguém ganhar um livro…
Para mim, um bom blogue é aquele que faz comentários aos livros que lê com uma opinião sincera sobre o referido livro. Se gosta, gosta! Se não gosta é isto mesmo que diz! Com divulgações q.b. , passatempos, entrevistas e alguns posts de cariz pessoal!

Eu própria, já fiz muitas divulgações. O ano passado foi um exemplo disso no meu blogue, atingi um número elevado de visitantes, mas depois pensei: “Será que vale a pena?” e a resposta foi a obvia: “não!”
É que com o stress de publicar tanta divulgação ficava sem tempo para ler!

Quanto às editoras, penso que algumas já perceberam o “poder” dos blogues e até já existem algumas que conseguem tirar partido, porém penso que ainda são muito poucas. Tenho várias parcerias e noto diferença no modo que coordenam os seus objectivos. Outras há que nem coordenam!

Mais do que as editoras, há autores que ainda não se aperceberam do valor dos blogues! Acho até que muitos pensam que estamos aqui a brincar! Há tempos contactei dois autores que estão no auge da carreira, foram eles José Luís Peixoto e Valter Hugo Mãe, para uma simples entrevista e a resposta que obtive de ambos foi a de não terem tempo. Ora, se não têm tempo para os seus leitores como vamos nós ter tempo para ler os livros deles??!!
Fiquei indignada! E até fiz um post no viajar sobre isso. Noto esta situação em autores ditos “consagrados”. Em relação aos novos autores, estes sim, têm visto nos blogues um meio credível de publicitar e divulgar os seus livros!

Paula disse...

Marta,
Dizer que não se gostou de um livro, não é na minha opinião agredir! É simplesmente a minha opinião. E no meu blogue escrevo as minhas opiniões, porque para algumas pessoas estas podem ser importantes! Ao longo do tempo acaba-se por fazer uma escolha dos blogues de que se gosta e dos blogues que não queremos seguir. Não concordo é com a comparação com o aspecto das pessoas porque acho que não tem nada a ver uma coisa com a outra. Eu posso dizer que detestei um livro, mas jamais direi que detesto uma pessoa por ser gorda! Acho que não se pode comparar nestes termos!
Agora se eu não gostar de um livro é isso mesmo que eu vou dizer. Não vou dizer o contrário porque não estaria a ser sincera.
Posso também dizer que não gosto de determinada pessoa porque simplesmente não gosto da sua maneira de ser, porque é arrogante, mentirosa, falsa...

Paula disse...

Tons de Azul,
Concordo com o que dizes sobre a Presença, esta é umas das editoras que se pauta pelo esclarecimento ao leitor, são incansáveis. Nas parcerias, são também muito certinhos e organizados.

Paula disse...

Marta,
"É apenas uma forma de encarar ‘o poder’, cm bem disseste, q temos em mãos, há q o saber usar c a consciência de q ñ somos críticos literários nem q determinamos o valor de um livro."

Quando dizes "não somos criticos literários" achas que eles são superiores a nós. É isso?
Somos menos?

Eu não me acho nem menos nem mais. Apenas dou a minha opinião, é que é só a minha opinião. E tenho o direito de a dar.

Marta não quero também que leves o que digo como se de um ataque se tratasse, não! Estou apenas a trocar idéias contigo :D

nacompanhiadoslivros disse...

Há um pedaço de texto no artigo que deixaste o link que me saltou à vista, precisamente porque referi isso na tertúlia do Porto onde fui participante. Apesar de não ser tão notado como isso, nós, enquanto bloggers literários, temos "poder" nas mãos, principalmente no que toca a novos autores. Isso porque as nossas opiniões tanto podem catapultar a carreira literária de alguém, como podem destrui-la logo à nascença.

Ni Rodrigues disse...

Eu estive na tertulia de dia 19 e digo, desde já, que foi muito gira e interessante.
Como marinheira de primeira
agua nesta coisa de ter um blogue foi-me bastante útil ouvir as opiniões sobre o assunto de pessoas com blogues os quais sigo à algum tempo.
É verdade que há inumeros blogues literários. Acho que todos os dias me dou conta de pelo menos 1 ou 2 que eu ainda não conhecia.
Dou uma vista de olhos mas apenas sigo aqueles que realmente me dizem alguma coisa. E julgo ser assim com todos nós.
Como também foi referido na tertulia, muitos desses blogues nos quais o interesse é meramente receber algo gratuito, serão blogues que possivelmente passado uns meses desaparecem. Pelo que tenho percebido, falo por mim nestes poucos meses de existencia, ter um blogue (atenção um blogue activo, que não tenha um post por mês e afins) dá trabalho. São muitas horas em frente ao computador, seja a escrever, seja a fazer pesquisa ou apenas a "embonecar" o post.
Ou seja, com tanto tempo dispendido, eu acho que temos mesmo que gostar daquilo que estamos aqui a fazer, fazendo-o um pouco (muito) para nós mesmos, e então depois pensar no que advém daí.
Não digo que há blogues maus,tal como não ha livros maus. Há blogues que eu gosto de siguir, e outros que não.
Quanto ás opiniões. Bem, tenho ainda muito trabalho pela frente para sentir que tenho realmente alguma opinião dita de jeito. No entanto, como leitora gosto de blogues sinceros, onde sejam capazes de dizer "não gostei do livro porque isto ou porque aquilo". Isto porque eu sei que é a opinião daquela pessoa. Já aconteceu ler uma opinião sobre um livro que já li e, pura e simplesmente, não concordar. Não tem menos mérito por isso. Já a minha mãe dizia " Se todos gostassem do amarelo que seria feito das outras cores"?

Quanto às editoras e aos autores. Bem, sinto que as pequenas editoras e os novos autores vêem em nós, blogues, uma oportunidade e um bom modo de promoção. Quanto aos restantes, não falo por todos mas, muitos deles já estão intrincados no mercado, têm as suas estratégias de markting e acabam por nos desvalorizar.Mas acredito que isso esteja a mudar.:)

Sandra disse...

Olá!
Eu criei o meu blogue a 1 ano e 4 meses atrás :)
A verdade (e que penso que ninguém acredita) eu criei-o apenas para manter um registo dos livros que ia lendo já que são tantos.
Com o passar do tempo e através das redes sociais fui conhecendo outros tantos blogues juntamente com as pessoas que os administravam. A verdade é que fiquei encantada com todo esse meio e fui ficando mais ambiciosa. Também queria fazer publicidade e também queria receber de vez em quando um livro de oferta. E assim tudo começou, comecei ao desbarato a pedir parcerias sem me dando ao trabalho de verificar se os livros que essas editoras publicavam eram do meu agrado (coisa que muito me envergonha agora). E o que aconteceu depois? O que aconteceu foi que comecei a me sentir sufocada porque confesso já publiquei mais de duas opiniões que tive de andar à volta dela para não ser negativa, mas também que não fosse demasiado positiva.
Enfim...hoje arrependo-me de algumas dessas parcerias e quem me acompanha desde o início já se deve ter apercebido que faço muito menos passatempos e raras opiniões dessas mesmas editoras.

Outra coisa que também quero salientar aqui...a maior parte dos livros que leio são que eu compro e por isso mesmo são os que eu realmente sei que vou gostar e por isso mesmo a quantidade de opiniões positivas.

Concordo com tudo o que disseste da importância dos blogues na publicidade...etc...concordo com tudo. E espero sinceramente sendo o meu blogue recente que tenha o meu cunho pessoal e que as pessoas o visitem por isso.

Beijinhos

°•·.๓คятค disse...

Bom, Iceman, fizeste aqui um post bastante 'polémico'! ;)

Paula, é bom trocarmos ideias, até pq cm nas opiniões, temos formas de entender as coisas diferentes, e é na partilha q se constrói alguma coisa sustentável.
Ñ me considero crítica literária, pois ñ faço disso a minha profissão nem pretendo fazer, essas pessoas (bem ou mal, ñ é isso q está em causa) são creditadas p desempenhar essa função, logo ñ nos podemos considerar iguais pq ñ somos.
Temos a nossa opinião, pois temos todo o direito a tê-la, mas já um autor disse 'a palavra escrita tem um peso mto maior q a falada', e é isso q temos de ver qdo decidimos escrever e pôr em público a nossa opinião! Tal cm disse Na Companhia dos Livros, a nossa opinião pode prejudicar alguém, e acho q ñ é isso q queremos!

Sou bibliotecária (apesar de ñ estar a exercer a profissão) e acho q tds os livros tem direito a existir, msm q a nós, particularmente, ñ nos digam absolutamente nada, haverá sempre alguém p quem eles façam sentido.
E ñ estava a comparar um livro a uma pessoa no sentido literal, apenas a fazer um paralelo entre situações, de qualquer forma, ñ publicaria um post a dizer q detestei um livro, pq há sempre alguma coisa q retiro dele, poderia até classificá-lo c um -1 e em conversa dizer q tinha ficado mto desiludida c o livro, mas ñ o faço no blog por uma questão de cuidado, e isso ñ significa q ñ seja sincera da msm forma, podemos ser sinceros sem 'agredir', pois já fui ofendida por mto menos, imagino então se dissesse exactamente q tinha detestado um determinado livro, acho q era de imediato processada!

Precisamos saber até onde podemos levar o nosso 'poder' sem c isso sermos nefastos.

°•·.๓คятค disse...

Iceman, acho q na pressa me tinha enganado a escrever 'nefastos' e cliquei no v em x do f, daí ter enviado novo coment.
Bom, ignora o q estiver mal e este.

Desculpa estar mais uma vez a abusar do teu espaço. ;)*

Iceman disse...

Quero deixar aqui a minha total consideração pelos blogger que têm estado a comentar o post.

Eu sei que é polémico, mas um dos meus objectivos, aquando da criação do blog NLivros, é o de precisamente fomentar a discussão à volta de assuntos que considero pertinentes, e este é um deles.

Ainda hoje terei o maior prazer em dar o meu feedback (olha um inglesismo) aos vossos comentários.

Confesso que adoro discussões construtivas.

Iceman disse...

A Marta tem razão quando refere que a nossa opinião é apenas o nosso ponte de vista, obviamente subjectiva e diferente de muita gente. No entanto é precisamente essa opinião a mais valia que cada blogger pode dar e, penso, que as editoras ainda não atingiram isso e até a maior parte dos bloggers.

De facto, não é apenas as editoras que ainda não entenderam o poder e o alcance que cada blog pode ter. Penso que muitos dos que possuem um blog, também não mediram o que podem fazer porque a soberba fala mais alto e olham para os seus blogues apenas como uma forma de sacar livros à borla. Isso é claríssimo e desculpem a sinceridade, também considero que não há livros maus, mas há blogues muito maus e que se resumem a serem meros veículos de promoção editorial.

Agora, não havemos ter opiniões negativas e exprimi-las?
Claro que sim e um dos principais descontentamentos para mim, quando navego pelos blogues, é ver precisamente opiniões sempre positivas e, mesmo quando sentimos que as pessoas até nem gostaram do livro, nota-se uma clara tentativa de suavizar o lado negativo.

Porém, o que me aborrece sinceramente é perceber que as pessoas não escrevem o que pensam sobre o livro porque, simplesmente, nem o analisam. Na tertúlia eu aflorei essa questão e referi o facto de haver bloggers que leem mais de 300 livros por ano… e enfim, isso é outra questão e eu não quero fugir do tema do post.

Há uns anos também aderi às divulgações a troco de parcerias. Embora sempre tenha sido livre de exprimir a minha opinião e ler o que me enviam apenas quando me apetece, também fui na onda, pese embora, tirando uma excepção, não contactei ninguém em busca de parcerias. No entanto, algum tempo depois, estava como a Paula referiu. Praticamente tudo o que fazia no blog era para essas parcerias e mal tinha tempo para ler o que gosto. Parei com isso e actualmente faço alguns passatempos que me parecem interessantes. Agora é curioso referirem a Presença, pois foi a única que me colocou exigências e mandei-a às malvas. Isso foi há 3 anos e sei que se passou o mesmo com outros bloggers.

Mas será que esses passatempos “pagam” o tempo que perco e o espaço que a editora e o livro tem? De modo algum!

E é isso que é importante analisar por cada um de nós. O poder de cada blog e a forma fácil como “vendemos” esse poder e como o estamos a desbaratar.

Sem qualquer pretensões, embora admita que há autores que têm nos bogues um espaço visível que de outra forma jamais ou dificilmente teriam, penso que é a opinião sincera e autónoma que vai servir de catapulta. No entanto é importante termos a noção de comunidade e essa comunidade somos nós.

Em todo o caso, é a minha opinião e respeito aqueles que têm blogues por outra razão.

°•·.๓คятค disse...

Iceman, ñ podia estar mais de acordo c o q escreveste!!

E, qdo disse q é importante escolher as palavras, é precisamente, cm disseste, passar a ideia de q lemos e, msm ñ sendo directos (ou suavizar) na palavra escrita, que não sentimos grande entusiasmo c determinado livro, e podendo até dizer qual será possivelmente o seu público alvo, acho q a opinião deve ter sempre um papel construtivo, na minha forma de pensar.
Isto pq a maioria das vezes q lemos somos tb condicionados pelo nosso estado de espírito, falo por mim, pois há momentos em q a leitura ñ flui, e ñ podemos só culpar o livro, pq por ex. já leste "O Perfume" 4x, se ñ estou em erro, e dizes q de cada vez q o lês absorves a história de forma diferente, logo isso significa q nós tb temos influência naquilo q lemos, e estar à partida a conotar um livro de horrivel, péssimo..., é condenar ñ só o livro, mas talvez tb o autor, e ñ as editoras (isso a mim é o q menos me preocupa), e é mtas vezes este pensamento q me vem à ideia qdo estou a escrever sobre o q li, certo q tenho direito à minha opinião, mas terei direito a rotular!?

De resto, acho q tens razão em td o q escreveste, e de momento estou um pco afastada do meu blogue por questões profissionais, principalmente, mas tb acho q estava a seguir um caminho pco feliz p mim, e p aquilo q eu esperava do meu blogue, e qdo tiver oportunidade de voltar, espero fazer outras escolhas...

Obrigada por este 'debate' pois é saudável qdo as pessoas conseguem partilhar as suas ideias sabendo respeitar a de cada um.

Boa continuação! ;)*

Paula disse...

Iceman,
"A Marta tem razão quando refere que a nossa opinião é apenas o nosso ponte de vista" Sim, concordo, mas a opinião de um crítico literário profissional também será somente a opinião dele. Quantos livros, opinados por criticos, de forma negativa eram bons livros? Certamentos os há!
E outros deve haver, que foram tão elogiados pela crítica que para outros leitores não valem nada.

Na minha opinião, o livro tem o valor que cada um lhe dá, independentemente de ser crítico literário ou apenas leitor comum. Ambas opiniões para mim são válidas de igual forma.

Clube Dos Livros disse...

Viva
Se calhar vou ser um bocado curto e grosso, mas começa a dar discussão e começa a agradar-me imenso isso.
Como blogger que sou, odiado, apontado e detestado por muitos, gostava de partilhar várias ideias minhas, dispersas acerca deste tema.
Quem comenta se não gosta deve dizê-lo, eu li há pouco tempo um livro de um novo autor, não gostei, disse a verdade e fui chamado à atenção que poderia estar a matar o futuro desse autor. Se acho que fiz mal? Não, não fiz. Eu prefiro ouvir a verdade do que um sem fim de mentiras, por isso, se não gostei disse-o. Respeitei o pedido e removi a opinião. Acho que é assim que devemos ser, tentar ser o mais claros possíveis nas opiniões, ou lá o que quiserem chamar, e levar sempre como opinião pessoal e não generalizada. Por vezes pinto um livro como um Deus me livre, e é mesmo.
Sei que falho em opiniões nos últimos tempos, mas a falta de tempo não me permite leituras e comentários tão rápido quanto pretendia, mas em breve voltarei ao ritmo.

Também outra coisa, que comigo acontece é, no meu blog, naquilo que eu faço, naquilo que eu mantenho, naquilo que me esforço por actualizar no tempo livre que tenho, mando eu. Não admito nem dou liberdade para que ninguém venha mandar naquilo que é meu. Tenho parcerias, sim é verdade, mas intitulo-as dessa forma por ser aquelas que pretendo divulgar; por ser aquelas que me dão resposta quando faço uma questão; por ser aquelas que por consideração ao tratamento que me dão, fazem por merecer um pouco mais do meu tempo para postar no meu blogue. Não porque me dão livros, não porque me dão passatempos, não porque me dão o que quero. Até porque eu querendo um livro compro; querendo oferecer um livro, compro e ofereço em passatempo e sem problema algum o indico como oferecido pela editora (não seria a 1ª vez, nem a última); querendo algo de uma editora e não podendo comprar, não o vou pedir.
Não fiz um blogue para usar como máscara à minha "mendiguice" de pedincha para ter desculpa de manter um vício ou um capricho de ter livros. Apesar de que quem me vê deve pensar que nado em livros, que recebo imensos livros, que devo extorquir livros. Sim, é assim que por vezes acho que me "olham", ou mesmo que me olham como uma concorrência desleal. Gostava de dizer que não recebo livros como alguns devem pensar, ou melhor, recebo sim, porque compro bastante e gasto mais do que o que devia em livros se calhar.

Isto não está muito organizado e estruturado, mas fui escrevendo durante o dia de hoje, mas em relação aos passatempos, acreditem que isto impulsiona bastante um blogue, sem dúvida alguma. Mas também verifico que passo tempos sem passatempos de livros, porque me "retiram" muito tempo, e o número e visitas diárias pouco difere. Acho que os visitantes começam a ficar saturados de passatempos por acharem que nunca lhes irá sair; acham aborrecido ter de procurar respostas; acham aborrecido ter de deixar dados; não são todos mas muitos. Os passatempos não são a solução do sucesso de um blogue.


As editoras, por vezes andam distraídas, não sabem a quem devem por direito dar o valor merecido. Isto é a minha opinião. Acho que muitos conseguem ter aquilo que não deviam e outros que mereciam não conseguem... Não falo por mim, porque eu não sou melhor do que ninguém, nem me acho pior do que ninguém... eu sou eu e gosto da forma como o faço.
Claro que um passatempo não te paga o que divulgas, até porque recebes um livro que não é para ti, é para oferta. Mesmo que te oferecessem um livro, se fores um bom meio de divulgação, e procurares "quanto vales na net" para publicidade, percebes que não nem 10 livros por mês te pagam aquilo que és capaz de "fazer" por uma editora.


Bem já estou meio perdido, mas entretanto com a vossa interacção volto às respostas.

Paula disse...

"O poder de cada blog e a forma fácil como “vendemos” esse poder e como o estamos a desbaratar."
Tens toda a razão...

Iceman disse...

Paula,
Eu concordo contigo. Também eu considero que qualquer livro tem o valor que cada um lhe dá e isso aplica-se aos críticos literários profissionais. A grande questão aqui, a meu ver, é que esses críticos têm a capacidade de ditar modas e apostas das editoras quando, hoje em dia, são precisamente os blogues que têm essa força.
Nota que as editoras enviam mensalmente sacos de livros novos para as redações dos Media. Agora, compara a publicidade que esses medias dão aos novos livros com o que os blogues fazem.

Paula disse...

Iceman, nisso dos sacos tens toda a razão, muitos devem levar os livros para casa ou oferecer... e nem olham! Porque não se vê opiniões sem ser nos blogues!

Iceman disse...

Clube dos Livros,
Concordo com o que referes, só não concordo com o facto de teres removido a opinião, pois isso tira-te a independência que referes no parágrafo posterior.

Eu já efectuei opiniões muito negativas e corrosivas. Recordo-me especialmente de uma em que a editora, aquando iniciei a parceria e solicitei o novo livro dessa autora (já estou a dar uma pista), me pediu para alterar essa opinião ou até mesma apagá-la. Recusei terminantemente e jamais o faria, pois isso seria aviltar-me a mim próprio e aos valores que está por detrás do meu blog. Agora, opiniões à parte, eu escrevo aquilo que me apetece, tentando sempre efectuar uma análise da história e da forma como o autor escreve e como estruturou a narrativa. Ou seja, há muito tempo que me deixei de grandes opiniões porque cheguei à conclusão que opiniões grandes ninguém lê e as pessoas gostam de perceber as tuas considerações e não o que facilmente podem ler na sinopse no site da editora. Mas isso é outra discussão!

Repito, eu respeito quem tenha um blog unicamente para sacar livros. Quem sou eu para apontar o dedo a alguém. Aqui, o que importa realçar e conforme o tenho referido nesta discussão, é o valor do blog e a ausência, ou quase, de consideração por parte das editoras e até a maioria dos bloggers.

Concordo também com a tua afirmação: “As editoras, por vezes andam distraídas, não sabem a quem devem por direito dar o valor merecido”. Isso é por demais evidente. Há blogues que muito respeito e que vejo neles um enorme valor mas passam despercebidos, até porque quem neles escreve, está-se bem a borrifar para parcerias, editoras e afins.

Clube Dos Livros disse...

Sim, compreendo mas foi o autor que me enviou o livro e foi a pedido dele que retirei. Respeitei.

Concordo, mas eu também não faço grandes opiniões. Sou muito resumido no que escrevo e evito abordar o enredo, daí por vezes achar as minhas opiniões demasiado vagas e simples.

As parcerias acabam por não ter valor, porque ... enfim! Vocês compreendem!

cris disse...

Olá a todos,
Participei no encontro que referes Iceman. Gostei de lá estar e gostei principalmente pelas opiniões diferentes e questões múltiplas que foram focadas.
Para mim é simples: cada um faz como entende, é livre de o fazer, o blog tem um dono e compete-lhe fazer o que bem entender com a sua "obra". Não vejo com o que discordar...
Quem anda na net acaba por fazer uma selecção dos blogues que visita com base nos seus gostos pessoais. E pronto! Nada mais fácil, não?
Quando leio uma opinião e vejo que começam a contar a história os meus olhos saltam automaticamente para o fim do post onde vejo aí se a ela é positiva ou negativa... O mais certo é não visitar esse blog enquanto me lembrar disso.
PESSOALMENTE, concordo com a Marta. Quando opino tento lembrar-me que o livro que leio tem por detrás uma pessoa que o escreveu e, se não gosto da leitura, evito ser rude e bruta ao dar a minha opinião... Como em tudo na vida acho que há formas de dizer as coisas!
Não digo de todo que adorei a leitura, já me aconteceu não conseguir formular a minha opinião por nem sequer saber como fazê-lo e não o fiz, paciência!
Em relação às editoras creio que algumas já se têm vindo a perceber do "poder" dos blogues. Outras não. Hão-de lá chegar, espero!!!

Iceman disse...

Em relação a expressar uma opinião de forma rude e violenta quando não gosto do livro, e embora compreenda e respeite a vossa opinião, eu tenho alguns patamares de tolerância que depende do autor e da sua formação. Ou seja, se o livro for escrito por alguém que, pelo seu passado, nome ou formação tiver obrigação de ter feito melhor, e o que ali está se revela um mau livro, mal escrito, à pressa e, como tenho visto, sem sequer revelar uma revisão apurada, então meus caros, bato forte. Se o livro for a primeira obra de alguém que se inicia nas artes literárias e que até revela algum jeito que carece apenas de trabalho, então sou mais suave e limito-me a apontar aquilo que não gostei.

Conforme tenho o direito de dizer maravilhas de uma obra, tenho também igualmente o direito de dizer mal, de me insurgir contra claros aproveitamentos da imagem de figuras públicas que lançam obras mal escritas, mal estruturadas e pesquisadas. Há um autor, figura pública, cujo primeiro livro eu adorei. Depois… são deploráveis os restantes.

Ao elaborar uma opinião, embora admita que já não explore como antes o fazia, tenho a preocupação de transmitir o quanto o livro me agradou ou não. Se a história está bem estruturada, pesquisada e se os pilares, no caso dos históricos, estão bem fundamentados e se são coerentes. Sinopses não interessam e se o fizer é porque necessito de situar a acção e, geralmente, resume-se a um parágrafo. Mas isso depende de cada um e da forma como estrutura a sua opinião e nisso não quero tecer considerações, porque cada um é livre de fazer como bem entende.

Em todo o caso, repito o que já disse antes, é aqui que, na minha opinião, reside o valor e a influência dos blogues, o resto é estar ao serviço de editoras que olham para os blogues apenas como um veículo pobre de publicidade.

slayra disse...

My two cents... acho que quando há parcerias o blogger perde um bocado a liberdade de escrever o que bem entende. As parcerias obrigam a que muitos dos posts sejam dedicados a lançamentos, críticas de livros enviados e passatempos.

Penso que receber livros está muito bem sim senhor, mas como já se disse aqui, os livros grátis não são totalmente grátis... se se recebe um livro tem de ser ler o livro (quer queiramos quer não) e tem de se escrever uma crítica (blogues que pouco mais escrevem do que a sinopse à parte, acho que pelo menos um parágrafo de opinião é obrigatório). No fim andamos a ler o que nos impõem e isso faz-me um bocado de confusão porque acho que torna a leitura mais uma obrigação do que um prazer, como penso que deve ser. Por isso as parcerias são muito bonitas mas não é tudo rosas (até porque aí é que se tem de se ter cuidado com o que se escreve, se se quer receber mais livros; as editoras não devem estar muito interessadas em mandar livros aos bloggers que escrevem críticas negativas... é lógico, correcto ou não).

Quanto às "opiniões negativas" concordo completamente com o Iceman. Era o que mais faltava preocupar-me com os sentimentos dos autores. :P Não quero parecer insensível e geralmente não sou rude (penso eu) quando escrevo uma opinião negativa mas não as escrever de todo porque pode 'magoar as hipóteses de um autor'? Nop. Acho que isso é dar demasiada importância às opiniões. As pessoas compram se quiserem comprar independentemente de uma ou duas opiniões negativas. Mais, quando os autores lançam a sua obra têm de estar preparados (eu sei, é difícil) para este tipo de opiniões. Não há livro no mundo que seja amado por todos e as opiniões dos bloggers são completamente subjectivas, não sendo uma forma de medir a qualidade de uma obra.

Iceman disse...

slayra, au pessoalmente e tirando um caso, não tenho tido qualquer tipo de dificuldade com as minhas parcerias.

Ou seja, tenho lido de facto livros que me enviam mas só quando me apetece. É claro que há livros que os solicito porque os quero mesmo ler e, nesse caso, pego imediatamente neles. Mas há imensos livros que me mandaram e que estão na pilha e, até agora, nunca me fizeram qualquer pressão para os ler.

O mesmo se aplica às críticas negativas que tenho editado. Nunca me disseram nada nem vi que, depois disso, me tratassem de forma diferente. O que acontece é que as editoras subvalorizam as opiniões dos bloggers e é isso que tenho vindo a vincar.

Paula disse...

Slayra,
Em relação às críticas nunca nenhuma editora deixou de me mandar livros devido às criticas negativas :) Acho que somente não divulgam o link no site da editora ou no facebook.

slayra disse...

Iceman, talvez seja bom que subvalorizem as opiniões escritas em blogues porque isso significa que não se importam muito se as opiniões forem negativas, aha. Porque se não fosse assim se calhar as editoras pediam mesmo que se escrevessem críticas positivas.

Paula, tens razão é isso que fazem. Acho que estava a pensar mais na realidade americana. Acho que lá, bloggers que querem receber livros não podem ser muito cortantes (ou muito frequentemente) nas suas opiniões. ^_^

Ni Rodrigues disse...

Slayra,
independentemente das editoras com as quais tenho parcerias, eu leio aquilo que eu quero, quando eu quero e com a rapidez que me apetece. Não me é imposto qualquer livro ou qualquer prazo. Assim como as divulgações que faço.
A maioria das minhas leituras sou eu que as compro ou que familiares e amigos me oferecem. No entanto, as poucas que foram oferta das parcerias foram efectivamente livros que eu queria ler, e não uma imposição.
Quanto ás opiniões, independentemente de autores e parcerias, eu digo o que realmente achei, até porque é precisamente isso, a MINHA opinião e quem as lê sabe isso. Um livro que eu não gostei outra pessoa pode ter adorado, alias como ja aconteceu.
Não sou bruta, nem preciso ofender ninguém, apenas sou sincera com os meus seguidores e acima de tudo comigo mesma.
Se as editoras não gostam, paciência. Mas nunca nenhuma me disse nada em relação a isso.