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segunda-feira, 17 de junho de 2019

Vamos criar um Clube de Leitura?

A Anabela, do Blog "Livros & Saltos", lançou o desafio para se criar um Clube de Leitura.

Parece-me uma excelente iniciativa.

Tomo a liberdade de divulgar a iniciativa, aproveitando igualmente para endereçar o convite a quem quiser participar.

terça-feira, 4 de junho de 2019

Breves considerações sobre a 89ª Feira do Livro de Lisboa


Há dias tive a oportunidade de visitar a Feira do Livro de Lisboa que, imponentemente situada no Parque Eduardo VII com vista sobre o Marquês de Pombal, procura levar a um público diverso, a festa dos livros.
 
Há semelhança dos anos recentes, gostei da forma como estão organizados os diversos stands, com as grandes editoras com os espaços devidamente identificados, onde de facto se torna fácil descobrir e consultar os livros pretendidos, assim como descobrir outros.

Em todas as editoras há igualmente diversas promoções, algumas bem apelativas, dado o preço reduzido.

No entanto, há pormenores, que se transformam em pormaiores, que, a mau ver, há muito deviam ter sido pensados em prol do público, pois se a feira é organizada tendo em conta o público que ali se desloca para adquirir livros, pois a atitude comercial é tão grande, que é óbvio e compreensível, que apenas o lucro é tido como objectivo.

E que pormenores são esses?

À cabeça, é a quase ausência de sombras.

A feira é realizada numa época onde tradicionalmente o calor já se faz sentir. Eu quando me desloquei, acompanhado da família, constatei 35ºC às 15h. Ou seja, como praticamente não existe sombras, é praticamente impossível estar junto dos stands a ver livros e muito mais impossível querer ter a família por perto. Como poderiam resolver isso? Fácil! Era fazer como a Leya faz, colocar tiras em toda a largura, de stand para stand. Resolveria parcialmente a situação e tornaria a visita a essas horas, mais suportável.

Outro pormenor, são as editoras infantis que não têm qualquer suporte para que as crianças consigam ver os livros. Observem, quase nenhuma editora se lembrou disso e depois é ver os pais com as crianças ao colo ou então a tirar os livros do escaparate para que a criança o posso ver.

Mais outro. Fui à feira no dia da criança e, sem ser alguns contos que por lá se contavam, de resto um autêntico vazio. Muito fraca ao nível de actividades para crianças. Nada de teatro, nada de actividades. Um vazio imenso. O que lá havia era pessoas vestidas de personagens com a finalidade de nos levar a comprar determinados livros. Puro comercialismo.

Querem mais?
 
Aí vai!

A falta de locais para se beber água. Sim aqueles bebedouros que há muito deviam ter sido instalados. Quem quer água, compra a 1€ uma garrafa de 0,33cl.

Para finalizar, foi um dia muito bem passado, em família, mas um dia muito fatigante e desnecessariamente. Bastava que houvesse mais sombras, que o ambiente fosse mais propicio para uma festa dos livros.






quarta-feira, 29 de maio de 2019

Conhecem o Zé das Festas?



Ontem assisti a uma reportagem da TVI, da jornalista Alexandra Borges, que me deixou completamente siderado.

Na reportagem é descrita a conduta surreal da Segurança Social de Évora que, com uma conduta imprópria do seu presidente, Dr. José Domingos Ramalho, organiza festas denominadas “Fora da Caixa” em horários laborais, permitindo observar, pelas imagens disponibilizadas, o imenso forrobodó que acontece com dinheiros públicos. 

Imagine-se que se chega ao ponto de existir um grupo feminino chamado Docess (sim, com dois ss) e um grupo de cantares (algo do género), composto por funcionários que se ausentam do seu serviço durante horas ou mesmo dias, para actuar em diversos eventos.

É completamente vergonhoso o que se passa e, igualmente grave, é a promiscuidade que se retira quando sabemos que Domingos Ramalho é um protegido do presidente da Segurança Social e íntimo de vários ministros e personalidades da cópula do Partido Socialista. A provar isso, são as selfies que o dr. Ramalho coloca nas suas redes sociais, selfies essas em grandes cavaqueiras com essas personalidades.

É triste percebermos da imensa insegurança social que foi criada diante dos olhares impávidos de quem dirige este país, que em vez de proteger, instituíram o caos.

E mais grave é sabermos que há dividas à segurança Social, por parte das empresas, de onze mil milhões de euros, 11 MIL MILHÕES!!!, que não são cobradas e parte delas destinadas a ser perdoadas. 

Se for alguém que deve 200€, são cartas de ameaça de penhoras ou de cobrança coerciva e tem de pagar e não bufar. Uma espécie de ditadura opressiva, em que o cidadão é tratado como escumalha para que outros sejam tratados como realeza.

Que tristeza!

E depois ainda há pessoas que acham que não vale a pena votar?

Se todos votássemos contra esses senhores, de certeza que não faziam o que fazem e não me digam que outros fariam igual. Não! Só o fazem porque nós deixamos.


 

quarta-feira, 22 de maio de 2019

Sobre a Feira do Livro


Está prestes a iniciar a 89ª Feira do Livro de Lisboa.

Desde 1985 que não perco uma edição, sendo que houve muitas edições que lá fui por várias vezes, muitas vezes apenas para passear. No entanto há já vários anos em que a visito apenas uma vez, sinceramente mais pela tradição e pelo meu filho, que a adora, do que pelos livros e é aqui que queria assentar este post.

Primeiro, admito que a Feira do Livro de Lisboa está muito melhor organizada e dinâmica em relação ao que se verificava há uns anos.

Porém quem vai a Feiras do Livro, vai pelos livros acreditando ali encontrar livros com grandes descontos, com preços inferiores aqueles que se verificam em livrarias online ou em grandes superfícies comerciais. No entanto isso é puro engano. Tirando os livros do Dia, que atingem descontos de 50% a 70%, de resto oscilam entre os 10% a 20%, ou seja, descontos verificados ao longo do ano nos casos que acima referi.

É uma Feira excelente para as editoras, que ali vendem bem, mas para os leitores, nem por isso. Aliás, o que se verifica no mundo editorial, é ver o livro ser tratado como um mero objecto comercial, nada diferente de batatas ou couves, simplesmente um objecto comercial que deve ser rentabilizado ao máximo.

Eu até entendo isso, mas em qualquer Feira do Livro, o livro e os leitores deviam ser respeitados e o livro ser algo sublimado, festejado, e isso não acontece.

quinta-feira, 11 de abril de 2019

Opiniões Negativas

Um dos assuntos com que me deparei num Vlog que sigo, obviamente brasileiro, visto que vlogs literários portugueses não existem pelo menos com um mínimo de Qualidade (isso de partilhar, o brasileiro ganha por goleada), foi o impacto de darmos uma opinião negativa sobre algum livro e a reacção/comentário de quem lê e não concorda.


Pessoalmente sou implacável quando não gosto de determinado livro, justificando a minha opinião negativa e estou-me completamente nas “tintas” para se essa opinião vai ou não agradar a quem a lê. Até porque há muita coisa que não abro mão e uma dessas coisas é a minha independência e sinceridade, assim como o respeito que sinto por quem emite a sua sincera opinião.


Outra questão que ela coloca é se uma opinião negativa que leio me impede de ler o livro em questão.
 

Depende!


Já tenho lido opiniões negativas que me fazem desistir de ler algum livro, mas também já tenho lido livros cuja opinião não é muito positiva. Depende de vários factores, um dos quais é perceber se quem está a dar uma má opinião a fundamenta, mas sobretudo depende se conheço ou não alguma da obra desse escritor e do género. Mas é um facto que assumo: várias opiniões negativas têm feito com que desista da leitura de determinados livros.