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domingo, 14 de outubro de 2012

O Pior Livro – “Mulheres” de Charles Bukowsky

O Manuel do Blog "Dos Meus Livros", blog que muito admiro e considero, aceitou o meu convite para nomear o pior livro que leu até ao presente e a sua escolha vai para um livro que eu também já li:Mulheres” de Charles Bukowsky.
O Pior Livro

As suas considerações:


Chinaski, personagem principal, é o alter-ego do autor. 

Um autor alcoólico, como ele próprio se define, hedonista até ao limite, escreve para poder dormir até ao meio dia. É esse o seu objetivo maior.

Ao longo de centenas de páginas, a “paisagem” não muda muito: Chinaski rodeia-se de mulheres, quantas mais melhor, e de garrafas de vinho.

E a narrativa vai prosseguindo sem novidades: a imagem que se vai criando na mente de quem lê é a de um velho, cada vez mais decrépito, rodeado de mulheres, mais ou menos bem pagas para que o senhor das letras vá disfrutando do que lhe resta dos prazeres carnais.

Talvez se possa dizer deste livro que foi uma pedrada no charco do conservadorismo, que foi um grito de rebeldia, etc. etc. Na minha perspetiva não vai muito além da literatura pornográfica. Mulheres, dinheiro e álcool constituem um quadro deprimente, estéril, desprovido de qualquer interesse literário. 

Na época (o livro foi publicado em 1978), os críticos apreciaram a rebeldia e a voz contestatária do autor. A mim, simples e descomprometido leitor, parece-me um livro inútil e disparatado. 

Na leitura mais benevolente que se possa fazer, este livro demonstra a incongruência, a ausência de sentido em que a vida humana pode cair: enterrada nas profundezas do álcool e do sexo, sem qualquer sentido que não seja o do prazer efémero, ele próprio assumidamente deprimente. 

Trata-se, em suma, do livro ideal para quem queira afundar-se numa depressãozinha capaz de fazer esquecer qualquer crise. Perante este panorama, o FMI, a troika ou o governo que nos esfola presentemente não passam de anjinhos benevolentes. A vida de Chinaski consegue ser mais deprimente que os discursos do nosso ministro das finanças.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

O Pior Livro – “Manhãs Gloriosas” de Diana Peterfreund


A Paula, do blog “Viajar pela Leitura”, blog que muito prezo, simpaticamente aceitou o meu convite para nomear o pior livro que leu até ao presente e o seu mimo vai para o livro “Manhãs Gloriosas” de Diana Peterfreund, baseado no argumento de Aline Brosh McKenna.

O Pior Livro
Eis as suas considerações:

Ora aqui está um livrinho que não aconselho a ninguém! Uma leitura que foi um verdadeiro suplício! E porque não desisti eu? Porque foi uma leitura proposta para o grupo de leitura conjunta no Destante. E para poder comentar, lá fiz eu este imenso sacrifício.

Temos então Becky, uma jornalista  que vê o seu sonho - ser produtora executiva - ir por água abaixo quando é despedida da estação onde trabalha.

Depois de alguma procura de emprego por parte da nossa personagem, é claro que ela consegue uma vaga como produtora executiva. É lógico que vai encontrar dificuldades e entraves ao seu sucesso, mas todos sabemos que vai conseguir e até o dito programa terá estrondosos níveis de audiência. Pois é isso que se espera deste romance, tão previsível que era até desnecessário lermos na sua totalidade!

As personagens são fracas, os acontecimentos não convencem o leitor e o discurso entre os personagens é, por vezes, hilariante e descabido!

Este é daqueles livros que não acrescenta nada à nossa vida, a não ser mesmo um par de horas de tédio durante a sua leitura.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

O Pior Livro – “Viriato, o filho rebelde” de Sónia Louro



Após mais uma listinha de livros que devem ser lidos que há dias foi divulgada por pseudos críticos literários, lista essa que se vem juntar a n delas que por aí pululam, algumas delas já transpostas até para livro que se pretende de culto, eis que me surgiu uma ideia: Criar uma lista dos piores livros, daqueles que não devem ser lidos, daqueles que servem apenas para bibelôt ou, em casos mais desesperantes, para atiçar o lume ao carvão numa churrascada.

E vai daí, eis que surge uma nova rubrica do Blog NLivros. Vou convidar quinzenalmente ou mensalmente, logo se vê, bloggers e não só, para referirem qual o livro que não gostaram, qual o livro mais execrável que leram, no entanto, do porquê, pois não vale se for apenas por embirração.

E o primeiro vou ser eu. Auto-convido-me para mencionar o pior livro que li.
O Pior Livro

E o galardão vai para “Viriato, o Filho Rebelde”, de Sónia Louro.

Lido nos primeiros meses de 2009, foi o meu primeiro embate com a escrita de Sónia Louro. Confesso que a sinopse me agradou, e julguei que iria encontrar uma obra que, em jeito de romance histórico, divulgasse o quotidiano dos lusitanos e os seus costumes, assim como uma estrutura que narrasse os acontecimentos que opuseram a tribo dos lusitanos aos romanos.

Qual quê? Isso queria eu!

O que eu li foi uma amálgama de episódios com pouca ou nenhuma ligação entre si, incoerentes e, mais grave, o trajecto de Viriato está tão mal criado, que a autora consegue em 3 ou 4 páginas resumir uma viagem que durou anos e que, supostamente, teve uma enorme influência no líder que Viriato viria a ser.

Mas se fosse só isso até que nem era mau.

Nop, há mais. Os usos e costumes? Nicles, batatóides! O contexto histórico? Para quê, isso é para meninos! E é hilariante a forma como a autora descreve tradições de uma forma muito ligeira, como se fosse uma festazita sem importância, quando, na realidade, se tratava de tradições religiosas de uma grande seriedade. Depois, há um exagero nalgumas palavras sórdidas que a autora usa, abusa e volta a abusar até causar exaustão e enjoo.

No fim, sabia pouco da época de Viriato? Temos pena, pois fiquei a saber praticamente o mesmo porque este livro nada ensina. Aliás, para além de nada ensinar, até nos dá informações erróneas. É daqueles livros que nunca deviam ter sido publicados, ou então merecia um maior cuidado da autora que posteriormente até provou que sabe escrever, pois acabei por ler “O Cônsul Desobediente” e gostei bastante.