sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Fúria Divina (A) – José Rodrigues dos Santos


José Rodrigues dos Santos, jornalista, pivot do telejornal da RTP, surgiu na ribalta literária em 2004 aquando da publicação do soberbo romance “A Filha do Capitão”. Desde logo foi capaz de criar uma enorme legião de fãs, não pela figura pública que é, mas sobretudo porque sabe como contar uma história, sabe como lançar motivos de interesse e tem uma grande capacidade de nos situar no centro da acção informando-nos, ou seja, os seus livros não são meros romances, neles há todo um vasto oceano de informações, aprendemos, é útil e, em simultâneo, diverte-nos.

O estilo é deveras simples. A escrita é corrida, trabalha bem os personagens, não lhes dá grande profundidade mas fornece-lhes carácter, situando-os nos momentos temporais em que se situa a narrativa, tornando-os um elo para explorar o contexto sociológico.

Foi assim na “Filha do Capitão” e em “A Vida num Sopro”. No entanto constatamos que José Rodrigues dos Santos escreve romances de dois estilos distintos mas com alguns elos em comum. Um, o que mais me agrada, o género Histórico, o outro, mais comercial e que melhor vende noutros mercados, o género thriller com alguns laivos de histórico.

Para este género, que muitos apelidam de Dan Brown, JRS criou no primeiro livro “Codex 632” o personagem Tomás Noronha, professor de História e criptanalista.

E é com este personagem, português de gema, que construiu quatro romances sempre com um denominador em comum: todos eles abordam aspectos preocupantes e actuais que estão na agenda dos governos de todo o mundo.

E isso sucede, uma vez mais, neste “A Fúria Divina”.

Não vou entrar em pormenores, mas JRS lança-nos uma história que é simplesmente um alerta num vasto rol de informações sobre os muçulmanos e sobretudo o fundamentalismo. Explica-nos porque é que ele existe, o que está por detrás do fanatismo, quais as fundações da religião, a sua História.

Embora não se debruce ou analise intensivamente o Alcorão, facilmente percebemos que o livro sagrado dos muçulmanos está por detrás, a sua interpretação textual ou não, dependendo do que se quer interpretar.

Esse é o principal tema do livro. Como pano de fundo, duas histórias que nos servirá para entender o porquê da Jihad, do surgimento de Mujaydin. Por um lado Ahmed, jovem egípcio que desde cedo vê alimentado o seu ódio contra os kafirun (cristãos), por outro, uma história onde Tomás Noronha é contratado para decifrar uma mensagem supostamente da Al-Qaeda.

Obviamente que sucedem as típicos perseguições, situações um pouco forçadas ou até algo estapafúrdias (penso que é o grande fraco de JRS), Tomás Noronha, embora não seja tão ingénuo como no último romance, ainda tem atitudes um pouco ridículas, mas o certo é que este livro serve muito bem o sue propósito, com ele ficamos a conhecer um pouco da religião muçulmana, da Alcorão e do que está por detrás do fundamentalismo e do seu ódio ao Ocidente.


Classificação: 5

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Novidades "Saída Emergência"

Título: O Prazer da Noite
Autor: Sherrilyn Kenyon
Páginas: 304
PVP: 18,85 €
Data de Lançamento: 13 de Novembro
Chancela: Chá das Cinco
Segundo volume da colecção dos “Predadores da Noite"

Sinopse: “Querida leitora,
Alguma vez quis saber como era ser imortal? Viajar pela noite caçando os vampiros que perseguem os humanos? Ter riqueza e força ilimitadas? Essa é a minha vida e é escura e perigosa. Sou herói de milhares, mas ninguém me conhece. E adoro todos os minutos. Pelo menos era o que eu pensava até que, certa noite, acordei algemado ao meu pior pesadelo: uma mulher conservadora, de camisa apertada de cima a baixo. Ou, no caso de Amanda, abotoada até ao queixo. É inteligente, sensual, espirituosa e não quer ter nada a ver com o paranormal, por outras palavras, comigo.
A minha atracção por Amanda Devereaux vai contra tudo aquilo que represento. Já para não dizer que, da última vez que me apaixonei, isso me custou não só a minha vida humana como a minha alma. Ainda assim, sempre que olho para ela, dou por mim a desejar tentar de novo. A desejar acreditar que o amor e a lealdade existem. Ainda mais perturbador, dou por mim a perguntar se haverá alguma forma de uma mulher como Amanda amar um homem cujas cicatrizes da guerra são profundas, e cujo coração foi ferido por uma traição tão selvagem que não sei se voltará a bater de novo.”


Título: Os Generais
Autor: Simon Scarrow
Páginas: 544
PVP: 23,94€
Data de Lançamento: 13 de Novembro
Chancela: Saída de Emergência

Sinopse: Napoleão Bonaparte e Duque de Wellington. Dois gigan- tes da História e um mundo pequeno demais para os abarcar. Corre o ano de 1796 e tanto Arthur Wellesley (mais tarde conhecido por Duque de Wellington), como Bonaparte estão a deixar a sua marca como homens de reconhecido génio militar. Comandante do 33º Regimento de Infantaria, Wellesley é enviado para a Índia, onde as suas habilidades e coragem impressionam grandemente os seus superiores.
No papel de comandante do Exército de Itália, Napoleão Bonaparte trava batalhas com sucesso e alcança uma rápida evolução política. Em 1804 proclama-se Imperador de França e ambiciona conquistar toda a Europa. Chegou o tempo para o futuro Duque de Wellington enfrentar Napoleão num combate épico que abalará o mundo e ficará registado para sempre na História.


Título: Aliança das Trevas
Autor: Anne Bishop
Páginas: 336
PVP: 18,85 €
Data de Lançamento: 13 de Novembro
Chancela: Saída de Emergência

Sinopse: Há setecentos anos, num mundo governado por mulheres e onde os homens são meros súbditos, uma Viúva Negra profetizou a chegada de uma Rainha na sua teia de
sonhos e visões. A ex-rainha Bhak é agora apenas Cassidy, uma habitante de Dharo que perdeu o seu privilégio após a sua corte ter preferido servir a deslumbrante e bem relacionada Kermilla. Numa terra dizimada pelo seu passado – em tempos governada por rainhas corruptas que foram banidas após uma vaga de destruição e violência – o Principe Senhor da Guerra Theran Grayhaven, procura uma parceira para o ajudar a restaurar a sua terra e a sua linhagem. O seu povo vive sem líder e sem esperança e precisa de uma rainha que se recorde do código de honra e dos costumes antigos. Com a ajuda de Saetan – Senhor do Inferno - Theran descobre Cassidy, que parece ser a mulher ideal. Tudo parece bem até que o casal se depara com as suas incompatibilidades e Cassidy conhece um misterioso servente que apela ao seu coração. Será Cassidy forte o suficiente para convencer um povo amargura- do a servir novamente uma rainha?



Título: A Casa do Rei Dragão
Autor: Stephen Lawhead
Chancela: Saída de Emergência
Páginas: 384
PVP: 16,96€
Lançamento: 13 de Novembro
Quinto livro da Coleção TEEN e primeiro da trilogia da “Saga do Rei Dragão”

Sinopse: Um guerreiro mortalmente ferido caíra desfalecido no pórtico do templo onde Quentin servia como acólito do deus Ariel. Agora, o jovem Quentin tinha de fazer a sua escolha: entre uma vida mais tranquila e confortável e um caminho desconhecido carregado de perigos.
Em companhia de um punhado de amigos leais, Quentin parte para uma aventura que irá mudar o seu destino e arrastá-lo para um conflito mortal com Jasper, o usurpador, e o sinistro necromante Nimrood.
Stephen R. Lawhead é actualmente considerado um dos melhores escritores contemporâneos cultores do romance fantástico. Para esta sua posição, contribuiu grandemente O Ciclo Pendragon. Mas já antes, Stephen Lawhead revelara a sua mestria na técnica do romance fantástico em obras premiadas como O Cântico de Albion e a trilogia A Saga do Rei Dragão.

Especial realce, por motivos de gosto pessoal, para a obra "Os Generais" que abarca dois dos maiores generais de todos os tempos e para a obra do grande Stephen Lawhead, "A Casa do Rei Dragão ". embora a fantasia não seja o meu género preferido, longe disso, mas destaco a mestria das obras que já li de Lawhead.

Penso escrever a recensão/opinião dos "Generais" nas próximas semanas.

domingo, 8 de novembro de 2009

Terror (O) – Arthur Machen


Artur Machen, apontado por muitos como o grande influenciador de autores como Bram Stoker, Conan Doyle ou Edgar Allan Põe, foi um escritor galês que em finais do séc. XIX e durante as primeiras décadas do séc. XX, escreveu uma série de contos do género fantástico/sobrenatural que, agora, chamam de gótico.

Este “O Terror” possui três contos, aparentemente, isolados que têm como pano de fundo uma época ainda com muitas influências vitorianas (o autor embora se situe em finais dos anos 10 do séx. XX, parece que escreve ainda imbuído da velha Inglaterra dos finais do séc. XIX), lúgubre, brilhantemente descrita e potenciada pelo autor.

Comum aos três contos, diria mesmo que é um traço, a assinatura deste escritor: todo um conjunto de estranhos acontecimentos que assaltam e assustam a comunidade que, face ao desconhecido, não sabem como agir. Machen é exímio em criar uma áurea de mistério. Vai narrando os estranhos acontecimentos e as várias teorias, porém deixa o leitor sempre em suspense, não nos dá pistas fazendo o sobrenatural e a superstição pairar durante todo o tempo.

No entanto registo a teia complexa que Machen constrói em torno de coisa nenhuma. Ou seja, ele vai criando uma estrutura em torno de estranhos acontecimentos que levam a lado nenhum. Em todos os três contos, as ocorrências são absurdas e sem nexo. Os episódios são-nos narrados segundo alguns pontos de vista, penso que Machen joga com os mesmos criando todo um jogo cujos elos são ténues e são precisamente esses elos que criam as explicações para tais mistérios, conclusões fantásticas, mais parecendo que o autor pretende com isso criar metáforas para algo que sucedia no seu tempo.


Classificação: 4

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

As Aventuras da Cadeira dos Desejos - Enid Blyton


Editora: Publicações Europa-América
Edição: 1ª Edição, Outubro 2009
Colecção: As Aventuras da Cadeira dos Desejos

As Publicações Europa-América lançam em Portugal uma colecção infanto-juvenil da autoria da multifacetada escritora britânica Enid Blyton (Os Cinco, Os Sete, Noddy) intitulada: “As Aventuras da Cadeira dos Desejos”, editando logo de início três títulos: “A Ilha das Surpresas”, “A Terra das Criaturas Míticas” e “O Mundo dos Feitiços”.

No primeiro volume da colecção “A Ilha das Surpresas”, naturalmente é-nos contado como tudo começa, como se iniciam as aventuras. Jessica e Tiago são dois irmãos, com oito e sete anos respectivamente, que acabam de mudar da cidade para uma aldeia chamada Fimundo. Aborrecidos, entretêm-se a pesquisar o jardim de casa, descobrindo, nos confins do mesmo, um velho barracão. Entram a medo e, fascinados, descobrem aquele estar cheio de objectos muito velhos e poeirentos, entre eles, uma velha cadeira de baloiço. Quando a começam a limpar, constatam estar desenhos escondidos pelo pó e é desta forma que acabam por libertar um duende chamado Desejoso que, confessa, estar desejoso de regressar a casa e à companhia do seu amigo: o criador de brinquedos.

É assim que se inicia uma aventura destinada a um público infantil, digo eu, propícia a crianças entre os 7 e os 10 anos, tendo assim uma primeira e muito interessante incursão na literatura na sua mais pura e inocente essência: a liberdade de imaginação e as imagens mágicas que esta obra proporciona.

No segundo volume, “A Terra das Criaturas Míticas”, os três amigos vão a uma estranha terra habitada por criaturas míticas, onde interagem com unicórnios, grifos e dragões. Aí são confrontados com uma doença que atinge todos os animais…

No terceiro volume, “O Mundo dos Feitiços”, os três amigos buscam nesse mundo um feitiço que ajude as rosas da sua vizinha, Mollie. Aí conhecem uma nova aventura e, no fim, são surpreendidos pela estranha história dessa vizinha…

Uns excelentes livros para se ler em voz alta a um público infantil, pois qualquer um dos livros tem imagens muito vivas, são muito expressivos e lançam a criança num mundo mágico, assim como na magia da literatura.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Resultados do Passatempo "A Lenda de Sigurd e Gudrún"


Agradeço aos 164 participantes do passatempo “A Lenda de Sigurd e Gudrún” de J. R. R. Tolkien que decorreu de 25 de Outubro até às 23:59 do dia 03 de Novembro. Destes 164 participantes, 140 responderam correctamente às seguintes questões:

1) Que disciplina Tolkien leccionou entre 1925 e 1945?
R: Anglo-Saxão ou Inglês Antigo

2) Que sociedade fundada por J.R.R. Tolkien se dedicava à literatura nórdica?
R: The Coalbiters

3) Onde se inspirou J.R.R. Tolkien para escrever esta obra?
R: Das antigas poesias norueguesas e islandesas conhecidas como Edda Poética


Os vencedores são:

- 44) Eduarda Ferreira Andre (Fiães)
- 115) Susana Pereira Ricardo (Vialonga)

Parabéns aos vencedores e continuação de boas leituras!

Resultados do Passatempo "A Melodia do Adeus"


Agradeço aos 202 participantes do passatempo “A Melodia do Adeus” de Nicholas Sparks que decorreu de 23 de Outubro até às 23:59 do dia 03 de Novembro. Destes 202 participantes, 188 responderam correctamente às seguintes questões:

1) Onde leva Ronnie o seu irmão a passear?
R: À praia

2) Como se chama o pastor?
R: Charlie Harris

3) Que livro aconselharia Nicholas Sparks se um homem se aproximasse dele numa livraria e lhe pedisse uma opinião sobre um romance que deveria ler?
R: “Gates of Fire”, de Stephen Pressfield


Os vencedores são:

- 44) Gabriela Monteiro (Lisboa) – Livro Autografado
- 115) Sara Inês Assunção Ferreira (Ventosa TVD)
- 31) Ângela Machado (Queluz)

Parabéns aos vencedores e continuação de boas leituras!

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Novidades "Europa-América"

Título: O Tempo do Anjo – Os Cânticos do Serafim
Autora: Anne Rice
Colecção: Obras de Anne Rice
Preço: 21.50€
Pp.: 208

Toby O’Dare é um assassino a soldo com fama no submundo do crime. Numa teia de pesadelo e de missões letais, é um homem sem alma e sem nome, às ordens de um misterioso mandante.
Quando um dia se cruza com um estranho ser, um serafim, Toby O’Dare terá de escolher entre salvar ou destruir vidas. E ele, que sonhara em tempos ser padre, viaja no tempo até ao século XIII, em Inglaterra, época de inquietação e trevas onde judeus são acusados de assassinatos rituais e crianças desaparecem em circunstâncias misteriosas.
O Tempo do Anjo, um thriller metafísico sobre anjos e assassinos, marca o regresso de Anne Rice como mestra na criação de histórias que cativaram leitores de várias gerações.

Anne Rice é uma autora consagrada de best-sellers, na área da literatura de fantasia e gótica. Alcançou a notoriedade com Entrevista com o Vampiro, A Rainha dos Malditos e A Hora das Bruxas, entre outros êxitos. O Tempo do Anjo é o primeiro volume da trilogia Os Cânticos do Serafim e mais uma prova do seu talento multifacetado.

Título: As Crónicas dos Elfos II – A Elfo das Terras Negras
Autor: Jean-Louis Fetjaine
Colecção: Contemporânea
Preço: 17.90€
Pp.: 228

Trinta anos antes de O Crepúsculo dos Elfos, o mundo mergulha inexoravelmente na guerra. Lliane, princesa herdeira dos elfos de Eliande, é mantida prisioneira nas Terras Negras. Horrorizada pela selvajaria e crueldade dos seus habitantes, ela tem de lutar pela sobrevivência… mas, a pouco e pouco, ela descobre que os orcs, os gobelins e outros monstros ao
serviço d’Aquele-que-não-pode-ser-nomeado estão mais próximos dela do que alguma vez crera.
Para Lliane, a única esperança de invasão reside numa improvável aliança e no preço que por ela terá de pagar. Ao mesmo tempo, os reinos dos homens e dos elfos, desunidos e minados pela traição, devem preparar-se para fazer frente à mais medonha das ameaças.

O Elfo das Terras Negras é o segundo opus de uma nova série que vai à origem da célebre «Trilogia dos Elfos», mantendo a mesma poesia tingida de mistério, magia e violência.

Nascido em 1956, Jean-Louis Fetjaine é formado em Filosofia e História Medieval. Jornalista e editor desde 1985, é autor de numerosas obras. Com o êxito da sua Trilogia dos Elfos, da qual fazem parte os títulos O Crepúsculo dos Elfos (1998), A Noite dos Elfos (1999), A Hora dos Elfos
(2000), e dos romances O Caminho de Merlim (2002) e Broceliande — O Caminho de Merlim II (2004), bem como As Rainhas de Púrpura I — A Cortesã, Jean-Louis Feitjaine tornou-se um dos principais representantes francófonos da Literatura de Fantasia.
Este segundo tomo de «As Crónicas dos Elfos» continua o relato das aventuras de Lliane, antes de ascender a rainha dos Elfos.


Título: Os Impostores
Autores: Harold Robbins e Junius Podrug
Colecção: Obras de Harold Robbins
Preço: 20.89€
Pp.: 308

Os Impostores prossegue com o legado dos thrillers eróticos de Harold Robbins, tendo por cenário locais exóticos e cenas de sexo escaldantes, enquanto acompanhamos uma especialista em Arte que se envolve com uma série de mortes terríveis, pilhagem de templos e o roubo de antiguidades preciosas.
Ao abrir a porta ao empregado de entregas de um restaurante tailandês, Madison Dupre recebe não um suculento prato de massas mas uma peça de arte rara, originária do magnífico templo de Ankor Wat, nas selvas do Camboja.
Madison sabe que é impossível que este artefacto tenha sido adquirido legalmente. Ao baterem à sua porta, estavam a enviá-la para um dos locais mais perigosos do planeta: Phnom Penh, a capital asiática do sexo, do pecado e das drogas.
Ao envolver-se com assassinos e saqueadores, Madison viaja de Nova Iorque para o Camboja, passando por Hong Kong e pela Tailândia, numa tentativa constante para estar sempre um passo à frente dos salteadores, que matam tão facilmente como roubam. Encontra consolo nos braços de um mercenário; envolve-se com uma modelo russa e o seu «guarda-costas», que a apresentam a uma nova forma de erotismo; e cai nos braços de um príncipe cambojano, cujos jogos sexuais são desconhecidos até pela já vivida Madison. Mas até que ponto estará disposta a ir em nome de antiguidades insubstituíveis e de valor incalculável?

Nascido em Nova Iorque, Harold Robbins é um dos autores de maior renome a nível mundial, com romances que muitas vezes espelham as suas próprias experiências de vida e são povoados por personagens inspiradas em pessoas que terá conhecido.
Junius Podrug foi escolhido pela Fundação Robbins para concretizar ideias, trabalho inacabado e a tradição de Robbins porque foi amigo de Harold e era também um escritor por ele admirado.

Crítica:
«Os Impostores tem de tudo: trama, ritmo, personagens coloridas, cenários exóticos que ganham vida em golfadas de descrições vívidas e uma grande paixão.» William Martin, autor reconhecido pelo New York Times pelo livro The Lost Constitution

«O diálogo de Robbins é movimento puro… As suas personagens transbordam de vida.»
The New York Times


Título: À Volta da Lua
Autor: Júlio Verne
Colecção: Clássicos
Preço: 17.90€
Pp.: 228

Um empolgante romance, sequência de Da Terra à Lua, onde Júlio Verne antecipa o desenvolvimento da astronáutica. À Volta da Lua é um clássico e uma obra fundamental da Ficção Científica.
Escrita em 1870, noventa e nove anos antes da chegada do homem à Lua, é tida como uma obra visionária de Júlio Verne. Com esta edição especial pretende-se também comemorar os 40 anos da chegada do homem à Lua.


Título: Os Alimentos Que Nos Tornam Inteligentes
Autor: Alex Clergue
Colecção: Saber Viver
Preço: 17.50€
Pp: 208

A memória e a criatividade constituem os dois pilares da inteligência dos homens. Ou seja, o cérebro precisa de vitaminas para não sofrer de amnésia, de matérias gordas para alimentar as conexões entre os dois hemisférios e desenvolver os sentidos e o raciocínio.
O autor considera que há 65 alimentos que estimulam mais o desenvolvimento da inteligência. Naturalmente, deve prevalecer o bom senso: alimentar os neurónios com os nutrientes de que eles precisam consegue-se através de uma alimentação equilibrada, onde uns alimentos são mais necessários do que outros. Não há milagres, mas há boas razões para privilegiar o consumo de:

o água, vinho e chá;
o óleos (colza, girassol, milho e soja);
o salada de agrião;
o charcutaria (fiambre, chouriços magros),
o espargos, abacates, beterrabas, pepinos, rabanetes, brócolos, cenouras,
aipos, couve-flor, endívias, espinafres, funchos, favas, feijões, lentilhas,
nabos, cebolas, feijão verde e ervilhas, batatas, pimentos e tomates;
o ostras, algas, bacalhau, carpas, lulas, arenque, mexilhão, salmão,
sardinhas e atum;
o cogumelos;
o arroz, pão e massas;
o cordeiro, fígado, miolos, rins e aves;
o ovos, leite e queijo;
o castanhas, groselhas, limão, melão, avelãs, nozes, melancia e passas de
ameixas;

Quadros práticos completam esta lista, de forma a ajudá-lo a preparar as suas refeições.
Eis-vos então a ter um comportamento alimentar inteligente, de forma a desenvolver as suas capacidades cerebrais, independentemente da sua idade. Graças a esta obra, viverá melhor, pois saberá melhor o que comer.

Título: O Melhor de John Adair sobre Liderança e Gestão
Coord: Neil Thomas
Preço: 17.90€
Colecção: Economia & Gestão
Pp.: 216


«John Adair é, indubitavelmente, um dos mais famosos pensadores mundiais sobre este tema.»
Sir John Harvey-Jones

Aqui, num único livro, temos um resumo brilhante de todas as suas ideias, conselhos e técnicas. É uma lição de um especialista sobre:
∑ Transformar-se num líder eficiente e inspirador
∑ Constituir uma equipa coesa e responsável
∑ Técnicas de criatividade e de inovação
∑ Análise e tomada de decisões
∑ Dominar a arte da boa comunicação
∑ Gerir o nosso próprio tempo, gerirmo-nos a nós próprios

Escrito e apresentado de forma clara, o livro está repleto de orientações e conhecimentos práticos, gráficos, diagramas e formulários muito úteis.

Neil Thomas fez um trabalho impecável ao resumir e sintetizar as muitas pérolas de sabedoria sobre a liderança e gestão que John Adair difundiu ao longo dos anos, num pequeno livro que todos nós devemos ter na secretária.
Leadership and Organisation Development Journal

«Neil Thomas deve ser aplaudido… é um livro para consulta constante. Um grande sucesso… deve encontrar-se nas estantes de todos os gestores.» Revista do Institute of Public Sector Management

O Professor John Adair é internacionalmente conhecido como uma das maiores influências no desenvolvimento da administração e liderança, tanto nas esferas empresariais como nas militares. Tem graus académicos conferidos pelas universidades de Cambridge, Oxford e Londres. Foi professor universitário sénior de História Militar na Royal Military Academy, em
Sandhurst, tornando-se depois o primeiro professor mundial de Estudos de Liderança na Universidade de Surrey. Ele trabalha como consultor de uma grande variedade de organizações de todo o mundo, tanto nos sectores empresariais como governamentais. Recentemente, a República Popular da China atribuiu-lhe o título de Professor Honorário em reconhecimento da sua «notável investigação e contribuição no campo da Liderança».


Título: Os Dilemas do Seu Cão
Autores: Gary R. Sampson e Dick Wolfsie
Colecção: Cães, Gatos, Periquitos & Companhia
Preço: 14.90€
Pp.: 144

Conheça Apache, um setter irlandês que morria de medo de pássaros. O Bigodes, um border collie que pastoreava gatos. E Noah, um pequeno cão d’água que deu uma grande mordidela no traseiro do senhor das obras.
Descubra como o veterinário Gary Sampson resolveu estes e outros dilemas e aprenda, ao mesmo tempo, como poderá encontrar as soluções para os problemas que tem com o seu cão.
Em Os Dilemas do Seu Cão, o Dr. Sampson recorre a exemplos do nosso dia-a-dia, retirados da experiência que teve com os comportamentos dos animais, para ajudar o leitor a: o compreender os motivos que estão na origem do comportamento do seu cão; o adoptar soluções simples e inovadoras para resolver o problema; o prevenir no futuro eventuais maus comportamentos.
Cada capítulo encerra uma lição prática que pode usar no relacionamento com o seu cão. Estas histórias vão fazê-lo rir e, além do mais, vão enriquecer os seus conhecimentos no que diz respeito à definição do comportamento apropriado a ter para com o seu melhor amigo.

Gary R. Sampson é um veterinário especializado em problemas comportamentais de cães e gatos. O Dr. Sampson, cuja prática profissional é bem conhecida no Midwest americano, foi reconhecido como o «Melhor Veterinário» pela publicação Indianapolis Monthly, em 2004.

Dick Wolfsie é um galardoado com um Emmy que trabalha para a WISH-TV em Indianápolis. É autor de sete livros, incluindo Os Mistérios do Seu Gato (Publicações Europa-América), Barney: The Stray Beagle Who Became a TV Star e Stole Our Hearts. A sua coluna humorística pode ser lida em vinte e cinco publicações jornalísticas.

sábado, 31 de outubro de 2009

Caim – José Saramago



José Saramago, único Nobel da Literatura português, gera amores e ódios.

Dono de um feitio muito próprio, sem dúvida algo prepotente e pedante, sabe, contudo e como poucos, contar histórias que chocam mentalidades, aproveitando, explorando uma cultura (a portuguesa) provinciana, saloia, anacrónica e supersticiosa.

Saramago é um profundo conhecedor da natureza humana. Dá provas disso em todos os seus romances, exaltando e salientando os vícios, defeitos e virtudes do ser humano.

Assim, sabe como tocar em muitas feridas, pontos sensíveis do ser humano, criando obras polémicas porque simplesmente escreve aquilo que pensa sem receios do politicamente correcto, do “parecer bem” tão tipicamente português e isso choca, cria incómodo, até porque as pessoas se revêem nos seres humanos criados por Saramago.

Em “Caim”, Saramago é apenas e só Saramago na sua melhor forma.

Devido à polémica gerada aquando do lançamento do livro, a expectativa era grande, sobretudo porque tenho no “Evangelho Segundo Jesus Cristo” o seu melhor livro, aquele onde Saramago é mais corrosivo. Fiquei então com a convicção ser este “Caim” do mesmo género. Andei perto, é de facto do mesmo género, mas é mais violento, mordaz, irónico e ostensivamente belicoso.

Quer queiramos quer não, crentes ou não crentes, todos fomos educados à luz da tradição católica/cristã. Estamos imbuídos de valores cristãos que quando os vemos ser colocados em causa pode criar alguma estranheza e algum, ou muito, choque.

Estou convicto que “Caim” tratou-se de uma ajuste de contas entre José Saramago e Deus (com a igreja no pensamento) em que ele, conforme direito que lhe assiste, demonstra toda a sua descrença e asco.

Independentemente das minhas próprias crenças, o certo é que respeito a crença de cada um, a religião de cada um e julgo que em “Caim” José Saramago se excede (ele acabou por admitir precisamente isso), quer na linguagem, quer no propósito.

Eu adorei o livro!

Delirei com a ironia cortante, com a forma como Saramago vai mostrando o ridículo, a insanidade e a impossibilidade da existência de um Deus e dos episódios descritos no Velho Testamento. Mas achei excessivo o ódio impregnado nas palavras.

Há passagens, quase todas, que evidenciam a suprema maldade, a malévola essência do Deus Cristão, que ridicularizam a figura de Deus, porque não obstante o livro conter várias passagens do Velho Testamente (confesso que nunca li a Bíblia, apenas algumas passagens aqui e ali) “Adão e Eva”, “Torre de Babel”, “Moisés quando desce o Monte Sinai”, “O Dilúvio”, entre outros, o que aqui se ressalva é o constante ataque a Deus e o quanto o mesmo não passa de uma mera criação humana ou então de um ser ridículo, fraco, vingativo, maldoso e cheio de defeitos.

O livro é excelente. O diálogo do querubim com Adão e Eva aquando da expulsão destes do Jardim do Paraíso, a narração do Dilúvio, onde Saramago coloca Caim (figura presente em todas as histórias) na barca, é de ir às lágrimas de riso. As conversas de Caim com Deus são soberbas, a forma como o mesmo Caim parte pelo mundo… enfim, um livro que ficará na galeria das grandes obras da literatura portuguesa, mais uma destinada a ser clássico.

A ideia de Deus é, confesso, o único erro que não posso perdoar ao homem” - História de Juliette ou as Prosperidades do Vício", Marquês de Sade


Classificação: 6

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Passatempos a Terminar



Faltam 4 dias para terminar os Passatempo "A Melodia do Adeus" e "A Lenda de Sigurd e Gudrún" que oblog NLivros realiza em parceria com a Editoral Presença e as Publicações Europa-América.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Novidades "A Esfera dos Livros"


Colecção: Manuais E Guias
P.V.P: 18 €
ISBN: 978-989-626-190-0
Páginas: 344
Formato: 16 X 23,5 / Brochado
Data de lançamento: Outubro

Sou alérgico a um alimento que é o ingrediente principal de um jantar do qual sou convidado. O que devo fazer? O que faço quando encontro uma espinha na comida? O que fazer quando nos esquecemos do nome de alguém que se prepara para nos cumprimentar? Por acidente, deixei cair um talher durante um jantar mas ninguém reparou. Posso apanhá-lo e fingir que nada aconteceu? É apropriado ter fotografias da minha família na secretária do trabalho? Numa festa de aniversário num restaurante é de bom-tom cantar os «Parabéns a você» ou isso só deve ser feito em privado? Dizem as regras de etiqueta que num casamento se devem sempre usar meias/collants. E se a cerimónia se realizar em pleno Verão? Como redigir uma nota de condolências?
Estas são algumas das dúvidas às quais Vicky Fernandes responde no seu novo livro Chic em Qualquer Ocasião. Vicky Fernandes explica-nos não só as regras fundamentais de etiqueta e protocolo, mas também todas as pequenas questões que nos assaltam no nosso quotidiano. Questões que podem parecem pequenas, mas que, afinal, podem ter uma importância vital nas nossas relações pessoais ou profissionais. É preciso estar preparado para qualquer situação.





Colecção: Esfera Infanto-Juvenil
P.V.P: 11.5 €
ISBN: 978-989-626-184-9
Páginas: 80
Formato: 14,4 x 22,8 / Brochado
Data de lançamento: Outubro

Sabes que sempre, todos os dias, Deus vive contigo. Sabes que sempre, todos os dias, tu vives com Deus. Isto dá muita alegria a Deus. Oxalá te dê a ti a mesma alegria!
Neste livro vais encontrar diferentes maneiras de falar com Deus. Mas o importante é que tu mesmo inventes as tuas próprias orações para falares com Ele. Pede aos teus familiares mais próximos (pais, avós…) te ajudem.



Colecção: Esfera Infanto-Juvenil
P.V.P: 30 €
ISBN: 978-989-626- 185 - 6
Páginas: .352
Formato: 21x27,7 / Cartonado
Data de lançamento: Outubro

Neste livro encontras a palavra de Deus. Reunimos as melhores histórias do Antigo e do Novo Testamento, numa linguagem acessível e acompanhada por ilustrações fascinantes que te vão fazer viajar até ao tempo em que Jesus Cristo viveu.
Vais ficar a conhecer os antepassados de Jesus de Nazaré, a sua vida e a dos seus seguidores, pessoas como tu, que um dia se encontram com Deus e vivem histórias cheias de aventura, viagens e amizade. No fundo são histórias de amor, histórias de um Deus próximo e amigo que ama todos os homens e o mundo que criou.
Nas páginas finais deste livro poderás visitar os lugares por onde passaram Jesus e os seus antepassados, ficar a conhecer quais eram os seus costumes e tradições, o que comiam, como se vestiam, como eram as suas casa, em que trabalhavam e muitas coisas mais.





Colecção: Actualidade
P.V.P: 20 €
ISBN: 978-989-626-186-3
Páginas: 280
Formato: 16 x 23,5 / Brochado
Data de lançamento: Outubro

As histórias que vai encontrar neste livro podem parecer insólitas, estranhas, até surreais, mas são verídicas. Da história da juíza que resolveu um problema de barulho despejando água para casa dos vizinhos, ao de um advogado que para obter cópia de um processo se viu obrigado a levar a fotocopiadora para o tribunal. Do juiz excomungado por um pastor condenado por dívidas, ao caso do roubo do queijo fatiado no valor de 1,29 € que foi a julgamento e ocupou a Justiça portuguesa durante dois anos, ou ainda do carpinteiro condenado por ter disparado uma pressão de ar contra Lacindo, o gato da vizinha que se atrever a devorar o seu jantar.
A jornalista Sofia Pinto Coelho acompanhou a maioria dos casos aqui relatados e traça um retrato real, divertido, mas rigoroso da Justiça portuguesa. Das condições de trabalho, ao estado das prisões e à relação entre juízes e advogados ou entre procuradores e a polícia.
Por estas páginas passam juízes, advogados, procuradores, funcionários judiciais e pessoas como nós que por uma ou outra razão já se viram a braços com a justiça. E quando esta lhes bateu à porta perceberam que para além de cega, a justiça em Portugal pode tornar-se numa aventura absolutamente extraordinária.

Lançamento no dia 2 de Novembro, no Antigo Tribunal Militar, em Santa Clara. Apresentação por António Pires de Lima e João Miguel Tavares

Colecção: Fora de colecção
P.V.P:
19 €
ISBN: 978-989-626-180-1
Formato: 16 X 23,5/ Brochado
Data de lançamento: Outubro

Não é de estranhar que o exercício do poder e os seus segredos despertem a curiosidade do ser humano. Ao longo da História da humanidade muitos pensadores sentiram fascínio pelo poder. Mas por que razão o poder é tão desejado? Como se consegue? Como se perde? Como o exerceram os super-poderosos Augusto, Maomé, Napoleão, Hitler…Churchill, Estaline, Kennedy, Rockfeller… os grandes senhores do Renascimento ou o papado? Como o exercem as multinacionais? O poder implica sempre corrupção? Será que na alma humana existe um desejo de submissão? Será mais importante o verdadeiro poder ou o poder que os nossos inimigos julgam que temos?
O autor responde a estas perguntas, entrando no apaixonante labirinto do poder e as suas representações. O autor acredita que se trata de um fenómeno omnipresente e subtil que se encontra em todos os campos: sexo, amor, família, religião e mundo empresarial, se bem que muitas vezes seja camuflado, razão pela qual é muito difícil conhecer as suas estratégias. José Antonio Marina é um dos mais conhecidos pensadores espanhóis, sendo aclamado pela crítica e pelo público e tendo recebido inúmeros galardões entre os quais de destaca o Prémio Nacional de Ensaio. A sua obra, que inclui importantes long-sellers, demonstra que a filosofia não tem necessariamente de estar reservada aos estudiosos.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Cônsul Desobediente (O) – Sónia Louro


Editora: Saida de Emergência
Edição: 1ª Edição, Setembro 2009


Embora tendo como formação a biologia marinha, Sónia Louro sempre teve a Literatura como a sua grande paixão, ao qual veio a aliar outro interesse: a História.

Dessas paixões nasce a intenção de escrita de romances Históricos que se materializa, até à data, em três livros: “Viritato”, “A Vida Secreta de Dom Sebastião” e este “Cônsul Desobediente” que narra a História de Aristides de Sousa Mendes.

Aristides de Sousa Mendes nasceu no dia 19 de Julho de 1885 na localidade de Cabanas de Viriato. Oriundo de uma família com laços à aristocracia, Aristides tem as oportunidades que só a classe alta, na altura, podia oferecer aos filhos e é assim que se licencia em direito na Faculdade de Direito de Coimbra.

Monárquico assumido, depressa se incompatibiliza com os vários governos pós implementação da República, no entanto esse facto, o de ser persona non grata, serve-lhe para ser tido como um homem pró-estado novo, pois era um homem muito religioso, prezava os bons costumes e os valores apregoados por esse novo sistema. E é dessa forma que Aristides se vê promovido ao ser nomeado Cônsul para embaixadas importantes e estratégicas.

E é nessas funções que em 1938 é nomeado Cônsul de 1ª Classe para Bordéus, posto ocupado quando tem início a Segunda Guerra Mundial.

Ao aperceber-se da capitulação da França e sabendo do avanço das tropas nazis, Aristides depara-se com milhares de refugiados que procuram a embaixada portuguesa no sentido de ali conseguirem um visto. Porém, adivinhando essa enchente, Salazar ordena aos cônsules portugueses espalhados pelo mundo que recusem conferir vistos a pessoas com certas nacionalidades e especificações. Era pura descriminação racial, facto que desobedecia à Constituição Portuguesa. Ou seja, a ordem do governo português ia contra a Constituição da República.

Aristides sabe disso e após alguns dias de dilemas morais, resolve tomar acções que o levará à sua desgraça ao mesmo tempo que o elevará, muitos anos depois, à galeria dos maiores homens da Humanidade: ali, na sua embaixada e fazendo ouvidos moucos às ordens de Salazar, ele começa a passar vistos em catadupa, salvando assim, de uma morte certa e segundo números oficiais, 30.000 pessoas (o número de vistos oficialmente passados), porém, sabe-se que o número real é superior dada a forma, diria surrealista, como centenas de vistos foram passados.

Aristides foi um homem bom. Juntou a lema: “Deus”, “Pátria” e “Família”, a palavra “Consciência”, utilizando o seu poder para salvar milhares de pessoas.

O regime nunca lhe perdoou as ordens desobedecidas. Coloca-o na “prateleira”, abandonando-o e fechando-lhe todas as portas, não só a si como também a todos os seus filhos que, sem perspectiva de vida em Portugal, são obrigados, aos poucos, a emigrar para fora do país.

Aristides morre na miséria, sem amigos, esquecido por todos (menos os seus filhos) no dia 03 de Abril de 1954 no Hospital dos Fransciscanos em Lisboa.

Curioso constatar que apenas em 1988 o país, pelo menos ao nível do Estado e após aprovado pelos deputados na Assembleia da República, reentregou o cônsul na carreira diplomática com a promoção a embaixador e só a partir desse ano, aos poucos e devido também à insistência dos filhos que sempre lutaram para restabelecer a imagem do pai, o nome de Aristides de Sousa Mendes começou a ser falado. 34 anos depois da sua morte, os portugueses começaram a perceber que a 2ª Grande Guerra produziu um herói português, um homem venerado por milhares de famílias e quem tem até espaço em alguns museus que lembram o Holocausto.

Ao contrário do que sucede em “Viriato”, único livro que havia lido de Sónia Louro, neste a autora soube documentar-se convenientemente, diria mesmo que se documentou tanto que construiu não um romance Histórico mas sim uma biografia romanceada.

Sónia Louro traça o percurso da vida de Aristides de uma forma muito biográfica, demonstrando preocupação em citar as fontes que podem ser cartas, documentos oficiais, relatórios ou entrevistas que originam a maioria das cenas. Ficção tem apenas os diálogos e muitos deles construídos segundo registos históricos.

Não quero com isso dizer que a obra é fraca ou está mal conseguida. Nada disso! Sónia Louro está de parabéns pelo excelente trabalho de pesquisa e por ter sabido explanar toda a grandeza humana de Aristides de Sousa Mendes, dando um grande contributo à sua memória e ao reconhecimento que o povo português lhe deve.

Contudo o romance tem alguns pontos fracos. Por exemplo, embora saibamos que os pais de Aristides eram gente de posses, no entanto há uma completa ausência de factos da sua infância e adolescência, assim como ficamos sem saber quem foram os pais de Aristides. Pode-se relativizar dizendo que o romance não tem esse propósito. Aceito, mas para se entender o homem, talvez a sua infância e os valores familiares tenham sido vitais.

Embora seja uma obra densa, cheia de notas e com a curiosidade de, no fim, conter as cópias da Defesa de Aristides e do relatório de Acusação. A linguagem e a estrutura literária são simples, de fácil percepção.

Uma obra que merece ser lida devagar de modo a podermos deixar Aristides de Sousa Mendes entrar na nossa vida.

Um grande português!


Classificação: 5

domingo, 25 de outubro de 2009

Passatempo " A Lenda de Sigurd e Gudrún"


O blog NLivros, em colaboração com as Publicações Europa-América, tem para oferecer 2 exemplares do livro " A Lenda de Sigurd e Gudrún” de J. R. R. Tolkien, que tem data de lançamento prevista para a primeira semana de Novembro.

Sinopse: Edição organizada por Christopher Tolkien

«Há muitos anos, J. R. R. Tolkien compôs a sua própria versão, agora publicada pela primeira vez, da grande lenda da antiguidade nórdica, em dois poemas intimamente relacionados, a que deu os títulos de «O Lai dos Volsungos» e «O Lai de Gudrún».

Em «O Lai dos Volsungos» conta-se a história do grande herói Sigurd, o assassino de Fáfnir, o mais famoso dos dragões, de cujo tesouro se apoderou, o despertar da valquíria Brynhild, que dormia rodeada por uma muralha de chamas, e o noivado dos dois. Após a chegada de Sigurd à corte dos grandes príncipes niflungos (ou nibelungos), o herói desperta o amor mas também o ódio da feiticeira dos Niflungos, versada nas artes mágicas.

Em cenas de grande intensidade dramática, troca de identidade, paixões frustradas, ciúmes e disputas amargas, as tragédias de Sigurd e Brynhild, de Gunnar, o Niflungo, e Gudrún, sua irmã, atingem o auge com a morte de Sigurd às mãos dos seus irmãos de sangue, o suicídio de Brynhild e o desespero de Gudrún.

Em «O Lai de Gudrún» é contado o seu destino depois da morte de Sigurd, o casamento, contra a sua vontade, com Atli (ou Átila), governante dos Hunos, o assassinato dos seus irmãos, os senhores niflungos, e a sua vingança hedionda.

Sendo a sua versão inspirada, principalmente, no estudo atento das antigas poesias norueguesas e islandesas conhecidas como Edda Poética (e no posterior trabalho em prosa, a Völsunga Saga), J. R. R. Tolkien utilizou estâncias curtas cujos versos conservam em inglês os exigentes ritmos aliterativos e a intensa energia dos poemas da Edda.»


Para poderem ganhar um dos exemplares, basta responderem correctamente às seguintes três questões:

1) Que disciplina Tolkien leccionou entre 1925 e 1945?

2) Que sociedade fundada por J.R.R. Tolkien se dedicava à literatura nórdica?

3) Onde se inspirou J.R.R. Tolkien para escrever esta obra?


REGRAS DE PARTICIPAÇÃO:

1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 03 de Novembro.

2) As respostas deverão ser enviadas para o email: blog.nlivros@gmail.com, contendo nome, morada e contacto telefónico. Qualquer participação que não possua alguns destes dados, é automaticamente anulada.

3) Os vencedores serão sorteados aleatoriamente, sendo o anúncio dos vencedores efectuado por e-mail (obviamente para os vencedores) e publicado no blog.

4) Por motivos logísticos só serão aceites participações de residentes em Portugal.

Boa sorte!

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Passatempo "A Melodia do Adeus"




O blog NLivros, em colaboração com a Editorial Presença, tem para oferecer 3 exemplares do livro + Saco Promocional (um dos exemplares está autografado pelo autor) " A Melodia do Adeus” de Nicholas Sparks", que tem data de lançamento prevista para 3 de Novembro.

Sinopse: Com apenas dezassete anos, Ronnie vê a sua vida virada do avesso quando o casamento dos pais chega ao fim e o pai se muda da cidade de Nova Iorque, onde vivem, para Wrightsville Beach, uma pequena cidade costeira na Carolina do Norte. Três anos não são suficientes para apaziguar o seu ressentimento, e quando passa um Verão na companhia do pai, Ronnie rejeita com rebeldia todas as tentativas de aproximação, ameaçando antecipar o seu regresso a Nova Iorque. Mas será em Wrightsville Beach que Ronnie irá descobrir a beleza do primeiro amor, quando conhece Will e se deixa tomar por uma paixão irrefreável e de efeitos devastadores. Nicholas Sparks é, como sabemos, um mestre da moderna trama amorosa, e, em A Melodia do Adeus, usa de extrema sensibilidade para abordar a força e a vulnerabilidade que envolvem o primeiro encontro com o amor e o seu imenso poder para ferir… e curar.


Para poderem ganhar um dos exemplares, basta lerem o excerto do livro e consultarem o mini-site do autor, e responder correctamente às seguintes três questões:

1) Onde leva Ronnie o seu irmão a passear?
2) Como se chama o pastor?
3) Que livro aconselharia Nicholas Sparks se um homem se aproximasse dele numa livraria e lhe pedisse uma opinião sobre um romance que deveria ler?

REGRAS DE PARTICIPAÇÃO:

1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 03 de Novembro.

2) As respostas deverão ser enviadas para o email: blog.nlivros@gmail.com, contendo nome, morada e contacto telefónico. Qualquer participação que não possua alguns destes dados, é automaticamente anulada.

3) Os vencedores serão sorteados aleatoriamente, sendo o anúncio dos vencedores efectuado por e-mail (obviamente para os vencedores) e publicado no blog.

4) Por motivos logísticos só serão aceites participações de residentes em Portugal.

5) O livro autografado será atribuído ao primeiro sorteado.

Boa sorte!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Resultados do Passatempo "Top Perfomer"

O meu agradecimento aos 72 participantes do passatempo “Top Perfomer” de Stephen C. Lundin e Carr Hagerman que decorreu de 12 até às 23:59 do 19 de Outubro. Destes 72 participantes, 56 responderam correctamente às seguintes questões:

1) Esta obra está em linha de continuidade com uma série. Qual o seu nome?
R: Série Fish

2) Onde poderão ser aplicados os ensinamentos Top Performer?
R: A todas as actividades profissionais


Os vencedores são:

- 44) Maria Sofia Oliveira (Lisboa)
- 05) Carlos Miguel Rodrigues Cid (Porto Salvo)

Parabéns aos vencedores e continuação de boas leituras!

domingo, 18 de outubro de 2009

Não Sei Nada Sobre o Amor - Júlia Pinheiro


Editora: Esfera dos Livros
Edição: Abril 2009

Júlia Pinheiro estreou-se na televisão aos 19 anos (1981) tendo, a partir daí, feito uma carreira de sucesso sendo, hoje em dia, uma das figuras televisivas mais conhecidas da praça portuguesa.

Licenciada em Línguas e Literaturas Modernas, publica em Abril de 2009 o seu primeiro e único livro “Não Sei Nada Sobre o Amor”, que depressa se instala nos top´s das principais cadeias distribuidoras. Esse facto é surpreendente para alguém que escreve o seu primeiro título, contudo, podemos encontrar uma explicação se atentarmos à figura pública. Porém constatei que o livro tem imensa qualidade assim como prevejo, se mantiver o estilo, sucessos futuros.

São Pedro da Ribeira, 1930, Maria da Glória, jovem inocente de 16 anos, trabalha com o pai na taverna deste. Passa o dia a servir copos e a sentir os olhares gulosos daqueles homens acabados que por ali passam.

Uma aldeia perdida de um Portugal em sobressalto, onde intensas tradições seculares exigiam a submissão das mulheres e onde o destino era, obrigatoriamente, feito de casamento e de filhos. “Na geração de Maria da Glória, o amor era um infortúnio. Não servia para nada e só trazia aborrecimentos. Com o amor não se comprava terra nem se aumentava o rebanho.”

Maria da Glória é a rapariga mais bonita da aldeia, facto que desperta o interesse de António Mendonça, primogénito da família Mendonça, a mais rica e influente da aldeia. Este, ciente da sua importância como “bom partido”, consegue com que Maria da Glória se encontre com ele junto ao ribeiro. Inocente e um pouco ingénua, Maria da Glória, obviamente ás escondidas do pai, vai ter com ele e, no meio das silvas, é violada.

Dessa violação nasce um argumento que nos leva ao ano 2000, visitando 70 anos da sociedade portuguesa e do papel das mulheres nessa sociedade.

A escrita de Júlia Pinheiro é simples, objectiva e excepcionalmente visual e sentimental. Sentimental no aspecto em que consegue transmitir os vários estados de alma das várias personagens que pululam na história, sobretudo das quatro mulheres que formas as principais personagens.

Nestas quatro mulheres, Júlia Pinheiro, de uma forma magistral, tocante e simultaneamente objectiva, traça-nos um quadro Histórico do país, conseguindo, e isso na minha opinião é uma das grandes mais valias do livro, contrapor e demonstrar as várias mentalidades que cada geração possui, traçando também, com isso, uma linha evolutiva das mesmas. Coexistente e servindo também para explicar essa evolução, flui diante dos nossos olhos a mentalidade de Portugal dos anos 30, o surgimento do Estado Novo, o pós 25 Abril a um Portugal vivendo os excessos de uma democracia mal implantada até um Portugal totalmente democratizado.

Todos esses cenários, embora sejam relevantes, são colocados em pano de fundo, porque aqui o principal tema é o papel das mulheres numa sociedade altamente patriarcal que vai evoluindo para os dias de hoje.

Na minha perspectiva esse é o principal tema do livro. Sob a vida de quatro mulheres que abrangem quatro gerações, é aqui abordada a sociedade portuguesa e a forma como ela foi evoluindo.

Longe de ser um romance “cor-de-rosa” ou de “cordel” como muitos quiseram fazer crer, considero que Júlia Pinheiro teria construído um livro portentoso se tivesse sabido ou querido aprofundar os Acontecimentos Históricos que se dão nesses 70 anos interligando-os com a história dessas quatro mulheres. Esses acontecimentos são apenas aflorados no sentido de percebermos o impacto que os mesmos tiveram na vida dessas mulheres. A meu ver e embora entenda o objectivo da obra, penso que teria tudo a ganhar se tivesse investido mais na vertente Histórica.

Talvez pela formação académica, não só a estrutura do livro, como também a própria linguagem, achei o estilo de Júlia Pinheiro algo semelhante ao de José Rodrigues dos Santos. Pelo menos revivi nesta obra sentimentos que apenas consigo viver nas obras de Rodrigues dos Santos, a alegria de reencontrar todos os dias aqueles amigos íntimos, a ânsia de ler sobre o destino dos mesmos e a tristeza de os ver partir quando a obra acaba.

Uma grata surpresa e um especial agradecimento a quem mo levou a ler.

Classificação: 5