terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Passatempo "Entre os Assassinatos"



O blog NLivros, em colaboração com a Editorial Presença, tem para oferecer 2 exemplares do livro "Entre os Assassinatos" de Aravind Adiga que tem data de lançamento prevista para 2 de Fevereiro.

Sinopse:
Este é novo romance do autor de O Tigre Branco, o aplaudido Booker Prize de 2008. A obra desenvolve-se como um um guia de viagem a uma cidade imaginária, Kittur, situada na costa sudoeste da Índia, a meio caminho entre Goa e Calcute, durante o período de sete anos que decorreu entre os assassinatos de Indira Gandhi e do seu filho Rajiv. São catorze histórias que se sobrepõem formando um mapa vivo da cidade, decorrendo cada uma em diferentes zonas de Kittur. Aravind Adiga retoma muitos dos temas presentes em O Tigre Branco, mas recorre agora a múltiplos narradores diferentes. Uma obra que o conduz à descoberta fascinante da Índia actual.

Aravind Adiga nasceu na Índia em 1974 mas viveu parte da sua vida na Austrália e nos Estados Unidos. Frequentou as Universidades de Columbia e Oxford. Iniciou a sua vida profissional como jornalista, tendo sido correspondente da revista Time e escreveu também para o Financial Times. A sua ficção foi já traduzida em cerca de 15 países.

CITAÇÕES DE IMPRENSA ESTRANGEIRA

«Esplendorosamente selvagem e brilhante.» - Sunday Telegraph

«Uma obra-prima.» - The Times

«Entre os Assassinatos é tão mordaz, sardónico e cativante como O Tigre Branco.» - The Independent

«Entre os Assassinatos é uma colecção de contos, não um romance, mas não deixa de ser uma leitura absolutamente compulsiva.» - The Observer

«Entre os Assassinatos oferece-nos um retrato complexo e rico da Índia.» - USA Today

Para poderem ganhar um dos exemplares, basta responderem correctamente às seguintes três questões:

1) Qual o nome da cidade imaginária onde decorre a obra?
2) Que importante Prémio foi atribuído em 2008 a Aravind Adiga pelo seu excelente romance "Tigre Branco"?
3) Em que ano nasceu Aravind Adiga?


REGRAS DE PARTICIPAÇÃO:

1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 03 de Fevereiro.

2) As respostas deverão ser enviadas para o email: blog.nlivros@gmail.com, contendo nome, morada e contacto telefónico. Qualquer participação que não possua alguns destes dados, é automaticamente anulada.

3) Os vencedores serão sorteados aleatoriamente, sendo o anúncio dos vencedores efectuado por e-mail (para os vencedores) e publicado no blog.

4) Por motivos logísticos só serão aceites participações de residentes em Portugal.

Boa sorte!

sábado, 23 de janeiro de 2010

Generais (Os) - Simon Scarrow



“Os Generais” é o 2º volume de uma série de quatro que se inicia com o já publicado “Jovens Lobos” e que, conforme poderemos perceber no site do autor, narra a vida de duas figuras que ficaram nos anais da História da Humanidade: Napoleão Bonaparte e Arthur Wesllesley, mais tarde conhecido e assim imortalizado por Duque de Wellington.

Geralmente evito emitir uma opinião sobre um livro isolado de qualquer série. A menos que não pense em continuar a ler a série, vulgarmente leio todos os livros e só depois emito uma opinião sobre a obra.

Contudo “Os Generais” pode ser lido como uma obra independente. Ou seja, a meu ver não há necessidade de se ler o livro anterior da série para entender a história e o percurso destes dois homens.

Simon Scarrow é inteligente na forma como constrói toda a acção e sobretudo na forma como inicia e finda o livro. Obviamente que entendemos, no início, que há um trajecto que leva aqueles dois homens ao momento em que se inicia a acção, no entanto somos logo confrontados com a narração de acontecimentos importantes, conflitos e jogos de interesses que opunham nações divididas entre a monarquia e a jovem república francesa que ameaçava impor-se.

E embora o pano de fundo sejam esses acontecimentos tão importantes no futuro da Europa e do Mundo, o livro essencialmente traça-nos o surgimento de dois homens com visões e filosofias muitos dispares e a sua ascensão dentro da hierarquia militar e social.

Enquanto um, Napoleão, astuto, que beneficiou ou teve a sorte de estar no sítio certo no momento certo, teve uma ascensão meteórica, Arthur Wesllesley, noutro contexto, foi subindo a pulso fruto da sua imensa dedicação e disciplina.

Há que dar o mérito ao autor pelo grande trabalho de pesquisa. A narrativa apresenta detalhes históricos de todas as fases destes dois homens, tanto na sua vida pessoal (aí com mais ênfase na vida de Napoleão), como na vida militar.

No entanto Simon Scarrow não me convence de todo. É o terceiro livro que leio dele e embora reconheça que a sua escrita seja fluída, as descrições boas e que denotam de facto trabalho de pesquisa, falta-lhe algo que distingue os grandes autores dos autores medianos. Ele não consegue transmitir uma imagem de uma batalha. Ele descreve as batalhas, mas nota-se uma preocupação em suavizar essa narração transformando as cenas de violência em algo que, depois de acabadas, ficamos com a sensação de não sabermos bem o que se passou. Não consegue colocar emoção, adrenalina. Limita-se a narrar o “acontecimento” sem qualquer tipo de sensação. Pode ser um estilo ou a então não considera relevante dar uma visão mais real.

Embora “Os Generais” valha, e recomendo-o por isso, pela história do percurso de ascensão desses dois grandes vultos, é em simultâneo um livro pouco emocionante, previsível, que nunca me permitiu aproximar-me mais do que simples observador dos cenários descritos, e eu que tomo o Género Histórico como favorito precisamente porque procuro viver várias Eras com vários personagens e diferentes mentalidades e sociedades, algo que, felizmente, tenho conseguido com alguns escritores.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Sìmbolo Perdido (O) - Dan Brown


Passados seis anos sobre o mega-sucesso-best-seller “Código Da Vinci”, seis anos esses onde o autor se entreteu a enriquecer e a negociar com Hollywood a produção de, pelo menos, dois dos seus títulos, títulos esses que se transformaram em sucessos à pala do Da Vinci Code, eis que, seis anos depois como já referi três vezes, Dan Brown lança “O Símbolo Perdido”, obra que, segundo ele próprio, é o seu melhor livro.

Em Portugal, antes que a generalidade do público desse pelo logro, colocou-se logo à venda a edição no idioma original no sentido de começar logo a lucrar com o mrs. Best-seller, pois há que fazer render o peixe antes que apareça carne.

E, meses depois de ter sido editado na maior parte dos países do planeta, eis que Novembro foi o mês propício, até porque há que pensar nas prendinhas para o Natal e era encantador oferecer esta pretensa pérola a quem gosta de ler.

A sinopse é deveras simples mas, em simultâneo, intrigante, apelativa e motivadora, ou seja, pela sinopse parece que estamos ou vamos estar na presença de um excelente thriller cheio de enigmas, mistérios novos que nos assaltam a imaginação e a curiosidade acerca de qualquer parte ou facto Histórico perdido nos anais do Tempo.

Pura especulação!

Mas vamos à sinopse:

Tom Hanks, perdão, Robert Langdon, doutor em simbologia em Harvard, é contactado de madrugada por alguém que lhe é muito próximo convidando-o para dar uma palestra no Capitólio em Washington D.C. Tem tudo à sua disposição: avião, carro com motorista, enfim, todos os mimos para o convencerem a fazer a palestra naquela mesma noite…

É o início para uma aventura que mete praticamente tudo o que foi metido no “Código Da Vinci”. Um vilão paranóico, sociedades secretas, segredos antigos que aparentemente colocam em perigo toda a humanidade, corridas contra o tempo, enigmas que depois de decifrados ocasionam outros enigmas que, por sua vez, originam chaves para outros códigos que, por sua vez, dão origem a símbolos e segredos perdidos algures no tempo e cujo interesse é suposto ser da humanidade mas que, aqui, deve ser apenas do próprio Dan Brown.

Enquanto livro de entretenimento e confesso que de facto um dos objectivos de qualquer livro é entreter, mas enquanto isso e dada a sua acção louca e fulminante, o livro consegue prender a atenção, no entanto, questiono, o que andou Dan Brown a fazer nestes seis anos? O livro está muito mal construído de início ao fim, o escritor, se lhe podemos dar esse nome, não se preparou minimamente, não efectuou, ou se efectuou não se nota, uma pesquisa séria e honesta do que tenta escrever. Todo o trama tem pouco sentido, é confuso, engonha, engonha, vai por aqui, por ali e não desagua em lado nenhum. Todo o livro é um amontoado de informações e supostos segredos maçónicos como se a maçonaria fosse uma Ordem que estivesse na posse de segredos vitais à humanidade e como se os edificadores da nação norte-americana estivessem escondido algo de importante e valioso.

Toda a acção é quase uma cópia exacta do “Código Da Vinci”. Substitui-se as cidades, as ordens secretas e, voilá, o mesmo estilo de enigmas, a mesma acção e até nem falta o quadro famoso com símbolos escondidos nem a personagem histórica que, sabe-se, estava na posse de grandes segredos e que os quis ocultar. Em vez de Leonardo Da Vinci eis que a fava calha agora a Isaac Newton.

E depois de toda uma desenfreada alucinada correria onde o tal psicopata, que diga-se é muito previsível a sua identidade (Dan Brown deixa várias pontas soltas), o epílogo é, no mínimo, ridículo, um atentado à inteligência do leitor. Risível, brutalmente obtuso que, depois de tantos enigmas, tantas ameaças por causa de um suposto segredo… aquilo, estúpido até dizer chega!

Que grande fraude, que falta de imaginação para quem esteve seis anos sem escrever nada. Todo esse tempo, mesmo partindo do principio que o senhor andou por aqui e ali a dar entrevistas e a saborear a fama, tinha a obrigação de ter escrito algo que empolgasse, que fizesse de facto sentido, que, conforme ele tanto e gosta assim como os leitores do “Código Da Vinci”, abanasse os alicerces de uma coisa qualquer, mas não, ah e tal… só quis foi aparecer.

E sobre o estilo?

Ui, podemos falar de estilo?

Dan Brown repete a formula. Numa linguagem deveras simples, não consegue explorar o conteúdo científico que lança (que até era interessante), não consegue criar uma sequência coerente porque simplesmente não consegue explicar ou transmitir o interesse do assunto. Enquanto thriller e mesmo admitindo que tem bases interessantes, o autor parece escrever aos repelões, sem energia, tudo a martelo (será que escreveu o livro nos intervalos das entrevistas?). Há ali personagens que surgem, que parece terem alguma importância e que depois se esvaziam, são abandonados sem qualquer tipo de contemplações. É uma narrativa muito fraca, muito mal construída onde a maçonaria é apresentada como sendo uma Ordem com muitos segredos mas que, em momento algum, consegue credibilizar essa ideia ou essa pretensão. Ele bem tenta associar os maçons a supostos segredos que estão na base da nação americana, mas é tudo sensaborão, um longo e interminável bocejo ainda por mais denotando presunção, uma mescla de vaidade com oportunismo

Em suma, um romance construído às “três pancadas” assente num assunto desinteressante cheio de inverosimilhanças construídas em capítulos pequeníssimos (alguns de meia página), escrito de uma forma vulgar sem ponta de adrenalina e que, na minha óptica, desvirtua completamente a imagem de Robert Lagdon e do seu criador.


Classificação: 2

Novidades "Saída Emergência"


Título: A Pousada no Fim do Rio
Autor: Nora Roberts
Páginas: 384
PVP: 18,85 €
Data de Lançamento: 22 Janeiro 2010
Chancela: Chá das Cinco

Sinopse:

Olivia MacBride e os seus pais eram a típica família de sonho deHollywood, não lhes faltando fama, fortuna e amor. Até à noite em que Olivia, de quatro anos, acorda e encontra a mãe brutalmente assassinadaaos pés do pai. Nesse momento, a vida de Olivia mudará para sempre.
Acolhida pelos avós num recanto resguardado pela Natureza, Olivia aprende a enterrar bem fundo o passado. Determinada a proteger-sede memórias dolorosas, cresce limitando a sua vida às florestasverdejantes e à Pousada do Fim do Rio. Mas quando aparece Noah Brady,a jovem terá de se esforçar muito para resistir à atracção que sente por ele.
Infelizmente, o futuro é caprichoso e Noah trai a confiança de Olivia. Apesar de ele nunca desistir de a ajudar a lidar com os traumas do passado, poderá a jovem voltar a confiar em Noah? Mais: o pai de Oliviaé liberto da prisão e parece que há segredos terríveis a descobrir sobre aquela fatídica noite.



Título: Escolhida
Autor: P.C. Cast e Kristin Cast
Páginas: 384
PVP: 17,75 €
Data de Lançamento: 22 Janeiro 2010
Chancela: Saída de Emergência

Sinopse:

Forças tenebrosas dominam a Casa da Noite, onde as aventuras de ZoeyRedbird tomam um caminho inesperado. Aqueles que aparentam ser amigos afinal revelam-se inimigos. E estranhamente, inimigos oferecem-lhe amizade. Assim inicia-se o terceiro volume desta série viciante onde a força de Zoey será testada como nunca antes. A sua melhor amiga, Stevie Ray, julgada morta, esforça-se por manter a sua humanidade. Zoey não sabe como ajudá-la, mas sabe que tudo o que fizertem que ser mantido secreto na Casa da Noite.
Como se não bastasse, Zoey encontra-se na rara e difícil posição de ter três namorados. E quando julgava que a sua vida não podia ser mais caótica, vampyros são encontrados mortos. Realmente mortos. Aparentemente, o Povo da Fé cansou-se de viver lado a lado com vampyros. Mas, como Zoey e os seus amigos irão descobrir, as aparências raramente reflectem a verdade…




Título: A Vingança do Assassino
Autor: Robin Hobb
Páginas: 384
PVP: 18,85 €
Data de Lançamento: 22 Janeiro 2010
Chancela: Saída de Emergência

Sinopse:

FitzCavalaria renasce dos mortos graças à magia desprezada da Manha, mas a sua fuga das garras da morte deixou-o mais selvagem do que humano. Os seus velhos amigos têm que ensiná-lo a ser um homem denovo, e depois deixá-lo escolher o seu próprio destino. Incapaz de esquecer a tortura a que foi submetido às mãos do príncipe usurpador, Fitz planeia vingança enquanto recupera a sua alma e sanidade. Até ao momento em que o seu verdadeiro rei o chama para o servir numa missão misteriosa com consequências inimagináveis. Numa terra arruinada pela ganância e crueldade onde Fitz se tornou uma lenda temida, ele fará tudo para restaurar a verdadeira regência nos Seis Ducados. Mas primeiro terá que escapar dos seus inimigos que lhe movem uma perseguição sem quartel…
Não perca mais um excecional volume da Saga do Assassino recheado de emoção, magia pura e personagens memoráveis.




Título: Sangue Oculto
Autor: Charlaine Harris
Páginas: 272
PVP: 17,85 €
Data de Lançamento: 22 Janeiro 2010
Chancela: Saída de Emergência

Sinopse:

Sookie terminou a sua relação com Bill após considerar que ele atraiu.
Um dia, quando sai do trabalho para casa, depara-se com um vampiro nu e desorientado. Rapidamente ela percebe que ele não tem a mínima ideia de quem é nem para onde vai, mas Sookie sabe: ele é Eric e parece tão assustador e sexy – e morto – como nodia em que o conheceu. Mas agora como Eric está com amnésia,torna-se doce e vulnerável, e necessita da ajuda de Sookie – porque seja quem for que lhe tirou a memória, agora quer tirar-lhe a vida. A investigação de Sookie leva-a a uma batalha perigosa entre bruxas, vampiros e lobisomens. Mas pode existir um perigo ou ameaça ainda maior – ao coração de Sookie, porque estando Eric mais gentil e mais doce… é muito difícil resistir.




Título: Os Guerreirosde Nin (A Saga do Rei Dragão - Volume II)
Autor: Stephen Lawhead
Páginas: 384
PVP: 17,96 €
Data de Lançamento: 22 Janeiro 2010
Chancela: Saída de Emergência

Sinopse:

A ascensão da Estrela do Lobo, arauto de Nin, lançou uma sombra de terror sobre o reino do Rei Dragão. A cadanoite que passa, a Estrela do Lobo ficamaior e mais ameaçadora, aumentando o poder maléfico de Nin. Mais uma vez, é Quentin quem tem o destino do reino nas mãos. A última esperança de salvação reside numa espada: Zhali-a:gkeer, a Brilhante. Mas o segredo do «lanthanil», o metal vivo com que tem de ser forjada, perdeu-se há muito na noite dos séculos...





Nasceu uma chancela concebida com exigência (onde só entram os melhores autores) desenhada com paixão (com livros tão bonitosaos olhos como à alma) e acabada com requinte. (porque o objecto livro merece a excelência)

Livros de culto, livros de sempre... Num momento em que o mercado se recusa a correr riscos e quase só aposta emlivros de leitura fácil e venda garantida, a Saída de Emergência criou uma chancela que não vai em modas, nem em bestsellers, nem em imediatismos. A Camões & Companhia é uma casa para livros de culto.

O nosso objectivo é simples: satisfazer leitores que se sentem prisioneiros de um mercado demasiado homogéneo. Publicar clássicos de hoje e clássicos de amanhã. E obras que foram boas há cem anos e que serão boas daqui a outros cem. Vamos ultrapassar barreiras e preconceitos de géneros literários, oferecendo um catálogo construído com base na qualidade e intemporalidade da obra e do autor.

Com a Camões & Companhia a vida dos livros não terminará depois de serem lidos. Prometemos que vão encher a sua estante, surpreender as visitas, exigir releituras, resgatar memórias de bons momentos. Lançámos a nós próprios um desafio exigente, contra-corrente e talvez comercialmente desinteressante, mas pelo qual vamoslutar em nome do maior tesouro: os livros de culto.


terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Novidades "Esfera dos Livros"

Titulo: Os Homens de Führer. A Elite do Nacional Socialismo 1939-1945
Autor: Ferran Gallego
Tema: História Séc. XX

Sinopse:
Heinrich Himmler, comandante da SS, Hermann Goering, criador da Gestapo e chefe da Luftwaffe, Albert Speer, ministro do Armamento do Terceiro Reich, Rosenberg, o grande teórico do Nacional Socialismo, Joseph Goebbels, ministro do Povo e da Propaganda do regime, e Anton Drexler, o fundador do partido, são alguns dos doze homens fortes da hierarquia nacional-socialista que o historiador Ferran Gallego retrata e analisa em Os Homens do Fuhrer.
Sem eles, dificilmente, Adolf Hitler teria chegado ao poder e conseguido solidificar um sistema político, económico, social, militar e cultural tão completo como foi o nazismo.
O autor, professor da História do Fascismo na Universidade de Barcelona, traça a biografia destes homens e explica, com precisão e ritmo narrativo, como estas figuras surgiram depois da Primeira Guerra Mundial e foram ocupando o seu espaço, à frente das diferentes organizações e instituições que surgiram na Alemanha entre 1919 e o final da Segunda Guerra Mundial.
Baseado numa profunda investigação, este livro dá-nos uma visão geral do nazismo, permite-nos perceber a extensão e complexidade do sistema nazi, desde as suas origens até à sua morte, e compreender a sua composição e os seus mecanismos de funcionamento interno.



Titulo: Maníacos de Qualidade. Portugueses célebres na consulta com uma psicóloga
Autor: Joana Amaral Dias
Tema: História Divulgativa

Sinopse:
Antes de fugir para o Brasil, D. Maria I já se encontrava louca. Passava por períodos de frenesi e supunha que o seu próprio corpo estava oco. No Rio de Janeiro, imaginava que o Diabo se escondia no Pão de Açúcar.
Como foi que a vida sexual de D. Afonso VI e os seus órgãos genitais acabaram escrutinados num tribunal que ambicionava demonstrar que o soberano era impotente, louco e incapaz de governar? Hoje é possível entender os bastidores das acções destes monarcas?
O Marquês de Pombal encontrar-se-ia tão obcecado com os jesuítas que só admitia conversas que os visassem. Entre os muitos que encarcerou e matou, conta-se o padre Malagrida. Qual dos dois era menos equilibrado? O iluminista que do beato fez herege para o queimar na fogueira ou o roupeta-preta que assumia a autoria de milagres e exorcismos?
Um dia, Antero de Quental sentou-se num banco de um jardim público e deu dois tiros na cabeça. Porque foi que esse poeta-herói encerrou assim a sua vida? Fernando Pessoa revelou, desde cedo, uma grande preocupação com a sua própria sanidade mental, adoptando diferentes classificações psiquiátricas para si mesmo. Estaria louco ou apenas com medo?
A psicóloga clínica Joana Amaral Dias traça o retrato psicológico destas e de outras personagens tidas como loucas. Baseada numa investigação histórica cuidada e na leitura de escritos e registos biográficos e autobiográficos – cartas, diários, etc. -, a autora revela-nos a dor psiquíca destas figuras, bem como o seu respectivo diagnóstico clínico. Porém Joana Amaral Dias vai mais longe e, nesta viagem aos universos mentais de portugueses célebres, questiona os rótulos com que estes foram marcados e os tratamentos a que foram sujeitos – da fogueira a sanguessugas, dos banhos gelados aos choques eléctricos, das tareias ao apedrejamento.
Uma reflexão original sobre a forma como ao longo dos tempos a sociedade encarou a doença mental e acerca das alianças que a Psiquiatria estabeleceu com o poder e a própria loucura.



Titulo: O Não também ajuda a Crescer
Autor: María Jesus Álava Reyes
Tema: Psicologia

Sinopse:
Não há regras universais, nem receitas mágicas mas existem princípios básicos que nos podem ajudar na difícil, complexa e maravilhosa tarefa que é educar. E uma dessas regras é que é fundamental criar normas básicas que ajudem o nosso filho ou educando a conseguir a estabilidade, tranquilidade e segurança necessárias para o desenvolvimento correcto enquanto pessoa.
Para a psicóloga María Jesús Álava Reyes, autora best-seller em Portugal, o não dito com segurança e convicção também ajuda a crescer.
Esta psicóloga com mais de 20 anos de experiência no trabalho directo com crianças, garante-nos que não temos de ser amigos dos nossos filhos, que não devemos comprá-los com presentes, ou protegê-los em excesso, fechar os olhos ou negar evidências. É fundamental assumirmos o nosso papel de educadores e estarmos à altura do desafio.
Neste livro encontra casos reais de famílias e crianças com problemas, sugestões de actuação e as regras de ouro que ajudam a melhorar a relação entre crianças e pais, como por exemplo, a ideia de que é fundamental sermos mais perseverantes que elas, que os discursos longos de pouco ou nada servem porque as crianças não reagem perante as nossas palavras, mas perante os nossos actos, que é fundamental pai, mãe e restante família estarem unidos nos critérios de educação e agirem com segurança.
María Jesús Álava Reyes deixa-lhe o desafio: acredite em si enquanto educador. Cada criança é única e diferente, mas todas precisam de limites para crescer.



Titulo: A História do IKEA. O seu fundador conta os segredos do sucesso da empresa que entrou em todos os lares do mundo
Autor: Ingvar Kamprad e Bertil Torekull
Tema: Actualidade

Sinopse:
A história, os segredos, as chaves do sucesso e a estratégia empresarial da IKEA. Neste livro ficamos a conhecer como o IKEA se tornou num modelo de empresa e é estudo das universidades de todo o Mundo



Titulo: Aprenda a dar Prazer. Descubra os pontos erógenos do seu par
Autor: Yvonne k. Fulbright

Tema: Sexualidade

Sinopse:

Existem muitos pontos erógenos para além das mamas e dos órgãos genitais.
Da cabeça aos pés, no seu corpo pode encontrar uma imensidão de zonas que o podem levar a novas experiências sexuais. Lamber as orelhas ou mordiscar o pescoço, brincar com o umbigo, com a vulva ou acariciar os testículos.
Sugestões para que encontre os pontos mais escaldantes do corpo dele ou as zonas erógenas dela, para experimentar posições que lhe dão mais prazer, novas formas de masturbação ou os pontos ocultos que o/a fazem gemer.
Mas para aproveitar ao máximo cada momento, sentir sensações físicas incríveis e obter resultados fantásticos, precisa de conhecer cada uma destas zonas do seu corpo.
Este livro dá-lhe as ferramentas necessárias para experimentar e expressar a sua sexualidade de diversas formas e ensina- o/a a dar prazer ao seu par.
O sexo é para ser vivido com prazer e sem preconceitos. Por isso, a autora Ivonne K. Fulbrigth, especialista nesta matéria com um doutoramento pela Universidade de Nova Iorque, ensina-lhe a desenvolver o potencial erótico do seu corpo para que inicie uma relação com mais prazer ou acenda a chama apagada da sua relação actual.
Quer seja a primeira ou a milionésima vez, com este livro entrará em aventuras sexuais que nunca teria imaginado.
Para além de exercícios de relaxamento e respiração, jogos sexuais que pode utilizar no seu dia-a-dia para obter mais prazer e conselhos práticos, este livro, amplamente ilustrado, dá-lhe informações sobre sexo tântrico, ioga, acupressão, reflexologia, que podem tornar-se nos ingredientes secretos para o seu orgasmo.
Entre no maravilhoso jogo da sexualidade.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Balanço Pessoal de 2009

Findo 2009, é altura de todos os balanços e, pela primeira vez, vou fazê-lo em relação aos livros lidos em 2009.

Nunca dei grande importância à quantidade de livros que leio anualmente. Primeiro porque não vejo grande interesse (muito menos importância) nisso, depois porque como gosto de analisar os livros que leio, é natural que o meu ritmo seja algo lento, pois raramente leio por ler, por passatempo (para isso preferia cinema ou estar com outras pessoas) e raramente leio à noite em casa e aos fins-de-semana.

Em todo o caso, mais para ser uma espécie de bitola pessoal, sobretudo na perspectiva de saber se já li e quando li, o certo é que desde há vários anos aponto os livros que leio. Este ano, pela primeira vez resolvi ir apontando o nº de páginas e aí fiquei algo surpreendido, pois mesmo efectuando análises da maioria dos livros, consegui um nº razoável de páginas lidas.

Livros Lidos: 55

Páginas lidas: 15.326

Média diária (páginas): 42

Média Livros mês: 4,5

Meu Topo:

1- O Tigre Branco
2- A Saga de um Pensador
3- Fio da Navalha
4- Amor em Tempos de Guerra
5- O Cônsul Desobediente
6- Retalhos da Vida de um Médico
7- Fahrenheit 451
8- Sputnik, meu amor
9- Um dia na vida de Ivan Denisovich
10- Caim

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Fahrenheit 451 – Ray Bradbury



Na linha Antiutopia (Distopia) de “1984” de George Orwell ou de “Admirável Mundo Novo” de Huxley, “Fahrenheit 451” é uma obra tida de ficção científica mas que, na verdade, é de pura ficção política que, mesmo editada há 56 anos, faz todo o sentido nos dias de hoje.

A cidade de “Fahrenheit 451” é uma pequena cidade algures nos Estados Unidos cuja comunidade vive de uma forma ordeira, harmoniosa e pacífica. Diferente do que conhecemos, é que nesse mundo de Fahrenheit, os livros são proibidos e vistos como sendo um veículo pernicioso para a sociedade. Para os combater, literalmente queimar, existe os bombeiros que, em vez de apagar fogos, queimam livros.

Guy Montag é um desses bombeiros. Profissional dedicado, tem uma vida dividida entre o dever profissional e a sua mulher Mildred. Curioso analisar o papel de Mildred. Atascada em pílulas que a tornam uma espécie de robot, ela age como uma autónomo, sem vontade própria, sem conhecimento da realidade. Na minha opinião é nela que Bradbury expressa uma das grandes críticas á sociedade: o adormecimento para a realidade, à manipulação que as pessoas são sujeitas pela TV e por sistemas políticos castradores.

Duas vidas vazias, cheias de nada, sem qualquer tipo de expectativas futuras, simplesmente vivem, respiram.

Um dia Montag conhece uma adolescente, a misteriosa Clarisse e, do pouco que falam, Clarisse, que ousa pensar e inquirir o mundo que a rodeia, faz nascer em Montag a necessidade de inquirir, de olhar em volta e perceber a forma como o sistema político controla e manipula as pessoas.

É nesses breves encontros, que pouco depois findam por Clarisse ter sido morta (brutal quando Clarisse refere o facto normal das crianças desta distopia se matarem umas às outras e que ANTES não era assim), Montag percebe a importância dos livros acabando por esconder alguns em sua casa. Acaba sendo denunciado e vê a sua casa ser invadida pelos colegas de trabalho que se propõe a fazer o que ele sempre fez sem indagar: queimar os livros que lá existem.

Esta é uma obra-prima da literatura.

Obviamente que se trata de uma crítica à manipulação política que todos os governos, desde sempre, fizeram e fazem. No entanto é também um grito de revolta à ausência de comunicação entre as pessoas, ao hipnotismo que a TV provoca nas massas e ao vazio que esse hipnotismo provoca, pois são vidas sem sentido, monótonas, inúteis, que bebem o que a TV lhes dá, que lhes retiram a capacidade de inquirir o mundo que os rodeia.

Por outro lado, o facto de Montag se revoltar contra aqueles que reprimem é, também, uma analogia aqueles que ousam revoltar-se, ser politicamente incorrectos, contra o preestabelecido, aqueles que ousam ser do contra, que ousam emitir uma crítica, uma opinião e não são “Yes Man” que pululam pelo mundo fora.


Todo o livro é uma denúncia, uma chamada de alerta no sentido de abanar consciências.

Na minha opinião, independentemente se acho que essa chamada fez efeito, o que interessa é que, quem o lê, ficar com essa consciência e, sobretudo, a consciência do seu papel na sociedade. O facto de pensar, inquirir e ousar dar uma opinião, já faz de qualquer um de nós um Montag.

De facto este é um livro que fica.



Classificação: 6

Novidades "Publicações Europa-América"


Título: No Tempo em Que Outros Homens Viviam na Terra
Subtítulo: Novas Perspectivas sobre as Nossas Origens
Autor: Jean-Jacques Hublin e Bernard Seytre
Colecção: Fórum da História
Preço: 18.50€Pp.: 200


Geneticamente, o Homem é um símio à semelhança do chimpanzé e do gorila.
Mas quais são as suas origens? Como e quantas espécies houve até que ele se tenha transformado em ser humano?
Este livro informa o leitor das últimas descobertas feitas neste domínio, já que mais de metade dos fósseis humanos que hoje conhecemos foram descobertos nos últimos vinte anos. Entretanto, surgiram novas técnicas que nos permitem analisar a estrutura molecular do esqueleto dos nossos ancestrais, descodificar os seus genes, reconstituir a sua dieta alimentar, de forma a compreender melhor a sua evolução cultural.
O leitor ficará a saber que estudamos os chimpanzés para compreender melhor os comportamentos dos primeiros homens, que a nossa evolução não é linear, já que é uma amálgama de espécies, marcada pela coexistência de diferentes linhagens e por inúmeras extinções, que foi na África que os nossos antepassados deram início à conquista de novas terras para povoar, que os neandertais e os homens de Cro-Magnon se encontraram, ou se defrontaram, algures entre o mar Negro e o oceano Atlântico, ou ainda que grande parte das doenças de que os homens sofrem nos dias de hoje podem ser explicadas à luz do seu passado de caçadores e de recolectores.
Uma leitura que mudará completamente a sua visão sobre as origens do Homem e o lugar que ele ocupou na Natureza.
Jean-Jacques Hublin é um dos melhores especialistas da evolução dos homens. Depois de ter sido director de uma equipa de investigação no CNRS, ele ensinou Paleontologia na Universidade de Bordéus, bem como em outras universidades dos EUA. Em 2004 fundou, no Instituto de Antropologia Evolutiva Max Planch de Leipzig (Alemanha), o departamento de Evolução dos Homens, do qual é director.Bernard Seytre é director da agência Dire la Science, autor e jornalista científico. Ele também organizou exposições e realizou documentários no domínio da saúde e sobre o tema da evolução do Homem.

Título: Escola de Futebol – Remate Certeiro
Autor: Jefferies e Golfe
Colecção: Europa-América Juvenil
Preço: 12.36€
Pp.: 112
O Tomás está em maré de azar.
O Tomás sabe que tem talento para entrar na equipa principal da Escola de Futebol. Pois a sua meia da sorte nunca o deixou ficar mal. E o Tomás é imbatível! Pelo menos até perder a sua meia da sorte. E como a selecção dos jogadores da equipa principal está à porta, o Tomás tem muitas dúvidas sobre o seu talento. Assim, em maré de azar, Tomás está disposto a tudo para recuperar a sua meia da sorte, até a ver um cartão vermelho…

Título: Escola de Futebol – Um Talento Promissor
Autor: Jefferies e Golfe
Colecção: Europa-América Juvenil
Preço: 12.36€
Pp.: 112
O Tiago está prestes a enfrentar o maior desafio de futebol de sempre.
O Tiago é a estrela da equipa de futebol da escola e sabe que vai fazer parte da equipa principal quando entrar para a escola secundária. Mas tudo está prestes a mudar. O Tiago é escolhido por um olheiro e convidado para as provas de selecção na melhor escola de futebol do país. E esta ideia não lhe sai da cabeça. Mas há muita competição na escola e o Tiago tem ainda de lidar com uma lesão. Será que ele vai conseguir entrar na Escola de Futebol?

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Um Amor em Tempos de Guerra – Júlio Magalhães


Eis o segundo livro que me fez chorar!

António, menino travesso, sabe de duas coisas: a primeira é que o vizinho da frente é um homem poderoso, importante, nada menos que o Presidente do Conselho, António de Oliveira Salazar. A segunda é que ele, António, tem o mesmo nome. Esperam os pais que a mesma sorte.

Gente pobre e humilde, António é criado no Vimeiro à sombra da grande casa da família Salazar, até ao fatídico dia em que o pai de António, único sustento da casa, morre prematuramente. António é obrigado a deixar a escola e a tomar a rédea do destino da família. Desde cedo aprende a sustentar a família revelando-se também um rapaz inteligente.

Pouco antes do falecimento do pai, rebenta a guerra em África e Portugal vê-se a braços com uma guerra que se julga de fácil resolução. No Vimeiro a mesma é vista como sendo uma “coisa” feita lá muito longe e que nunca chegará aquele pedaço de terra do interior. No entanto a guerra arrasta-se e António, menino e moço quando a guerra estala (1961) vê o seu nome nas listas de incorporação e, poucos meses depois, embarca no célebre navio Niassa para Angola.

Júlio Magalhães, com este livro, dá-nos uma visão muito realista de vários importantes factos da nossa História: o de um Portugal oprimido, atrasado e rude, dominado por um regime autoritário e conservador que amordaçava quem ousasse sequer pensar. É comum ler expressões como “as paredes têm ouvidos” ou “aqui não se falam destes assuntos”. Um país triste de gente triste, mergulhado na superstição, no temor à igreja, cheio de mitos que, digo eu, nunca se libertou. O autor explora, e muito bem, expressões tão usuais hoje em dia como “o que os vizinhos vão dizer”, ou “parece mal”. Ou seja, Júlio Magalhães consegue explanar e transmitir-nos uma imagem bem real e nítida de uma nação cheia de mitos, superstições, medos, vergonhas, onde tudo se fazia para parecer bem (tal como hoje em dia).

É assim, neste contexto, que surge o grande tema do livro: A Guerra de Ultramar.

E Júlio Magalhães tenta exorcizar fantasmas, quebrar tabus que ainda hoje se mantêm. Uma vez mais expressões como “tudo isto para quê?”, “em nome de quem esta guerra?”. O sofrimento do homem comum, inculto, rude, que se vê arrancado da sua terra e da sua família para ir combater para uma terra que não lhe diz absolutamente nada e que, lá chegando, se depara com atrocidades que desconhecia por completo, pois as notícias que a censura deixa passar, transmitem uma guerra cheia de facilidades, quase um passeio onde os únicos mortos se devem a acidentes de viação…

O autor consegue transmitir todas essas imagens de uma forma muito viva e realista. É doloroso sentir o sofrimento e a saudade de milhares de homens, simbolizados em António e outros soldados, que, a milhares de quilómetros, se apoiavam uns nos outros, surgindo assim amizades fortíssimas, para toda a vida, que, para qualquer um de nós, é difícil de entender.

No meio deste principal tema, o autor descreve-nos uma belíssima história de amor que se inicia na infância e que se prolongará pela eternidade, no entanto, a meu ver, o que torna o livro um excelente livro, embora a história de amor seja terna e bela, é, forçosamente o acontecimento que atolou o país de 1961 a 1974 e que lançou milhares de jovens portugueses para o desconhecido e que tantos traumas causou e causa.

A técnica narrativa de Júlio Magalhães é um misto de ficção com realidade. É óbvio que o autor se baseia em factos verídicos e histórias pessoais reais. Muda os nomes e cria os diálogos, mas todo contexto é real e, mais importante, representa milhares de homens e famílias que se reverão nesta obra.

Algo que também sobressai é a pintura de uma Angola dominada pelos portugueses onde, excepto no mato, se vivia bem e de uma forma tranquila e acomodada. E depois, quando os portugueses começam a debandada, a imagem de uma Angola destruída, feia, em plena guerra civil, onde a tranquilidade desaparece para dar lugar ao caos e à destruição. Fica clara uma crítica expressa num grito de mágoa assente no personagem Brito sobre a forma como o processo de independência foi realizado, que, insatisfeito afirma: “a guerra ainda não acabou” ou “depois de tanta coisa entregarmos as colónias desta forma?”.

Como senão apenas posso referir a previsibilidade da história de amor. Desde o início percebi ser aquele amor intemporal e, em momento algum pensei que os acontecimentos pudessem ser diferentes. Porém, repito, o interesse do livro está na explanação da Guerra de Ultramar, um assunto tabu, uma época que necessita, que merece ser esclarecida e debatida de uma forma séria e honesta pela sociedade portuguesa.

Sem preconceitos ou reservas, estamos diante de um excelente livro.

Classificação: 5

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

I-Steve – Na Mente de Steve Jobs – Leander Kahney


Tradução: Saul Barata
Páginas: 236
Colecção: Novo Milénio, N.º 17
Preço: 16,80 €
ISBN: 978-972-23-4258-2


De certo muitos já ouviram falar de Steve Jobs mas, provavelmente, desconhecem o seu trabalho e da sua importância para o mundo.

Provavelmente muitos conhecem a Apple, o Machintosh, o I-Pod ou o I-Phone, mas se calhar poucos sabem que Steve Jobs foi o homem por detrás destas criações, foi ele o fundador e o motor da gigante Apple.

“Na Mente de Steve Jobs” é simultaneamente uma biografia, não autorizada, e um guia sobre liderança e Gestão. É o descrever do perfil de um homem, dos seus objectivos, anseios e da sua demanda pela excelência que resulta numa forma de agir e pensar muito particular que o levaram ao sucesso.

Extremamente positivo a forma como o autor divide o livro por capítulos, dando-nos uma clara percepção temporal do percurso de Jobs.

Steve Jobs, em parceria com um amigo de liceu (nenhum deles tiraria qualquer curso académico), constitui a Apple em 1976 com sede no quarto de Jobs. Depressa começaram a montar computadores à mão na garagem dos pais de Jobs. 4 anos depois a Apple já estava cotada em bolsa e em 1983, 7 anos após a sua constituição, a empresa já se situava no grupo das 500 maiores empresas da Fortune (411), a mais rápida ascenção de uma empresa até então.

O que levou a esse fulgurante surgimento e ascensão da Apple?

A resposta é dada neste livro. A visão, a intuição e uma atitude muito positiva de Steve Jobs, um autêntico génio em diversas matérias.

Steve Jobs é minuncioso, obcessivo pela excelência, workaholic, narcisista, perfeccionista, frio (os interessas da empresa acima de tudo), fanático por marketing, disciplinado e não tem problemas em arriscar. Junta todos esses traços da sua personalidade, dá-lhe um toque de encanto e carisma e, com a sua liderança nata, tornou a Apple numa empresa distinta e respeitada.

A obra contempla todo o início e os bastidores da Apple. O autor narra todo o processo da criação da empresa, entrevista ex-colaboradores que privaram com Jobs, de modo a poder traçar um perfil do homem enquanto profissional. As suas virtudes e os seus defeitos são aqui examinados de uma forma desapaixonada. Em simultâneo vai traçando todo um percurso de gestão, alguma meramente intuitiva, que deu frutos. No final de cada capítulo temos “as lições de Steve” onde, de acordo com o capítulo acabado de ler, as ideias chave são colocados em tópicos de forma a servir de guia.

Um livro que aconselho para aqueles que gostam de biografias ou que querem perceber o que pode estar por detrás de uma empresa de grande sucesso.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Novidades "Europa-América"

Título: As Guerras Que Já aí Estão e as Que nos Esperam – Se os Políticos
Não Mudarem
Subtítulo: Reflexões sobre Estratégia VI
Autor: General Loureiro dos Santos
Colecção: Estudos e Documentos
Preço: 21.50€
Pp.: 384
Lançamento público: Dia 16 de Dezembro, às 18h30, no Instituto de Estudos Superiores Militares, com a apresentação do Prof.º Dr. Adriano Moreira

Neste novo livro, o general Loureiro dos Santos responde e adverte para as questões que se levantam com a alteração, em curso, da ordem internacional unipolar.

«Desde há alguns anos, vivemos um período de transição acelerada para um futuro incerto e perigoso. No qual, as dificuldades para o Ocidente, muito particularmente para Portugal, serão bastante expressivas», adverte o general no Prólogo do seu livro.
«A crise económica e financeira […] veio (e está) a confirmar a tendência para o aumento do poder das potências emergentes e reemergentes e transformou-se num acelerador das mudanças em curso.
»Em toda a História mundial não se conhece uma alteração das relações de forças global em tão curto período


No quadro geopolítico configura-se o surgimento das Ilhas de Poder Global (EUA, China, Índia, Rússia e Brasil), dos Ilhéus de Poder Global (médias potências) e dos Quase Ilhéus, num Mundo em transição onde os recursos estratégicos estão cada vez mais espartilhados e os estados cada
vez mais fragilizados.
O Irão surge com um novo fôlego e ganha preponderância. A Rússia «renasce» e tenta controlar o Cáucaso.

Todos os actores tentam reposicionar-se em face de uma nova ordem mundial. E Portugal? Como actua no teatro de operações internacional e internamente?

- Tem uma Lei da Defesa Nacional com muitas insuficiências.
- Assina um Tratado de Lisboa que favorece mais as ambições de Madrid que as de Lisboa.
- Tem um projecto de TGV que também favorece mais Madrid do que Lisboa.
- Tem uns Serviços de Informações com falta de margem de manobra.
- Duplicação e desperdícios de meios com a falta de articulação entre as Forças Armadas e as Forças de Segurança Interna.
- As Forças Armadas têm falta de armas e equipamentos adequados.
- Verificam-se retrocessos nos direitos sociais dos militares, com um aumento do sentimento de injustiça daqueles que servem o País nas fileiras, achando que são maltratados e desconsiderados pelos responsáveis políticos.

Com a posição central de Portugal face ao Atlântico (Oeste), Espanha (Leste) e território africano (Sul) e o seu papel preponderante na CPLP e na possível articulação da segurança e defesa da região do Atlântico (médio/Sul), é urgente repensarmos o papel das nossas Forças Armadas e, de algum modo, recolocá-las na primeira linha dos interesses nacionais. No fundo, fazer jus aos «absolutamente portugueses».


Título: Oscar Wilde e o Sorriso do Homem Morto
Autor: Gyles Brandreth
Colecção: Crime Perfeito
Preço: 19.90€
Pp.: 288

Paris, 1883. Oscar Wilde visita a cidade decadente para descobrir os seus encantos, reatar a amizade com a divina Sarah Bernhardt e colaborar com o mais famoso homem do mundo do espectáculo, Edmond la Grange.

Oscar descobre os negros segredos que envolvem a companhia teatral de La Grange e é confrontado com crimes bizarros. Para deslindar o mistério e descobrir o assassino, Oscar arrisca a sua vida — e a sua reputação — embarcando numa perigosa aventura que o leva dos boémios clubes nocturnos a um asilo de loucos, de um duelo nos Buttes de Chamont aos portões da prisão de Reading.
Gyles Brandreth é escritor, locutor de rádio, antigo membro do Parlamento e líder do grupo parlamentar.

Crítica:
«[Brandreth] Não só sabe contar uma história como também tem um conhecimento tocante dos segredos do coração humano.» The Times

Título: Será Que os Gatos Têm Umbigos?
Subtítulo: 244 Perguntas-Respostas sobre o Mundo da Ciência
Coord.: Paul Heiney
Colecção: Fórum da Ciência
Preço: 19.90€
Pp.: 196

- Por que razão o ranho é verde?
- Há algo de bom nas baratas?
- Por que razão não se partem os ovos quando as galinhas os põem?
- Qual é a altura da atmosfera?
- Um raio consegue tostar quantas fatias de pão?
- As árvores têm cancro?
- Será que as jantes dos carros fazem com que eles andem mais depressa?

Paul Heiney deslinda os fenómenos da Ciência que estão por detrás daquelas certezas absolutas e inquestionáveis e explica por que razão o mundo e tudo o resto que o compõe são como são.
Desde esquimós cabeludos a gaivotas que explodem, desde o osso da alegria à labiríntica roupa de cama, este é um livro esclarecedor, divertido e bem-humorado.



Título: Michael Jackson – A Lenda 2958-2009
Autor: Chas Newkey-Burden
Colecção: Grandes Biografias
Preço: 17.50€
Pp.: 164

A biografia mais completa.
Um retrato fascinante e fiel do "Rei da Pop".

No dia 25 de Junho de 2009, a notícia da morte de Michael Jackson marcou o
fim trágico de uma vida extraordinária mas envolta em suspeitas há décadas.
De facto, Michael Jackson era um homem de contradições. Discutivelmente a mais famosa estrela pop, Michael Jackson descrevia-se como «o homem mais solitário do mundo». A criança prodígio cujas actuações revelavam uma notável maturidade converteu-se num homem que demonstrava uma perigosa obsessão pela infância. O miúdo encantador que venceu as barreiras do preconceito tornou-se um homem que as operações plásticas e a cor de pele deixaram irreconhecível. E, apesar de ter vendido milhões de álbuns, o artista tinha dívidas que ascendiam a 300 milhões de dólares.

Nesta fascinante biografia, Chas Newkey-Burden passa em revista os mitos e os rumores e apresenta um retrato fiel do auto-intitulado «Rei da Pop», sem ignorar a controvérsia e respeitando o legado do génio cuja música tornou mais feliz a vida de muitas pessoas.

Chas Newkey-Burden é o aclamado autor de várias biografias sobre figuras tão mediáticas como Amy Winehouse e Paris Hilton e as suas obras foram traduzidas para várias línguas. É colaborador do Guardian e da Time Out.


Título: Caminhos de Glória
Autor: Jeffrey Archer
Colecção: Obras de Jeffrey Archer
Preço: 19.90€
Pp.: 352

Autor galardoado com o prestigiado prémio literário Prix Polar International pela obra O Condenado

Ele amou duas mulheres... e uma delas matou-o.

Há pessoas que sonham tão alto que, se um dia cumprirem os seus desejos, têm certamente um lugar na História. Francis Drake, Robert Scott, Percy Fawcett, Charles Lindbergh, Amy Johnson, Edmund Hillary e Neil Armstrong são algumas dessas pessoas cujos nomes estão inscritos nos trilhos da glória.

E se um homem tivesse um sonho, o cumprisse e, sem nada que o provasse, nunca fosse reconhecido pelo seu feito?

Caminhos de Glória é a história de um homem comum. Assim permanecerá até o leitor, que terá de ler até à última página deste extraordinário romance, ajuizar se de facto o nome de George Mallory deverá constar na lista de homens lendários. Se assim o decidir, um outro nome terá de ser retirado.

Jeffrey Archer, cujos romances se tornaram best-sellers, já vendeu mais de 135 milhões de exemplares em todo o mundo. Em 1992, tornou-se o mais jovem membro da Câmara dosLordes. É um dos escritores de maior sucesso da actualidade.

«Provavelmente, o maior contador de histórias da actualidade»
— Mail on Sunday.



Título: Calvino – O Arauto de Deus
Autor: Eric Dénimal
Colecção: Grandes Biografias
Preço: 22.00€
Pp.: 288

Comemorações dos 500 anos do nascimento de Calvino

Será que nós sabemos realmente quem foi Calvino?

Em 1509, há precisamente quinhentos anos, Calvino nascia em Noyon, na Picardia, onde foi baptizado com o nome de Jean Cauvin. Senhor de um forte temperamento, esta personagem histórica permaneceu, contudo, envolta por uma grande discrição que marca a sua própria história de vida.

Éric Denimal oferece-nos com este livro um relato do percurso, quer espiritual quer intelectual, de Calvino, incidindo o seu olhar na infância e no contexto no qual o reformador se inscreve — o fascinante século XVI, circunscrito entre a Idade Média e o Renascimento. O ambiente familiar,
religioso, político e cultural da época influenciou muito este jovem brilhante que gostava de se votar às novas correntes ideológicas. As grandes descobertas abrem novos horizontes e as ideias difundidas por Lutero fazem vacilar as antigas certezas da época.

O estudante de Teologia e de Direito, sedento dos ideais de liberdade, de verdade e de justiça, bebe desta efervescência que alvoroça uma Europa onde as fogueiras tentam a todo o custo manter o poder e os privilégios há muito ultrapassados.

Com o apoio de Théodore de Bèze, Lefèvre d’ Étaples, Guillaume Farel ou de Navarra, ele sobrepõe-se aos seus adversários, subjuga uma Genebra em tumultos e acaba por influenciar claramente e por muito tempo uma Europa em plena mutação.

Ao acompanhar o crescimento e formação do homem de Noyon, e posteriormente de Genebra, ao analisar as suas lutas interiores e individuais contra as autoridades religiosas da sua região natal ou contra a fatalidade que mina a sua vida conjugal, Éric Denimal brinda-nos com uma humana biografia de um homem comovente e convicto que, entre dores e paixões, soube esquecer-se de si em nome da sua obra e missão.

Éric Denimal é jornalista, teólogo e pastor. Autor de inúmeras obras, entre elas o best-seller A Bíblia para Totós.


Título: Falar com os Mortos
Subtítulo: 7 Métodos para Comunicar com os Espíritos
Autor: Konstantinos
Colecção: Portas do Desconhecido
Preço: 20.89€
Pp.: 248

Eles estão à espera...

Vozes vindas do Além... rostos de fantasmas surgem no vídeo... uma presença
luminosa aparece numa sessão de espiritismo... é mais do que ficção sobre fenómenos sobrenaturais, são experiências verdadeiras que estão à sua espera.

Ao longo de doze anos, Konstantinos tem realizado experiências sobre o inatingível mundo dos espíritos e obteve um enorme sucesso com cada uma das técnicas descritas nesta obra. As suas instruções simples e descritas passo a passo mostram-nos como podemos usar um comum aparelho electrónico, como os gravadores de cassetes, câmaras de vídeo e computadores, para estabelecer contacto com os mortos, para gravar os fenómenos fantasmagóricos, etc. Além do mais, ele apresenta-nos formas de estabelecer comunicação activa com o mundo dos espíritos!

Aprenda como:

- gravar as vozes de determinados fenómenos;
- usar o «ruído branco» do rádio para dar voz aos espíritos;
- a sua câmara de vídeo poderá captar imagens de fantasmas;
- encorajar os espíritos a usar um computador ou um telefone;
- usar a arte ancestral da bola de cristal para ver os espíritos;
- estabelecer contacto telepático com os mortos;
- conduzir uma sessão de espiritismo.

Quer queira falar com alguém querido que partiu quer deseje investigar uma casa assombrada ou satisfazer simplesmente a sua curiosidade transcendental, esta obra será o seu guia para o Além.

A tecnologia abre as portas para o mundo dos espíritos! Konstantinos há muito que é um estudioso dos fenómenos paranormais e tem sido uma presença frequente em inúmeros programas televisivos. Para além de ter sido cantor de música gótica, é também autor de vários livros, nomeadamente Summoning Spirits, Vampires: The Occult Truth e Gothic Grimoire.


Título: A Falha
Autor: Luís Carmelo
Colecção: Contemporânea
Preço: 15.90€
Pp.: 160

Elvas, vinte e cinco anos após a conclusão do liceu. Um grupo de antigos alunos decide reunir-se para um almoço de confraternização, na esperança de reavivar memórias e de apaziguar os conflitos do passado. Mas o epicentro narrativo ocorre após a prova de vinhos e um passeio a uma pedreira de mármore, em Vila Viçosa.

Eis então que uma inusitada falha na pedreira fará com que os antigos colegas se vejam presos dentro de uma gruta obscura, onde irão permanecer durante dois dias, testando os limites do ser humano e lutando entre a vida e a morte, entre as ilusões do presente e os fantasmas do passado, entre um destino fatal e a fatalidade do destino, entre o racional e o irracional.

A Falha, considerado por muitos como o melhor romance até hoje publicado pelo autor e adaptado ao cinema por João Mário Grilo (2002), é certamente uma hábil análise da natureza dos seres humanos e da sociedade portuguesa pós-25 de Abril, uma incisiva metáfora do destino de um povo.

Luís Carmelo (1954), doutorado pela Universidade de Utreque, é professor na Escola Superior de Design (IADE) e membro da Associação Portuguesa de Escritores (APE) e da Associação Internacional de Semiótica (IASS-AIS). Para além de ser autor de diversas obras de escrita criativa, cadeira que lecciona em várias instituições, entre elas o Instituto Camões, é ainda colunista do jornal Expresso e um activo blogger
.
Vencedor do Prémio de Ensaio da APE, Luís Carmelo já editou nas Publicações Europa-América várias obras de não-ficção, nomeadamente, Manual de Escrita Criativa, vols. I e II e Sebenta Criativa para Estudantes de Jornalismo.

Após o livro de contos A Pé pelo Paraíso, A Falha é a segunda obra de ficção reeditada agora pela Europa-América, na sequência da comemoração dos 10 anos da publicação da obra.

Este mês as Publicações Europa-América estão de parabéns pela excelência das publicações que edita. Destaco "As Guerras Que Já aí Estão e as Que nos Esperam – Se os Políticos Não Mudarem" do Gen. Loureiro dos Santos, que me parece ser um livro muito interessante para se perceber o mundo onde vivemos e que futuro nos aguarda. A obra "A Falha" de Luís Carmelo também me aguça a curiosidade face às boas críticas que tenho ouvido sobre este autor. A obra "Será Que os Gatos Têm Umbigos?" é daqueles livros, julgo, propício a um jovem que começa a questionar o mundo que o rodeia e, sem menosprezar os outros, estou muito curioso no livro "Caminhos de Glória" de Jeffrey Archer, sobretudo pelas excelentes críticas a este autor e pelos seus livros serem sempre best-sellers. A ver vamos, depois emitirei a minha opinião.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Novidades "A Esfera dos Livros"

Autores: Rui Ramos (coord.), Bernardo Vasconcelos e Sousa e Nuno Monteiro
Colecção: História
P.V.P: 39 €
ISBN: 978-989-626-139-9
Páginas: 976 + 52 extratextos
Formato: 16 X 23,5 / Cartonado
Data de lançamento: Novembro

Rui Ramos, Bernardo Vasconcelos e Sousa e Nuno Monteiro, professores universitários da nova geração de historiadores apresentam a História de Portugal num só volume, da Idade Média ao século XXI.
Numa narrativa clara e rigorosa os autores abordam os nove séculos da nossa história através das suas dimensões política, económica, social e cultural, dando uma visão integrada de cada época e momento histórico, colocando, ao mesmo tempo, a História de Portugal no contexto da História da Europa e do mundo.
Com ilustrações a cores, mapas, cronologias e lista de governantes trata-se sem dúvida de uma obra de referência fundamental para compreender o passado e o presente num momento de grandes decisões e escolhas para o futuro de Portugal.

Rui Ramos é Investigador Principal do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, onde ensina nos cursos de Mestrado em Política Comparada e de Doutoramento em Ciência Política, e Professor convidado na Universidade Católica Portuguesa (Lisboa). Licenciado em História pela Universidade Nova de Lisboa e doutorado em Ciência Política pela Universidade de Oxford, é autor de vários livros.
Bernardo Vasconcelos e Sousa é Professor na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde tem leccionado no âmbito da Licenciatura e do Mestrado em História Medieval e de cujo Instituto de Estudos Medievais foi Presidente. Tem várias obras editadas.
Nuno Gonçalo Monteiro é InvestigadorCoordenadordo Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e Professor convidado do ISCTE (Lisboa). Doutorado em História Moderna pela F.C.S.H/Universidade Nova de Lisboa e agregado em História pelo ISCTE, realizou conferências e comunicações em vários países, tendo sido professor visitante em universidades espanholas, francesas e brasileiras. Tem várias públicações editadas.

Autor: Eduardo Alves Marques
Colecção: História Divulgativa
P.V.P: 26 €
ISBN: 978-989-626-189-4
Páginas: 280 + 52 extratextos
Formato: 16 X 23,5 / Cartonado
Data de lançamento: Novembro

No seu casamento D. Estefânia usou um diadema de quatro mil diamantes oferecido pelo marido, uma jóia imponente cujo peso a fez sangrar da cabeça em plena igreja. Do Brasil D. Maria II trouxe magníficas pedras preciosas que espantavam as damas da corte. Já D. Maria Pia chegou a Portugal com um dote de que faziam parte mais de 68 jóias, mas a rainha era uma apaixonada pela joalharia e, desde cedo, começou a encomendar as suas jóias aos melhores joalheiros portugueses e estrangeiros, sem olhar a custos. Mais contida, D. Amélia tem como peça de eleição o diadema D Luís, uma jóia de 800 diamantes montada sobre ouro e prata, oferecida pelo sogro e que fazia questão de usar nas cerimónias oficias de aparato.
São estas e outras histórias sobre as jóias reais e as rainhas que as usaram que Eduardo Alves Marques recupera do esquecimento. Este livro, baseado numa investigação cuidada e exaustiva, e com uma preciosa colecção de imagens, conta-nos episódios marcantes da História de Portugal através das peças de joalharia que, em silêncio, mas perante o olhar de todos estiveram presentes em grandes cerimónias de Estado.
Nestas páginas vai encontrar estórias e curiosidades, lendas e factos sobre braceletes, colares, pulseiras, diademas e outros objectos que ganham uma nova vida nesta original obra.

Eduardo Alves Marques nasceu a 7 de Dezembro de 1975 em Montargil. Licenciado em Arquitectura, desde cedo se dedicou à investigação do gosto e da vivência da Casa Real. Após 10 anos de trabalho no estrangeiro, regressa a Portugal com o intuito de reunir os vários elementos que tinha coligido ao longo de anos de investigação, resultando parte dessa colecta no livro que agora se apresenta.



Autor: Ana Cristina Pereira e Joana Troni
Colecção: História Divulgativa
P.V.P: 24 €
ISBN: 978-989-626-188-7
Páginas: 333 + 24 extratextos
Formato: 16 x 23,5 / Cartonado
Data de lançamento: Novembro

Na História de França o sexo e a sedução foram meios muitas vezes utilizados para atingir o poder. Se é verdade que sempre houve amantes dos reis, só a partir da dinastia de Valois, com Francisco I, as amantes começam a ganhar papel de destaque e a rivalizar com a figura da rainha legítima. Basta referir Diane de Poitiers que esteve sempre presente nos actos públicos da família régia.
Foi com a dinastia de Bourbon que a figura da amante se institucionalizou e ganhou todo o seu esplendor. Henrique IV teve 14 amantes e 11 filhos ilegítimos. A sensual e inteligente Madame de Montespan era tratada como a verdadeira «Rainha de França». O seu neto, Luís XV, perdeu-se de amor pelas irmãs Mailly, mas a sua mais célebre amante foi Madame Pompadour, uma das mulheres mais bonitas de Paris, sendo seguida por Madame du Barry, prostituta que se tornou a favorita oficial da corte de Versalhes, que acabou na guilhotina aquando da Revolução Francesa.

Ana Cristina Pereira Nascida em Lisboa em 1981, é licenciada em História e Mestre em História Moderna pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Tem-se dedicado ao estudo da História da Casa Real e Corte e à História das mulheres em Portugal nos séculos XVII e XVIII, participando em vários congressos nacionais e internacionais. Publicou em 2008, Princesas e Infantas de Portugal (1640-1736), com a chancela das Edições Colibri.
Joana Troni nasceu em Lisboa e é doutoranda da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Publicou recentemente a sua tese de mestrado Catarina de Bragança (1638-1705), Lisboa, Colibri, 2008.



Título: Salmos
Autor: José António Pagola
Colecção: Religião
P.V.P: 18 €
ISBN: 978-989-626-194-8
Páginas: 248
Formato: 13,5 X 21,5 / Cartonado
Data de lançamento: Novembro

Quer falar com Deus, mas não sabe como? Há alturas em que nos apetece confrontá-Lo com a nossa dor e sofrimento ou simplesmente dar-Lhe graças pelas alegrias da nossa vida, partilhar momentos de esperança e coragem, situações que estamos a viver e falar-Lhe das dúvidas e desilusões com que nos confrontamos.
Com a força e a sinceridade própria dos salmos, este livro vai ajudá-lo a rezar a qualquer hora do dia e em qualquer lugar. Organizada por situações e sentimentos concretos que vivemos no nosso dia-a-dia, esta obra apresenta-nos 150 salmos que espelham os sentimentos do coração – a doença, a esperança, o perdão, a confiança, etc.
Porque é fundamental partilhar com Deus os momentos mais importantes da nossa vida, esta obra faz uma selecção dos principais salmos e de invocações e súplicas retiradas dos salmos e evangelhos. Frases breves que, em poucas palavras, dizem muito. O autor José Antonio Pagola desafia-o: reze devagar, sem pressas e saboreie cada palavra. Reze com o coração.

José Antonio Pagola é sacerdotee e tem dedicado a sua vida aos estudos bíblicos, nomeadamente à investigação sobre o Jesus histórico. Nascido em 1937, é licenciado em Teologia pela Universidade Gregoriana de Roma (1962), licenciado em Sagradas Escrituras pelo Instituto Bíblico de Roma (1965), e diplomado em Ciências Bíblicas pela École Biblique de Jerusalém (1966).

Autor: Joana Mayer
Colecção: Manuais e Guias
P.V.P: 28 €
ISBN: 978-989-626-187-0
Páginas: 168 Ilustrado
Formato: 21 X 22 / Brochado
Data de lançamento: Novembro

Ao ar livre, à volta da lareira, num jantar informal, num chá entre amigas ou numa ocasião mais festiva como o Natal, o gosto de receber os seus convidados passa por vários detalhes que envolvem algum empenho, muita organização e principalmente imaginação.
Joana Mayer apresenta-lhe cerca de 80 receitas práticas, fáceis de confeccionar e requintadas que vão impressionar os seus amigos e familiares. Sopa de lavagante, pernil com risotto de legumes, pregado com ervas aromáticas ou mousse de chocolate branco são alguns dos pratos que Joana Mayer lhe ensina a preparar. Neste livro encontra ainda conselhos e dicas úteis para receber com estilo os seus convidados.
Escolher a ementa ideal, criar um ambiente acolhedor, saber colocar uma mesa ou escolher um bom vinho são passos fundamentais para que você e os seus amigos desfrutem de momentos inesquecíveis à mesa.
O gosto de Joana Mayer pela gastronomia relevou-se desde cedo. Herdeira de antigas receitas de família e dotada de uma enorme curiosidade pela arte de receber à mesa, Joana Mayer aprendeu a recriar com mestria sabores, texturas e aromas numa cozinha simples, baseada na qualidade dos produtos confeccionados, mas com uma alma que a torna muito especial.

Joana Mayer realizou cursos em França, Espanha e Itália e, juntamente com a sua mãe que lhe transmitiu o gosto pela arte de receber, serviu chefes de Estado e personalidades como a rainha Isabel II de Inglaterra; Sua Santidade, o Papa João Paulo II; Ronald Reagan ou George Bush.

Autor: J. Randy Taraborrelli
Colecção: Fora de colecção
P.V.P: 35 €
ISBN: 978-989-626-192-4
Páginas: 656 + 32 extratextos
Formato: 16 X 23,5 / Brochado
Data de lançamento: Novembro

Já tanto se escreveu sobre a vida e a carreira de Michael Jackson que é quase impossível separar o homem do mito. Fruto de uma pesquisa de mais de 30 anos, com entrevistas exclusivas a familiares, amigos e ao próprio artista em diversas ocasiões, o prestigiado jornalista J. Randy Taraborrelli traça um retrato objectivo, verdadeiro e revelador da vida do artista que marcou para sempre o mundo da música.
Da sua infância enquanto criança talentosa, à relação com o pai, das batalhas judiciais e aparições públicas controversas, à sua progressiva transformação física, dos casamentos polémicos às suas grandes paixões e vícios, o autor revela-nos as estórias por trás das luzes do palco enquanto nos faz viajar pelo mundo musical em que o artista cresceu. Dos primeiros passos junto dos seus irmãos, Jackson 5, aos vídeos inovadores e grandes êxitos como Thriller ou Bad. Da voz original aos passos de dança geniais, Michael Jackson, que morreu aos 50 anos de idade, conquistou o seu lugar como rei da pop.
Uma biografia fundamental não só para os grandes fãs do cantor, mas para todos os que gostam de música.

J. Randy Taraborrelli é um respeitado jornalista do mundo do entretenimento e participa em vários programas de televisão. É autor de vários livros entre eles, Sinatra: The Man Behind the Myth, Madonna: An Intimate Biography. É jornalista correspondente para The Times, Paris Match e Daily Mail.

Nestas novidades quero realçar as obras "História de Portugal" e "Se as Jóias Falassem". Sendo uma das minhas área de eleição, a História, penso ser estas obras de uma grande importância no panorama cultura em Portugal.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Extraordinárias Aventuras da Justiça Portuguesa (As) – Sofia Pinto Coelho



“As Extraordinárias Aventuras da Justiça Portuguesa” é, segundo a própria autora, um livro onde se expõe casos absolutamente extraordinários que demonstram que, para além de cega, em Portugal a justiça é uma aventura, assemelhando-se a “um prédio que não tem gestão de condomínio e que no seu patamar cada condómino faz o que quer.”

Foi com uma enorme expectativa que iniciei a leitura deste livro. Não porque conhecesse a autora (de facto já tenho visto um ou outro programa “Perdidos e Achados”, mas porque logo na sinopse me pareceu estar em presença de algumas histórias que tornam a justiça em Portugal algo que, vá lá, sui generis.

A estrutura da obra é, por si só, bastante apelativa. Divididos em 11 capítulos, todos com título que nos situa quanto ao género dos factos abordados (ex: cap. 5. condições de trabalho (nos tribunais); cap. 8: Julgamentos; etc), a autora vai dissertando sobre casos que acompanhou pessoalmente ou que lhe chegaram ao conhecimento através dos próprios implicados. Logo, todas as histórias são verídicas e, meus caros e caras, fica-se com a ideia de a justiça em Portugal concorrer com sistemas judiciais do Burkina Faso ou do Botwsana (sem menosprezo para estes países).

É assustador ler tantas histórias de falta de condições, excesso de trabalho, incompetência, abuso de poder, vaidade, servilismo ou corrupção. Às tantas dava por mim a rir e a pensar: “isto só pode ser anedota. Não pode ser possível isto acontecer em Portugal. Fará Portugal parte da Europa?”.

Há histórias verdadeiramente surreais, horríveis algumas que expõem não só os vícios do sistema Judicial (vícios que se conhecem mas que teimam em não se mudar) português como, em especial, os vícios da alma lusa.

A ironia da autora faz-se sentir praticamente em todos os factos narrados. Há histórias tão estúpidas, tão rídiculas, tão irracionais, que a única forma de as encararmos é com ironia, rezando, contudo, para que nunca nos aconteça a nós, pois o grave de todas as narrações é que ouve gente prejudicada, gente que se viu sem chão por um sistema que lida com papéis e não com pessoas.

Entrelinhas também se sente críticas aos juízes (sôtoresjuízes), alguns sem qualquer aptidão para o importante papel que desempenham e para a classe dos advogados. Atente-se na críticas do bastonário da Ordem dos advogados aos juízes, aos advogados e ao próprio sistema judicial português: "É nosso dever denunciar e combater esses resíduos para que a honradez, a honorabilidade e a respeitabilidade de toda a classe não seja manchada pela existência de algumas maçãs podres que persistem em existir no nosso seio", declarou Marinho Pinto. “O advogado auxilia a pessoa que cometeu um crime ou é suspeita de ter cometido um crime a defender-se em juízo, mas não auxilia as pessoas a cometer crimes, muito menos a cometê-los em nome de alguns clientes. Esta ideia tem que ficar bem clara porque existem resíduos na nossa profissão que não actuam assim". Faz agora sentido muito do que o bastonário tem proferido.

É triste perceber a realidade em Portugal e é, sobretudo, aterrador.

Licenciada em Direito, Sofia Pinto Coelho começou a sua actividade de jornalista no semanário Expresso e actualmente trabalha na estação de televisão SIC, onde se especializou em temas jurídicos.

Já foi distinguida com o "Prémio Justiça e Comunicação Social Dr. Francisco Sousa Tavares", atribuído pela Ordem dos Advogados, e com o "Prémio Especial do Júri" no Festival de Cinema de Cartagena das Índias, Colômbia, por uma reportagem.

Actualmente coordena o programa “Perdidos e Achados”.

Classificação: 5

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Novidades "Publicações Europa-América"


Título: Um Conto de Natal
Autor: Charles Dickens
Colecção: Clássicos
Preço: 17.90€
Pp.: 182

Um Conto de Natal ou O Natal do Sr. Scrooge é talvez um dos mais conhecidos contos da literatura universal e, sem dúvida, o mais conhecido conto de Natal.
Nele, todo o sortilégio do Natal é tratado na prosa de um dos melhores caricaturistas sociais de todos os tempos, que foi talvez aquele que melhor soube apreender e transmitir o espírito do Natal!

Inúmeras vezes adaptado ao teatro, cinema e televisão, poucos serão aqueles que ainda não ouviram falar do fantasma do Natal Passado, do fantasma do Natal Presente e do Fantasma do Natal Futuro e do velho avarento que é visitado por estes espíritos que lhe transmitirão o verdadeiro sentido do Natal.

Escrito por Charles Dickens em 1843, Um Conto de Natal merece agora uma grande produção cinematográfica da Disney, recorrendo às mais modernas tecnologias.

Um clássico intemporal!
Leia o livro. Veja o filme.


Título: O Símbolo Perdido Descodificado
Autor: Simon Cox
Colecção: Portas do Desconhecido
Preço: 15.90€
Pp.: 240

O guia não autorizado dos factos por detrás da ficção
Descubra a verdade por detrás dos símbolos…

O best-seller de Dan Brown, O Símbolo Perdido, tornou-se um sucesso internacional que rivaliza com O Código Da Vinci e Anjos e Demónios e apresenta a milhões de leitores o mundo misterioso da Maçonaria, os seus rituais e símbolos. Em apenas doze horas, segredos perpetuados pela História e enigmas milenares são revelados por Robert Langdon, o simbologista e professor de Harvard criado por Dan Brown.

Mas, após a leitura do romance, muito leitores perguntar-se-ão onde acaba a realidade e começa a fantasia do autor.
O Símbolo Perdido Descodificado é o guia essencial para o romance, dando importantes informações e lançando uma nova luz sobre muitos mistérios que envolvem a Maçonaria e os seus vários grupos. Num simples formato de A a Z, esta obra revela as respostas, mais estranhas que a ficção, para perguntas como:

- o A cidade de Washington foi realmente construída de forma a reproduzir símbolos maçónicos?
- o Qual é o significado do 33.º grau da Maçonaria?
- o Que segredos encerra o laboratório do Instituto Smithsonian?
- o O que simboliza a Mão dos Mistérios?

O Símbolo Perdido Descodificado é uma fonte de referência inestimável para os muitos fãs do romance e para todos os interessados na fascinante verdade por detrás da Maçonaria e dos seus símbolos e rituais.

Este livro não foi aprovado, licenciado ou sancionado por qualquer entidade envolvida na criação ou produção d’ O Símbolo Perdido.

Simon Cox é o autor dos best-sellers internacionais O Código Da Vinci Descodificado, Anjos e Demónios Descodificado, The Dan Brown Companion e também da colecção «A to Z». É um famoso conferencista e divide o seu tempo entre o Reino Unido e Los Angeles, onde criou a Henu Productions, empresa da qual é presidente. Foi considerado pela BBC um «historiador do obscuro» e trabalhou como investigador para alguns dos principais nomes no campo da História alternativa, incluindo Robert Bauval, David Rohl e Graham Hancock.

Realço o fantástico "Conto de Natal" do mestre Charles Dickens. Uma história que nos faz sentir a verdadeira magia e fascínio do Natal.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Fúria Divina (A) – José Rodrigues dos Santos


José Rodrigues dos Santos, jornalista, pivot do telejornal da RTP, surgiu na ribalta literária em 2004 aquando da publicação do soberbo romance “A Filha do Capitão”. Desde logo foi capaz de criar uma enorme legião de fãs, não pela figura pública que é, mas sobretudo porque sabe como contar uma história, sabe como lançar motivos de interesse e tem uma grande capacidade de nos situar no centro da acção informando-nos, ou seja, os seus livros não são meros romances, neles há todo um vasto oceano de informações, aprendemos, é útil e, em simultâneo, diverte-nos.

O estilo é deveras simples. A escrita é corrida, trabalha bem os personagens, não lhes dá grande profundidade mas fornece-lhes carácter, situando-os nos momentos temporais em que se situa a narrativa, tornando-os um elo para explorar o contexto sociológico.

Foi assim na “Filha do Capitão” e em “A Vida num Sopro”. No entanto constatamos que José Rodrigues dos Santos escreve romances de dois estilos distintos mas com alguns elos em comum. Um, o que mais me agrada, o género Histórico, o outro, mais comercial e que melhor vende noutros mercados, o género thriller com alguns laivos de histórico.

Para este género, que muitos apelidam de Dan Brown, JRS criou no primeiro livro “Codex 632” o personagem Tomás Noronha, professor de História e criptanalista.

E é com este personagem, português de gema, que construiu quatro romances sempre com um denominador em comum: todos eles abordam aspectos preocupantes e actuais que estão na agenda dos governos de todo o mundo.

E isso sucede, uma vez mais, neste “A Fúria Divina”.

Não vou entrar em pormenores, mas JRS lança-nos uma história que é simplesmente um alerta num vasto rol de informações sobre os muçulmanos e sobretudo o fundamentalismo. Explica-nos porque é que ele existe, o que está por detrás do fanatismo, quais as fundações da religião, a sua História.

Embora não se debruce ou analise intensivamente o Alcorão, facilmente percebemos que o livro sagrado dos muçulmanos está por detrás, a sua interpretação textual ou não, dependendo do que se quer interpretar.

Esse é o principal tema do livro. Como pano de fundo, duas histórias que nos servirá para entender o porquê da Jihad, do surgimento de Mujaydin. Por um lado Ahmed, jovem egípcio que desde cedo vê alimentado o seu ódio contra os kafirun (cristãos), por outro, uma história onde Tomás Noronha é contratado para decifrar uma mensagem supostamente da Al-Qaeda.

Obviamente que sucedem as típicos perseguições, situações um pouco forçadas ou até algo estapafúrdias (penso que é o grande fraco de JRS), Tomás Noronha, embora não seja tão ingénuo como no último romance, ainda tem atitudes um pouco ridículas, mas o certo é que este livro serve muito bem o sue propósito, com ele ficamos a conhecer um pouco da religião muçulmana, da Alcorão e do que está por detrás do fundamentalismo e do seu ódio ao Ocidente.


Classificação: 5