segunda-feira, 31 de maio de 2010

Reflexões do Diabo – João Cerqueira


Neste pequeno livro (literalmente pois tem apenas 45 páginas), o diabo, em pessoa, se assim se pode considerar, propõe-se, através de uma carta aberta aos leitores, fazer a sua defesa do que ele chama de anos de invocação injusta e indevida da sua pessoa.

E o resultado expressa-se num conjunto de ideias onde a ironia e por vezes a frieza dos factos vão dando razão ao sr. Diabo.

Veja-se por exemplo uma das ideias principais: Se os Homens continuam a fazer guerras e a matar em nome de Deus, em nome do qual tudo é permitido, então porque há-de ser o diabo culpado pela insanidade humana.

E se deus criou o mundo e todos os seres à sua medida, de deus pois claro, não será então o diabo uma criação de deus?

São estas ideias, em conjunto com outras, que vão servir de mote para constatar que o diabo tem as costas quentes e que foi criado para servir de bode expiatório.

No final, a cereja no topo do bolo quando ele nos convence que o verdadeiro motivo que impulsiona o Homem não é o amor, a amizade, a fraternidade, etc. O grande motivo impulsionador da raça humana, a sua principal característica é o ÓDIO.

Não acredita, então leia este pequeno livro, decerto irá acabar como eu, concordando com o autor.

domingo, 30 de maio de 2010

Amanhecer na Rotunda – José Sequeira Gonçalves & João Espada


Neste pequeno grande livro, exemplarmente encadernado e ilustrado com uma série de belíssimas aguarelas da autoria de João Espada, os autores traçam o percurso de algumas pessoas que colocaram fim à Monarquia ou, se quiserem, foi o seu envolvimento que esteve por detrás da implementação da República no dia 05 de Outubro de 1910.

Mas e embora o livro incida nesses personagens que aguentaram na rotunda (Marquês de Pombal) o assalto das tropas fiéis à monarquia, o que mais realço é a forma como é narrado todo o processo da queda da monarquia e o papel desses personagens, alguns completamente desconhecidos até à data.

É um livro de fácil leitura, lê-se num par de horas (literalmente) e no final, para além de sairmos mais ricos, ficamos com a sensação de quem lutou pela república, quem por ela morreu, decerto não lhe passava pela cabeça o estado em que ela se encontra e de quem dela se aproveitou e aproveita. Aliás, há nomes importantes que poucos anos depois, desiludidos com o estado decadente da república, ajudaram a fazê-la cair.

Como curiosidade o comandante Machado Santos escreveu, pelo seu punho a primeira lei da república que constava assim: “todo o indivíduo que seja encontrado a roubar, a assassinar ou a cometer violência contra mulheres e crianças, será imediatamente fuzilado…”.

Tomara termos presentemente leis dessas e por essa lei percebe-se das boas intenções de quem idealizou e lutou pela república, no entanto e embora desde logo a sociedade tivesse dados sinais inequívocos (nada a fazer com o povo português, está no sangue), depois vieram os abutres para dela se encherem que nem...

sábado, 29 de maio de 2010

Novidades "Bizâncio"


Título: Os Pés do Cordeiro
Autor: Leonel Brim
Colecção: Autores Portugueses
ISBN: 978-972-53-0452-5
Preço: 15,24 / 16,00
Págs.: 528
Género: Romance

Sinopse:

Se, em Magistério e Desgosto, Leonel Brim nos deu uma obra recheada de perversas ironias, neste Os Pés do Cordeiro, o autor dá-nos uma gargalhada gritada, ou um grito gargalhado, que fica a ecoar muito para além do momento da leitura. Ri melhor aquele que ri de si próprio.

Portugal. Um novo regime político debate-se com uma velha nação. Uma nação cheia de vícios de funcionamento. Os cidadãos desta Pátria ressentida digladiam-se com frases feitas (anexins-ladros) vendidas a bom preço. Os ideais parecem ter-se esboroado com a passagem dos anos de juventude. Instalados na vida, os que antes falavam de mudança adaptaram-se à existência do disfarce: novas palavras para velhos negócios, velhos pensamentos e velhas cobardias. Aspirados pelo seu umbigo, a fatalidade do quotidiano fossiliza-os numa estufa onde só as obsessões pessoais são oxigénio essencial — comida e sexo, sexo e comida. E muita raiva pelo passado que não se torna a repetir, e pelo futuro que lhes parece cada vez mais finito.


Título: Cães de Gado
Autor: Paulo Caetano (textos) / Sílvia Ribeiro (textos) / Joaquim Pedro Ferreira (fotos)
ISBN: 978-972-53-0456-3
Págs.: 160
Preço: 25,71 / 27,00
Género: Álbum

Sinopse:
Do lobo ao cão. E do cão ao cão de gado.

Foi longa e tortuosa a evolução. Difícil. Mas as características que, actualmente, estão fixadas nas raças nacionais de cães de gado constituem um património genético invejável. Que não se pode perder. Contribuir para a preservação dos cães de gado e para divulgar a exigente tarefa que constitui o árduo quotidiano destes cães é o desafio deste livro. Esta obra vive da imagem e dos testemunhos de pastores e investigadores – plena de cor, acção e dramatismo. Para o leitor constituirá o regresso a um universo que julga perdido: o mundo rural, com os cães em acção guardando rebanhos e manadas, defendendo-os dos lobos e realizando combates de vida ou morte. Os cenários são naturais: as grandes serranias a norte do Douro, os cumes de Castro Laboreiro, os alcantis da Peneda, as encostas do Alvão. Aí, nesses ambientes selvagens, veremos como se entrecruzam destinos: ovelhas e vacas das ameaçadas raças autóctones, velhos pastores armados com cães e cajados. E como sobrevivem os velhos costumes e saberes – ante o desaparecimento de tradições como a transumância.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Flashman – A Odisseia de um Cobarde – George MacDonald Fraser


Um livro delicioso!

Há muito tempo que um livro não me fazia rir tanto como este. As situações são tão hilariantes que é impossível não soltarmos grandes gargalhadas face ao que nos é narrado.

George MacDonald Fraser (1925-2008) foi ele próprio um militar que cumpriu serviço na Índia. Em 1969 deu ao prelo este “Flashman” que viria a ser o primeiro de uma longa série (12 volumes) onde a personagem principal teria sido alguém de carne e osso que teria vivido uma carreira militar fulgurante na segunda metade do séc. XIX, estando assim presente na maioria dos conflitos em que o Império Britânico se viu envolvido. Supostamente esse militar, já numa idade avançada, sensivelmente no início do séc. XX, propôs-se a narrar todas as suas aventuras de uma forma como elas de facto sucederam. Os documentos daí nascidos teriam ficado guardados durante 50 anos até serem descobertos acidentalmente. Fraser foi então convidado a organizar os documentos encontrados nascendo daí toda uma narrativa acerca de como um cobarde bajulador chegou a herói.

A premissa é excelente e mais excelente é o que daí nasce.

Flashman é obviamente uma personagem de ficção, mas não são de ficção os acontecimentos históricos e a maioria dos personagens o que, por si só, fazem desta obra um excelente manancial de informação acerca da vida militar, das acções, política e usos e costumes das províncias ultramarinas britânicas (o maior império na altura), neste caso centrando-se na Índia e sobretudo no Afeganistão.

No entanto, para além desses acontecimentos, o que se ressalva é a boa disposição do narrador presente.

Sempre fruto do acaso e tendo uma sorte espantosa, Flashman, que apenas quer ter uma boa vida e dar o maior número de cambalhotas, vê-se destacado como tenente para o Afeganistão. Colónia britânica à altura onde a paz está por um fio, ele consegue aprender rapidamente o idioma nativo o que lhe permite, sem ele fazer qualquer esforço e até querendo o contrário, tomar parte da vida militar ao mais alto nível, servindo de mensageiro entre o alto comando britânico e os chefes afegãos. Depressa se sê envolvido em diversas confusões onde a sorte o acompanha em situações caricatas e hilariantes.

E há de tudo.

Desde rixas a duelos, ajustes de contas por causa de saias, revoltas espontâneas, ataques furiosos de bestas peludas (os afegãos), chega a ficar refém lutando pela vida com um anão defeituoso, enfim, é agredido vezes sem conta, chora baba e ranho e vê-se continuadamente frente a frente com a morte mas acaba por se ir safando à pala da sua imensa cobardia.

O autor é excelente na forma como constrói o enredo. Há momentos de narração de batalhas sangrentas e reais (batalha de Gandamack, imagem acima) que passa de muito sério, com cenas de chacina, a momentos de ir às lágrimas de tanto rir.

No seu jeito gingão, não tendo problemas em admitir a sua cobardia (na altura em que narra os acontecimentos, não na altura dos mesmos), Flashman acaba por ser tornar num herói à força para seu gáudio, galhofando com tudo o que lhe aconteceu e não escusando de gozar a quem enganou, todos.

Foi um livro tão divertido que me trouxe à memória várias cenas da minha banda desenhada preferida. Embora o continente e o povo seja outro, a acção temporal e as confusões retractadas são as mesmas.

Fico ansiosamente a aguardar os restantes volumes desta serie.

domingo, 23 de maio de 2010

2012 – Extinção ou Utopia – J. Allan Danelek


Conhecidas desde há muito mas insistentemente mencionadas há relativamente poucos anos, sabe-se que os Maias eram fascinados por calendários, conhecendo-se três.

Dividido por Eras, um dos calendários fazia findar a 5ª Era e última, no ano de 2012.

Logo um conjunto de profetas espalhou pelo mundo a crença que o mundo acabaria em 2012, porém há que mencionar, entre outros, dois factos deveras importantes e que colocam em causa essa profecia: 1) Quem disse ou onde está escrito que o fim da 5ª Era no Calendário dos Maias predizia o fim do mundo e não o princípio de um novo mundo? 2) quantas e quantas profecias, quase todas, se revelaram falsas?

O texto elaborado por Danelek, que considero mais uma espécie de ensaio, analisa toda a História dos profetas e das suas profecias não se incidindo apenas e só nessa profecia Maia.

São alvo de análise profetas famosos e outros menos famosos assim como as suas profecias. E o que assistimos é a um rol de profecias que não se cumpriram, algumas roçam o ridículo. Quanto a mim é a fase mais interessante do livro. O autor desmistifica a maioria das profecias (até Nostradamus não escapa). Menciona-as e situa-as no tempo e no espaço. Desta forma cola-as com as profecias de 2012 deixando claro que é apenas mais uma entre milhares que surgiram desde que os primórdios da História humana.

Mas Danelek vai mais longe.

Imaginemos que é possível surgir o fim do mundo como descrito em várias religiões. O autor analisa a Bíblia e chega à óbvia conclusão da subjectividade, propositada, do que no Livro é mencionado. Porém arranja espaço para a explicação científica e é curiosamente nessa explicação que nos deparamos com algumas possibilidades.

É um livro muito interessante que curiosamente dá pouca importância à tese dos Maias, antes preferindo analisar a História das profecias e o futuro do planeta.


sexta-feira, 21 de maio de 2010

Novidades "A Esfera dos Livros"


A Governanta - Joaquim Vieira

Vendo chegar a viatura oficial com o porta-bagagem carregado de lenha, o chefe do Governo gritou irado à sua governanta: «Os carros do Estado não são para carregar lenha! Não consinto!». A mulher não se ficou e gritou no mesmo tom: «Merda! A lenha não é para mim, é para o Salazar!»

Quem se atreveu a gritar assim a António de Oliveira Salazar, homem temido e respeitado por todos, foi Maria de Jesus Caetano Freire, a sua dedicada e fiel companheira ao longo de toda uma vida.

Nascida no seio de uma pobre família camponesa no lugar de Freixiosa, distrito de Coimbra, aos 31 anos começou a servir os universitários e amigos Manuel Gonçalves Cerejeira e António de Oliveira Salazar. Seguiu este último para Lisboa e só o abandonou quando, aos 81 anos, o ditador morreu por doença. Maria de Jesus tinha cumprido a missão da sua vida. Nunca casou, nem teve filhos.

Joaquim Vieira traz-nos a história de A Governanta, D. Maria ou Menina Maria, como Salazar gostava de tratá-la. Ninguém esteve tão perto do ditador durante o seu percurso de poder. Ninguém o conheceu tão bem, nem partilhou tantos momentos de intimidade. Recluso e celibatário, Salazar tinha no diálogo diário com a sua governanta o único contacto com a realidade dos portugueses. Fica a questão: até que ponto a sua influência não pesou nalgumas opções governativas do homem que comandou o país durante quatro décadas?

Mulher dura, forte, atenta, de uma dedicação canina, foi intendente, organizadora das lides domésticas, secretária, companheira, portadora de recados e pedidos, informadora de murmúrios e opiniões que mais ninguém se atrevia a expressar, conselheira e até enfermeira, nos seus últimos tempos de vida, do fundador e líder do Estado Novo. D. Maria foi tudo isto, e por isso merece um lugar de destaque na História do século XX português.



Mouzinho de Albuquerque - Paulo Jorge Fernandes

Uma coluna diminuta de apenas 51 oficiais e praças chegava a Chaimite, sob fortes chuvadas, com um único propósito: capturar Gungunhana, o temido régulo que desafiava as autoridades portuguesas havia anos. O bravo capitão de cavalaria Mouzinho de Albuquerque, de espada desembainhada, foi o primeiro a entrar na povoação e berrou bem alto o nome do inimigo que saiu da sua palhota para se render aos militares portugueses. Finalmente, ao fim de tantos anos a sonhar com aquele momento e depois de tanto penar, Mouzinho de Albuquerque estava frente a frente com o seu adversário.

Este feito notável, numa mistura de imprudente coragem e golpe de sorte, teve ecos na metrópole. Foi assim que nos confins de Moçambique nos finais de 1895 Mouzinho de Albuquerque dava sentido ao seu destino e gravava o seu nome na História.

O historiador Paulo Jorge Fernandes apresenta-nos a biografia de Joaquim Mouzinho de Albuquerque, tendo como pano de fundo o problema da construção do imperialismo português na África Oriental. Afastando-se das lendas e mitos que em torno desta figura foram construídos ao longo dos tempos, somos levados a conhecer a vida deste aventureiro nacionalista, homem de coragem, incorrupto numa sociedade minada pelos escândalos, amargurado com o mundo que o rodeava, ambicionando cargos que nunca lhe foram atribuídos.

Nos últimos anos da sua vida foi preceptor e aio de D. Luís Filipe, herdeiro da coroa. Cargo que detestou cumprir. No entanto, no convívio com a família real, terá nascido uma paixão impossível de concretizar pela rainha D. Amélia. Terá sido para salvar a honra de ambos que no dia 8 de Janeiro de 1902 se suicidou com dois tiros?

Questionado sobre qual seria o seu ideal de vida terá respondido: «Morrer a tempo.» O seu desejo cumpriu-se já que a sua morte prematura aos 46 anos o impediu de assistir à derrocada da Monarquia e à violência da República.



Educar com Bom Senso - Javier Urra

Quando os filhos nascem começam as grandes interrogações dos pais. A pergunta que os assalta com mais frequência é: estamos a fazer tudo bem? E as dúvidas estendem-se à comida, ao rendimento escolar, às amizades, ora porque está muito calado, ou porque não sai da frente do computador, não larga a consola, quer um telemóvel, responde mal e já quer sair à noite com os amigos…

Javier Urra, autor best-seller em Portugal, ensina-lhe a educar os seus filhos com bom senso. Neste livro com casos e exercícios práticos, este psicólogo espanhol, com larga experiência no trabalho com crianças e adolescentes, fornece-nos as chaves necessárias para formar os nossos filhos com inteligência, equilíbrio emocional e com valores. Ou seja, com critério.

Educar com Bom Senso ensina-lhe tudo o que precisa de saber desde que o seu filho nasce até à adolescência - quando se colocam questões urgentes como o álcool, as drogas, a sexualidade, etc. - e apresenta-lhe os critérios e as estratégias para cada etapa de desenvolvimento. Um guia fundamental para todos os educadores.

Javier Urra, psicólogo clínico e pedagogo terapeuta, trabalhou durante três anos com jovens conflituosos no Centro Nacional de Reeducação de Cuenca. Desde então desenvolve o seu trabalho como psicólogo forense do Tribunal Superior de Justiça e do Tribunal de Menores de Madrid. É ainda professor de Psicologia na Universidade Complutense de Madrid e vice-presidente da Associação Ibero-Americana de Psicologia Jurídica e assessor e patrono da UNICEF. Entre 1996 e 2001 foi o primeiro provedor de Menores em Espanha e o primeiro presidente da Rede Europeia de Provedores de Menores.



O Seu Tempo Vale Ouro - Alberto Pena

Há alturas em que se sente insatisfeita/o porque o seu tempo não estica? Sente que anda a correr de um lado para o outro entre casa, família, trabalho e que no final do dia não conseguiu cumprir os seus objectivos? Entra cedo no trabalho e, quando dá por si, já é hora de almoço e não fez nada. Até tenta planear o seu dia-a-dia e estabelecer prioridades, mas depois responde a um e-mail, recebe um telefonema, é chamada/o para uma reunião...

O seu tempo vale ouro, logo é tempo de aprender a gerir a sua vida da melhor forma. Como? Não existem soluções milagrosas, mas Alberto Pena, especialista nesta área, garante que é possível alcançar uma vida mais produtiva.

- Aprenda a gerir o seu e-mail;

- Faça pausas frequentes durante o horário de trabalho, mas descansar não significa ligar-se a uma rede social ou enviar um e-mail a um amigo, é afastar-se da secretária o mais possível;

- Aprenda a desligar-se do trabalho quando sai do escritório. Uma pessoa com uma mente descansada enfrenta melhor um problema;

- Reduza os compromissos desnecessários que só o afastam dos seus verdadeiros objectivos;

- Faça com que o dia de hoje conte e seja único. Esta é uma boa forma de se sentir motivado todos os dias.

Este livro é uma ferramenta útil para que, de forma sistemática e lógica, alcance estes objectivos. Alberto Pena propõe-lhe exercícios práticos, resume um conjunto de conselhos da sua própria vida pessoal e profissional e convida-o a dar passos pequenos para alcançar grandes metas. O segredo está em mudar a sua mentalidade, os seus comportamentos e hábitos de vida de forma a despertar a motivação adormecida.



Doces Tormentas - Rui Vilhena

Paulo é casado com Sílvia, que é amante de Carlos, que é marido de Marta, que tem um caso com Ricardo, que vive com Henrique, que está a sair com Paulo. Confuso? As grandes histórias de amor são assim: complicadas.

O autor Rui Vilhena, guionista das novelas mais vistas da televisão portuguesa, traz-nos uma comédia romântica apaixonante que nos leva aos meandros do misterioso mundo das relações e dos afectos, onde o tempo pode ser o maior inimigo do amor, mas, por ironia, é também capaz de despertar uma paixão adormecida.

Porque nada é o que aparenta, porque nada pode ser tomado como certo, porque no que toca aos sentimentos as surpresas estão em cada esquina, prepare-se para um romance surpreendente e divertido.

Uma coisa é certa, quando estes três casais amigos se sentaram à mesa do pequeno-almoço, estavam longe de imaginar que aquele não teria um final doce. E que, na ementa, entre doce de laranja e croissants, não faltava uma tentadora mousse de chocolate.

domingo, 16 de maio de 2010

Biografia de Sherlock Holmes (A) – W.S. Baring-Gould


Sherlock Holmes é um ícone da literatura e, atrevo-me a dizer, do meio da investigação criminal.

Figura criada em 1887 por Sir Conan Doyle, o sucesso foi imediato. Para além de elevar a arte de detective particular a patamares nunca alcançados, Doyle conseguiu criar uma vedeta internacional e o mais curioso é que essa personagem nunca existiu.

Mesmo mais de 100 anos depois do fim das suas aventuras, é impossível não nos deixarmos entusiasmar e impressionar pelos casos criados e pelo carisma da personagem, facto que quanto a mim, é um dos principais razões do sucesso.

No entanto o fascínio de milhões de leitores fez com que a obra de Conan Doyle começasse a ser analisada ao pormenor. Esquecendo-se, ou talvez não, tratar-se de uma figura ficcional muitos começaram a apontar falhas nas histórias, vícios secretos e até segredos que não abonavam muito a favor de Holmes, alterando até um pouco a imagem imaculada de Holmes.

Em “A Biografia de Sherlock Holmes”, W.S. Baring-Gould simplesmente preenche, ou procura fazê-lo, todas as lacunas deixadas em aberto por Sir Conan Doyle.

Toda a biografia, embora obviamente ficcional, procura mostrar-se real, chegando ao ponto de mostrar imagens dos personagens como se de figuras reais se tratassem.

Iniciando-se no nascimento de Sherlock Holmes, é aqui narrado a sua infância, a sua família e como ele chega a detective particular. A vida de Sherlock Holmes é desvendada como a de um simples homem que nasce com um dom e uma enorme capacidade de observação.

Sendo eu um admirador de Sherlock Holmes (confesso que li mais de uma vez todas as suas aventuras e tenho em DVD a célebre série da BBC com Jeremy Brett como protagonista no papel de Sherlock Holmes), fiquei fascinado com a imensa capacidade e simplicidade com que Baring-Gould escreve esta biografia.

Passo a explicar:

Fundamentalmente esta biografia parece ter sido escrita pelo próprio Conan Doyle. O estilo é o mesmo, até a forma como o detective faz as suas observações são semelhantes, denotando uma imensa pesquisa e análise à obra de Conan Doyle por parte de Baring-Gould. Depois o escritor para escrever esta biografia, para criar todo um passado de Holmes e até alguns factos futuros, faz algo que é óbvio mas que nunca ninguém o tinha efectuado, simplesmente ele utiliza as próprias informações que Conan Doyle ia atirando sobre Holmes e até Watson em cada uma das suas aventuras.

Conan Doyle em cada aventura desvendava novas facetas. Algumas inesperadas, mas ia preenchendo ou dando dicas sobre a família de Holmes, os seus amigos, as suas manias, etc. Baring-Gould colecta todos esses factos e preenche-os, dá-lhes conteúdo, é como uma ponta de novelo que começa a desenrolar, explora os factos criados pelo próprio Conan Doyle. Brilhante!

Brilhante também, e penso que é o primeiro escritor a fazê-lo, coloca Sherlock Holmes a investigar e a descobrir a identidade de Jack “O Estripador”, célebre assassino que aterrorizou as ruas de Londres em 1889, precisamente na época em que a reputação de Sherlock Holmes estava em alta. E a descoberta da identidade, pese embora não tenha achado que tivesse sido muito complicada, tem o condão de surpreender pela identidade do assassino e curioso como nunca foi avançada essa hipótese, embora faça todo o sentido.

Em suma, é um livro muito interessante, uma espécie de esticar das aventuras originais de Holmes onde todos se irão deleitar com a sua enorme capacidade na arte da lógica dedutiva, assim como em conhecer factos nunca conhecidos e que surpreenderão.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Último Reino (O) – Bernard Cornwell


Este é o primeiro volume de uma série intitulada “Crónicas Saxónicas” e que em Portugal vai no quarto volume estando previsto, para este ano, a edição do quinto volume da série.

Baseado em factos verídicos, o que é apanágio de Bernard Cornwell, que para mim é o melhor escritor do género Romance Histórico, este primeiro volume, para além de conter várias personagens reais dos quais destaco Alfredo pela sua importância, baseia-se em vários documentos da época, entre outros, uma biografia de Alfredo pelo bispo Asser e as Crónicas Anlgo-Saxónicas.

A técnica narrativa de Cornwell é a verificada nas suas outras séries. Aqui existe um rapazinho, Uhtred Uhtredson, que assume a posição de narrador presente (autodiegético). Personagem ficcional, ocupa a principal posição na obra e é através dele que vamos tomando conhecimento dos terríveis acontecimentos no tempo e no espaço.

Ilhas Britânicas, ano de 866 d.C., uma época dominada pela violência onde o ser humano não podia fazer grandes planos para o futuro, pois a morte podia surgir a qualquer altura. É nesta existência que os saxões dominam o território que futuramente se chamará Englaland (Terra dos Anglos). Dividido em quatro reinos, não há um Rei Supremo como tinham os Bretões, antigos senhores do território (ler Crónicas do Senhor da Guerra).

É nesse ano que os dinamarqueses, os célebres vikings, invadem as ilhas e é numa das primeiras batalhas que Uhtred é capturado aos 10 anos pelos dinamarqueses.

Particularidades fazem com que o jovem seja poupado à morte sendo alvo da simpatia de Ragnar, o seu captor e um dos chefes dinamarqueses. E é assim que Uhtred é criado no seio daquele povo, não só se afeiçoando a este povo invasor como e principalmente aprende a combater como eles.

Para quem já leu as obras de Bernard Cornwell, não ficará surpreendido diante da narrativa que se segue. Extraordinariamente viva, brilhantemente pesquisada, os acontecimentos, sobretudo as batalhas, são extremamente violentas e visuais ao ponto de sentirmos todo o fragor das contendas e dos homens em agonia. São poderosas as descrições, que de factos aconteceram, horríveis as chacinas e selváticas a forma como se mata e morre em guerras sustentadas corpo a corpo.

Curiosa a forma como ele descreve os dinamarqueses. Actualmente conhecidos como vikings ou Lobos do Mar, ficaram com uma reputação de bárbaros que invadiam para matar e roubar. Embora de facto haja um fundo de verdade, Bernard Cornwell desmistifica esses factos e designações assim como outros factos lendários associados a esse povo. O autor escreve de acordo com a realidade e essa é a verdadeira essência do Romance Histórico onde Bernard Cornwell é mestre.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Resultado "Oferta de Livro"

Após contar todos os comentários deixados desde o início do Blog, constatei e diga-se que já desconfiava, que o visitante mais activo, aquele que mais comentários deixou e, diga-se, a maioria construtivos, foi o Pedro, amigo e blogger do Cantinho do Bookoholic.

De resto ressalvo os imensos comentários deixados e a imensa interacção de vários membros, no entanto Pedro foi, sem dúvida, o mais activo.

Obrigado rapaz e espero que usufruas dos “Senhores da Noite” que li neste fim-de-semana.

Proximamente irá ser levada a cabo nova inciativa do género.

Estejam Atentos!

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Oferta de Livro


O Blog NLivros tem para oferecer um exemplar da obra "Senhores da Noite" da nossa amiga Carla Ribeiro, a Silent Raven do Blog "As Leituras do Corvo".

E como podem ser o(a) feliz contemplado(a)?

É simples, o Blog NLivros pretende premiar o leitor que mais interagiu através de comentários nos posts publicados desde o início das funções do Blog, desde que esse leitor seja também um dos seguidores do mesmo.

Ou seja, o leitor que mais comentários fez, desde que seja seguidor do Blog NLivros, receberá um exemplar do último livro da nossa amiga Carla Ribeiro.

Dentro de alguns dias direi o nome do(a) feliz premiado(a).

Opinião do Leitor

Desde que iniciei, em colaboração com algumas editoras, os passatempos que visam oferecer alguns exemplares dos livros em causa, que solicito sempre aos vencedores uma posterior opinião acerca da obra.

Não necessáriamente uma opinião muito elaborada, mas apenas que o(s) premiado(s) falem um pouco do livro e das sensações por ele causadas.

Assim, a primeira pessoa que o faz é a Maria Major da Amora que foi uma das vencedoras do passatempo "Por Uma Palavra Tua" efectuado no passado mês de Março.

Eis a sua opinião.

"O livro Uma Palavra Tua, surpreendeu-me um pouco, porque estava à espera que fosse um livro mais alegre, tal como os livros infantis de Elvira Lindo que conheço e gosto bastante, estou a falar de “Manelinho Caixa de Óculos”.

Uma Palavra Tua é um livro que relata vida de Rosário e que não foi a que desejou. Um relato triste que marca e faz reflectir o leitor, a relação amor-ódio que Rosário descreve torna o livro um pouco “pesado”. As lições de vida descritas mostram-nos como por vezes é a dureza do relacionamento humano.
"

Obrigado Maria Major e volto a convidar todos aqueles que já venceram um dos passatempos, me enviem uma opinião dos livros que receberam.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Novidades "Europa-América"



Título: Os Laços que nos Unem
Autora: Linda Gillard
Colecção: Contemporânea
Preço: 20.51€
Pp.: 240

Rose Leonard quer esquecer o seu passado.
Refugiada numa pequena comunidade numa ilha ao largo da Escócia, dedica-se ao seu trabalho no silêncio e na solidão da sua casa à beira-mar. Porém, ela é assombrada por memórias indesejáveis.
A sua filha solitária, Callum, um homem mais novo e frágil, que quer exorcizar os seus demónios, e os seus novos amigos dão-lhe a esperança e o amor necessários para viver cada dia. Mas terá Rose, presa à vida e à sanidade por um fio, a coragem de dizer sim à vida e esquecer o passado?

Linda Gillard vive na ilha de Skye, a noroeste da Escócia. Foi actriz, professora e jornalista, antes de se dedicar à escrita a tempo inteiro. É a autora do livro de sucesso Sonhar as Estrelas, editado por Publicações Europa-América.

«Lírico, assombroso e intrigante» Isla Dewar



Título: Mar de Sangue
Autor: Steve Mosby
Colecção: Crime Perfeito
Preço: 25.50€
Pp.: 292

Alex Connor quer fugir do seu passado. Após a morte da mulher, ele quer esquecer a sua vida e só a sua amiga Sarah lhe dá ânimo. Sarah é assassinada e a Polícia, embora tenha descoberto o criminoso, que rapta mulheres e as tortura para que se esvaiam em sangue, não encontra o seu cadáver. As horríveis buscas policiais obrigarão Alex a despertar para a vida e para várias mortes cruéis. Somente Paul Kearney, um agente da Polícia, parece compreender a sua espiral descendente na loucura e os dois terão de se embrenhar num mundo negro e sinistro.

Steve Mosby é a nova estrela do mundo do romance policial e tido pela crítica britânica como um dos autores mais originais neste género. É autor d’ O Assassino 50/50 e de Um Grito de Ajuda, obras publicadas nesta colecção.




Título: Renoir
Autor: Pascal Bonafoux
Colecção: Grandes Biografias
Preço: 22.00€
Pp.: 272

«Não morrerei sem dar o melhor de mim...»
Obstinado, artista até ao fim dos seus dias, Renoir encontra-se entre as figuras de grandes artistas que têm um lugar de honra no Panteão Nacional de França. Um destino póstumo, ao qual ele não teria ficado indiferente.

Nascido em Limoges, Renoir cresceu em Paris, a dois passos do Museu do Louvre, para onde os seus pais, simples alfaiates, se mudaram em busca de uma vida melhor. Com 13 anos, o jovem Renoir teve de arranjar trabalho e, como desde a sua mais tenra idade revelou um verdadeiro gosto pelo desenho, passa a trabalhar para um ceramista. Como realiza um trabalho em cadeia, ele tem de pintar reis e rainhas, inspirando-se, para tal, em cenários de costumes de Lancret, em Diana no Banho de Boucher ou em outras obras de Fragonard que tanto o tinham impressionado no Louvre.
Mas a carreira profissional de Renoir não será esta. O seu encontro com Monet, Bazille, Sisley, Cézanne, Pissarro e todos aqueles que foram apelidados de «impressionistas», em 1874, foi decisivo. O seu destino era esse. Principiava então um longo ciclo de amadurecimento, de anos de boémia em Montmartre, nas Batignolles, intercalados pelas viagens a Espanha, à Algéria, pelas pinturas nas margens do Sena, na Normandia...
Nos anos de 1880, contra todas as expectativas, Renoir muda de estilo e depara-se com a incompreensão de todos, até dos seus amigos: as suas Grandes Banhistas escandalizaram! Era-lhe indiferente. Renoir persiste. Mesmo envelhecendo prematuramente e sofrendo de reumatismo, o que deformava o seu corpo, o enorme pintor em que ele se tornara nunca parou até finalizar uma obra, um «bom trampolim» para os futuros trabalhos. Modéstia...
Pascal Bonafoux é historiador e ensina História da Arte na Universidade de Paris VIII. É autor de inúmeras obras, entre as quais Monet e as Correspondances Impressionnistes.



Título: Os Filósofos no Divã
Subtítulo: Quando Freud se Encontra com Platão, Kant e Sartre
Autor: Charles Pépin
Colecção: Biblioteca das Ideias
Preço: 21.50€
Pp.: 264

Quando Platão, Kant e Sartre, imortais, se deitam no divã de Freud, surgem, ao longo de um dia inédito, as perguntas de Filosofia mais importantes. Ao vestir a pele dos filósofos, Charles Pépin guia-nos ao longo de uma apaixonante viagem, lúdica e romanesca, ao coração da História do Pensamento Ocidental.
A originalidade desta obra reside no facto de as opiniões dos filósofos serem abordadas de acordo com o que viveram e sentiram e de os sistemas filosóficos surgirem indissociáveis das obsessões dos seus autores: o idealismo de Platão, a lei do dever de Kant e a forma como Sartre olhava para os outros.
Uma análise que se assemelha a tantas que nós fazemos hoje em dia, tal é a forma como se esboça o retrato do homem ocidental.

Charles Pépin, 35 anos, escritor e professor agregado de Filosofia, dá aulas no liceu do Estado da Legião de Honra de Saint-Denis e no Instituto de Estudos Políticos de Paris. Depois de ter publicado dois romances notáveis (Descente e Les Infidèles), editou um ensaio de introdução à Filosofia que teve uma grande aceitação junto do público: Une Semaine de Philosophie.



Título: 2012 – Extinção ou Utopia
Subtítulo: As Profecias do Juízo Final
Autor: Allan J. Danelk
Colecção: Millenium
Preço: 18.50€
Pp.: 234

Será 2012 o fim do mundo, tal como o conhecemos? De 2012 ao aquecimento global e à pandemia mundial, os cenários do dia do juízo final têm um papel de cada vez maior destaque nas nossas vidas. Será que algum destes cenários apresenta um risco real e iminente? Porque é que a cultura moderna continua a acreditar nestas crenças desoladoras, e de que forma elas influenciam o nosso mundo?
Separando a ficção da realidade, J. Allan Danelek escrutina 2012, a data que marca o fim do antigo calendário maia, e analisa a fundo para descobrir se ele indica o fim do mundo ou o princípio de um mundo novo. Danelek também analisa várias convicções passadas e presentes sobre o fim do mundo (das profecias bíblicas à guerra biológica) e discute as profecias de profetas famosos, como Nostradamus e Edgar Cayce.
Com uma lógica penetrante, Danelek explora objectivamente as ameaças apocalípticas que prenderam a nossa imaginação… e revela um conhecimento surpreendente sobre que futuro — medonho ou esplendoroso — está traçado para a Humanidade.
J. Alan Danelek é um investigador ávido do paranormal que gosta de apresentar teorias alternativas sobre o nosso mundo estranho e fascinante. Alguns dos seus textos têm vindo a ser publicados na revista FATE e é um convidado recorrente no programa Coast to Coast, apresentado por George Noory. É também o autor de UFO’s: The Great Debate, Atlantis, Lessons from the Lost Continent e The Case for Ghosts. Reside actualmente no sopé das colinas de Denver, no Colorado, com a sua mulher e os seus dois filhos.




Título: Como Tratar da Sua Horta
Subtítulo: Como arranjar as coisas do dia-a-dia
Autores: Louis Giordano e Daniel Puiboube
Colecção: Euroagro
Preço: 16.50€
Pp.: 152

Nos dias que correm, há uma preocupação cada vez maior com a qualidade dos alimentos que ingerimos (e os químicos que contêm), e os legumes não são excepção.
Provavelmente, já deu consigo a pensar: «E se eu tivesse uma pequena horta?
Poupava algum dinheiro e podia dar uma alimentação mais saudável à família…»
Mas desistiu rapidamente desta ideia, pois não saberia por onde começar…
Pois bem, chega agora até si este pequeno guia útil e prático, que não só lhe apresenta os legumes de A a Z como também o ajudará a:
o preparar a terra para o cultivo
o conhecer as propriedades do solo e das sementes
o saber o que plantar e quando
o manter a horta livre de pragas

Está na hora de meter mãos à obra e cultivar o seu cantinho biológico! Leia os conselhos e as dicas que lhe propomos e desfrute dos seus legumes: frescos, muito saudáveis e deliciosos!




Título: Se está Avariado Ponha-o a Funcionar
Subtítulo: Como arranjar as coisas do dia-a-dia
Autor: Nick Harper
Colecção: Arte de Viver
Preço: 12.36€
Pp.: 198

Este é um guia essencial, que lhe permitirá reparar todas aquelas pequenas coisas que sempre lhe disseram que não têm arranjo. Se Está Avariado, Ponha-o a Funcionar! está cheio de soluções práticas. E com ele vai aprender a:
o remover as manchas negras das frigideiras
o reparar um leitor de CD que já não tinha salvação possível
o recuperar uma camisola que encolheu com a lavagem
o arranjar a alça de uma mala
o consertar um chapéu de chuva
… e muito, muito mais!
Com mais conselhos e sugestões do que uma enciclopédia e escrito de forma fácil de compreender e à prova de idiotas, a questão é: poderá dar-se ao luxo de não adquirir este livro? (Resposta: não.)



Título: Escola de Futebol – Jogo em Equipa
Autor: Jefferies e Goffe
Colecção: Europa-América Juvenil
Preço: 16.25€
Pp.: 100

O Lourenço não marca golos e a equipa está desanimada. Não tarda, o Tiago termina o primeiro ano na escola de futebol e a Casa Alfa está prestes a ganhar a taça. E todos estão muito nervosos porque têm apenas dois jogos pela frente. A Vera sente que perdeu o seu talento. O Tiago já teve a sua conta e acha que deve ser ele o próximo capitão da equipa. Será o fim de grandes amizades?




Título: O Multiculturalismo
Autor: Patrick Savidan
Colecção: Saber
Preço: 8.90 €
Pp.: 116

O multiculturalismo é uma premissa ancestral da história da Humanidade.
Porém, ele é também o alvo central de muitas «guerras de culturas», de tensões sociais e de crises políticas, muitas vezes resultantes de uma percepção errada do contexto histórico-político e económico-social. Ora, na actual sociedade, cada vez mais globalizada, em que cada nação é um «mosaico cultural», a questão do multiculturalismo é um fenómeno que merece a atenção e envolvimento de toda a comunidade e não só dos agentes políticos.
É neste contexto que esta obra se inscreve, ao procurar introduzir o leitor:
- nos meandros dos desafios das normas do multiculturalismo, dos seus problemas políticos e étnicos, das convicções, propósitos e aspirações;
- nos diferentes modelos de posições multiculturais;
- na temática central de reavaliação da importância e de responsabilização do papel do Estado democrático;
- nas questões de aplicação e de eficácia das políticas multiculturalistas.
Uma obra incontornável para o entendimento de uma sociedade cada vez mais multicultural.

Patrick Savidan é professor-adjunto na Universidade Paris VI, bem como presidente do Observatório Para as Desigualdades, director da revista de filosofia Raison publique e responsável pela colecção «Mondes Vécus» na editora Grasset. Publicou em co-autoria com Sylvie Mesure o Dictionnaire dês Sciences Humaines (2006, PUF).

domingo, 2 de maio de 2010

D. Amélia – Isabel Stilwell




A história inicia-se quando Amélia criança, filha primogénita de Luís Filipe, Conde de Paris e herdeiro ao trono de França, na altura já República mas muito periclitante. Assim, Amélia é uma princesa com grande importância estratégica nos tronos europeus que reconheciam D. Luís Filipe como chefe da casa Real francesa.

Numa escrita simples, sem grandes descrições (quanto a mim a autora peca um pouco pela falta das mesmas), dividido por capítulos curtos e datados, a autora faz desfilar de uma forma cronológica, a infância e juventude de Amélia, deixando perceber que a sua educação foi inteiramente pensada para um dia ser rainha e, de alguma forma, ajudar na luta da Casa Orleães.

Podemos dividir o livro em duas partes bem distintas.

Numa primeira parte, infância e juventude, somos colocados diante de um mundo de fadas e princesas, num tom suave onde passa a ideia de uma imensa união familiar, tendo como pano de fundo as enormes agitações que levaram os Orleães ao exílio em Inglaterra (onde Amélia nasceu).

É interessante perceber o estado das monarquias europeias na segunda metade do século XIX. A maioria decadente, vivendo e agindo numa micro-sociedade que se rodeava de luxo, numa espécie de redoma que pouco se alterou durante séculos. Assaltadas por constantes alvoroços, boatos e maledicência, era já visível as grandes mudanças político-sociais que se estavam a preparar e que vieram a suceder a partir do fim do séc. XIX.

Muito interessante também e a autora consegue explorar muito bem esse facto, são os imensos excertos dos diários de D.Amélia, assim como cartas na íntegra, que ela manteve até à sua morte. Embora a autora no epílogo mencione que alguns desses excertos e algumas das cartas sejam verdadeiros, não deixa de ser impressionante lermos pensamentos de uma rainha que, antes de o ser, era mulher e mãe.

Obviamente que a grande maioria da narrativa é ficção, sobretudo quanto aos diálogos, mas não posso deixar passar algumas considerações que nos são colocadas à medida que a história avança, fundamentalmente na segunda parte do livro, ou seja, a partir do momento em que recebe a proposta de casamento com D.Carlos e aceita-a.

A partir desse momento a história de Amélia muda radicalmente.

Já não é a princesa protegida e passa a viver num país periférico, pobre, casada com um homem que de facto ama, mas tendo a obrigação de assumir o papel de mulher e futura rainha.

Vemos então outra Amélia e é nesse espaço que a autora menciona factos que julgo polémicos e que não consegui comprovar. Por exemplo, menciona o facto de os pais de D.Carlos não se darem bem e viverem separados. Isso é facto verdadeiro, mas coloca o Rei D. Luís a pedir o divórcio à Rainha D. Maria Pia. Verdade?

Através das cartas e dos diários, Amélia passa a imagem de um D. Carlos fraco, um bom político e diplomata, mas um homem mais interessado em mulheres, caçadas e jantaradas, ou seja, só queria borga.

Por outro lado a imagem de D.Amélia é a de uma mulher que, embora educada de uma forma fria, é quente, apaixonada, virtuosa e muito consciente do seu papel de Rainha e mãe do futuro Rei de Portugal. Apenas age em prol dos interesses da sua família e da Coroa Portuguesa.

Não o coloco em causa, mas tenho dúvidas de tanto virtuosismo.

É um excelente livro, complementado por excelentes fotografias de várias fases da rainha, sendo mais do que um mero Romance Histórico. Claro que muito é ficção, mas a História de D. Amélia e de alguma forma de vários outros personagens, assim como de D. Carlos e dos príncipes, está presente e fica clara aos nossos olhos. Assim como nos fica uma imagem de grande desgaste que os regimes monárquicos foram sofrendo, uma insatisfação crescente dos povos face à opulência das casas Reais e de sistemas de Monarquias Constitucionais que, na sua maioria, se revelaram os assassinos dessas Monarquias substituindo-as por Repúblicas onde alguns apenas vieram tomar o lugar dos reis, ficando tudo bem pior do que antes. Isso é perfeitamente perceptível através das palavras elogiosas de Amélia, já em 1945, para com Oliveira Salazar e quem conhecer a História pós Monarquia, sabe que entre 1910 e 1926 (1ª República), nesses míseros 16 anos, Portugal teve sete Parlamentos, oito Presidentes da República e 45 governos (!!!). Em 1926 surge a instauração de uma ditadura militar tal a instabilidade e divergências e apenas em 1933 com o surgimento do Estado Novo o país conhece um pouco de estabilidade que estava fugidia há tantos anos.

Ou seja, República para quê?

Para dar de comer a tantos oportunistas e criar um sistema vigente em todas as Repúblicas de compadrios, tachos, interesses e influencias que não procuram proteger e favorecer o povo.

Por fim, fica a imagem que finalmente o país reconheceu D. Amélia e penso que esta obra lhe presta uma homenagem merecida.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Novidades "Saída Emergência"


Um Homem SóMaria Helena Ventura

O regresso da autora de Afonso, o Conquistador e Onde vais Isabel?

Recorrendo ao talento único para tecer narrativas, à escrita quase poética e a uma capacidade sublime de recriar o passado, Maria Helena Ventura oferece-nos um retrato magnífico da vida de Jesus.

Esta é a história de um homem que regressa a casa depois de visitar grande parte do mundo conhecido e se ter cruzado com mercadores, eremitas, escribas e homens da lei. Um rabi respeitado, com o dom da palavra e umainteligência ímpar, Yeshûa apenas anseia por abraçar a família, rever paisagensonde cresceu e levar uma vida de paz e recato. Mas seu pai, que aguardavaa sua chegada para poder morrer, faz-lhe um pedido que fará ruir os seusprojectos e erguer outros inteiramente novos: Yeshûa deverá liderar os judeus.

Ser o Messias.



CenturiãoSimon Scarrow

No primeiro século d.C., o Império Romano enfrenta uma nova ameaça do seu inimigo de longa data, a Pártia. Os partos disputam com Roma o controlo por Palmira, um reino neutro e próspero.

A casa real de Palmira encontra-se à beira da revolta, e Cato e Macro assumem o comando de uma missão perigosa para defender o rei e a sua guarda. Mas quando a Pártia descobre que as legiões romanas se preparam para um confronto, juntam os seus exércitos para a guerra. A coorte de Macro tem que marchar contra o inimigo e penetrar no coração do território traiçoeiro.
Se querem evitar que Palmira caia nas mãos da Pártia, terão que derrotar números superiores num cerco desesperado. A conquista de paz nunca foi tão difícil, ou crítica, para o futuro do Império.



Amanhecer na Rotunda José Sequeira Gonçalves e João Espada

O amanhecer daquele dia de Outubro, na Rotunda lisboeta onde mais tarde se ergueria a estátua do Marquês, trouxe uma nova esperança a Portugal.

Nesse amanhecer houve heróis que deixaram o seu nome gravado a ouro na memória colectiva do povo português. Machado Santos foi o maior deles.

Mas houve também desconhecidos, como Alcídio, o latoeiro da Calçada do Duque, que poderá ter contribuído para o êxito do movimento, ou Amadeu Santana, o alfaiate que terá procurado impedi-lo. Apesar de ninguém alguma vez ter referido os seus nomes. Até hoje…





Reflexões do DiaboJoão Cerqueira

Neste livro invulgar, fazemos uma viagem à identidade de uma das figuras mais antigas da humanidade: O Diabo. De todas as entidades, sempre foi a que despertou mais curiosidade, polémica, medo, desacordo e até fascínio. Seguramente será uma das mais vastas e complexas personalidades de todos os tempos.

O Diabo irá colocar o dedo em muitas feridas que farão o leitor reflectir e olhar para si próprio de uma forma diferente.


IndomávelP.C. Cast e Kristin Cast

A vida é dura quando os amigos nos viram as costas. Que o diga Zoey Redbird, marginalizada por todos, ela não resiste a criar amizade com o novo aluno da Casa da Noite, o arqueiro olímpico James Stark.

Entretanto, Neferet declarou guerra aos humanos depois do assassinato de dois vampyros mortos pelo Povo da Fé. Mas ao contrário das promessas da Sumo-Sacerdotisa, as últimas visões de Afrodite mostram um mundo cheio de violência, ódio e trevas. Zoey sabe que é errado lutar contra os humanos, mas quem está disposto a dar-lhe ouvidos? As aventuras de Zoey na escola de vampyros tomam um caminho perigoso em que as lealdades são testadas, e um antigo mal é despertado…



A Marca de JushielJacqueline Carey

Para trás ficaram Terre d’Ange e as intrigas palacianas, a Corte das Flores da Noite, os amados Delaunay e Alcuin, os amigos, patronos e tudo o que para Phèdre evoca a palavra “casa”… Para trás ficaram também a herdade e a familiaridade da sua ternura tosca, a gentileza das suas mulheres e a beleza das suas cantigas…

Traição, guerra, desafio, imolação, amor e redenção. Logrará Phèdre fazer jus à Marca de Kushiel e concretizar esse sonho tão ansiado?

Nota: Por ter tomado a decisão de alterar significativamente o design da série Kushiel, a Saída de Emergência decidiu oferecer uma sobrecapa para colocar no seu primeiro volume.
Seguramente alguns compradores deste livro já adquiriram o primeiro volume com a anterior linha de capas desta série. Mas para que ninguém fique desiludido, fizemos uma nova capa para o livro que está em SUA casa.
Como todos os nossos leitores, adoramos os livros e não apenas pelo seu conteúdo.
Como muitos leitores, somos coleccionadores e gostamos de ter coerência e beleza na nossa estante.
É certo que isto representa uma custo significativo para a editora, mas estou certo de que a vossa satisfação vai valer a pena.
Obrigado a todos por se deixarem levar pela obra fantástica desta autora.




Almanaque do Dr. Thackery T. Lambshead de Doenças Excêntricas e Desacreditadas - Vários Autores


Publicado pela primeira vez em 1915, durante a I Grande Guerra, o Almanaque do Dr. Thackery T. Lambshead de Doenças Excêntricas e Desacreditadas foi durante trinta anos difundido a médicos de todo o mundo em folhas de carbono ou fotocópias. O trabalho do Dr. Lambshead inspirou génios clínicos de todo o mundo, e Portugal não foi excepção, encontrando no Dr. Anófeles Calamar Trindade e no seu Compêndio Médico de Doenças Notáveis e Invulgares uma referência incontornável.



Hora H – Ted Bell


O ano é 1939 e Nick McIver é filho do proprietário de um farol que vive na Ilha Barba Cinzenta na costa da Grã-Bretanha. Nick adora lançar-se em excursões perigosas no mar e, numa das suas aventuras, acaba por encontrar um baú com um misterioso globo brilhante. É então que, ao ver-se perseguido por piratas do passado, Nick descobre que o globo é um aparelho de viagens no tempo. Lançado de trás para diante nas correntes do tempo, Nick terá que enfrentar piratas maldosos, lutar contra as forças navais de Napoleão em 1805, mas também espiões nazis em 1939.


Assassin’s CreedOliver Bowden


“EU VOU PROCURAR VINGANÇA SOBRE TODOS AQUELES QUE TRAÍRAM A MINHA FAMÍLIA. EU SOU EZIO AUDITORE DE FLORENÇA. EU SOU UM ASSASSINO… “
Traído pelas famílias que governam Itália, um jovem embarca numa épica busca por vingança. Para acabar com a corrupção e restaurar a honra da sua família, ele terá que aprender a Arte do Assassino.
Assim começa uma história épica repleta de poder, vingança e conspiração.



Estrela de Narien Susana Almeida


Num Império onde as avatares da Senhora a Sabedoria são tão respeitadas como o róprio Rei e os cavaleiros são admirados ela sua bravura e honra, a paz prospera nas terras do Império dos Homens. Aheik, um jovem cavaleiro, tem sonhos que o levam para outra era, onde o seu nome é Eogan, marido da guardiã da Estrela de Narien. A Estrela de Narien é um artefacto que se julga perdido e cujo poder não tem limites. Se de facto existir e cair nas mãos erradas, poderá até destruir o mundo.




Dança com o DiaboSherrilyn Kenyon

Zarek é o mais perigoso de todos os Predadores da Noite. Exilado no Alasca durante séculos, desprezado pela deusa que o criou e temido pela sua própria espécie, foi condenado à morte por Ártemis na sua última missão. A sua única hipótese de salvação vem do líder dos Predadores da Noite, Acheron, que convoca a justiça da ninfa Astrid; mas, em toda a história do mundo, Astrid nunca considerou ninguém inocente… Dizem que mesmo o homem mais amaldiçoado pode ser perdoado, mas conseguirá Zarek convencer Astrid de que, por trás de uma besta feroz, se esconde um ser humano que deseja amar e ser amado?
Seguramente mais uma novidade que irá tomar de assalto os tops de vendas…



Titus - O Herdeiro de GormenghastMervyn Peake

No castelo de Gormenghast, uma vasta construção labiríntica e grotesca, nasce Titus, o filho herdeiro de Lorde Sepulchrave. O mundo de Gormenghast é predeterminado por rituais obscurecidos pela passagem do tempo e, ao longo dos corredores sombrios do castelo, a criança encontra algumas das estranhas personagens que irão moldar a sua vida: o taciturno e cadavérico Mr. Flay, o vulgar e obeso Swelter, mas, acima de todos, o ambicioso Steerpike que irá marcar a diferença na sociedade estagnada de Gormenghast com a sua mente maquiavélica e talento para manipulação.
Prepare-se para uma história de vingança, conspiração e violência, mas também lágrimas e risos, sonhos e desencanto contidos no surreal labirinto de pedra que encerra a vida de Titus.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Novidades "Esfera dos Livros"



Título: Histórias Rocambolescas da História de Portugal
Autor:João Ferreira
Colecção: História Divulgativa
P.V.P: 23 €
ISBN: 978-989-626-216-7
Páginas: 336 + 24 extratextos
Data de lançamento: Abril

Sinopse:
Milagres que nunca existiram, um filho que bate na mãe, um irmão que bate noutro irmão, execuções e assassinatos num país de brandos costumes, heróis que afinal não foram assim tão bonzinhos, reis loucos num país de loucuras, aliados piores que o pior dos inimigos, batalhas vitoriosas com uma mãozinha divina ou grandes desastres militares, traições e conspirações de vão de escada, um rei com gosto por freiras, outro impotente que não conseguia satisfazer a mulher, um governo que nem cinco minutos durou, um atentado onde tudo correu mal e o visado saiu ileso, um ditador temível que resistiu 40 anos no poder até cair de uma cadeira de lona...

Sabia por exemplo que nunca existiu uma escola náutica em Sagres, que frei Miguel Contreiras nunca existiu? Que D. Pedro, além de D. Inês, amou também o seu escudeiro? Que a morte dos Távora envolve sexo, mentiras e política? Sabia que Vasco da Gama, herói das Descobertas, era temido por ser um homem cruel? Que Palma Inácio foi o primeiro pirata do ar?

O jornalista João Ferreira convida-o a fazer uma viagem pelas histórias rocambolescas da História de Portugal. Porque a história é feita de pessoas de carne e osso, com defeitos e virtudes, polémicas e momentos de iluminação, neste livro vai ficar a conhecer algumas das personalidades e momentos históricos que marcaram a nossa existência e que explicam o que somos actualmente.

João Ferreira é editor executivo da NS', revista do Diário de Notícias e do Jornal de Notícias. Mestre em História Cultural e Política, é investigador do Centro de História da Cultura da Universidade Nova de Lisboa. É co-autor, com Ferreira Fernandes, de Frases Que Fizeram a História de Portugal. Foi director da revista Focus.




Título: História dos Papas
Autor: Juan María Laboa Gallego
Colecção: Religião
P.V.P: 35 €
ISBN: 978-989-626-213-6
Páginas: +/- 547 + 32 extratextos a cores
Data de lançamento: Abril

Autor em Lisboa nos dias 3 e 4 de Maio

Sinopse:
Uma narrativa de grandeza, de religiosidade e de pecado. Em História dos Papas, Juan María Laboa Gallego, especialista em História da Igreja, traça o retrato de 265 papas que ocuparam a cadeira de São Pedro, discípulos directos que herdaram os poderes de Jesus Cristo e mantêm, há vinte séculos, a autoridade sobre a Igreja Católica.

Pela cidade de Roma passaram homens santos como Leão I, o Magno, que enfrentou Átila, e reformadores como Gregório VII, grande defensor da Igreja face ao poder laico, guerreiros como Urbano II, que convocou a primeira cruzada, mecenas de arte como Júlio II, a quem se deve a decoração da Capela Sistina. Mas também se sentaram na cadeira do poder papas considerados hereges como João XXII, Alexandre VI, que favorecia de forma escandalosa a sua família, Pio VII, prisioneiro de Napoleão, ou João Paulo I, que apareceu morto na sua cama depois de trinta e três dias de pontificado. Uma crónica completa que conta a história de João XXI, o único papa português que morreu esmagado por um tecto, para uns castigo divino pela sua falta de apreço pelos religiosos dominicanos. E ainda, a história dos dois últimos papas: o carismático e universal João Paulo II, um dos artesãos da queda do comunismo, e o seu sucessor, Bento XVI.

Juan María Laboa Gallego é licenciado em Filosofia e Teologia e doutor em História da Igreja pela Universidade Gregoriana de Roma. Foi professor durante 15 anos na Faculdade de Ciências Políticas da Universidade Complutense e professor ordinário da Universidade de Comillas durante trinta anos. Foi professor convidado de diversas universidades europeias e americanas.






Título: Cativa na Arábia
Autor: Cristina Morató
Colecção: História Divulgativa
P.V.P: 24 €
ISBN: 978-989-626-221-1
Páginas: 360 + 44 extratextos
Data de lançamento: Abril

Autora em Lisboa nos dias 5 e 6 de Maio

Sinopse:
A vida da condessa Marga d’Andurain é um autêntico livro de aventuras. Drama, aventura, intriga, acção, exotismo são alguns dos ingredientes de Cativa na Arábia.

Nascida no seio de uma família da burguesia basca francesa, foi uma mulher à frente do seu tempo. Rebelde, transgressora e apaixonada, viajou da sua Baiona natal até cidades lendárias como o Cairo, Beirute, Damasco ou Tânger, onde protagonizou façanhas incríveis que lhe valeram títulos como «A Mata Hari do deserto», «A condessa dos vinte crimes» ou «A amante de Lawrence da Arábia».

Marga d’Andurain espiou para os britânicos, dirigiu juntamente com o marido um hotel no deserto sírio e propôs-se ser a primeira ocidental a entrar em Meca. Para isso, já divorciada, casou-se com um beduíno e converteu-se ao Islão. A sua viagem ao coração da Arábia foi um autêntico pesadelo, ao ser fechada num harém e mais tarde encarcerada na terrível prisão de Yidda. Ao abandonar o Próximo Oriente, dedicou-se ao tráfico de ópio em Paris, ocupada pelos nazis, acabando por ser assassinada em Tânger.

Mas quem era na realidade esta mulher? Uma perigosa espia, uma assassina ou apenas uma audaciosa viajante? Cristina Morató conseguiu responder a estas perguntas ao localizar o seu filho mais novo, Jacques d’Andurain, herói da Resistência francesa e testemunha directa das aventuras da sua mãe. Graças à sua colaboração, a autora pôde reconstruir a vida de uma mulher marcada pelo escândalo e esquecida pela História, que encontrou na aventura a sua razão de existir.

Cristina Morató (Barcelona, 1961) estudou jornalismo e fotografia. Desde muito jovem percorreu o Mundo como repórter, realizando numerosos artigos e reportagens. Depois de passar grandes temporadas em países da América Latina, Ásia e África – onde trabalhou para a Cooperação Sanitária Espanhola na actual República Democrática do Congo –, em 2005 viajou pela primeira vez para o Próximo Oriente visitando a Síria e mais tarde a Jordânia.







Título: Guerra é Guerra - Um Oficial da GNR no Iraque
Autor: Major Miguel Costa Barreto
Colecção: Fora de Colecção
P.V.P: 17 €
ISBN: 978-989-626-214-3
Páginas: 264 + 16 extratextos a cores
Data de lançamento: Abril

Apresentação do livro no dia 6 de Maio, às 18h30, na Univ. Lusíada.

Sinopse:
«…este não é um livro de instrução, ou de doutrina militar, nem um relatório final de missão. Este relato biográfico conta-nos a experiência pessoal de um homem, mostra-nos a dureza da separação da família, a camaradagem entre irmãos de armas, a preocupação de um oficial com os homens sob o seu comando, a austeridade das condições num teatro de guerra, a história das terras e das populações encontradas.»

Paulo Portas, in Prefácio

«Na verdade, só quem em campanha sentiu ter nas suas decisões o domínio da vida dos seus homens, sabe o que isso significa…». O major Miguel Costa Barreto, segundo comandante do contingente português no Iraque, teve nas suas mãos a vida dos 128 militares do sub-agrupamento Alfa da GNR destacado em 2003 para um dos mais violentos cenários de guerra da actualidade.

Quando viu os escombros do quartel-general das forças italianas em Nassíria, alvo de um ataque terrorista que vitimou 17 militares italianos de entre 28 mortos e 109 feridos, deparou-se com um cenário de horror e de total destruição. Um prenúncio do que seriam os seus quatro meses no Iraque.

Numa obra original, escrita na primeira pessoa, o major Miguel Costa Barreto relata o seu dia-a-dia naquele teatro de guerra. Descreve-nos as condições em que viviam, os momentos de tensão quando saiam em patrulha, o receio perante um presumível carro-bomba, a ansiedade sentida segundos antes de se dar a ordem para disparar, as saudades sentidas. Episódios caricatos, como o do médico português que dormiu com o colete à prova de bala vestido, ou uma refeição no Burger King montado em pleno deserto pelos norte-americanos. Momentos dramáticos como o de um militar que recebeu a notícia de ter sido traído a milhares de quilómetros pela mulher ou os vividos aquando do ataque a jornalistas portugueses, no qual a repórter Maria João Ruela foi baleada.

Guerra é Guerra. 24 sobre 24 horas Miguel Costa Barreto esteve alerta para lidar com todas estas situações. Coragem, perseverança, espírito de camaradagem, união, foram alguns dos ingredientes que tornaram a missão portuguesa no Iraque um sucesso.

O major Costa Barreto nasceu em Lisboa em 22 de Abril de 1969. Do seu currículo militar, destacamos os comandos da Companhia da Estrela, da 1ª Companhia do Batalhão Operacional e posteriormente do próprio Batalhão Operacional do antigo Regimento de Infantaria, hoje Unidade de Intervenção. É um dos Oficiais da GNR com maior número de missões internacionais desempenhadas, tendo estado presente nos teatros de Angola, Iraque e Bósnia-Herzegovina. Constam no seu currículo vários louvores e condecorações nacionais e estrangeiras tais como as medalhas de mérito militar, serviços distintos de segurança pública, comportamento exemplar e de reconhecimento.







Título: Dormir Tranquilo
Autor: Mário Cordeiro
Colecção: Manuais e Guias
P.V.P: 16 €
ISBN: 978-989-626-215-0
Páginas: 216
Data de lançamento: Abril

Sinopse:
O seu filho não quer dormir sozinho? O seu bebé só adormece ao colo e mal o deita ele acorda e exige mais colo? Não consegue tirar os seus filhos da sua cama? Não percebe porque é que ele chora horas a fio? A sua filha acorda de madrugada e volta a adormecer? O seu filho tem sonhos maus, acorda a chorar e a chamar por si?

Estes são alguns dos problemas com que se confrontam os pais, cansados de noites e noites mal dormidas. Mário Cordeiro, o pediatra mais lido em Portugal, traz-nos um livro indispensável com conselhos e dicas práticas que pretendem ajudar os pais a resolver os problemas de sono dos seus filhos.

- O seu bebé precisa de se sentir seguro para dormir.

- Estabeleça rotinas para que a hora de dormir seja mais calma e tenha uma maior probabilidade de sucesso.

- Se a criança chorar, deve ir ter com ela com o mínimo de rebuliço, de luz e de estímulos tácteis.

- Se a criança quiser colo, experimente sentar-se ao lado da cama dela e numa voz baixa e monocórdica repita frases como «bebé ó-ó».

- Crie um ambiente seguro e tranquilo para a criança se sentir bem no seu quarto.

Não há soluções mágicas, nem normas rígidas, até porque os bebés não são todos iguais e os pais não devem cair em desespero ou em alarmismos. Mas se não é possível obrigar um bebé a dormir, muito se pode fazer para o ajudar a dormir tranquilo... ele e os pais!

Mário Cordeiro, um dos mais prestigiados pediatras nacionais, é professor auxiliar de Saúde Pública na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa e membro da Sociedade Portuguesa de Pediatria e da British Association for Community Child Health..

Mário Cordeiro foi presidente da European Society for Social Pediatrics e da secção de Pediatria Social e Comunitária da Sociedade Portuguesa de Pediatria. Mário Cordeiro é o autor dos livros O Grande Livro do Bebé, O Livro da Criança, O Grande Livro do Adolescente, publicados pela Esfera dos Livros.