domingo, 27 de fevereiro de 2011

Novidades " A Esfera dos Livros"


Título: Guia para Ficar a Saber Ainda Menos sobre as Mulheres
Autor: Isabel Stilwell
Colecção: Fora de Colecção
P.V.P: 16 €
Páginas: 144
Formato: 15 x 23 / Cartonado
Data de lançamento: Fevereiro

Sinopse: Para Isabel Stilwell não há dúvidas, os homens mais não são do que personagens de um filme cujo realizador são as mulheres, e, como actores, precisam de um guião que os conduza no mundo do amor e das relações. Com todas as indicações e conselhos para desempenhar o papel na perfeição ou, pelo menos, tentar... O objectivo último é conseguir fazer uma mulher absolutamente feliz. Tarefa difícil, mas não impossível…
Este livro é o guia essencial para ficar a saber ainda menos sobre as mulheres. Um clássico escrito com humor, ironia e muita provocação.



Título: Jesus, o Judeu
Autor: César Vidal
Colecção: História Divulgativa
P.V.P: 22 €
Páginas: 300
Formato: 15 x 23 / Brochado
Data de lançamento: Fevereiro

Sinopse: Jesus de Nazaré é uma personagem venerada e admirada por milhões de pessoas. Deus para uns, mestre para outros, a realidade é que a sua figura e os seus ensinamentos são desconhecidos por muitos dos que afirmam segui-lo. Séculos de manipulação e ocultação esconderam a verdade de que Jesus não foi um cristão nem nasceu no meio ocidental. Jesus nasceu, viveu e morreu como judeu e tanto a sua pessoa como a sua doutrina são impossíveis de compreender sem ter em conta estes factos.
O historiador espanhol César Vidal traz-nos neste livro uma tentativa sólida e audaz de revelar a realidade histórica de Jesus. Baseado numa pesquisa extensa e em documentação variada, Jesus, o Judeu pretende perceber quem foi este homem, o que ensinou e qual o seu verdadeiro significado na História Universal.
Uma leitura indispensável para compreender o judaísmo do Segundo Templo as origens do cristianismo, as verdadeiras raízes da cultura em que vivemos.





Título: A Arte do Casal
Autor: Ramiro Calle
Colecção: Esoterismo
P.V.P: 16 €
Páginas: 176
Formato: 16 x 23,5 / Brochado
Data de lançamento: Fevereiro

Sinopse: A vida em casal é uma arte. Um equilíbrio difícil de manter entre saber cativar, cuidar do nosso/a companheiro/a, sem obsessão ou dependência, mas mantendo um vínculo de afecto saudável, e saber libertá-lo/a sem rancor e com generosidade quando os sinais de ruptura são evidentes.
Ramiro Calle, valendo-se de um estudo que fez sobre a vida dos casais e de vários testemunhos que recolheu, oferece soluções práticas para resolver as discussões matrimoniais mais frequentes e fornece-nos uma série de ferramentas e comportamentos, para conseguir manter relações mais estáveis e felizes, mas também nos apresenta propostas para tomar o caminho da separação, quando esta se revela a via mais adequada, para que o indivíduo possa continuar a crescer.






Título: Dieta Inteligente
Autor: Pilar Riobó Serván
Colecção:
Manuais e Guias
P.V.P: 16 €
Páginas: 204
Formato: 16 x 23,5 / Brochado
Data de lançamento: Fevereiro

Sinopse: Chega de dietas milagrosas, regimes que estão na moda ou dietas «ioiô». Este livro, escrito pela médica Pilar Riobó Serván, especialista em Endocrinologia e Nutrição, garante-nos que podemos emagrecer de forma racional, saudável e sem grandes sacrifícios. Para isso é preciso aprender a comer.
A Dra. Pilar Riobó Serván assegura que podemos comer de tudo um pouco, basta organizar as cinco refeições diárias de acordo com as nossas necessidades calóricas reais. Está nas nossas mãos planificar sem monotonia, o que vamos comer com ajuda das tabelas de intercâmbio de alimentos aqui apresentadas e de receitas variadas e equilibradas que permitem misturar nutrientes sem sacrificar as sobremesas e uma «alegria» de vez em quando. Sem défice de vitaminas ou minerais
Por exemplo sabia que uma bola de Berlim equivale a um prato de lentilhas? Que comer dois kiwis, uma laranja e uma maçã é o mesmo que comer duas madalenas e que um donut equivale a comer um prato de massa com tomate e queijo ralado?
Siga as dez regras de ouro desta médica, que o incentiva a fazer exercício físico e a perceber as razões da sua obesidade, aprenda lições e truques que são fundamentais na hora de fazer dieta e perderá, 2 a 4 quilos, sem recuperá-los.




Título: Feito em Casa
Autor: Joana Roque
Colecção: Manuais e Guias
P.V.P: 20 €
Páginas: 448
Formato: 16 x 23,5 / Brochado
Data de lançamento: Fevereiro

Sinopse: Para Joana Roque, cozinhar, mais do que uma arte, é um prazer. Cresceu entre tachos e panelas a fumegar na cozinha da mãe e da avó que, de avental aprumado e ar atarefado, lhe foram transmitindo alguns conselhos únicos, histórias de bolos com nomes de tias, de pratos que já a bisavó fazia, de petiscos feitos a olho e outras tantas receitas de família. Joana Roque anotou tudo nos seus cadernos de receitas.
Com mais de 250 receitas e conselhos de economia doméstica, Joana Roque traz-nos receitas tradicionais, os seus pratos preferidos para comer em frente à televisão, a sua «comida de conforto» para dias em que precisamos de um mimo especial, as receitas rápidas e práticas para receber familiares e amigos em casa, os bolos para festas de anos, as bolachas para uma tarde de frio, pratos que conseguimos fazer com restos que iam ter como destino o caixote do lixo, etc.
Sabia que com um quilo de carne picada pode fazer pratos variados? Que a melhor forma de não deixar legumes frescos apodrecerem no seu frigorífico é congelá-los em sacos com etiquetas? Que um jantar com 20 pessoas em casa não precisa de ser um stress desde que siga as dicas da Joana? Que em vez de gastar dinheiro em prendas de Natal pode criar os seus próprios cabazes?
Ao longo de doze meses acompanhamos o dia-a-dia de Joana Roque e os truques que utiliza para fazer receitas rápidas, saborosas, com os ingredientes que temos na despensa, e que, mais importante do que tudo, saem sempre bem.
Joana Roque tem 32 anos e é formada em Turismo pela Escola Superior de Educação de Coimbra. É casada e sempre gostou de cozinhar e de comer. Em 2006 criou um blogue de dieta, para a ajudar com as suas tentativas para perder peso, mas rapidamente passou a ser solicitada para partilhar as receitas daquilo que comia. Em 2006 surge então o blogue As Minhas Receitas, com receitas simples e acessíveis a todos, dos doces aos salgados, do peixe à carne, das entradas aos pratos principais. De segunda a sexta, uma receita por dia.
Em finais de 2008, surge o blogue A economia cá de casa. Um blogue que pretendia ser um complemento ao blogue das receitas, com dicas e sugestões de economia doméstica, mas que rapidamente ganhou um público e uma vida próprios. O objectivo é partilhar os conhecimentos transmitidos pela sua mãe e avó e ajudar as pessoas no seu dia-a-dia a comer melhor.


Título: Os Pais têm Sempre Razão
Autor: Maria João Santos
Colecção: Psicologia
P.V.P: 16,50 €
Páginas: 264
Formato: 15 x 23 / Brochado
Data de lançamento: Fevereiro

Sinopse: Maria João Santos, psicóloga educacional, recebe todos os dias no seu consultório pais à procura de respostas às suas dúvidas diárias em relação à educação dos filhos. A grande questão é comum a todos eles: estaremos a ser bons pais?
A autora não tem dúvidas: sim, estão. Deixemos de lado as inseguranças, as pressões sociais e vivamos a nossa relação com os filhos de forma positiva e segura. Todos os pais têm uma enorme capacidade para assegurar aos seus filhos um percurso pessoal, relacional e escolar de sucesso. Ou não fossem eles o principal e mais privilegiado elemento de ligação afectiva, a referência mais importante na vida das crianças.
Neste livro, com exemplos para reflectirmos, esta psicóloga garante-nos que o bom desenvolvimento da criança assenta numa relação estreita de afectos entre os pais e os seus filhos, e deixa-nos alguns conselhos práticos para pormos em acção no nosso dia-a-dia:
- Construam uma comunicação positiva com os vossos filhos.
- Tentem perceber o que está por detrás de comportamentos como birras ou sentimentos de tristeza.
- Tenham disponibilidade para estar com os vossos filhos.
- Não tenham medo de impor limites e utilizar a palavra «não» e de construir o vosso próprio modelo educativo.
Maria João Santos nasceu em Lisboa, em 1964. Psicóloga Educacional, pelo ISPA, iniciou a sua actividade no ESCA - Espaço para a Saúde da Criança e do Adolescente - onde é responsável pela Consulta de Psicologia Educacional, de Orientação Vocacional e pelo Gabinete de Aconselhamento aos Pais. Entre Janeiro de 2004 e Maio de 2010 acumulou funções de direcção e de direcção de formação na mesma instituição.
Entre 2000 e 2002, exerceu funções em três colégios da Casa Pia de Lisboa. Desde 2008 colabora com a Revista Pais & Filhos. É membro efectivo da Ordem dos Psicólogos.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Booking Through Thursday — Algo Velho, Algo Novo

A Pergunta desta semana é:

Com tudo o resto igual, pre­fe­res livros usa­dos ou livros novos? A tua pre­fe­rên­cia faz-​te esta­be­le­cer uma dife­rença entre um nor­mal livro usado e um exem­plar novo, com capa de couro?

Sinceramente, é-me indiferente!

Não aprecio ler aqueles livros já muito usados, velhos, que estão a desfazer-se. Esses nem a 0,01€ eu os compro, mas de resto até procuro os alfarrabistas para encontrar muitos livros que não se encontram nas livrarias ou cujas edições sejam de colecção ou raras.

Por falar nisso, colecciono livro antigos em capa em couro. Tenho alguns e mais antigo data de 1802. Não faço ideia se têm valor, mas adquiri-os em alfarrabistas ou feiras de rua e tenho casos que mos ofereceram.

Agora entre novo e velho? Não tenho preferências!

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Novidades "Editorial Bizâncio"



Título: O Meu Testemunho perante o Mundo
Autor: Jan Karski
Colecção: Vidas, 33
Págs.: 464
Preço: 16,00 €
Género: Autobiografia

Sinopse: O Relato Único do Homem que Denunciou o Holocausto e que o Mundo Ignorou

Publicada pela primeira vez nos EUA em 1944, esta obra fazia também parte da missão de denúncia e apelo a que o autor se propusera. Jan Karski, membro da resistência polaca, foi nesse ano o mensageiro do povo polaco junto do seu governo no exílio, o mensageiro dos judeus perante o mundo e o homem que alertou para o genocídio judaico, que ele mesmo presenciara, quando ainda era possível detê-lo. Além dos documentos e relatórios que deveria entregar ao seu governo no exílio e aos aliados, conseguiu ainda entregar ao presidente Roosevelt documentos relatando o que vira no Gueto de Varsóvia e no campo de concentração de Izbica Lubelska, os quais fazem também parte desta obra. Apesar de inicialmente ter sido um bestseller, a obra foi acolhida com alguma frieza pelas autoridades ocidentais e acabou por cair no esquecimento; o mundo não estava então preparado para os relatos de Karski, e o reconhecimento surgiu tardiamente. Obra capital de um Justo entre as Nações, proibiu e proíbe, em definitivo, as palavras «Não sabíamos».






Título: O Indesejado
Autor: Sarah Waters
Colecção: Montanha Mágica, 56
Preço: 16,00€
Págs.: 480
Género: Romance

Sinopse: Num Verão poeirento depois da guerra, na zona rural de Warwickshire, um médico é chamado para ir ver uma doente a uma casa isolada chamada Hundreds Hall. É nela que vive a família Ayres há mais de dois séculos. A casa de traça georgiana, outrora bela e imponente, está agora em declínio, com a alvenaria a cair, os jardins sufocados pelas ervas e o relógio do estábulo parado para sempre nas vinte para as nove. Os seus proprietários — mãe, filha e filho — tentam adaptar-se a uma sociedade em mudança, e apaziguar os seus próprios conflitos. Mas estarão os Ayres assombrados por algo mais sinistro do que um modo de vida que está a desaparecer?

Finalista do Booker Prize 2009













Título: Aqui Há Gato 7: Hollywood é demasiado pequeno para mim
Autor: Darby Conley
Colecção: Banda Desenhada
Págs.: 128
Preço: 12,61 €
Género: BD

Sinopse: Satchel é a personagem tonta de Hollywood É Demasiado Pequeno para Mim, o filme concebido e produzido por Bucky-Kat, o gato siamês com um talento natural para a trapaça e uma desmedida mania das grandezas. No elenco de luxo deste filme podemos ainda apreciar o solteirão Rob Wilco.

Um candidato a óscar, no mínimo!

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Plágio

Escrever opiniões sobre o que lemos e manter um blogue deste género é trabalho que toma muitas horas da nossa vida pessoal. Fazemo-lo por amor ao livros e ao sentimento de partilha com quem gosta de nos ler e acompanha o que escrevemos.

Ao publicarmos os frutos do nosso trabalho na net corremos alguns riscos e temos essa realidade bem presente. Contudo, contamos também com o bom-senso e a boa-fé daqueles que visitam os nossos blogues e lêem as nossas opiniões.

Foi, por isso, com muita pena e algum sentimento de revolta que nos chegou ao conhecimento que alguém copiou, sem qualquer pedido de autorização ou respeito pelo trabalho alheio, vários textos deste blogue. Até agora, descobrimos dois blogues, que se encontram aqui e aqui, que foram construídos com base em textos e esforço de terceiros, sem qualquer referência a esse facto. Não conseguimos perceber qual o objectivo (ganhar visitas?), mas não podemos deixar de repudiar totalmente esta situação.

Se verificarem que também o vosso trabalho foi indevidamente copiado por estes blogues, sintam-se à vontade para partilhar este texto nos vossos blogues.

Assinado por:
- Estante de Livros
- Marcador de Livros
- N Livros
- Sombra dos Livros

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Selva (A) – Ferreira de Castro


“A Selva” é considerado o romance mais autobiográfico de Ferreira de Castro. À semelhança de Alberto, personagem central da obra, Ferreira de Castro também emigrou para o Brasil, também foi abandonado por aquele que supostamente seria o seu protector, acabando por ser ver “obrigado” a ir trabalhar para o seringal Paraíso, viajando em 3ª classe no barco Justo Chermont. Aliás, é o próprio Ferreira de Castro que o admite por ocasião da edição comemorativa da “Selva” em 1955.

Escrito em 1929 em apenas 8 meses, esta é uma obra que serviu de exorcismo ao autor, não só pelas dificuldades por ele passadas e narradas, mas e principalmente, pela exposição ao mundo da difícil e desumana vida levada por aqueles que retiravam (e retiram) borracha na selva amazónica.

Publicado em 1930, a obra foi bem acolhida pela crítica, sendo ainda hoje considerada a melhor obra de Ferreira de Castro.

O argumento é simples mas, em simultâneo, inquietante e revoltante.

Alberto é um jovem monárquico que se vê obrigado a fugir de Portugal por estar associado a um desacato. Emigra assim para o Brasil em busca se riqueza. Logo aqui o autor desmistifica a imagem de El Dorado que se tinha do Brasil. Alberto chega com sonhos de riqueza e logo vê cair essa ilusão ao ser abandonado à sua sorte por aquele que o devia guiar e proteger (o mesmo aconteceu a Ferreira de Castro).

Dessa forma Alberto apenas consegue trabalho na extracção de borracha, partindo então rumo ao seringal Paraíso em plena selva amazónica.

E é neste local, onde as dificuldades da vida ultrapassam o imaginável, que Alberto irá perceber o sentido da vida.

Embora a personagem central do livro seja Alberto, a Selva Amazónica acaba por ser o intérprete principal da obra. É nela que o autor expressa todo o poder da narrativa, dando-lhe alma, carisma, povoando-a de fantasmas, de ameaças ocultas sob a sua densa vegetação, de vida.

Nela se passa a maior parte do romance e é nela que Ferreira de Castro narra a difícil vida dos seringueiros que eram (e não são actualmente?) sepultados vivos na selva.

Pessoas humildes, analfabetas e muito pobres, o seringueiro aceitava que lhe pagassem a viagem em troca de, depois de instalado, ir pagando com a borracha extraída. No entanto este era o início do esquema que levava o seringueiro a ficar totalmente dependente do patrão acabando por cair na escravidão. No seringal, ele era obrigado a comprar tudo o que consumia e necessitava ao patrão (nada mais havia do que kms e kms de floresta cheia de perigos) e via o preço da borracha, que tão dificilmente extraia, ser-lhe pago de uma forma miserável. Ou seja, era explorado e dessa forma a sua conta corrente ia aumentando e nunca mais conseguia pagar o que devia.

Ferreira de Castro expõe essa relação desonesta entre patrão e seringueiro, demonstrando a exploração e a escravatura encoberta.

Mas vai mais longe, efectua análises à alma humana e escandaliza-se com o facto do ser humano ser capaz de ser tornar uma animal sem sentimentos: ”como podia ser, como podia ser que as vítimas saboreassem também o papel de algoz? De que sórdida matéria era formada a alma de alguns homens, que gozavam em castigar a desgraça alheia, mesmo quando era igual à deles?”

Um livro excepcional que adorei cada página, cada parágrafo.

Ferreira de Castro é objectivo, no entanto as suas descrições são pura poesia, arte literária pura, extremamente visual, luxuriante até na forma como constrói a narrativa.

Um dos melhores livros que li até hoje.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Booking Through Thursday — Romântico


A pergunta desta semana é:

Qual foi o livro mais romântico que leste?

(E não me refiro ao material mais explícito que escondes debaixo do teu colchão. Refiro-me ao Verdadeiro Amor, ao Romance profundamente emocional, que fala ao coração e tudo isso.)

Em segundo lugar, gostaste da leitura? É o tipo de livros que costumas ler, ou constituiu uma surpresa?

Ora bem, esta questão é difícil!

Não costumo ler nem aprecio literatura romântica. Dos poucos que li, todos eles se revelaram muito previsíveis, caindo na lamechiche e no tom cor de rosa do qual a vida não é feita.

No entanto e fazendo um esforço de memória, acho que "Servidão Humana" de Somerset Maugham e "O Amante de Lady Chatterley" de D. H. Lawrence, foram dos mais românticos que li e gostei, pois autores tidos como românticos, nunca li.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Novidades "Chiado Editora"


Título: A Natureza das Coisas do Ponto de Vista da Eternidade
Autor: João Carlos Silva
Colecção: Viagem Filosófica
Género: Filosofia
Páginas: 368
PVP: 15€

Sessão de lançamento no dia 13 de Fevereiro, pelas 17:00, na Bertrand do Montijo.

A entrada é livre!






Título: Educação... Que Educação?
Autora: Helena Romão
Colecção: Mundo Académico
Género: Monografia
Páginas: 88
PVP:10€






Título: O Maravilhoso Mundo das Lendas de Santos de Eça de Queirós
Autora: Berta Henriques Brás
Colecção: Mundo Académico
Género: Monografia
Páginas:324
PVP: 15€

Sessão de lançamento dia 19 de Fevereiro, pelas 17:00, na Livraria-Bar Les Enfants Terribles, dentro do Cinema King em Lisboa.

Entrada livre!





Título: O Terrorismo na Aviação Civil
Autor: Reinaldo Silva Canado
Colecção: Mundo Académico
Género: Monografia
Páginas:164
PVP:14€









Título: John Lennon nunca morreu
Autora: Catarina Coelho
Colecção: Mundo Fantástico
Género: Contos
Páginas: 88
PVP: 13€



Sessão de lançamento no dia 13 de Fevereiro, pelas 17:00, na Bertrand do Montijo.

A entrada é livre!





Título: Closing Time
Autor: Nuno Riscado
Colecção: Viagens na Ficção
Género: Contos
Páginas:80
PVP:10€









Título: Histórias do (A)Mar
Autora: Ana Amorim Dias
Colecção: Viagens na Ficção
Género: Romance
Páginas: 452
PVP: 17€

Sessão de lançamento no dia 14 de Fevereiro, pelas 18:00, na Fnac de Santa Catarina.

A entrada é livre!







Título: Amor Combate
Autor: Ricardo Branco
Colecção: Viagens na Ficção
Género: Ficção
Páginas:204
PVP:14€










Título: Olhei para trás e sorri...
Autor: Pedro de Sá
Colecção: Viagens na Ficção
Género: Ficção
Páginas: 144
PVP: 15€










Título: Lugares de Passagem
Autor: José Brás
Colecção: Viagens na Ficção
Género:Ficção
Páginas:192
PVP:15€





Título: Tempo de Memória
Autora: Graça M. Ferreira
Colecção: Viagens na Ficção
Género: Ficção
Páginas: 194
PVP: 14€

Apresentação no dia 12 de Fevereiro, pelas 16:00, na Fnac do Centro Comercial Vasco da Gama.

A entrada é livre!





Título: Rasgos de Lucidez
Autora: Dulce Guarda
Colecção: Prazeres Poéticos
Género: Poesia
Páginas:100
PVP: 10€

Sessão de lançamento no dia 26 de Fevereiro, pelas 19:00, na Livraria Bar Les Enfants Terribles, dentro do Cinema King, em Lisboa.

A entrada é livre!







Título: A Pétala de Jasmim
Autor: Ricardo Pereira Dias
Colecção: Prazeres Poéticos
Género: Poesia
Páginas: 154
PVP: 12€

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Novidades "Publicações Europa-América"


Título: O Grande Gatsby
Autor: F. Scott Fitzgerald
Colecção: Clássicos
Preço: 14.99€
Pp.: 168

Sinopse: Esta edição insere-se nas comemorações dos 70 anos da morte do autor.

Extraordinariamente rico, Gatsby é famoso pelas festas realizadas na sua mansão em Long Island, apesar de ninguém saber ao certo quem é o anfitrião.
Uns dizem que foi espião, outros que é aparentado com uma família real europeia. Mas, na realidade, só mantém estas festas na esperança de que Daisy, o seu antigo amor, vá a uma delas.
Um retrato da América durante os turbulentos anos 20 do século XX e uma sátira ao «Sonho Americano», onde Fitzgerald idolatra os ricos da época apesar de não se conformar com uma certa decadência causada pelo materialismo desmedido e pela imoralidade.
O grande clássico da literatura norte-americana.

F. Scott Fitzgerald nasceu a 24 de Setembro de 1896. Em 1917, abandonou a Universidade para se alistar no Exército. Desmobilizado em 1919, vai para Nova Iorque decidido a iniciar uma carreira como escritor. Em 1921, consegue, finalmente, realizar o seu sonho quando alcança o sucesso financeiro decorrente da publicação de Este Lado do Paraíso. Muda-se para Long Island, onde inicia o seu romance mais significativo, O Grande Gatsby. Falece em 1940, vítima de ataque cardíaco, sem nunca ter chegado a concluir O Último Magnata.




Título: A Rainha Vitória
Autor: Jacques de Langlade
Colecção: Grandes Biografias
Preço: 36.50€
Pp.: 336

Sinopse: O reinado da rainha Vitória, um dos mais longos da história (1837-1901), marcou o apogeu do império britânico e o domínio do Reino Unido, a primeira potência mundial.
Coroada rainha aos 18 anos, Vitória impõe-se rapidamente, apesar da sua juventude e falta de experiência. Não tarda a afastar-se da sua mãe e do amante desta, revelando o seu carácter independente. Reina sozinha, apreciando as homenagens, as festas e os bailes. Casa-se por amor com um príncipe alemão (de quem terá nove filhos), não seguindo os conselhos da sua mãe, que se opunha a esta união. Impõe o estilo «vitoriano», caracterizado pelo rigor, ao qual recorre como fachada de acordo com os seus interesses. A própria Vitória não fica imune aos rumores de ligações amorosas que fazem as delícias de uma alta sociedade em declínio a cada dia que passa e que ela tanto menospreza. Conhecida pela sua energia e autoritarismo, respeita sempre o regime parlamentar sem nunca deixar de manifestar as suas opiniões nem as suas preferências, que dissimula sob uma máscara austera de caprichos, impulsos e paixões. Adorada pelo povo — pelo menos após a morte do marido em 1861 —, a rainha Vitória é uma figura incontornável que contribuiu fortemente para o corolário da monarquia.
Jacques de Langlade é um especialista da história de Inglaterra e autor de inúmeras obras e várias biografias, como as de Oscar Wilde, Almirante Nelson, Disraeli, entre outros.



Título: O Cientista Disfarçado
Subtítulo: Investigando os Pequenos Acidentes do Dia-a-dia
Autor: Peter J. Bentley
Colecção: Fórum da Ciência
Preço: 20.09€
Pp.: 256

Sinopse: Todos nós sabemos como as coisas podem correr mal: nódoas de vinho, torradas queimadas, computadores avariados… Mas quantos de nós param para pensar porque é que estes acidentes acontecem?
O Cientista Disfarçado, de Peter Bentley, é fascinado pela ciência do dia-a-dia, e neste livro esclarecedor, organizado num daqueles dias em que tudo parece correr mal, investiga a ciência por detrás de cada acidente, desde o fatídico episódio de não ouvir o despertador, a deixar a torneira da banheira a correr até inundar a casa de banho.
Ao fazê-lo, explica de forma clara o que acontece quando colocamos um objecto de metal no micro-ondas (as ondas eléctricas fazem com que o metal aqueça como o filamento de uma lâmpada) e o motivo pelo qual o suco da malagueta nos causa um ardor insuportável nos olhos (as malaguetas contêm um químico que faz com que as nossas terminações nervosas reajam como se se tratasse de uma queimadura). A partir destas questões, vai mostrar-nos como estes acontecimentos tão simples fazem parte de um padrão de princípios científicos que regem o mundo à nossa volta.
Se quiser saber como é que um motor a diesel consegue funcionar com óleo alimentar ou porque é que um raio nunca cai duas vezes no mesmo sítio, O Cientista Disfarçado tem resposta para tudo.



Título: Guia Prático das Urgências Familiares
Autora: Anne Geoffroy
Colecção: Arte de Viver
Preço: 16.25€
Pp.: 124

Sinopse: O que estava a faltar na sua caixa de primeiros-socorros.

Está na companhia de um amigo e, de repente, ele tem um enfarte.
Será que sabe o que fazer, que cuidados deve prestar-lhe e que poderão salvar-lhe a vida? Outro exemplo: o seu filho sofre queimaduras graves. O que fazer enquanto aguarda pela ambulância?
Tem de ser prático. A qualquer momento, pode acontecer algo que coloque em perigo a vida de alguém que lhe é próximo ou que se encontra simplesmente no mesmo local que o leitor. Este guia claro e completo, de fácil consulta, ensiná-lo-á a agir da melhor forma em qualquer situação. Se este livro estiver sempre consigo, o leitor nunca será apanhado desprevenido. Eis o que estava a faltar na sua caixa de primeiros-socorros!
Um guia útil que todos devemos ter. Para além dos conselhos que devemos seguir em caso de urgência, esta obra apresenta ainda uma série de informações sobre remédios caseiros que curam as doenças mais comuns, como, por exemplo, a obstipação nasal, a laringite, a gastrenterite, etc.
Conselhos práticos que evitarão as idas constantes ao médico!
Um guia que deve ler com toda a atenção e trazer preciosamente consigo. Ele permitir-lhe-á ora tratar dos problemas de saúde menos graves ora acudir nos casos de doenças de maior gravidade. Quem sabe se em breve não irá salvar uma vida?




Título: 2012 – Cenários para o Fim do Mundo
Autores: Didier Jamet e Fabrice
Colecção: Millenium
Preço: 19.50€
Pp.: 216

Sinopse: 21 de Dezembro de 2012. Será essa a data do fim do mundo? O rumor circula pela Internet incentivado pelo filme 2012, de Roland Emmerich, segundo o qual estaríamos à mercê de um corpo celeste gigantesco, da inversão do campo magnético terrestre, de uma enorme intensificação da actividade solar, entre outras possibilidades.
A obra procura analisar essa hipótese com base no conhecimento científico actual. Porém, à semelhança do que aconteceu noutras eras, remete-nos para possível ocorrência de outros cenários ainda piores, os quais afectaram a sobrevivência de espécies inteiras.
Os autores procuram esclarecer o nosso futuro à luz destes acontecimentos do passado, bem como de fenómenos astronómicos raros e intensos que não deixam de constituir uma ameaça para o planeta, como, por exemplo, a explosão de uma supernova.
Conseguirá a ciência determinar com exactidão a data do fim do mundo? 2012 será o nosso último ano? E, se não for 2012, poderá esse terrível acontecimento suceder em breve?



Título: História do Ladrão do Corpo
Autora: Anne Rice
Colecção: Obras de Anne Rice
Preço: 23.90€
Pp.: 416
* Relançamento com nova capa

Sinopse: Lestat, vampiro, herói, sedutor consumado, cansado da busca, que já dura há dois séculos, para penetrar nos meandros da sua obscura existência, está desesperado por se ver livre do pesadelo da sua imortalidade. Ansiando por renascer homem, por pensar, sentir e respirar como um mortal, Lestat empreende uma incursão apaixonada pela vida.
A forma como Lestat se torna novamente mortal e como descobre aquilo que já tinha esquecido — a angústia do ser humano, a fragilidade, a odisseia da existência humana — é contada com toda a paixão, colorido e imaginação que distingue os extraordinários romances de Anne Rice.



Título: Pele
Autora: Mo Hyder
Colecção: Crime Perfeito
Preço: 22.95€
Pp.: 336

Sinopse: Quando, numa manhã quente de Maio, o corpo de uma jovem é encontrado em estado de decomposição perto da linha férrea às portas de Bristol, tudo apontava para um suicídio. Pelo menos era o que a Polícia queria; tudo perfeitamente arrumado e despachado.
Mas o inspector Jack Caffery não tem tanta certeza. Está no encalço de um predador, alguém que se esconde nas sombras e se esgueira pelas casas sem ser visto.
A mergulhadora da Polícia Flea Marley trabalha ao lado de Caffery. Tendo lidado com a perda dos pais e com os traumas do passado, começa a ponderar se a relação de ambos poderá ir além da profissional.
É então que descobre algo que altera tudo. Não só lhe é demasiado próximo como é tão horrível que tem noção de que nada voltará a ser igual.
E, desta vez, ninguém a poderá ajudar… nem sequer Caffery.
MO HAYDER é uma autora consagrada no thriller e no policial britânico. Após vários projectos na área do ensino e da realização, dedicou-se à escrita a tempo inteiro.



Título: Viagem Extraordinária nas Terras do Conde Drácula – Vol. I
Autor: Arthur Ténor
Colecção: Europa-América Juvenil
Preço: 16.05€
Pp.: 136

Sinopse: Outrora um explorador do Imaginário, Thédric Tibert vive feliz junto da sua elfo do Reino das Sete Torres, Lizlide, até que um acontecimento insólito o obriga a voltar às suas antigas funções.
Uma diplomata foi vítima de um acidente de transferência quântica. Ela era esperada numa Londres do Imaginário onde vive um tal Sherlock Holmes. Mas é Drácula quem a recebe no seu mundo.
Acredita-se que Thédric é o único terrestre capaz de enfrentar o terrível conde da noite. Ele tenta recusar esta missão, mas as circunstâncias não lhe deixam outra alternativa. Vai então aceitar esta tarefa difícil, sabendo que o espera nada menos do que um confronto directo… com a morte.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Novidades "Esfera dos Livros"


Título: O Cão de Socrates
Autor: António Ribeiro
Colecção: Fora de Colecção
P.V.P: 15 €
Páginas: 192
Data de lançamento: Janeiro

Sinopse: «Desta vez fiz asneira e da grossa. Mas como podia eu saber que aquele pedaço de papel que rasguei e comi era tão especial para o meu dono? Todos os dias lhe como e destruo metade dos papéis oficiais e ele não se importa com isso. Aliás, as coisas que já lhe comi davam para fazer um livro só sobre isso: um DVD intitulado “Espanhol para falar com Chefes de Estado”, um telemóvel que fazia ruídos estranhos quando se atendia (este por acaso até foi o meu dono que me deu para roer), um livro de poemas autografado pelo Manuel Alegre (ainda por abrir!), uma fotografia do presidente da República que estava a marcar as Páginas Amarelas, três ou quatro orçamentos de Estado (são sempre os mais difíceis de roer). Sempre que tenho estes impulsos de rafeiro, o meu dono faz-me aquela falsa cara de mau e diz-me “Não, pá, isso não, pá, larga, pá!”, mas depois acaba por esboçar um sorriso e perdoar-me.
Desta foi tudo muito diferente. Tinha de acabar em desgraça esta minha mania de me atirar a tudo o que é papel oficial. E o que mais me causa estranheza é que desta vez só roí um papel, fininho, uma folha apenas, com um emblema no topo da página. Uma coisa aparentemente sem valor, mas que afinal era valiosíssima! Como é que eu ia saber que aquilo era o certificado de habilitações do meu dono, do seu curso de engenheiro?»

Ao longo destas páginas vai ficar a conhecer a vida do cão do primeiro-ministro de Portugal. Nos momentos difíceis ou nas horas de triunfo, o cão foi uma testemunha ocular e privilegiada do dia-a-dia do chefe do Governo ao longo dos últimos anos. Do Tratado de Lisboa à Cimeira da NATO, das frias relações institucionais com o presidente da República aos calorosos apertos de mão das grandes figuras da política internacional, da crise do Orçamento de Estado para 2011 aos prós e contras da entrada do FMI em Portugal, o cão dá a sua opinião sobre tudo o que aconteceu nos últimos anos num relato detalhado, inédito e original sobre os bastidores da mais alta política portuguesa.

P.S. (e não só!): O cão encontra-se à procura de novo dono. Aceitam-se candidaturas. Obrigado!




Título: Segredos e Mentiras da Família Real Espanhola
Autor: Pilar Eyre
Colecção: Fora de Colecção
P.V.P: 23 €
Páginas: 264+24 extratextos
Data de lançamento: Janeiro

Sinopse: Três gerações da família Borbón percorrem as páginas deste livro: do malogrado infante D. Alfonso, cuja brutal morte esteve rodeada de detalhes que se contam aqui pela primeira vez, ao nascimento de Leonor, primogénita dos Príncipes das Astúrias, e de Sofia, sua irmã. E entre estas gerações as fascinantes vidas de D. Juan e D. María, Vitória Eugénia, D. Jaime, os actuais reis Juan Carlos e Sofia, as infantas Pilar e Margarida, irmãs do monarca, o príncipe Felipe e as infantas Helena e Cristina. Algumas destas histórias foram vividas nos mais variados locais de exílio: Cannes, Roma, Lausana e, por fim, Estoril, o paraíso triste.
A jornalista Pilar Eyre revela segredos e mentiras da Família Real, intrigas, invejas, problemas protocolares, receios, infidelidades e amores desgraçados que se abateram sobre a mesma ao longo dos anos como se de uma maldição se tratasse. Analisa ainda as relações entre os seus membros, o ímpeto sexual, tão potente em todos os varões da dinastia, as noivas inconvenientes, as amantes e também o dinheiro, o desperdício ou a falta, que propiciou tantas situações de glamour como momentos de extrema pobreza.
Uma família que partilha uma mesma paixão: a luta pela sobrevivência da monarquia, a ambição de que haja sempre um Borbón no trono e o desejo legítimo de não voltar a passar fome.



Título: Positiva-Mente
Autor: Catarina Rivero e Helena Águeda Marujo
Colecção: Psicologia
P.V.P: 17 €
Páginas: 272
Data de lançamento: Janeiro

Sinopse: Será que sou capaz de me sentir feliz aqui e agora? Sentir-me realizada com o meu dia-a-dia? Ser mais positivo na minha relação com os outros? Deixar de lado o pessimismo habitual e aumentar a confiança de que serei capaz de resolver os problemas da minha vida?
As autoras garantem-nos que sim. É possível. E, para conseguir viver Positiva-mente, basta dar pequenos passos para alcançar grandes mudanças. O que nos faz aumentar as nossas emoções positivas são mudanças e acções aparentemente simples, básicas, leves, sem complicações.

- Passar a listar diariamente as coisas boas que acontecem ao longo do dia;
- Substituir a linguagem crítica por uma linguagem positiva;
- Alimentar a ternura e a admiração pelo seu companheiro e escutá-lo apreciativamente;
- Dedicar tempo aos amigos e às relações importantes da vida;
- Viver aceitando o passado, saboreando o presente e acreditando no futuro;

As autoras, especialistas em Psicologia Positiva, uma ciência ao serviço do bem-estar e da felicidade, convidam-nos, através de exercícios práticos e casos reais, a descobrir no dia-a-dia as estratégias que nos permitem viver de forma mais equilibrada e feliz.

Catarina Rivero é Psicóloga Clínica pela Faculdade de Psicologia e Ciências de Educação da Universidade de Lisboa. Formou-se em Terapia Familiar pela Associação Portuguesa de Terapia Familiar e Comunitária (APTEFC). Master em Terapia Familiar e Sistemas da Faculdade de Medicina da Universidade de Sevilha. Colabora com várias revistas portuguesas e actualmente tem uma rubrica regular sobre Família – «Labirintos Familiares» – no programa Mais Mulher da SIC Mulher.





Título: Diário Sexual e Conjungal de um Casal
Autor: Marta Crawford
Colecção: Sexualidade e Saúde
P.V.P: 18 €
Páginas: 248 com ilustrações
Data de lançamento: Janeiro

Sinopse: Com o passar do tempo, muitos casais sentem que a vida a dois entrou na rotina, e que a casa, o trabalho, os filhos e todas as preocupações quotidianas são mais importantes do que o casal. A vida torna-se monótona, pouco imaginativa e assexuada, o que pode levar à separação.
Marta Crawford, conhecida psicóloga e sexóloga, está habituada a acompanhar no seu consultório casais que procuram manter acesa a chama da paixão. E afinal não é assim tão difícil. Há pequenos truques, jogos sexuais, iniciativas individuais e a dois, formas de viver a conjugalidade que permitem aos casais manter, com muita cumplicidade, uma vida sexual activa e cheia de prazer.
Neste Diário Sexual e Conjugal de um Casal, somos convidados a acompanhar, durante doze meses, o dia-a-dia de Joana e Miguel. Um casal igual a tantos outros, rodeado por familiares e amigos com quem interage, com desejos, sentimentos, problemas familiares e sonhos, que deseja viver a sua vida conjugal, sexual e familiar com sucesso.






Título: Um Acto de Amor
Autor: Leonor Levy
Colecção: Manuais e Guias
P.V.P: 20 €
Páginas: 208 com ilustrações
Data de lançamento: Janeiro
Sinopse: Amamentar é um acto único de amor. No entanto é um dos momentos que mais dúvidas, inquietações e ansiedade desperta numa mãe. Será que sou capaz de dar de mamar? Porque será que o meu filho não pega no peito? Será que o meu leite é bom e suficiente? Devo dar de mamar de quanto em quanto tempo? Tenho os mamilos invertidos, não posso dar de mamar?
A autora Leonor Levy, especialista em aleitamento materno e membro da Comissão Nacional «Iniciativa Hospitais Amigos dos Bebés» que integra o Comité Português para a Unicef desde 1998, responde a estas e outras questões e garante-nos que não há melhor presente que possamos dar aos nossos filhos, do que amamentá-los.
No livro, esta pediatra, com mais de 30 anos de experiência de trabalho, explica-nos a importância de amamentar, o seu funcionamento, mostra-nos, através de ilustrações claras, as diferentes formas e posições para dar de mamar, dá-nos conselhos práticos para resolver problemas, como uma má pega ou uma mastite, desmistifica alguns mitos ligados à lactância e fala-nos de questões como a alimentação de uma mãe enquanto amamenta, dos medicamentos que pode ou não tomar, e a melhor forma de fazer o desmame e regressar ao trabalho.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Eu e os livros

Gostei imenso da ideia da WhiteLady, seguida depois pela CatSaDiablo, Tchetcha e Charlotte, sobre as suas histórias com os livros, revendo-me em algumas coisas que disseram. Assim, é com enorme prazer que recordo a minha vida com os livros.

O gosto pelos livros, assumo-me como um bibliómano, já vem nos genes, pois o meu pai e a minha tia, irmã do meu pai, sempre foram leitores ávidos desde crianças e transmitiram esse gosto a outros membros da família, entre os quais, myself.

Desde criança que me habituei a ver muitos livros pela casa e uma das minhas primeiras recordações apontam para alguns domingos de manhã onde o meu pai passava horas a limpar as estantes enquanto amontoava os seus livros em pilhas.

Confesso que não me recordo dos meus primeiros livros, daqueles infantis, não me recordo. A minha primeira recordação de querer ler algo, reporta-se à primária (3ª classe), quando o prémio para quem acabasse primeiro os problemas de matemática era ir para a biblioteca e escolher o livro que quisesse ler/desfolhar. Recordo-me de querer acabar depressa e, se não fosse o primeiro, “rezar” para que o meu livro preferido estivesse ainda na estante, livro esse que, por saudosismo, o comprei quando comecei a trabalhar: O Livro dos Porquês.

É já na Preparatória, logo com uns 10, 11 anos, que comecei a coleccionar e a ler tudo o que conseguia apanhar da Disney (Mickey, Tio Patinhas, Donald, etc), ainda naqueles almanaques de português com sotaque, os álbuns do Mandrake e do Fantasma.

O que me recordo bem é da altura em que dou o salto para outro tipo de livros, infantis é certo, mas é no Verão em que faço 13 anos (tenho a certeza disso por causa das datas nas capas dos livros) que leio, no espaço de dois meses, toda a colecção dos “Cinco” ao desafio com um primo, logo seguida de vários números dos “Sete” e uma colecção do meu pai (que ainda a tem) de clássicos do cinema, como “Os Vikings” ou “Scaramouche”.

No entanto considero que é aos 15, 16 anos que definitivamente me considero um leitor ávido de ler e ler. Descubro “O Conde de Monte Cristo”, livro que irá ocupar o lugar de nº 1 durante muitos anos, sendo que ainda hoje ocupa um lugar muito especial no rol dos meus favoritos. Devorei os quatro volumes no espaço de uma semana e desejei descobrir obras semelhantes.

Nunca mais parei desde aí.

Obviamente que os estudos e a minha vida particular sempre me tiraram tempo para ler, algo normal, pois considero-me um leitor, mas não gosto nem quero ser consumido pela leitura, mas desde a adolescência que comecei a ler com uma regularidade muito boa. Muito cedo descobri mestre Eça de Queirós e o seu maravilhoso “Os Maias” (já o li cinco vezes), a obra de José Saramago ainda antes de ser Nobel e muitos clássicos. Antes dos 20 anos já tinha lido “D. Quixote”, “Os Miseráveis”, “Servidão Humana”, “David Copperfield”, a maior parte da obra de Shakespeare, sei lá, tanta coisa que fui lendo.

Também me apaixonei pela “Saga dos Filhos da Terra”, mas é curioso verificar que foi já depois do ano 2000 que assumi a minha preferência pelo Romance Histórico depois de ler, a primeira vez, “Guerra e Paz”, o Livro, como lhe costumo chamar.

Descubro Bernard Cornwell (talvez o meu autor preferido a par com Cormac McCarthy), no entanto é-me muito difícil conseguir traçar, com rigor, todo um trajecto da minha relação com os livros. Muito me escapa e tenho a certeza que me esqueço de muita coisa que fiz e li, no entanto ler é um prazer assim como é com prazer que volto a alguns livros e alguns autores, um pouco como voltar a encontrar grandes amigos.

Hoje em dia procuro ser mais selecto no que leio.

Tento não perder tempo com livros que não gosto, desistindo sempre que me enfada e que nada me diz, pois o tempo é pouco e, sem querer tirar o valor à obra em si, o certo é que, simplesmente, não estou obrigado a ler o que não gosto.

Procuro incentivar o gosto pela leitura à minha filha, lendo-lhe em voz alta, indo a bibliotecas e livrarias, comprando-lhe os livros que ela deseja, mas, sobretudo gosto dos livros, de os folhear, cheirar e vê-los como aqueles amigos sempre fiéis, que nunca nos desiludem.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Booking Through Thursday: Pesado


A pergunta desta semana é:

Qual é o maior livro, o mais volumoso, mais pesado que alguma vez leste? Porquê? Prazer? Escola?

O mais volumoso é, sem dúvida: "Guerra e Paz". Tenho a edição da Europa-América e é um livro que tem 1072 páginas. O mais pesado nem foi Guerra e Paz mas sim "As Benevolentes". Livro pesado em todos os aspectos.
Li ambos por prazer!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Recordar – FERREIRA DE CASTRO


José Maria Ferreira de Castro nasceu em Ossela, Oliveira de Azeméis, no dia de Maio de 1898.

Desde muito cedo percebeu que ali, em Ossela, o futuro dificilmente lhe sorriria e, embalado pelo grande surto emigratório, apenas com 12 anos, decide ir em busca de fortuna para o Brasil, o el-dorado daqueles anos.

Hoje em dia faz alguma confusão como é que uma criança de 12 anos, entregue a si próprio, parte rumo ao desconhecido, mas estávamos em 1911, Ferreira de Castro era o primogénito de uma família pobre cujo pai havia falecido quando ele tinha 8 anos e nesses tempos com 12 anos era quase um homem.

Durante 4 anos viveu no seringal Paraíso, em plena selva Amazónica, uma existência dura e miserável que não acaba quando parte do seringal para Belém do Pará, onde vive em condições precárias cujo único objectivo passa em ter alguma coisa para comer. Aí fica mais 3 anos, até que em 1919 consegue o visto de regresso a Portugal, fixando residência em Lisboa.

Não se julgue que a vida de Ferreira de Castro melhorou. Em Lisboa vive de expedientes ocasionais, no entanto já a chama literárias lhe acendia a alma (aos 14 anos escreveu o seu primeiro romance “criminoso por ambição”) e na mente outras histórias fruto da sua vivência brasileira.

Aliás, a experiência no Brasil moldou-lhe o carácter, amadureceu-o e esteve na base de toda a sua obra.

É no Brasil que nasce a sua revolta contra os explorados, oprimidos e miseráveis que a vida forma e é neles que se vai inspirar para traçar o perfil dos personagens dos seus livros.

Ferreira de Castro acaba por se relacionar com figuras da imprensa e o seu carácter e humildade levam-no a suprimir obstáculos, acabando por entrar no meio jornalístico, sendo então redactor do jornal “O Século” e, mais tarde, director do jornal “O Diabo”.

Com apenas 30 anos, Ferreira de Castro “mata-se” a trabalhar. Escreve centenas de artigos por mês. De dia exerce a sua actividade profissional, mas à noite, das 18:30 às 20:00, dá azo à sua maior paixão: a escrita.

Já com alguns contos publicados, é em 1928 que dá à estampa o seu primeiro grande romance: Emigrantes e não é por acaso que o escreve.



Em “Emigrantes”, transcreve a sua dura vivência da emigração personificada em Manuel da Bouça, homem analfabeto que emigra para o Brasil com o objectivo de ganhar dinheiro para proporcionar à filha um bom dote. Em Manuel da Bouça, Ferreira de Castro personifica milhares de portugueses que entre 1909 e 1912 emigraram para o Brasil e aí viveram miseravelmente.

Obra importantíssima da literatura portuguesa, Ferreira de Castro expressa toda uma mentalidade que assentava na tradição que já vinha de longe, que se herdava e legava.

Porém é na obra “A Selva”, de 1930, talvez a obra mais conhecida do autor, que Ferreira de Castro exorciza o seu passado no Brasil e as condições miseráveis que ele próprio suportou. Entre Carlos Alberto (personagem do romance) e Ferreira de Castro, há vários pontos em comum que levam a considerar ser esta obra a sua obra mais autobiográfica. É nela que o autor descreve a beleza infernal da selva amazónica e o esforço inglório e desumano dos cearenses e maranhenses que tiravam da floresta a borracha que outros revendiam com grandes lucros. A exploração dos mais fracos é aqui escalpelizada. Mais uma obra fundamental da literatura portuguesa.

A partir de 1930, Ferreira de Castro ganha notoriedade e é considerado um autor importante e de qualidade.

Continua a escrever incessantemente em simultâneo com a sua profissão e é precisamente em serviço que se desloca ao Egipto, nascendo aí, em 1937, uma obra que lhe vai espicaçar o interesse para escrever algo de maior. “Pequenos Mundos, Velhas Civilizações”, servem de base para duas obras importantes da literatura portuguesa e tão esquecidas: “A Volta ao Mundo” (1940-1944) e “As Maravilhas Artísticas do Mundo” (1959-1963).

Ferreira de Castro teve uma vida cheia, riquíssima. Como o seu espírito aventureiro, deambulou um pouco por todo o mundo e é essa vivência que lhe serviu para construir uma obra impar, que o colocaram, ainda em vida, na galeria dos maiores escritores portugueses e, registe-se a amizade com grandes vultos da literatura como Jorge Amado (Ferreira de Castro foi candidado ao Nobel conjuntamente com Jorge Amado em 1968) que disse de Ferreira de Castro: “ser Ferreira de Castro quem lhe inspirou a carreira”, Agustina Bessa-Luís, Fernando Namora, Vitorino Nemésio que disse: “inegavelmente o maior da literatura portuguesa”, Óscar Lopes, Urbano Tavares Rodrigues e tantos outros, o que sobressai dos testemunhos dos seus amigos é a imagem de um homem de coragem, dignidade, com um coração enorme, simples, autêntico, que se regia por valores sólidos e de uma verticalidade que deviam, hoje em dia, ser modelares a toda a sociedade portuguesa.

O seu espólio foi doado pelo próprio Ferreira de Castro à C.M. Sintra em 1973, ficando também registado como sua última vontade ser sepultado na Serra de Sintra.




Hoje em dia é possível visitar-se a sua casa (casa-museu), visita gratuita, em Sintra (junto ao famoso hotel Lawrence, onde se tem a oportunidade de se visionar um vídeo onde é narrado toda a sua vida, bem como ver objectos pessoais, fotografias, documentos e, mais impressionante, originais dos seus livros que ele escrevia a caneta em folhas de tamanhos diferentes e irregulares. Imaginem a montanha de papel.

Ferreira de Castro faleceu no dia 29 de Junho de 1974 no Porto, sendo, conforme sua vontade, sido sepultado na Serra de Sintra e é em Sintra que podemos sentir um dos grandes vultos da literatura portuguesa.

Hoje em dia Ferreira de Castro caiu no esquecimento.

Não quero crer que esse esquecimento se deva ao facto de ter sido sempre independente politicamente e de nunca ter expressado uma ideologia religiosa. Quero crer que a cultura portuguesa fará ressurgir este importante escritor, dando a notoriedade devida e tornando-o num autor digno de outros grandes nomes da nossa literatura.

Se não, cabe a nós, simples leitores, não deixar cair no esquecimento esses autores que deram um tão grande contributo à literatura portuguesa.

Links de Interesse:

www.cm-sintra.pt/Artigo.aspx?ID=2236
www.ceferreiradecastro.org
http://www.aveiro-norte.ua.pt/ferreiradecastro/index.asp http://www.paulodacosta.com/ferreira.htm
http://ferreiradecastro.blogspot.com

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Booking Through Thursday: Periódicamente

O blog Boo­king Through Thurs­day coloca todas as quintas-feiras uma questão relacionada com a literatura. Tomei conhecimento disso no blog da WhiteLady, achei a ideia engraçada e resolvi aderir, sendo esta a primeira semana.

A pergunta desta semana é:

Mesmo eu leio outras coisas de vez em quando para além de livros... como revistas! Que revistas/jornais lês?


Há muito que desisti de comprar jornais ou revistas e por diversas razões: custo, por não ter grande tempo para os ler e, principalmente, por achar pouco interesse na generalidade de revistas/jornais que se publicam.
Actualmente a internet preenche as minhas necessidades informativas. No entanto, confesso que dou um olho todas as segundas-feiras ao jornal "A Bola" que o meu pai compra e compro muito de vez em quando o jornal "O Público". De resto, nenhuma outra publicação me desperta a atenção.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Novidades "Bizâncio"



Título: O Messias
Autor: Marek Halter
Colecção: Ilhas Encantadas, 1
Págs.: 448
Preço: 15,00 €
Género: Romance Histórico

Sinopse: «A passagem de Reubeni por Portugal (…) provocou ao que parece conversões ao judaísmo, como a de Diogo Pires que tomaria o nome de Salomão Molco
Maria José Pimenta Ferro Tavares



David Reubeni diz-se general de um exército vindo do deserto, enviado por seu irmão José, o soberano do misterioso reino de Chabor. O seu projecto é arrojado: reunir na Europa um exército judeu que deverá tomar aos turcos a terra de Israel e constituir aí um reino judeu, devolvendo ao ocidente cristão o controlo dos lugares santos de Jerusalém. De olhar sombrio e aparente indiferença perante os clamores que suscita, este homem leva o seu projecto a Veneza; a Roma, à corte do papa Clemente VII; ao rei de Portugal D. João III; a Francisco I de França e até ao imperador Carlos V. Para os milhões de judeus europeus, perseguidos ou dificilmente tolerados, expulsos de Espanha, convertidos à força em Portugal, David Reubeni torna-se o Messias e por todo o lado a exaltação mística alimenta a lenda. Levará a bom termo o seu arrojado projecto? Escapará às apertadas malhas da Inquisição?




Título: O meu nome é Victoria
Subtítulo: História de uma criança roubada pela ditadura argentina
Autor: Victoria Donda
Colecção: Vidas, 32
Preço: 15,00 €
Págs.: 224
Género: Autobiografia

Sinopse: Um testemunho único sobre o destino das crianças desaparecidas na Argentina durante os anos de chumbo da ditadura militar. Durante o período negro da ditadura argentina (1976-1983), os militares torturaram e assassinaram dezenas de milhares de pessoas. Nas prisões, centenas de bebés foram roubados às mães e entregues a simpatizantes do regime. Aos 27 anos, Victoria descobre que é uma dessas crianças. Na altura, dá ainda pelo nome de Analía e desconhece por completo a história trágica do seu nascimento. Não sabe que o seu próprio tio – torcionário e dirigente de um dos mais importantes centros clandestinos de detenção de Buenos Aires – teve mão activa no sequestro e assassínio dos seus pais, entregando-a de seguida, sob um nome falso, a uma família de militares.

Prosseguindo a luta política dos pais, recupera o seu verdadeiro nome e faz-se eleger deputada em 2007.




Título: Gossip Girl 7: Ninguém o faz melhor
Autor: Cecily von Ziegesar
Colecção: Gossip Girl
Págs.: 272
Preço:11,90€
Género: Romance

Sinopse: É Primavera e as nossas vidas renovam-se. Todos nos preparamos para a universidade e é obviamente altura de festas — como se não fosse sempre! Agora que B perdeu finalmente a virgindade com N, mal consegue esperar para repetir uma e outra vez. Mas será que a relação deles tem pernas para andar? E será que B consegue entrar em Yale? Será que N engatará S e ambos deixam B sozinha? Só o tempo o dirá; mas uma coisa é certa, o amor está no ar e cheira imenso a Envy da Gucci.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Alma das Pedras (A) - Paloma Sanchez-Garnica


Eis um excelente romance passado em duas épocas distintas, mas que nos situa em plena Era medieval onde a violência espreitava a cada esquina.

A autora, que de facto consegue recriar de uma forma brilhante aquela época, situa-nos nos sécs. IX e XII. 300 anos separaram os acontecimentos narrados mas o objectivo é único: o túmulo de S. Tiago onde, dizem, está sepultado um dos apóstolos de Jesus.

O romance inicia-se em 824 com a descoberta dos restos mortais do apostolo Tiago, mas como se pode ter a certeza disso se não há sequer nenhuma prova de o apostolo ali ter estado em vida?

Mas isso importa?

É através desse facto que nasce a lenda e a região começa a ganhar notoriedade, pois torna-se num dos lugares de peregrinação da cristandade, ocorrendo ali milhares de peregrinos para rezarem diante do túmulo do apostolo.

Porém, no seio daqueles que criaram o mito, há o arrependimento que corrói e que os leva ao dilema entre a razão e o coração. Nasce assim um documento que narra toda a verdade, no entanto o conhecimento dessa verdade só será efectiva se for a vontade de Deus e esse pergaminho é encerrado algures bem longe… e nasce a lenda que irá ocasionar uma busca por esses pergaminhos.

Independentemente de ter achado a história de fundo algo rebuscada, por vezes forçada e até, em diversas ocasiões, sem grande fundamento e até interesse, o certo é que adorei a forma como a autora recriou a época.

A violência comum está bem vincada, conseguimos sentir as dificuldades das pessoas e até não escapa o sentido de olfacto quando a autora refere o fedor dos corpos e dos ambientes carregados, onde o cheiro a suor se misturava aos de urina e de fezes.

Por mim o romance vale imenso pelo fresco criado, pelas imagens e outros sentidos que a autora consegue transmitir. Não pela história que, repito, é algo rebuscada, não se percebendo bem a obsessão de certos personagens e a forma insistente, quase cega, como perseguem um objectivo, sendo então o final mais do que previsível.

Apreciei também o estilo da escritora. Embora tenha sentido falta de alguma descrição, um certo desenvolvimento descritivo, o estilo é simples e objectivo, as mudanças de épocas bem escolhidas, fazendo com que os factos da história se interliguem.

Um livro que foi best-seller em Espanha e que merece destaque pela qualidade que apresenta.