quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

“The Revenant" - O Renascido (FILME)



Agora que se aproxima a edição dos Óscares, são várias apostas para as diversas categorias e este “The Revenant” é, por diversas razões, considerado uma das apostas mais sólidas a vencer algumas das principais categorias.

Como “amante” de cinema, todos os anos, antes da cerimónia dos Óscares, tento ver o máximo de filmes nomeados e fazer, eu próprio, um juizo de valor dos filmes. E de facto, tantos anos depois, há vários casos em que acertei bem na mouche mas houve outros anos em que falhei miseravelmente.

E foi com essa perspectiva que me predispus a visionar este filme, sendo que, confesso, pelo trailler, me cativou o interesse.

Baseado numa história real, o argumento é baseado no romance homónimo escrito por Michael Punke e começa por narrar a história de um grupo de caçadores que se arriscam numa expedição no interior do Oeste Selvagem em busca de peles. Muita coisa corre mal, a começar pelos ataques constantes dos índios, até que Hugh Glass é violentamente atacado por um Urso que o deixa às portas da morte. Pouco depois o diminuto grupo, que se dirige para o forte em pleno inverno, tem que fazer uma opção e, circunstâncias à parte, Glass é deixado ainda vivo sob temperaturas gélidas e a partir daqui inicia-se outra fase do filme.

Confesso que esperava mais do filme.

Gostei imenso da interpretação de Leonardo DiCaprio, assim como da fotografia e da interpretação de Tom Hardy (soberba), da sensação claustrofóbica de todo o filme, de resto e na minha opinião, o filme deixou algo a desejar e várias pontas soltas.

Ou seja, são várias as cenas de uma incongruência gritante. A começar pelo ataque do urso pardo que deixa Glass às portas das morte e a terminar na caçada final (quem viu o filme sabe o que pretendo dizer), são muitos factos que não fazem sentido e que ficam sem resposta. Depois são mais de duas horas em que as cenas se assemelham e em que, exprimido, pouco sumo dá.

É um filme muito comercial e realizado com o intuito dos prémios, no entanto, admito que possa ser nomeado como “melhor Realizador”, Filme”, Actor principal”, “Actor-secundário”, “Fotografia”, “Guarda-Roupa” e “Argumento Adaptado”, mas estatueta só terá hipóteses como “actor secundário”, “fotografia” e “Argumento Adaptado”, pois, a meu ver ninguém vai ter hipótese este ano, na luta pelo óscar de “Melhor Actor” com Eddie Redmayne em que faz um papelão na “Rapariga Dinamarquesa”, filme que comentarei nos próximos dias.

Em todo o caso este “The Revenant” é um bom filme que, acima de tudo, demonstra o quanto dificil foi o Oeste Selvagem Norte-Americano.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Médicos e enfermeiros garantem que caso de morte no São José não é único

Para a MERDA dos bancos e submarinos há sempre dinheiro, mas para o que é realmente importante para o povo, não!

Faça-se justiça!

Todo o ex-governo em tribunal por causa deste e outros casos, pois e pelos vistos (dada esta notícia) a morte do David Duarte não é caso virgem nos hospitais portugueses.

Espero sinceramente que a Opinião Publica não deixe morrer este assunto e que consiga chamar à responsabilidade quem cortou cegamente na saúde nos últimos anos.

Chungaria de classe política. Metem nojo!

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Não sei o que se passa comigo,

mas não consigo ler nada.

Ou seja, qualquer livro que comece a ler, passadas poucas páginas, aborrece-me de morte e dou por mim, simplesmente a colocá-lo de lado.

Até clássicos que li há uns anos e que sempre quis reler isso sucede. Inclusivamente livros de autores que sempre apreciei.

Por exemplo, este novo livro de Rodrigues dos Santos levei mais de um mês para o ler, algo completamente impensável há uns tempos, pois um livro dele nem uma semana o demorava a ler.

Depois dou comigo a pensar várias vezes que é tempo perdido ler tanto. Para quê, questiono?

Diz-se que a leitura é o alimento da alma, mas e honestamente não o tenho visto dessa forma e sim como algo que me está a roubar tempo quando poderia estar com as pessoas que gosto, brincar com os meus filhos, jogar, passear, sei lá.

domingo, 29 de novembro de 2015

Base Dados Biblioteca - VENDO!



Quem colecciona livros, quem possui uma biblioteca, seja grande ou pequena, sonha ter uma ferramenta que ordene os seus livros e que lhe permita retirar vários indicadores.

Elaborei uma Base de Dados em Access que lhe vai permitir, não apenas ordenar os seus livros como tirar vários indicadores.

Foram centenas de horas de trabalho no desenvolvimento mas o resultado é uma excepcional base de dados que irá satisfazer qualquer pessoa que queira arrumar os seus livros de uma forma fácil e cómoda. Para além disso será uma base de dados personalizada, ou seja, terá o seu nome.

Quem estiver interessado(a), por favor contacte por e-mail.

É uma base de dados muito completa e não é cara face à oferta que as empresas fornecem e muito menos em relação a base de dados gratuitas que não servem os nossos propósitos.






domingo, 1 de novembro de 2015

260 do Terramoto de 1755 em Lisboa




Faz hoje 260 anos que um dos mais terríveis e destruidores terramotos em todo o planeta, abalou a cidade de Lisboa.

Com uma magnitude de 9 na escala de Richter, o sismo teve o seu epicentro no mar, entre 150 a 500 quilómetros a sudoeste de Lisboa e fez-se sentir por volta das 9:30, apanhando de surpresa todos os habitantes da cidade que, aquela hora, na sua maioria, se encontrava nas igrejas. A brutalidade foi tão grande, que ondas de choque do sismo foram sentidas por toda a Europa e norte de África.

Os milhares de mortos que daí resultaram, não se deveram apenas à destruição causada pelo terramoto, como também devido ao facto de as pessoas, em pânico, se terem deslocado para junto ao rio Tejo, desconhecendo o terrível maremoto que veio de seguida e, para além do terramoto e do maremoto, sucederam-se múltiplos incêndios que devastaram a cidade, tornando-a num autêntico “campo” de ruínas em que os sobreviventes não conseguiram ser socorridos.

Há vários relatos da época que descrevem o antes, durante e depois e, uns mais que outros, é visível o desespero que se abateu sobre a população.

Em relação à literatura daí resultante, são vários os livros que se propõem a relatar o terramoto. Pessoalmente destaco a “Voz da Terra” de Miguel Real, um livro soberbo e um dos melhores que li até hoje.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Drácula – O Morto-Vivo – Dacre Stoker e Ian Holt



Como milhares de leitores, descobri a personagem Drácula no filme de Vicent Price de 1982. A par de um outro título, foi esse o filme responsável pela minha paixão por filmes de terror e, confesso, acabei por assistir ao Drácula com Bela Lugosi, filme que muitos consideram o primeiro grande filme do género e ainda hoje o clássico dos clássicos quando se aborda a personagem criada por Bram Stoker.

No entanto para quem ler o livro, depressa se apercebe que esse filme de 1931 está longe do original literário, sendo sim uma variante com poucos pontos em comum, sendo que, a meu ver Nosferatu, de 1922 se aproxima mais da obra literária. Em todo o caso e filmes à parte, é sobre a obra de Dacre Stoker e Ian Holt que me proponho a falar.

Simplesmente a pretensão desta obra é ser uma espécie de continuação, abençoada pela família Stoker, da obra literária de Bram…

A obra em si não está mal conseguida, no entanto, confesso, causa alguma estranheza ver, coabitar no mesmo romance, para além das personagens criadas por Bram Stoker, Jack “O estripador”, a condessa Elizabeth Bathory e outros que habitam nos anais da História.

O cenário é Londres, 25 anos depois dos acontecimentos descritos em Drácula. O casamento de Mina e Jonathan, completamente deteriorado, arrasta-se para o fim, enquanto o seu promissor filho, Quincey, se deixa deslumbrar pelo teatro sem a aprovação dos seus pais. O dr. Seward vive uma existência de vicios, enquanto Arthur Holmwood, vive atormentado pelo remorso e pela saudade da sua Lucy. Van Helsing, é agora um ancião doente e debilitado que se prepara para o seu confronto final.

É pois neste contexto que esta obra é escrita e não se julgue que está mal conseguida. Pessoalmente até gostei de seguir a narrativa, porém, para além de outros personagens que surgem, não achei grande piada às ligações que os autores pretenderam incluir. Por exemplo, os crimes de Jack O Estripador dá-se numa altura em que é escrita a narrativa de Drácula e os autores pretendem, simplesmente, dar a entender que Drácula e Jack são a mesma pessoa. Não é assim tão descabido como pode parecer, mas, enfim, penso que é algo forçado.

De notar, porém, que a maioria dos acontecimentos, segundo os autores, é aproveitada através de notas deixadas pelo próprio Bram Stoker que, pensa-se, tinha em mente uma continuação da obra. Porém o sucesso da obra em vida foi um fiasco e o próprio Bram Stoker deixou de lado essa pretensão. Ou seja, os autores dizem que simplesmente aproveitaram o que foi deixado nas notas de Bram Stoker para fazer esta continuação, até porque o objectivo deles é fazer uma espécie de ajuste de contas com o passado, pois a família Stoker perdeu os direitos de autor muito cedo e causa-lhes urticária os filmes que se fizeram baseados no livro.

Lê-se bem, mas deviam ter deixado Drácula como está. Esta continuação não faz jus ao clássico nem à personagem criada em 1897 e que anda hoje é lido por milhares de leitores.

sábado, 24 de outubro de 2015

Novo Romance de José Rodrigues dos Santos

É hoje um dos dias mais esperados do ano. Um dos dias que, confesso, anseio, pois já o admiti por diversas vezes, gosto dos livros de José Rodrigues dos Santos. Não são um primor literário, é um facto, mas são livros cujo conteúdo histórico muito me agradam e que se propõem a fazer um dos principais objectivos de uma obra literária: entreter.

Pois e desta forma e por muito que custe a muitos pseudo-imaginários-arrogantes-vedetas que se intitulam e julgam grandes autores, mas que vendem "meia dúzia" de exemplares e outros pseudos intelectuais, é o hoje que sai o novo romance de José Rodrigues dos Santos: As Flores de Lótus e uma coisa é certa: mais um sucesso.

Eu já o tenho!

sábado, 17 de outubro de 2015

Rapariga que Adorava Tom Gordon (A) - Stephen King

Não foram muitos os livros deste tema que li até à data, talvez porque é um género que não está associado à boa literatura.

Em todo o caso é raro o filme baseado nos romances de Stephen King que não gosto. Penso que é por isso que nunca fui um leitor dos seus livros, pois se vejo o filme acabo por perder um pouco o interesse em ler o livro, no entanto e desta vez enveredei pela leitura desta pequena obra e em boa altura o fiz.

Não se trata contudo de um romance, digamos, típico de King. Aqui o sobrenatural está praticamente ausente, no entanto o autor é exímio na construção de uma áurea de mistério que nos envolve do princípio ao fim, tendo apenas no seu epilogo uma explicação do conteúdo e porquê dessa áurea.

A narrativa é sobre uma menina de nove anos que se perde numa floresta de Nova Inglaterra. Tendo apenas uma mochila com alguma comida e um walkman que vai usando para ouvir rádio, Trisha começa a criar uma ilusão que a leva a imaginar que algo a está a seguir e é essa “coisa” que dá dinâmica à narrativa.

Gostei especialmente do ritmo e da forma suprema como King consegue criar essa áurea, dando-nos constantemente a sensação que é “agora” que vai acontecer algo que…