sábado, 15 de outubro de 2016
quarta-feira, 5 de outubro de 2016
05 Outubro - Implantação da República
Um povo sem Memória, é um povo sem História e sem Futuro.
Portugal foi fundado em 1139 e estabilizou as suas fronteiras em 1297, sendo o país europeu com as fronteiras mais antigas.
Desde a sua fundação, sempre fomos um país de heróis. Mesmo sendo tão poucos, descobrimos outras terras, colonizando-as e lá deixando a nossa cultura que até hoje se faz sentir.
Para todos aqueles que não têm esse conhecimento, lamento-o, pois como portugueses é das poucas coisas que podemos nos orgulhar, dessa herança heroína de gente sem medo, empreendedora.
Hoje em dia ainda somos um pouco assim, no entanto quarenta anos de fascismo foram suficientes para matar muito da nossa forma de ser, moldando um povo que chega a ser mesquinho, medroso e invejoso. Isso deve-se a quatro décadas de fascismo e é com alegria que vejo isso terminar aos poucos, pois noto que há uma geração de miúdos que já não sente isso, sente-se europeus, livres e isso é meio caminho andado para voltarmos a ser grandes.
Em todo o caso e embora tão pequeninos, tivemos e temos gente que sobressai em vários ramos de actividade.
Temos Dois Prémios Nóbeis!
Em 877 anos de História, temos várias datas que devemos nos orgulhar, destacando-o eu três delas:
- Restauração da Independência no dia 01 de Dezembro de 1640;
- Proclamação da República no dia 05 de Outubro de 1910;
- Revolução dos Cravos no dia 25 de Abril de 1974.
Não sendo eu defensor de feriados, considero que nestas três tem de ser Feriado Nacional.
Para quem não defende isso, apenas o meu desprezo por não considerar, por desconhecimento ou ignorância, a História de um Povo bravo e imortal.
Viva Portugal!
domingo, 25 de setembro de 2016
Grandes Vidas Breves – José Jorge Letria
Nem
eu sei porque continuo a escrever opiniões se ninguém as lê, pois todos estão
entretidos com pokemons e facebooks, mas… ah, já sei, escrevo porque faço assim
um exercício de escrita esperançado que me sirva, de algum modo, de treino para
voos mais altos, mas adiante.
E de
entre os vários livros que tenho lido não é que findei em dois dias este livro
de biografias sobre vários personagens que deixaram marcas?
“Uau, irão por certo dizer muitos”… “hum”, outros que nem sequer sabem o que
são livros, mas e digo eu, pois é verdade caríssimos leitores bonecos fantasmas,
aliás, esqueçam, irei falar com o meu alter ego, que vem do latim “o outro eu”, que é de facto o mais acertado.
“E porque leste este livro com quase 300
páginas?”
“Olha, porque gosto de biografias, não despendi
dinheiro nenhum e porque sou um extraterrestre porque leio no mínimo 60 livros
por ano, mais do que a maioria das pessoas lê em toda a sua vida.”
“Mas não tens mais nada do que fazer?”
“Ter tenho, mas leio rápido e cerca de duas
horas por dia, isso é o suficiente para ler um livro de 300 páginas em dois
dias. Conheço quem leia um livro de 500 páginas por dia, mas enfim, esses vêm
de galáxias longínquas e não são mortais.”
“Ok chavalo, então conta lá o que achaste do
livro.”
“Pois bem é um livro que narra pequeníssimas
biografias de gente de vários campos que ficaram nos anais da História. Um simples
ponto em comum entre todos eles, morreram todos eles antes de chegar aos 45
anos. Uns tinham 45 anos, outros 41, outros 40 e assim sucessivamente até casos
em que quando faleceram tinham 19 anos.”
“Brutal chavalo!... o que são biografias?”
“… adiante, e depois, até porque o autor é
português, há vários casos de portugueses que deixaram obra feita numa idade
muito curta, e imagine-se, deparei-me com um caso em que fui até amigo dele e
que era apenas uns anitos mais velho que eu.”
“Quem, quem?”
“Jack London…”
“Foste amigo do Jack London?”
“Fui, conheci-o em 1896...”
"Ena pah, não sabia, mas quem foi o Jack Londres?”
“Esquece, vou nomear alguns nomes que surgem no livro: Jack London, Rodolfo Velentino, F. Scott Fitzgerald,
Marilyn Monroe, James Dean, Elvis Presley, Elis Regina, Mário de Sá-Carneiro,
Florbela Espanca, António Nobre, Manuel Larenjeira, Carolina Beatriz Angelo,
Kafka, Amadeo de Souza-Cardoso, Carlos Gardel, Garcia Lorca, Némirovski, Jean
Vigo, Carlos Queirós, Pedro Infante, Borin Vian, Mário Lanza, Che Guevara,
Carlos Paião, João Aguardela, Bernardo Sassetti, Daniel Faria, Janis Joplin,
Jim Morrison, Miguel Rovisco, entre tantos outros, são no total 61 personagens
cuja vida foi curta mas suficiente para deixar rasto, algo que 99% dos mortais
não irão deixar. Mas não penses que este livro é grande coisa, as biografias
são tão curtas, tão curtas que até tu conseguias fazer igual, bastando
pesquisares na wikipédia, por exemplo?”
“zzzzzzzz… ah sim, o que é a wikipédia?”
“pois, para além disso muito interessante
perceber que na cidade onde vivo viveram personagens Grandes, que me dá alento.”
“talento para quê?”
“Alento, imbecil. Alento. Para ser o maior
jogador de sueca de todos os tempos. Já reparaste que há maiores do mundo para
tudo, mas ninguém fala nesse jogo tão intelectual com nome de fêmea nórdica?”
“Pois é, onde posso fazer um like?”
terça-feira, 20 de setembro de 2016
Bíblia de Barro (A) – Júlia Navarro
Antes
do início da 2ª Guerra Mundial, são encontradas junto da antiga cidade de Ur,
no Iraque, duas placas de argila assinadas por um tal de Shamas cuja existência
é completamente desconhecida nos meios arqueológicos. O interesse dessas duas
placas é que contêm o registo da intensão de narrar a criação do Mundo ditada
pelo próprio Abraão, ou seja, ali está explícito que Abraão irá narrar como
Deus criou o mundo, algo que a ser verdade, será um dos maiores feitos
arqueológicos de sempre, pois para além de estarmos na presença de uma
narrativa mais antiga que a Bíblia (e que esteve na sua origem), é a prova efectiva
da existência de Abraão, algo que, até à data não se conseguiu provar.
No
centro dessa descoberta está uma figura imponente chamada Alfred Tannenberg
que, já numa idade avançada e nos dias de hoje, continua atrás do objectivo de
descobrir aquilo que ele acredita que existe algures soterrado nas areias do
deserto, placas em barro que contém o relato da criação do mundo que denomina: A
Bíblia de Barro.
Devido
à sua idade avançada e ao facto de se encontrar gravemente doente, entrega a incumbência
desse achado à sua neta, Clara Tannenberg, também ela arqueóloga e que cresceu
sob o sonho do avô, no entanto o que até poderia parecer simples transforma-se
numa corrida contra o tempo, pois sabe-se que os americanos vão invadir o
Iraque a fim de destituir Saddam Hussein e a equipa constituída por Clara e pelo
marido, ele próprio um importante arqueólogo iraquiano, tem pouco tempo para
encontrar algo que nem sequer se sabe se de facto existe.
No
meio disto tudo há vários personagens que simplesmente querem ver Alfred morto
e outros que pretendem ficar com as placas se elas forem descobertas. Vários
personagens são assim lançados na acção, começando nós próprios a perceber que
Alfred é uma figura poderosa e temível, para além de muito bem relacionado no círculo
íntimo de Saddam Hussein, no entanto o mistério vai-se adensando à medida que a
narrativa se desenvolve, porquê do ódio que alguns personagens têm a Alfred a
ponto de o denominarem: “O Monstro”?
Essa
resposta está encerrada no passado comum de vários deles e a autora é de facto
exímia em construir um thriller que nos agarra página a página sem nunca nos
cansar, pese embora e na minha opinião, considere o livro algo longo e com
várias factos desnecessários que trazem pouco ou nada à acção, no entanto
nenhuma pergunta fica sem resposta e todos os nós que a autora vai dando, acaba
por os desatar à medida que o epílogo se aproxima.
Júlia
Navarro é uma autora que aprecio. Confesso que estou cansado deste género de thrillers e que prefiro o estilo dos seus últimos
registos, mas esta obra é de facto muito boa, sobretudo para quem goste de
História e thrillers, pois a autora sabe-os misturar com mestria.
Subscrever:
Mensagens (Atom)



