Sinceramente
nem sei bem o que hei-de dizer deste livro, até porque também não quero ser
muito cruel para com o autor.
Questiono-me,
antes de mais, como é que uma editora, qualquer que seja, publica um livro
destes que não tem quase nada, e já estou a ser meigo quando afirmo, quase
nada, pois aqui e ali até nos vai dando algumas informações, mas quem está por
detrás das edições? Ou, questiono, basta ter dinheiro ou cunhas para se publicar, sei lá, honestamente gosto de pensar que, qualquer livro, é antes
lido por algumas pessoas da editora, sobretudo responsáveis, que atestam da sua
qualidade e se vale a pena, ou não, ser editado, até porque um livro tão mau descredibiliza a editora.
Depois,
e para além de erros factuais e históricos brutalíssimos que qualquer pessoa
evitaria com uma simples pesquisa na internet (hilariante quando afirma que
Jacinta e Francisco faleceram de Peste Negra…), este livro é ou tenta ser, uma
cópia foleira do “Código da Vinci” de Dan Brown ou até das aventuras de Tomás
Noronha de José Rodrigues dos Santos, pois desde as primeiras páginas é nítido
a colagem ao argumento, aos cenários e até aos personagens. É de uma falta de
imaginação atroz e, mais grave, senti-me verdadeiramente insultado, não pelo
autor que escreveu aquilo e julga que é bom, mas pela editora que tem a coragem
de editar e publicitar enganosamente um livro que não tem um mínimo de
qualidade.
Imagine-se
o cenário:
Há
um morto nas catacumbas do Vaticano. Francesco Barocci, curador do Tesouro, é
encontrado sem vida na Sala das Relíquias. Foi assassinado: chuparam-lhe o
sangue.
CHUPARAM-LHE
O SANGUE!!!
Quando li isso dei logo uma gargalhada e veio-me à mente alguém a chupar o sangue com uma palhinha... não, pensei, deve ter uma outra explicação.
Quando li isso dei logo uma gargalhada e veio-me à mente alguém a chupar o sangue com uma palhinha... não, pensei, deve ter uma outra explicação.
Mas logo sabemos como é que lhe CHUPARAM O SANGUE: com uma
seringa!!!!!!!!
Ah, bom... pensei! Fico mais aliviado! Ufa!
Ah, bom... pensei! Fico mais aliviado! Ufa!
É
verdade, com uma seringa!!!
Sabendo
que o corpo humano tem entre 4 a 6 litros de sangue, comecei logo a
questionar-me qual o tamanho da seringa a ponto de lhe CHUPAR o sangue todo.
Imaginei aquelas seringas pequenas e dei por mim a rir do cenário, sobretudo
porque o assassino tem pouco tempo para fazer o serviço (e isso é referido no texto). Vejamos, tirar, mesmo
com a maior seringa disponível (que tem uma capacidade máxima de 20 ml) essa
quantidade de sangue… ok, desisto. Para tirar 3 litros, supondo que o homem
tinha uma valente anemia, parece-me que estaria ali muito tempo, ou estou a ver a coisa mal? Ah, já sei, o
assassino era um vampiro e a seringa foi uma metáfora… deve ser isso!
Enfim!
E
depois as partes eróticas?
Isso
então é puro êxtase! (Ironia)
Eróticas
onde?
Livro
muito mau, sem qualquer ponta de qualidade, embora aqui e ali tenha algumas
informações curiosas mas com um enredo muito, muito deficiente, escrito aos arrepelões, com mudança de cenários e temporais ultra-rápidos, que nunca, mas mesmo nunca, consegue se torna minimamente verossímil.
Um dos piores livros que li até à data e um livro que não aconselho a ninguém, é pura perda de tempo.
Um dos piores livros que li até à data e um livro que não aconselho a ninguém, é pura perda de tempo.



