É um assunto que me prende por
diversas vezes, perceber se o que estou a ler é boa ou má literatura.
Isso porque, por diversas vezes,
me proponho a ler obras consideradas como excepcionais mas que não me prendem,
me aborrecem inclusivé a ponto de as abandonar a meio.
Isso poderá levar a várias
considerações, porém uma pergunta que faço sempre é: o que faz um leitor gostar
de determinado livro?
Pessoalmente a literatura tem
para mim a função de entretenimento. Quando quero ler algo que me enriqueça em
termos de cultura geral, procuro sempre livros de teor científico e histórico.
Um romance é para me entreter, tem de me agarrar pelo enredo e pela temática. A
estética, a linguagem, nada me diz, não a valorizo.
Ou seja, não leio porque a
obra em si contém um texto belo, ou que siga alguma corrente literária inovadora, ou que
seja um best-seller, um Nobel, etc. Nada disso, a sinopse tem de me convencer e
o enredo tem de me agarrar nas primeiras cem páginas, caso contrário, mesmo que
seja o livro mais considerado um portento, coloco de lado.
Dou como exemplo o “Ulisses” de
Joyce. Já o tentei ler mas não passei da página 20. Aborreceu-me de morte e não
compreendo onde está a beleza da obra. Mas sou um leigo, sou um simples leitor
que efectivamente já leu muitos livros, muitos clássicos e, embora me considere com alguma bagagem literária, não me interessa a análise do texto, a sua linguagem e outras considerações.
Tenho contudo enormes dificuldades em aceitar pseudo-intelectuais afirmarem que obra ou autores X ou Y são geniais e que outras,
geralmente as Best-seller, não tem qualidade literária. Isso são balelas. O que
interessa é o prazer que a leitura nos dá e o resto é conversa. Se assim não
fosse, Agatha Christie não seria a escritora mais vendida de todos os tempos e não
víamos obras de Dan Brow ou J. K. Rowling nos tops de todo o mundo durante
semanas.



