sexta-feira, 10 de maio de 2019

10 livros que sempre quis muito muito ler mas ainda não calhou


Respondendo ao desafio do Pedro, do blog “o cantinho do bookaholic” e inserido na rubrica “Dez Livros”, proponho-me a referir 10 Livros que sempre quis muito, muito ler mas ainda não calhou.


São todos livros que há muito estão na minha lista de livros a ler, mas por diversas razões ainda não calhou. A principal dessa razão é uma tentativa frustrada, ou seja, a maioria dos livros que vou referir já encetei tentativa para o ler, mas não me cativou o suficiente para ir até ao fim.


Eis a lista:


Ulisses – James Joyce


Confesso que tentei a leitura desta famosa obra já por duas vezes mas, não consegui passar da página 20. Não que o tema me interessa por aí além, mas gostava de compreender o contexto e estrutura da obra, considerada como uma das mais importantes da literatura universal. Enfim, para mim foi desgastante e secante o pouco que li.



A Biblia


Não escondo que sou ateu e sou-o porque desde criança a História me fascina e foi precisamente livros de História os meus primeiros livros a sério que li. Daí rapidamente cheguei a Ensaios que abordavam a religião vs ciência e, após a leitura de dezenas de livros, cheguei à conclusão que qualquer religião é uma falácia cheia de “histórias de encantar”, porém sempre quis analisar o Livro que deu origem a todos esses que li: A Bíblia. Porém nunca o fiz e provavelmente nunca o irei fazer.



Os Thibaults - Roger Martin du Gard


Até aos anos 70 (séc. XX), Os Thibaults apreciam em qualquer lista de clássicos da literatura. Obra prima de Martin du Gard (Nobel em 1937), é uma obra considerada em França como uma das melhores jamais escrita e um facto é que foi precisamente por essa obra que Du Gard recebeu o Nobel. Por três vezes o tentei ler (3 volumes), mas e embora esteja de facto muito bem escrito, a narrativa é típica de um romance de costumes dos anos 30 (século XX), o ritmo é lento e as situações descambam sempre em lugares nenhuns. É uma obra que um dia, estou certo, irei conseguir ler, mas e até agora ainda não calhou.



A Divina Comédia - Dante Alighieri


Esta obra ainda não a li porque… não calhou. Já a tive nas mãos por diversas vezes, mas por uma ou outra razão, ainda não calhou ler. Considero-a uma das mais importantes da literatura, origem de muitas outras e até de vários escritores.



Em Busca do Tempo Perdido - Marcel Proust 


“Em Busca do Tempo Perdido” é considerado uma das melhoras obras alguma vez escritas. São cerca de 3500 págs. e vários volumes que representam várias temáticas da sociedade e, sobretudo, uma influência em dezenas de escritores. Um autor considerado como o primeiro autor clássico. Confesso que já estive com o primeiro volume na mão, mas cujo enredo não me cativou por aí além, porém, é uma daquelas obras que um dia irei querer analisar, assim como o fiz com tantas outras.


A Montanha Mágica - Thomas Mann


O grande clássico da literatura alemã (classificado pelos próprios alemães), e um dos grandes clássicos da literatura mundial. Nobel em 1929, é perceptível da importância desta obra na atribuição do prémio a Mann. Sabe-se que demorou 12 anos a ser escrito e que aborda temas tão diversos como a política, religião, filosofia, amor, morte, doença, cultura, enfim uma vasta análise sobre o Ser Humano. Mais uma daquelas obras que já estive quase, quase a adquirir, mas que ainda não calhou ler. De certeza que nos próximos tempos a irei ler. 


 O Homem sem Qualidade - Robert Musil


Considerado uma das principais obras do modernismo e uma das mais importantes da literatura universal, sempre quis ler esta obra porque sim. Ou seja, a sinopse não me cativa, mas é daquelas obras que gostava de entender do porquê de ser percursora de um estilo e de uma estrutura. Nunca calhou ler e não é daquelas obras que estão num lugar primordial da minha lista, mas, efectivamente, é daquelas obras que um dia vou querer pegar.



Livro do Desassossego – Fernando Pessoa


Fernando Pessoa é considerado um dos grandes poetas da língua portuguesa. Confesso que a poesia não é bem a minha praia, no entanto o Livro do Desassossego ocupa um lugar cimeiro na literatura portuguesa. Assinado pelo heterônimo Bernardo Soares. É um livro fragmentário que tem merecido um eterno estudo e vasta análise por diversos investigadores que insistem na importância desta obra na literatura universal. Possuo uma edição em capa dura que me custou uma fortuna, mas nunca lhe peguei. Porquê? Não sei! Talvez porque do pouco que li não me atraiu, mas é indiscutivelmente uma obra que irei ler a qualquer momento.



O Complexo de Portnoy - Philip Roth


Philip Roth é um autor que aprecio. Já li vários títulos dele, mas falta-me este “Complexo de Portnoy”, considerada, por diversos críticos literários, como a melhor obra de Roth. Já estive com ele na mão por diversas vezes, mas nunca calhou lê-lo, sobretudo porque acabo sempre por me deixar seduzir por qualquer outro título. Roth era sublime na arte de criar ambientes e diálogos, é daqueles escritores que eram geniais nessa interligação e, geralmente, qualquer livro dele são autênticas lanças irónicas e mordazes sobre a sociedade.


As cidades Invisíveis – Ítalo Calvino


Não me recordo de alguma vez ter lido algo de Calvino. Porém este “Cidades Invisíveis” é considerada uma das obras fundamentais da literatura. Porquê? É precisamente isso que quero perceber, pois e embora seja um leitor atento de boa crítica literária, gosto de ser eu a tirar conclusões da leitura, até porque geralmente vou efectuando algumas pesquisas à medida que vou lendo a obra. Porém aqui há também um pormenor que me seduz: Marco Polo descreve 55 cidades numa conversa ficcionada. No entanto essas cidades são fruto da sua imaginação, logo são cidades invisíveis…



Agora meu caro Pedro, devolvo-te o desafio para referires 10 Livros que sempre quiseste muito, muito ler mas ainda não calhou.



quarta-feira, 8 de maio de 2019

Cruzadas Vistas pelos Árabes (As) – Amin Maalouf


Esta obra trata-se de um ensaio histórico assente em variadíssimos documentos que Amin Maalouf analisou e todos com um ponto em comum, foram escritos por historiadores árabes.

Dessa forma o que Maalouf pretendia era o de dar a conhecer a perspetiva árabe sobre as invasões cristãs iniciadas em 1096 e terminadas em 1272, ou seja, na prática o que o autor quis mostrar foi uma visão completamente diferente daquela que é conhecida no mundo ocidental e a questão é: são assim tão diferentes.

Primeiro e depois de ler o livro, sinceramente, não me parece que as versões sejam assim tão díspares. Há factos antecedentes que o autor se esquece, propositadamente ou não, de narrar. Ele mostra a invasão cristã como algo monstruoso, mas omite as razões e sobretudo os precedentes históricos que estão por detrás dessas invasões.

Depois, salta à vista que efectivamente os árabes tinham um pavor imenso dos Franj (Francos), mas que a principal razão do fácil desbravar dos cristãos, deu-se porque os árabes se fragilizavam entre eles com tricas, e guerras que eram aproveitadas pelos ocidentais. Isso é claríssimo, pois e embora o autor tente criar dois grupos (os árabes e os cristãos), o certo é que no seio dos árabes, haviam variadíssimos povos que se gladiavam entre si. Por esse motivo, cidades caiam face ao poderio dos cristãos, sendo o povo dizimado.

Há também uma tentativa de passar uma má imagem dos cristãos. Pese embora ele admita da sua tenacidade e coragem, o certo é que vai traçando uma imagem depreciativa, abordando a pouca higiene, os modos bruscos, a sede por saques e a ignorância cultural. E isso até achei curioso, pois naquela altura, embora ao nível da medicina os árabes estarem de facto bastante à frente, os anos de ouro da civilização muçulmana já tinham terminado diante de uma religião fanática que chegou até aos nossos dias.

E por falar nisso, para terminar, arrepiou-me em constatar que de facto o Ser Humano não consegue aprender com a História, pois ao ler aqueles episódios, a similaridade com os dias actuais é assustadora, e isso é algo que se retira muito facilmente desta obra.


terça-feira, 7 de maio de 2019

10 Livros Favoritos

Dos muitos livros que li, efectivamente houve vários que me marcaram. Uns pela sua Qualidade literária, outros pelo enredo e a maioria pelo que me ensinou e entreteu.

Obviamente que a dose de subjectividade é sempre elevada quando mencionamos algum tipo de preferido, no entanto e no meu caso obedece sempre a vários critérios, sobretudo o critério do entretenimento é algo que não abdico e que, na minha opinião, é o critério mais importante no universo literário.

Posto isto, eis os meus 10 Livros favoritos:

Guerra e Paz – Tolstoi

Os Maias – Eça de Queirós

Crime e Castigo – Dostoievsky

Servidão Humana - Somerset Maugham

A Estrada – Cormac McCarthy

Os Miseráveis – Victor Hugo

Olhais os Lírios do Campo – Érico Veríssimo

Crónicas do Senhor da Guerra – Bernard Cornwell

Asteca – Gary Jennings

Bizâncio – Stephen Lawhead

Como já concebi opiniões sobre todos eles, penso que seria exaustivo estar a abordar novamente considerações sobre os mesmos, pelo que quem estiver interessado(a), poderá ler as mesmas através do link.