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segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Minha Breve História (A) – Stephen Hawking


Este pequeno livro (112 páginas), é um relato intimista efectuado pelo próprio Stephen Hawking, onde ele se propõe narrar, de uma forma muito sucinta, a sua vida, traçando, com pinceladas, por vezes até demasiado vagas, o seu trajecto enquanto estudante, cientista e pai de família.

Nestas páginas, podemos ler alguns episódios da sua vida e curiosíssimos aspectos completamente desconhecidos, como, e por exemplo, as apostas com alguns colegas sobre a existência dos buracos negros, ou até o seu desespero quando a “sua” doença” lhe foi diagnosticada. Por outro lado, ele próprio afirma que ter essa doença muito contribui para dedicar a sua vida à investigação, não “perdendo” tempo com aulas, congressos e afins.

Curioso também ler a confissão que o levou a escrever o best-seller “Uma Breve História do Tempo”, livro que ele elaborou com o maior profissionalismo, mas que jamais julgou ter tanto sucesso como obteve (é considerado um dos livros mais importantes do século XX).

Depois e em tão poucas páginas, o que só por si denota a imensa objectividade que Hawking sempre revelou, ele fala sobre as Ondas Gravitacionais, o Big Bang, Buracos Negros, Viagens no Tempo, etc, uma série de questões cientificas que agradam a qualquer espírito cientifico, mas que, o Hawking tem o condão de simplificar, ou seja, torna meras explicações de física quântica acessível ao conhecimento de qualquer um.  

Esta opinião é muito curta porque não há muito a dizer, é uma autobiografia honesta que se lê muito rapidamente.

Pessoalmente adorei ler este pequeno livro, pois considero Stephen Hawking um dos maiores génios de todos os tempos, só comparável a génios como Einstein ou Leonardo Da Vinci.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Carl Sagan Vida e Obra – Keay Davidson


Como qualquer biografia, a presente tem como objectivo traçar a vida pessoal e profissional de um homem que foi um dos maiores cientistas de sempre e alguém que esteve por detrás, um visionário da Era Espacial.

Escrito três anos após a sua prematura morte, esta obra é extensa e analisa muitíssimo bem a vida profissional de Sagan.

Desde o seu nascimento em 1934 até à sua morte em 1996, o autor começa por narrar factos da vida dos pais de Sagan. Desde a sua ida para os Estados Unidos, até ao seu casamento. Sagan, desde muito cedo se interessa pelo espaço e logo com 5 anos questiona a mãe do que eram aquelas luzinhas no céu. É o início de uma mente brilhante, várias vezes controversa, arrogante mas genial, que elevou a Física e a Astronomia a patamares nunca dantes próximos quando os tornou palpáveis ao público com o seu mega sucesso Cosmos.

Pelo facto de eu ser da geração desse brilhante programa, empreendi a leitura atenta desta biografia correndo o risco de me desiludir com um cientista que mais me fascinou e que continua a viver no meu imaginário.

E dificilmente isso sucederia porque o autor foi muito inteligente na forma como construiu esta obra. Teve o cuidado de abordar a vida de Carl Sagan de uma forma muito delicada. Assentando o seu texto em entrevistas com as ex-mulheres, viúva, filhos e amigos, mostrou-nos um homem viciado no trabalho, com a consciência que o seu tempo na Terra seria muito curto para o que queria fazer o que, percebe-se, veio a influenciar negativamente a sua vida pessoal. Porém e isso é um ponto negativo que dou a esta obra, a vida pessoal de Sagan foi pouco aflorada e, depois de terminado o livro, enquanto fiquei com a visão clara da sua importância no campo da exploração espacial, essa visão ficou quase na mesma no aspecto da sua vida pessoal.

Em todo o caso, gostei de perceber da sua fixação em vida no universo que se preocupava em demonstrar a sua probabilidade. Um homem de contradições e paixões que sabia apimentar discussões e que não tinha qualquer problema em exprimir o seu ponto de vista. Muito eloquente e apaixonado desde criança por ficção cientifica, foi também um grande escritor, deixando-nos obras de cariz cientifica e filosófica que pretenderam atingir a consciência dos leitores para o incomensurável universo que nos rodeia.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Física do Futuro (A) – Michio Kaku


Michio Kaku, professor catedrático de Física Teórica, lança-nos uma visão do futuro próximo no que concerne à tecnologia que estará disponível.

Sempre baseado na ciência, aliás, o autor é rigoroso nas suas descrições, não só pela sua formação como também porque entrevistou mais de trezentos cientistas, é-nos aqui apresentados uma série de factos que, mais do que meras hipóteses ou utopias, são já certezas face ao desenvolvimento em vários laboratórios.

Partindo do pressuposto de como se sucederá a evolução até ao ano 2010, o autor vai explorando a evolução dos automóveis, dos computadores, do lazer, tv, internet, etc. As naves espaciais usarão a propulsão a laser e serão normais as viagens espaciais. O autor vai dando exemplos de como estava o mundo no início do séc. XX e como está agora, da forma como a evolução foi acontecendo há medida que a própria ciência ia evoluindo, ou sejam ciência e criação são indissociáveis.

Uma excelente obra que nos dá uma visão excitante do que vamos ter à nossa disposição dentro de poucos anos.

Como senão, o autor, por vezes, utiliza linguagem científica que torna os capítulos algo enfadonhos. Achei também que o autor simplesmente desconhece a História dos Descobrimentos portugueses. No capítulo onde ele explica o porquê dos europeus terem dominado o mundo nos últimos 500 anos, ele simplesmente ignora o papel dos portugueses porque o desconhece.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

2012 - Cenários para o Fim do Mundo - Didier Jamet e Fabrice Mottez

Pela sinopse pensei tratar-se de um livro que explorasse a teoria do mito dos Maias e até as várias teorias que, desde sempre, apontam datas para o fim do mundo que, em qualquer altura da História da humanidade está sempre perto.

Contudo, esta obra, é um manancial de ciência, astrofísica e astronomia, onde os autores pretendem, não só desmistificar a lenda dos Maias, como abordar os aspectos científicos e naturais que podem, e vão ser, responsáveis pelo fim do planeta.

E numa linguagem simples e objectiva, os autores discorrem sobre as grandes extinções ocorridas desde há milhões de anos, sobre a forma como o planeta caminhará para o seu inevitável fim, sem antes o Ser Humano se extinguir, assim como a grande maioria dos seres vivos que conhecemos.

Abordam as grandes teorias do Universo e os acontecimentos naturais, dentro e fora do planeta, que poderão estar por detrás do fim.

Pessoalmente agrada-me este tipo de livros dada a minha paixão por astronomia e ciência. Porém, pouco do que li me surpreendeu dado já ter lido noutros livros informação igual, pois e por muito que se baralhe, à luz da ciência as coisas não podem diferir muito do previsível. Ou seja, louve-se o trabalho dos autores, mas o que eles referem não é novo nem surpreende.

No entanto é um óptimo livro que em 210 págs. nos dá uma visão e perspectiva do fim do planeta e da vida tal qual a conhecemos, levando-nos também a pensar no que aqui estamos a fazer e qual o papel disto tudo.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Ciência no Tempo dos nossos Avós – Ciência a Brincar 10



Este pequeno livro, pelo titulo facilmente se constata tratar-se de um livro destinado a um público mais juvenil, traz-nos algumas tradições do nosso país explicadas através de um conjunto de actividades experimentais explicadas de uma forma muito simples.

Ou seja, são aqui apresentados objectos presentes na vida portuguesa há mais de 40 anos e até alimentos como o caso de como preparar queijo usando o cardo ou salgar a carne.

Com ilustrações de crianças de 6, 7 e 8 anos, as experiencias, algumas das quais necessitam de materiais difíceis de arranjar, são explicadas passo a passo tendo como objectivo serem realizadas em casa com a ajuda dos pais.

Um livro muito interessante para despertar a curiosidade das crianças para a ciência.

Ciência Horrível – Planeta em Perigo – Nick Arnold


Antes de mais sublinho o trabalho da editora Europa-América ao publicar esta colecção “Ciência Horrível” que tenho vindo a acompanhar.

De uma forma extremamente divertida, sempre acompanhada de ilustrações de Tony de Saules, a ciência é aqui explicada a miúdos e graúdos de uma forma simples assente em números. Ou seja, os exemplos são sempre quantificados dentro de uma dimensão e comparados de forma que sintamos o impacto do que nos está a ser explicado.

Por outro lado, estes livros procuram sempre dar exemplos algo, vá lá, horríveis, até mesmo nojentos.

Incide também em várias experiencias que dão como exemplos casos imensuráveis, como “atreve-te a descobrir como derreter a Gronelândia“, ou “como destruir a civilização em 8 ½ passos fáceis”.

Concretamente o livro fala-nos essencialmente do clima e do impacto nos seres humanos. Como era há milhares de anos e como será dentro de alguns anos.

Uma colecção a reter para os mais jovens mas que não faz mal ser lida pelos mais velhos, pois assim, se calhar, irão constatar que o que anda a acontecer no planeta e com isso fazê-los pensar no futuro que o planeta nos reserva.

sábado, 3 de novembro de 2007

Mais Bela História da Terra (A) - André Brahie, Paul Tapponier, Lester R. Brown



Como tudo começou?
Quando olhamos para o céu, numa daquelas límpidas e escuras noites, contemplando todos aqueles pontos luminosos a que vulgarmente denominamos de estrelas, alguma vez pensaram ou sequer imaginaram, como é que tudo começou? Têm consciência da incomensurável grandeza e da tamanha e fenomenal violência que desencadeou todo esse Universo onde nos inserimos?
E por falar em nós, será o nosso planeta o único que reúne estas excepcionais condições de vida em todo o Universo? Como terá sido o processo de nascimento e consolidação do nosso planeta e dos restantes que compõem o nosso sistema? Poderá existir vida noutros planetas ou, fazendo a pergunta de outra forma, será que existem outros planetas em que as condições para o surgimento da vida sejam tão boas quanto às verificadas na Terra?
Jacques Girardon é um reputado jornalista francês, cujo trabalho está directamente ligado à Astrofísica, Biologia e Geofísica.
Para elaborar este pequeno mas fabuloso livro, convidou três cientistas que são referências dentro das suas ciências: André Brahie, astrofísico, professor na Universidade de Paris VII e director de pesquisas no CEA em Sealay. Paul Tapponier, geofísico, director do laboratório de tectónica no Instituto de Physique du Globe, em Paris e Lester R. Brown, agrónomo, fundador e director do Worldwatch Institute, em Washington.
Assim e em separado, Girardon efectuta uma entrevista com cada um deles.
O primeiro é André Brahie que disserta sobre quando e como surgiu o Sistema Solar e os Planetas; como o Universo se foi expandido; de como ainda hoje se pode “ver” vestígios dessa explosão primitiva; o Sol como sendo uma estrela inusual no Universo; Os primórdios da Terra; os principais componentes do planeta; o enigma da Lua, etc. ou seja, assente na sua ciência, Brahie segue uma linha de orientação muito coerente e clara. Começando na explicação da acumulação de energia que originou a explosão primitiva (Big Bang), ele segue sempre um rumo histórico dos acontecimentos, proporcionando no final da entrevista, uma continuação lógica, um fio condutor para que o segundo entrevistado possa continuar.
No segundo acto do planeta, a Terra já se encontra estável a nível dessas grandes e violentas convulsões. É a hora das alterações dos continentes e Oceanos. Tapponier aborda então o aparecimento dos Oceanos; a infância dos continentes; as alterações dos Pólos; a glaciação; os períodos primários da evolução do planeta.
Depois que o planeta estabilizou desse inferno primitivo, começaram a surgir os primeiros oceanos e, com eles, chegaram as primeiras formas de vida. Todo este processo desenrola-se num período de milhões de anos, ao mesmo tempo, surgem continentes que se movimentam, é o planeta em movimento, começando a compor-se para a forma actual.
Tapponier desenvolve assim a História da Terra para, no final da entrevista e conforme o seu antecessor, a deixar em suspenso de modo a que, o terceiro entrevistado, tenha um fio condutor para a continuar.
Lester Brown continua assim a narração da História do planeta, abordando a proliferação da vida desde a sua origem primitiva até aos dias de hoje, a forma como a vida modificou e continua a modificar a Terra, as florestas que surgiram e desapareceram, os dinossauros que tiveram um longuíssimo período de domínio no planeta até à sua extinção, não esquecendo de explicar o porquê dessa extinção.
Em suma: não é necessário ter-se quaisquer conhecimentos científicos para usufruir deste livro. Este livro é sim uma pequena pérola na forma fácil como explica tantas questões sobre o mundo que nos rodeia. É cativante a forma como as entrevista são dirigidas, sobretudo porque elas são orientadas de forma a formar uma História quase cronológica do planeta.
Para quem se preocupa em saber como tudo surgiu e como se desenvolveu, para quem gosta de aprender e possuir um pouco mais de cultura geral, então acreditem que este livro é de leitura obrigatória. Pessoalmente já o li por duas vezes e n vezes que o abri para ler pequenos excertos sobre determinado assunto.