terça-feira, 19 de março de 2019

Rubrica "Os Livros da Minha Vida"

A minha participação na rubrica "Os Livros da Minha Vida" a convite da minha amiga Anabela do Blog "Livros & Saltos".

sexta-feira, 15 de março de 2019

Boa ou Má Literatura?


É um assunto que me prende por diversas vezes, perceber se o que estou a ler é boa ou má literatura.

Isso porque, por diversas vezes, me proponho a ler obras consideradas como excepcionais mas que não me prendem, me aborrecem inclusivé a ponto de as abandonar a meio.

Isso poderá levar a várias considerações, porém uma pergunta que faço sempre é: o que faz um leitor gostar de determinado livro?

Pessoalmente a literatura tem para mim a função de entretenimento. Quando quero ler algo que me enriqueça em termos de cultura geral, procuro sempre livros de teor científico e histórico. Um romance é para me entreter, tem de me agarrar pelo enredo e pela temática. A estética, a linguagem, nada me diz, não a valorizo. 

Ou seja, não leio porque a obra em si contém um texto belo, ou que siga alguma corrente literária inovadora, ou que seja um best-seller, um Nobel, etc. Nada disso, a sinopse tem de me convencer e o enredo tem de me agarrar nas primeiras cem páginas, caso contrário, mesmo que seja o livro mais considerado um portento, coloco de lado.

Dou como exemplo o “Ulisses” de Joyce. Já o tentei ler mas não passei da página 20. Aborreceu-me de morte e não compreendo onde está a beleza da obra. Mas sou um leigo, sou um simples leitor que efectivamente já leu muitos livros, muitos clássicos e, embora me considere com alguma bagagem literária, não me interessa a análise do texto, a sua linguagem e outras considerações. 

Tenho contudo enormes dificuldades em aceitar pseudo-intelectuais afirmarem que obra ou autores X ou Y são geniais e que outras, geralmente as Best-seller, não tem qualidade literária. Isso são balelas. O que interessa é o prazer que a leitura nos dá e o resto é conversa. Se assim não fosse, Agatha Christie não seria a escritora mais vendida de todos os tempos e não víamos obras de Dan Brow ou J. K. Rowling nos tops de todo o mundo durante semanas.


quinta-feira, 7 de março de 2019

Labirinto de Ossos (O) - James Rollins


Depois do surgimento do Best-Seller Código Da Vinci, começaram a surgir anualmente e de uma forma avassaladora, centenas de romances com a mesma receita, colando fundamentos Históricos misteriosos, sobretudo religiosos, a factos policiais, traçando argumentos muito semelhantes, cheios de peripécias, perseguições, tiros, homicídios, terroristas que buscam roubar aquele ou outro segredo ou objecto, enfim, argumentos sempre semelhantes e que giram sempre à volta do mesmo género.

Confesso que fui lendo vários desses livros até que, por saturação, deixei de ter paciência para continuar a ler. Independentemente do teor realista das informações prestadas, da veracidade das mesmas que estão por detrás do trama, penso que se chegou a um saturamento, pese embora as histórias sejam interessantes, mas, na minha opinião, perderam aquele conteúdo de assombro e rapidamente caem no desinteresse.

E é precisamente o que me aconteceu quando li este livro de James Rollins da aclamada série Força Sigma.

Trouxe este livro da biblioteca porque me agradou a premissa, embora tivesse efectuado imediatamente a colagem ao género do Código Da Vinci. No entanto aborda um assunto que me interessa muito que é o surgimento e evolução da inteligência Humana, quando e porquê sucedeu, em que condições?

Embora existam vestígios do Homo Sapiens datadas de cerca de 350.000 anos, os cientistas têm fundamentos para crer que só há cerca de 50.000 anos houve uma explosão de criatividade e inteligência. Ou seja, durante 300.000 anos o Homo Sapiens era apenas mais um hominídeo e, de repente, há um salto evolutivo. Porquê?

É essa a questão que está por detrás da premissa deste livro da James Rollins.

Em simultâneo, há um outro facto que efectivamente existem provas, que é o cruzamento entre espécies. Ou seja, hoje em dia sabe-se que o Homo Sapiens se cruzou com o Neanderthal e com uma outra espécie. E isso é provado através do ADN humano, pois existem, no genoma Humano, 9% da genoma Neanderthal e de uma outra espécie que ainda está por descobrir. Ou seja, houve cruzamentos de espécies e isso ficou comprovado em 2010.

Agora a questão que se coloca é: e a inteligência humana? Será que advém desses híbridos? Como nasceu e se desenvolveu?

Pessoalmente é um assunto que me interessa e foi por isso que me decidi a pegar neste livro.

O início é muito interessante. De uma forma fluida, o autor traça um contexto misturando thriller com factos e teorias científicas, porém e na minha opinião, vai perdendo fulgor à medida que a história avança, pois rapidamente cai nas tradicionais perseguições, homicídios, tiros, explosões, e um nunca mais acabar de situações rocambolescas que se sucedem em apenas dois dias.

Para quem ainda aprecia o género, de facto deve ser emocionante ler tais aventuras e ler tais teorias cientificas, mas eu confesso que, para além de já não ter paciência para tal género, esperava um livro mais assente em factos científicos e não tão policial. No entanto longe de mim considerar ser este um mau livro. Apenas um livro que me interessou no seu inicio e que a partir de certa altura me começou a aborrecer, para terminar da forma habitual.

quarta-feira, 6 de março de 2019

The Isle (2019)


Três náufragos chegam a uma ilha aparentemente desabitada mas rapidamente se apercebem da presença de quatro pessoas que, aparentemente, são os únicos habitantes daquela ilha. Acabando por lá ficar uns dias, enquanto aguardam por um suposto barco que ligue a ilha ao continente, os três começam-se a aperceber do estranho comportamento dessas quatro pessoas, comportamento esse que os vai fazer com que fiquem desesperados para abandonar a ilha.

A premissa do filme agradou-me e como amante do género de terror, ainda mais sobrenatural como era o caso, empreendi o visionamento do filme e, sinceramente, foi tempo perdido.

O início até é bem agradável e deixa prever um clima de mistério e sobrenatural que anteveem alguns sustos, até porque rapidamente nos apercebemos que há algo mais do que aqueles quatro habitantes e há algo de errado, que decerto será explicado, no seu estranho comportamento.



Porém o filme descamba num ritmo madorrento onde apenas parece que a principal preocupação é o cenário, de facto belíssimo e a fotografia do filme, com cenários muito belos mas que de terror nada tem.

E por fim, quando já desesperamos para o término do filme, eis que surge a explicação e… sinceramente, caricata é pouco para adjectivar o tão mau que é, dando até a ideia que o realizador ficou sem qualquer ideia e resolveu acabar aquilo de qualquer maneira, se calhar já não havia verba, não sei.

Não se deixem enganar pelo trailer. Trata-se de um filme mau que não aconselho a ninguém, a menos que seja masoquista e goste de perder hora e meia da sua vida.

Classificação: 1 Estrelas em 5