
1935, Briony Tallis, de 13 anos, é uma menina com uma imaginação muito fértil cuja maior ambição é ser escritora. Vivendo no campo, Briony faz dos seus contos o seu mundo, construindo várias realidades que se confundem com a própria realidade.
No dia mais quente naquele verão, Briony assiste da janela do seu quarto a uma aparente discussão entre a sua irmã Cecília e Robbie Turner, amigo de infância e regressado há pouco tempo de Cambridge.
A sua fértil imaginação leva-a a ver naquela cena algo que pouco se assemelha à realidade, constituindo isso um factor que irá influenciar para sempre a vida de todos, não só de Robbie e Cecília, como de toda a família.
Expiação é considerada a obra-prima de Ian McEwan, autor britânico considerado hoje em dia como um dos melhores escritores.
Pessoalmente foi a primeira obra que li de McEwan e não posso dizer que me tenha agradado por aí além, embora, e mentiria se afirmasse o contrário, considero a sua escrita muito apelativa, melodiosa e extremamente ternurenta.
No entanto dou sempre mais valor à história e, honestamente, não achei a história tão bela como muitos a pintam e muito menos achei violento os acontecimentos narrados em relação á 2ª Guerra Mundial.
A literatura universal está cheia de livros sobre vários acontecimentos bélicos, sendo a 2ª Guerra, talvez, o acontecimento que melhor está documentado. Pessoalmente já li outros livros muito mais violentos e creio que este “Expiação”nada vem acrescentar.
É um livro que se lê bem, mas que está longe de ser um grande livro. A história é até um pouco banal, chegando mesmo a cair na monotonia, pois não raras vezes os acontecimentos narrados levam a coisa alguma.
Gostei da escrita de Ian McEwan, mas não o considero um escritor de top, sobretudo porque jamais me agarrou, oferecendo-se sim longos períodos de aborrecimento.