segunda-feira, 14 de agosto de 2017
Agincourt – Bernard Cornwell
sábado, 18 de fevereiro de 2017
domingo, 15 de maio de 2016
Fogo Cruzado – Bernard Cornwell
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
Herói - Crónicas de Starbuck (IV) - Bernard Cornwell
terça-feira, 19 de novembro de 2013
Inimigo – Crónicas de Starbuck (III) - Bernard Cornwell
Neste 3º volume, Bernard Cornwell
continua-nos a descrever a Guerra de Secessão (1861-1865) e a movimentação do exército confederado do Sul e do exército dos Estados Unidos do Norte e a devastação que ambos provocam um no outro.
Situando-nos no Verão de 1862 e no típico estilo de Cornwell, que
muito admiro, o autor vai-nos narrando o dia a dia dos dois exércitos e
sobretudo de Nathaniel Starbuck que combate pelo Sul. Cheio de
intrigas e de situações verdadeiramente horripilantes, são aqui referidas
situações reais de uma guerra civil que abalou os fundamentos dos Estados
Unidos da América, situações brutais de uma violência inolvidável que colocou
irmão contra irmão, pai contra filho.
E
o autor é exímio na forma como dirige a narrativa.
Nathaniel
Starbuck serve como referência, o habitual herói que “vira” grande
guerreiro e que a tudo sobrevive, vivenciando factos violentíssimos, muito bem
descritos e de uma realidade que nunca me deixa de surpreender.
Os
relatos das batalhas são assim vivos, intensos e muito reais. Os gritos dos
homens confundem-se com as explosões e o som cavo das balas a perfurar a carne.
Os cheiros a pólvora misturam-se com os cheiros de corpos de homens e animais
em decomposição, e os actos de heroísmo e de loucura se misturam numa confusa imagem
que nos dão uma verdadeira perspectiva das batalhas. Muito interessante também a forma como o autor nos vai situando acerca do modo de vida dos soldados. Nas batalhas são muitas as descrições do processo de carregamentos dos rifles, no entanto o que mais admirei foi a descrição das precárias condições em que viviam os soldados. Homens que roubavam roupa e botas dos mortos para substituir pelas suas que ou estavam completamente rotas ou sem sequer existiam, a comida que era má e insuficiente e uma constante luta pela sobrevivência.
Em todo o caso gostei mais do anterior
volume.
Neste volume actual a acção passa-se sempre
por detrás das linhas, ou do Sul ou do Norte, o autor vai-nos dando as duas
perspectivas, e vamos assistindo à ascensão de Nathaniel na escala hierárquica
do batalhão. A meu ver falta neste volume o condimento de suspense que tão bem
foi explorado no anterior volume quando Nathaniel Starbuck teve de
se deslocar para as linhas do Norte. Aí ficámos sempre na expectativa que podia
ser descoberto a qualquer momento, enquanto que neste actual volume é centrado
quase em exclusivo nas várias batalhas.
Em
todo o caso gostei bastante e fico expectante para a continuação das aventuras
de Nathaniel Starbuck que, como o volume “Herói” tem o seu 4º e último
volume até à data, pois Cornwell, pelo que sei, deixou esta série pendente, um
pouco ao estilo do seu Sharpe.
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
Traidor – Bernard Cornwell
quinta-feira, 16 de maio de 2013
Rebelde – Crónicas de Starbuck (I) – Bernard Cornwell
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Senhores do Norte (Os) – Bernard Cornwell

“Os Senhores do Norte” é o 3º volume da saga “Saxónica” e, à semelhança dos antecessores, o autor desenha-nos todo um cenário violento e cruel onde a lei se fazia pela espada e pela honra.
Embora romanceado, sabemos que esta história é fortemente baseada em factos verídicos, aliás, o segredo de Cornwell é precisamente o de saber conjugar ficção com realidade, fundindo-a, confundindo o leitor que fica sem saber onde começa uma e acaba outra tal o realismo das suas narrativas.
Mas convenhamos, não é nada fácil escrever uma obra destas. Sendo eu um leitor de quase todas as suas obras, constato que ele sabe descrever épocas e acontecimentos através dos poucos documentos, sabe pesquisar, procurar na arqueologia dados que fundamentem as obras, dando vida a épocas cuja memória se perdeu no tempo, reconstrói essas épocas e é sublime na forma como transporta o leitor para esses cenários fazendo-os parte integrante. Bernard Cornwell é mestre nessa fusão, um exímio contador de histórias que utiliza um estilo cinematográfico que emociona, cativa e excita.
Neste 3º volume, Uhtred continua o seu caminho para recuperar as suas terras usurpadas pelo seu tio e vingar a morte do seu pai adoptivo. Nascido saxão, Uhtred foi criado por vikings e encontra-se quase sempre dividido entre a lealdade ao seu rei saxão e a lealdade a um povo que ele tanto gosta, os dinamarqueses. Nessa perspectiva, Bernard Cornwell dá-nos a conhecer o modo de vida dos saxões e dos dinamarqueses.
Parte integrante da obra e como não podia deixar de ser dada a sua influência, a igreja ou o sistema cristão que na época já estendia os seus corruptos tentáculos por toda a ilha,
Cornwell explora esse facto muitíssimo bem, dando-nos uma perspectiva da influência cristã e da sua asfixia ao paganismo que, curiosamente, foi beber tantas das suas crenças sendo isso já perceptível.
A fórmula de Cornwell é a do costume: o narrador, que velho se propõe a narrar os importantes acontecimentos que tomou parte. Muita violência, dados que são lançados nos finais dos capítulos e um ritmo narrativo brutal que, diga-se, é algo que me encanta em Bernard Cornwell.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Cavaleiro da Morte (O) – Bernard Cornwell

Há uma lenda britânica que afirma que o Cavalo Branco de Westbury foi esculpido em 1770 em substituição de um cavalo mito mais antigo que foi gravado na encosta da colina após a batalha de Ethandun em 878 d.C. Esse cavalo comemorava uma grande vitória dos saxões que possibilitou a sobrevivência da Bretanha e é sobre esses acontecimentos que se debruça este livro, Vol.II da “Saga Saxónica”.
Uhtred é agora um jovem guerreiro arrogante e convencido que é invencível e decidido a recuperar as terras que foram do seu pai e que lhe pertencem por direito.
Dividido entre o seu próprio povo e o povo invasor que o criou e onde fez amigos, Uhtred decide acatar o conselho de Alfredo e desposa uma jovem saxã. Assim se vê confinado às suas novas posses levando uma vida chata de agricultor em simultâneo que Alfredo concorda numa trégua com os dinamarqueses.
Uma vez mais assente em factos Históricos verídicos, misturados com contos tradicionais, Bernard Cornwell traça um fresco do Séx.IX, época bárbara conhecida como a Idade das Trevas.
À semelhança do primeiro volume, e adivinha-se ao longo de toda a série pois é uma das marcas de Cornwell, a maioria dos personagens existiram realmente e tomaram parte dos acontecimentos narrados.
Obviamente que tal época tem variadíssimas falhas documentais, ou seja, dessa época há muitos períodos vazios, no entanto a mestria de Cornweel consegue preencher esses espaços criando uma narrativa poderosa que emociona pela descrição do modo de vida, excita pelas descrições das batalhas e entusiasma pela forma viva, exultante e real como o autor mistura todos esses factos, criando na nossa mente um quadro vivo, diria cinematográfico da acção.
Quatro séculos após a invasão da Bretanha pelos Saxões (a acção temporal de “Crónicas do Senhor da Guerra”), eis os antigos invasores a defenderem agora as suas terras de terríveis inimigos que ali se encontravam apenas para matar, violar e saquear.
É disso que narra este volume II, a forma como um reino sobreviveu.
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Último Reino (O) – Bernard Cornwell

Este é o primeiro volume de uma série intitulada “Crónicas Saxónicas” e que em Portugal vai no quarto volume estando previsto, para este ano, a edição do quinto volume da série.
Baseado em factos verídicos, o que é apanágio de Bernard Cornwell, que para mim é o melhor escritor do género Romance Histórico, este primeiro volume, para além de conter várias personagens reais dos quais destaco Alfredo pela sua importância, baseia-se em vários documentos da época, entre outros, uma biografia de Alfredo pelo bispo Asser e as Crónicas Anlgo-Saxónicas.
A técnica narrativa de Cornwell é a verificada nas suas outras séries. Aqui existe um rapazinho, Uhtred Uhtredson, que assume a posição de narrador presente (autodiegético). Personagem ficcional, ocupa a principal posição na obra e é através dele que vamos tomando conhecimento dos terríveis acontecimentos no tempo e no espaço.
Ilhas Britânicas, ano de 866 d.C., uma época dominada pela violência onde o ser humano não podia fazer grandes planos para o futuro, pois a morte podia surgir a qualquer altura. É nesta existência que os saxões dominam o território que futuramente se chamará Englaland (Terra dos Anglos). Dividido em quatro reinos, não há um Rei Supremo como tinham os Bretões, antigos senhores do território (ler Crónicas do Senhor da Guerra).
É nesse ano que os dinamarqueses, os célebres vikings, invadem as ilhas e é numa das primeiras batalhas que Uhtred é capturado aos 10 anos pelos dinamarqueses.
Particularidades fazem com que o jovem seja poupado à morte sendo alvo da simpatia de Ragnar, o seu captor e um dos chefes dinamarqueses. E é assim que Uhtred é criado no seio daquele povo, não só se afeiçoando a este povo invasor como e principalmente aprende a combater como eles.
Para quem já leu as obras de Bernard Cornwell, não ficará surpreendido diante da narrativa que se segue. Extraordinariamente viva, brilhantemente pesquisada, os acontecimentos, sobretudo as batalhas, são extremamente violentas e visuais ao ponto de sentirmos todo o fragor das contendas e dos homens em agonia. São poderosas as descrições, que de factos aconteceram, horríveis as chacinas e selváticas a forma como se mata e morre em guerras sustentadas corpo a corpo.
Curiosa a forma como ele descreve os dinamarqueses. Actualmente conhecidos como vikings ou Lobos do Mar, ficaram com uma reputação de bárbaros que invadiam para matar e roubar. Embora de facto haja um fundo de verdade, Bernard Cornwell desmistifica esses factos e designações assim como outros factos lendários associados a esse povo. O autor escreve de acordo com a realidade e essa é a verdadeira essência do Romance Histórico onde Bernard Cornwell é mestre.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Em Demanda da Relíquia - Bernard Cornwell

Há vários anos que sou um profundo admirador de Bernard Cornwell, autor britânico responsável por uma série de romances históricos verdadeiramente excepcionais, destacando contudo a trilogia “Crónicas do senhor da guerra”, simplesmente do melhor que li até à data.
A escrita de Bernard Cornwell não tem nada que possamos classificar como único ou transcendente. O estilo dele é simples, mas é essa simplicidade que torna os seus livros tão empolgantes. Ele não perde muito tempo com descrições desnecessárias. Focalizasse objectivamente na descrição da época abordada e isso é algo que marca inegavelmente o seu estilo, pois ele consegue agarrar o leitor com a escrita, principalmente porque descreve de uma forma nua e crua não só a época, como nunca esconde (até faz gala) a brutalidade da mesma.
Quantos e quantos romances históricos que lemos, alguns até bem interessantes, que mostram a idade medieval cheia de amor e fraternidade, um mar-de-rosas, onde todos são amigos e onde a violência parece algo tão distante...
Com Cornwell vivemos as épocas da forma que elas foram. A brutalidade das guerras, o modo como elas se faziam. As relações humanas, a clara divisão de classes sociais. O modo de uns verem os outros, ou seja, em qualquer romance de Bernard Cornwell entramos nas épocas, quase que os sentimos presentes, quase que entramos no próprio romance. Digo quase porque não pretendo efectuar uma análise mais pormenorizada nem pretendo convencer ninguém, mas eu quando leio Cornwell, sinto-me dentro do romance, vivo as batalhas, consigo até ouvir o relinchar dos cavalos e os gritos dos homens.
Esta trilogia denominada “Em demanda da relíquia” e composta pelos romances “Harlequin”, “Vagabundo” e “O Graal”, situa-nos em plena Guerra dos Cem Anos que opôs a Inglaterra à França por todo o séc. XIV.
Thomas de Hookton é um jovem inglês que vive com os pais numa pequena aldeia piscatória que, subitamente, é invadida por dezenas de soldados franceses que arrasam a aldeia assassinando todos os seus habitantes, exceptuando Thomas que consegue fugir.
Esse episódio, que acaba por ter um objectivo que aqui não revelo, acaba por marcar a vida de Thomas, traçando então o seu destino que o colocará no caminho da maior obsessão de toda a idade medieval, da mais valiosa relíquia da cristandade: O Santo Graal.
Numa época tão marcada pelo surgimento de relíquias que supostamente pertenciam ao próprio Jesus Cristo, Bernard Cornwell retracta brilhantemente todo esse agitado período, onde os acontecimentos se sucedem em catadupa sem qualquer quebra, cheio de entusiasmo, suspense e vitalidade.
Uma trilogia que se lê num só fôlego tal a ânsia de sabermos o que vai acontecer a seguir, qual o desenrolar da batalha ou o destino dos vários personagens, personagens fortes, com alma.
Não sendo o melhor que li de Bernard Cornwell, esta trilogia apresenta-se como uma obra Histórica de eleição e altamente aconselhável para aqueles que escolheram o género histórico como o seu predilecto.
Classificação: 5
sábado, 6 de outubro de 2007
Stonehenge - Bernard Cornwell
Stonehenge situa-se na zona de Wiltshire, zona rica em ruínas pré-históricas com mais de 350 sepulturas que servem de testemunhas a uma intensa actividade que, outroura, dominou a planície de Salisbury.








