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terça-feira, 27 de agosto de 2019

Annabelle 3: O Regresso a Casa (2019)


De longe o meu género preferido, os filmes de terror são algo que, hoje em dia, dificilmente me agradam e simplesmente porque, em qualquer filme, o realizador não resiste em colocar em cena vários dos clichés clássicos.

Este Annabelle 3, ao contrário dos seus dois antecedentes, revela-se um filme fraco, cheio dos tais clichés, que começa numa áurea efectivamente interessante e sombria, mas que rapidamente perde essa áurea, transformando-se num filme a roçar a comédia devido ao facto repetitivo e, por vezes, ridícula, como o filme é dirigido.

Ou seja, este filme tem a clara intenção de distribuir entretenimento a todo o público e não só ao publico dos filmes de horror, aproveitando a vaga dos filmes antecessores e, sobretudo, da reputação do casal Warren, casal esse tornado famoso pelos casos de Annabelle, Caso da Freira, família Perron, caso Amityville, entre outros.

Porém e a principal decepção é quando compreendemos que Annabelle dá nome ao filme e pouco mais, pois raras são a aparições dela e as que se sucedem, não assustam ninguém.

O filme acaba por valer um pouco pela atmosfera sombria, mas e como argumento, é muito pobre e não atinge aquilo que os fãs do terror buscam: adrenalina e sustos.

terça-feira, 11 de junho de 2019

US (2019)


Escrito, produzido e dirigido por Jordan Peele, “US” (traduzido literalmente por NÓS), é um filme do género suspense/terror que vem na senda do primeiro filme de Jordan Peele, o nomeado para os Óscares, “Get Out”, filme que recebeu inúmeras opiniões favoráveis, dado a inteligência do argumento.

Como parte do elenco temos Lupita Nyong'o, Winston Duke e Elisabeth Moss, entre outros, “US” consegue-nos cativar logo desde o início, criando uma aura misteriosa e nebulosa, perspetivando acontecimentos estranhos que dão o mote ao filme.

Porém, à medida que o filme se vai desenrolando, é percetível, porque o realizador a isso nos habitou, que não se trata de um mero filme de terror e sim uma alegoria à sociedade norte-americana, com alusões a várias outras obras, realçando as profundas diferenças sociais entre a população, sobretudo entre a comunidade negra, simbolizados por aqueles que vivem na parte de baixo, no subsolo, e a classe alta, simbolizada por aqueles que vivem na parte de cima, pelos originais, e que vivem em liberdade.

E isso torna-se claro quando constatamos em dois pormenores:

O trocadilho com o título do filme: “Us” (NÓS) = United States.

E quem são os NÓS?

Isso é respondido pela dupla da personagem principal protagonizada por Lupita Nyong’o: Somos Americanos!



O filme, que possui algumas falhas e pontas soltas, que, na minha opinião, são produzidas de forma propositada a fim de parodiar os clichés dos filmes de terror, é extremamente inteligente, tanto no desenrolar dos acontecimentos, como igualmente nos diálogos, vai desfilando várias alusões a outras obras, como por exemplo, é clara a referência a “Alice no País das Maravilhas” e a toca do Coelho, pois note-se que uma das sequência finais é, na prática, retirada das primeiras páginas da obra de Lewis Carroll. 

Assim como fica subentendido a Alegoria da Caverna de Platão. Nos diálogos, afirmava Sócrates – “Agora, imagina a maneira como segue o estado da nossa natureza relativamente à instrução e à ignorância. Imagina homens numa morada subterrânea, em forma de caverna, com uma entrada aberta à luz; esses homens estão aí desde a infância, de pernas e pescoços acorrentados, de modo que não podem mexer-se nem ver senão o que está diante deles, pois as correntes os impedem de voltar a cabeça; a luz chega-lhes de uma fogueira acesa numa colina que se ergue por detrás deles; entre o fogo e os prisioneiros passa uma estrada ascendente. Imagina que ao longo dessa estrada está construído um pequeno muro, semelhante às divisórias que os apresentadores de títeres armam diante de si e por cima das quais exibem as suas maravilhas”.

Longe de ser um daqueles típicos filmes de terror, cheio de tentativas de sustos e muito sangue, aqui, num ritmo propositadamente lento, o realizador consegue agarrar o público, erguendo um clima de tensão que se vai construindo através de um conjunto de teias e labirintos que, no fim, se vão entrelaçar.

E é nos pormenores que a inteligência da realização se torna notável. Para além do já referido nos parágrafos anteriores, existem alusões a trechos bíblicos que nos vão dando pistas sem que nos apercebamos, para além disso, há outros sinais que julgamos irrelevantes, mas que se revelam fundamentais.

Em suma, um excelente filme. Mordaz, irónico e corrosivo, que demonstra a profunda desigualdade que grassa, não apenas na sociedade norte-americana, como igualmente em qualquer outra parte do globo.

quarta-feira, 6 de março de 2019

The Isle (2019)


Três náufragos chegam a uma ilha aparentemente desabitada mas rapidamente se apercebem da presença de quatro pessoas que, aparentemente, são os únicos habitantes daquela ilha. Acabando por lá ficar uns dias, enquanto aguardam por um suposto barco que ligue a ilha ao continente, os três começam-se a aperceber do estranho comportamento dessas quatro pessoas, comportamento esse que os vai fazer com que fiquem desesperados para abandonar a ilha.

A premissa do filme agradou-me e como amante do género de terror, ainda mais sobrenatural como era o caso, empreendi o visionamento do filme e, sinceramente, foi tempo perdido.

O início até é bem agradável e deixa prever um clima de mistério e sobrenatural que anteveem alguns sustos, até porque rapidamente nos apercebemos que há algo mais do que aqueles quatro habitantes e há algo de errado, que decerto será explicado, no seu estranho comportamento.



Porém o filme descamba num ritmo madorrento onde apenas parece que a principal preocupação é o cenário, de facto belíssimo e a fotografia do filme, com cenários muito belos mas que de terror nada tem.

E por fim, quando já desesperamos para o término do filme, eis que surge a explicação e… sinceramente, caricata é pouco para adjectivar o tão mau que é, dando até a ideia que o realizador ficou sem qualquer ideia e resolveu acabar aquilo de qualquer maneira, se calhar já não havia verba, não sei.

Não se deixem enganar pelo trailer. Trata-se de um filme mau que não aconselho a ninguém, a menos que seja masoquista e goste de perder hora e meia da sua vida.

Classificação: 1 Estrelas em 5