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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Grandes Mistérios – Nigel Blundell



Mistérios, civilizações perdidas, ovnis, fantasmas e demais enigmas, foram um tema que me fascinou desde criança e o principal razão pela descoberta do mundo da literatura.

Li dezenas de livros sobre os mais diversos assuntos que povoam, desde sempre, o imaginário do Ser Humano.

De obras de vertente Histórica a obras verdadeiramente hilariantes tal as teorias apresentadas, fui eu próprio desenvolvendo as minhas teorias que me ajudaram, não só a entender alguns desses mistérios (alguns que de mistério pouco têm), como também a desligar-me dessas pesquisas que levava a cabo de uma forma sôfrega, tal a necessidade que sentia em saber mais, em ver as minhas questões respondidas. 

O livro que agora li, trata-se pois de uma dessas obras que tiveram o seu tempo e que foi publicada precisamente numa altura em que tantas outras sobre esses temas foram, ou seja, uma altura em que de facto havia uma legião de leitores que comprava, lia, analisava e pesquisava sobre esses temas.

Este autor, ao contrário de outros, que iam apenas pelo caminho das teorias fantásticas (ex:  Erich Von Däniken ou sérgio Russo), sempre foi mais coerente e sério nas abordagens que fazia. Jornalista, soube pesquisar (numa altura em que não havia internet) sobre variadíssimos temas e publicou diversos livros sempre sobre temáticas históricas.

“Grandes Mistérios” é uma dessas obras e aqui, de uma forma algo curta, são referidos vários casos que, muitos deles, ainda hoje estão sem explicação. Eva Péron, Jack “O estripador” (um clássico), navios fantasmas, desaparecimentos de pessoas famosas, fantasmas, ovnis, combustão espontânea, entre outos casos.

Obviamente que é um assunto que tem um publico especifico e que, trinta anos depois da sua publicação, perdeu alguma actualidade dado o facto de alguns desses mistérios terem na actualidade explicações comprovadas. Em todo o caso esses casos são minoria, e o certo é que há aqui casos narrados que continuam no mundo do mistérios sem que qualquer explicação racional se possa a eles empregar.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Histórias de um Portugal Assombrado - Vanessa Fidalgo


Portugal, à semelhança do que sucede em todas as culturas do mundo, possui uma herança cultural vastíssima em que, como não podia deixar de ser, as lendas, mitos e histórias de assombrações são parte importante que ajudam a explicar o que somos como povo.

Quem nunca ouviu falar das lendas das moiras encantadas, ou da lenda da costureirinha que é mantida em muitas das aldeias do país (que curiosamente não é referida neste livro), ou na dama de branco que aparece translucida numa curva famosa pelos acidentes mortais ou até no mega sucesso que foi “A Curva” na serra de Sintra?

E foi utilizando muitas dessas lendas, mitos urbanos e histórias que são narradas boca-a-boca (no diz que disse ou alguém ouviu), que a jornalista Vanessa Fidalgo criou este livro. Ou seja, trata-se apenas e só de um amontoado de histórias que de assombrações pouco tem e de investigação própria, nada.

Confesso que me senti muito tentado a ler esta obra. Não só porque sempre fui um curioso da temática, mas também porque sempre desejei conhecer alguns dos casos mais enigmáticos sucedidos em Portugal. Pois bem, a autora traz-nos de facto a narração de alguns desses casos, no entanto assenta quase todo o livro em lendas (as lendas das moiras são folclore puro), mitos urbanos e muito pouco em histórias estranhas e cujas investigações de facto sucederam.

Esquecendo esses mitos e lendas que pertencem mais ao folclore cultural, a autora simplesmente narra as histórias conforme as pesquisou em blogs, sites da internet ou em algumas publicações, sobressaindo aqui e ali, alguns telefonemas que a autora deve ter efectuado (pelo menos é o que subentende).

Confesso que me senti ludibriado com o livro. Embora sendo jornalista, a autora, que até se baseou em trabalhos de outros colegas, não foi ao local investigar nada, e inclusive traz para este livro relatos de pessoas que, dizem, ter passado por experiências paranormais em determinados locais, mas sem existir outras testemunhas. É como se, por exemplo, eu agora fosse dizer que um dia ia numa qualquer rua em Lisboa e que tinha sentido uma força invisível a barrar-me o caminho e que depois tinha fugido com medo. Pronto, siga, está bom para colocar no livro.

Embora tenha gostado de ler algumas dessas histórias, acabei o livro a saber quase o mesmo que sabia antes. Lugares supostamente assombrados em Portugal deve haver muitos (onde está, por exemplo, o moradia dos vasos em Rio de Mouro?), mas este livro mostra poucos e se mesmo assim pretendemos saber o que deu a suposta investigação de alguns dos casos mencionados, então o melhor é pesquisar na net, pois o livro é quase omisso nessas explicações, sem falar em explicar ou teorizar, enfim, népias.

Em todo o caso o livro não é assim tão mau.

A forma como está dividido ajuda a descortinar algumas características entre tipos de assombrações, ou lendas ou outra coisa qualquer. Acima de tudo, o livro é útil porque reúne muitas lendas e mitos que povoam o nosso país e que são, acima de tudo, de uma riqueza cultural a preservar e, nesse contexto, a autora está de parabéns pelo trabalho desenvolvido.

A meu ver o livro peca pela falta de investigação. Talvez a minha expectativa fosse elevada face ao que li na sinopse, no entanto, repito, algumas dessas histórias estranhas, mereciam e deveriam ter sido melhor aprofundadas, sem falar na ausência de outros casos já conhecidos e investigados. Por outro lado não me parece que a autora se tenha deslocado aos locais. A maioria dos relatos e a própria admite, são retirados de fóruns que comentam sobre os casos, são retirados de artigos da net e inclusive até uma reportagem da revista Sábado é aqui utilizada. Ou seja, achei o livro fraco, uma espécie de trabalho escolar de um aluno do secundário e muito longe de um suposto trabalho de investigação.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

2012 - Cenários para o Fim do Mundo - Didier Jamet e Fabrice Mottez

Pela sinopse pensei tratar-se de um livro que explorasse a teoria do mito dos Maias e até as várias teorias que, desde sempre, apontam datas para o fim do mundo que, em qualquer altura da História da humanidade está sempre perto.

Contudo, esta obra, é um manancial de ciência, astrofísica e astronomia, onde os autores pretendem, não só desmistificar a lenda dos Maias, como abordar os aspectos científicos e naturais que podem, e vão ser, responsáveis pelo fim do planeta.

E numa linguagem simples e objectiva, os autores discorrem sobre as grandes extinções ocorridas desde há milhões de anos, sobre a forma como o planeta caminhará para o seu inevitável fim, sem antes o Ser Humano se extinguir, assim como a grande maioria dos seres vivos que conhecemos.

Abordam as grandes teorias do Universo e os acontecimentos naturais, dentro e fora do planeta, que poderão estar por detrás do fim.

Pessoalmente agrada-me este tipo de livros dada a minha paixão por astronomia e ciência. Porém, pouco do que li me surpreendeu dado já ter lido noutros livros informação igual, pois e por muito que se baralhe, à luz da ciência as coisas não podem diferir muito do previsível. Ou seja, louve-se o trabalho dos autores, mas o que eles referem não é novo nem surpreende.

No entanto é um óptimo livro que em 210 págs. nos dá uma visão e perspectiva do fim do planeta e da vida tal qual a conhecemos, levando-nos também a pensar no que aqui estamos a fazer e qual o papel disto tudo.

domingo, 23 de maio de 2010

2012 – Extinção ou Utopia – J. Allan Danelek


Conhecidas desde há muito mas insistentemente mencionadas há relativamente poucos anos, sabe-se que os Maias eram fascinados por calendários, conhecendo-se três.

Dividido por Eras, um dos calendários fazia findar a 5ª Era e última, no ano de 2012.

Logo um conjunto de profetas espalhou pelo mundo a crença que o mundo acabaria em 2012, porém há que mencionar, entre outros, dois factos deveras importantes e que colocam em causa essa profecia: 1) Quem disse ou onde está escrito que o fim da 5ª Era no Calendário dos Maias predizia o fim do mundo e não o princípio de um novo mundo? 2) quantas e quantas profecias, quase todas, se revelaram falsas?

O texto elaborado por Danelek, que considero mais uma espécie de ensaio, analisa toda a História dos profetas e das suas profecias não se incidindo apenas e só nessa profecia Maia.

São alvo de análise profetas famosos e outros menos famosos assim como as suas profecias. E o que assistimos é a um rol de profecias que não se cumpriram, algumas roçam o ridículo. Quanto a mim é a fase mais interessante do livro. O autor desmistifica a maioria das profecias (até Nostradamus não escapa). Menciona-as e situa-as no tempo e no espaço. Desta forma cola-as com as profecias de 2012 deixando claro que é apenas mais uma entre milhares que surgiram desde que os primórdios da História humana.

Mas Danelek vai mais longe.

Imaginemos que é possível surgir o fim do mundo como descrito em várias religiões. O autor analisa a Bíblia e chega à óbvia conclusão da subjectividade, propositada, do que no Livro é mencionado. Porém arranja espaço para a explicação científica e é curiosamente nessa explicação que nos deparamos com algumas possibilidades.

É um livro muito interessante que curiosamente dá pouca importância à tese dos Maias, antes preferindo analisar a História das profecias e o futuro do planeta.