
Baseado em histórias verídicas, este livro narra uma história de uma família destruída por um momento de impulso sob o efeito do álcool e do ciúme.
À semelhança de milhares de casos similares em todo o mundo, a autora vai construindo um puzzle que se inicia na década de 70 quando, diante das filhas ainda crianças, um pai assassina a mãe e tenta roubar a vida à criança mais nova.
Órfãs de mãe e com o pai na cadeia condenado a prisão perpétua, as duas meninas crescem sob esse manto que lhes ensombra as vidas. No entanto uma delas tenta perdoar, enquanto a outra nutrirá pelo pai um sentimento de ódio.
Temos aqui portanto dois estados completamente antagónicos e que a autora começa por saber explorar colocando-nos a nós esse terrível dilema entre o amor paternal e a mágoa de se perder a mãe de uma forma tão cruel e violenta.
Foi um livro que me agradou pese embora tenha achado que a autora estica demasiado a história sem lhe acrescentar nada de novo. Acaba por cair num tom lamechas que dada a repetitividade, acaba por se tornar algo cansativo, até porque a partir de certa altura o livro entra numa espécie de velocidade de cruzeiro, tipo, baralhe e volta a dar, cujo desenvolvimento é escasso e surpreendente, pois a autora, na minha opinião, não consegue dar a volta ao texto caindo num desenlace algo decepcionante mas que se tornou previsível muitas páginas antes.
É um livro que se lê bem, com um argumento interessante mas que, a meu ver, fica aquém das expectativas inicias, sobretudo depois de ler a sinopse.