sexta-feira, 24 de abril de 2009

Mulheres de Mozart (As) - Stephanie Cowell



Este romance baseia-se em acontecimentos reais da juventude de Mozart.

1842, Salzburgo, Vincent Novello visita Sofia Weber para lhe fazer uma série de entrevista a fim de puder escrever uma biografia sobre Mozart. Sofia era a mais nova das irmãs Weber e a única que estava ainda viva.

“As mulheres de Mozart” é um belíssimo romance histórico que apresenta um conjunto de mulheres que, dada a sua íntima ligação com Mozart, foram peças importantes, servindo mesmo de inspiração para várias composições e óperas do maior compositor de todos os tempos, para além dessa inspiração, são igualmente conhecidas várias peças escritas por ele para serem cantadas por Aloisa e Josefa, que foram conhecidas cantoras líricas da altura e também várias peças onde ele brincava com o nome de Constanza e Sofia, as duas irmãs que mais conviveram com ele.

Os Weber eram uma família da média/baixa classe que viviam em Mannheim, Alemanha, cujo pai, Fridolin Weber era um músico com alguma qualidade, dando educação musical às suas quatro filhas que, assim, cresceram num ambiente onde diversos músicos faziam parte das suas relações.

E é precisamente nesse circulo que, certo dia, surge um jovem austríaco desconhecido, mas já tido como sendo um grande talento, chamado Wolfgang Amadeus Mozart, que depressa entra no íntimo circulo de amigos da família, começando também a relacionar-se com todas as jovens, sempre de uma forma muito respeitosa.

Este romance descreve sobretudo a vida dessa família, dando especial enfoque à vida das quatro raparigas – Josefa, Aloisia, Constanza e Sofia – e o “contributo” que elas deram na obra de Mozart.

Mozart é aqui também peça chave, revelando-se um jovem ciente do seu valor e, ao mesmo tempo, zangado com a sociedade que teimava em não lhe atribuir o valor que ele batalhava por merecer. É também esse percurso que nos é dado a conhecer. As ânsias do jovem Mozart sempre em luta consigo próprio e com aqueles que o rodeavam. As suas excentricidade, sendo que numa delas chega mesmo a ser expulso fisicamente da mansão do Arcebispo Colloredo de Salzburgo, só porque foi lá em pessoa dizer ao arcebispo para meter os favores no cú.

Obviamente para quem conheça um pouco da vida de Mozart, ou mesmo para quem viu o filme “Amadeus”, recordar-se-á que Constanza Weber foi sua mulher e mãe dos seus filhos. Só por aí se poderá medir um pouco da enorme importância que teve esta família na obra de Mozart. Mas não foi, de entre as quatro, a única paixão de Mozart, no entanto isso deixo para que descubram por vós próprios.

Foi um romance que me deu um enorme prazer ler sobretudo porque admiro imenso a obra de Mozart, considerando-o não apenas um génio, como também um ser humano que estava desfasado no seu tempo, alguém que mesmo hoje em dia iria sobressair pelas suas qualidades.


Classificação: 4

5 comentários:

Paula disse...

Olá Iceman!
Tenho as "Mulheres de Mozart" há algum tempo na estante por ler (como tantos outros livros) :(

Tenho de pegar nele, gostei do teu comentário!

Continuação de boas leituras...

Pedro disse...

Este livro está cá em casa! Comprou-o a minha mãe, há já bastante tempo, mas nunca o leu... Obviamente, estou muito interessado em pegar nele: também admiro bastante Mozart; é um romance histórico; a tua opinião favorece-o bastante!

Maria Almira Soares disse...

Informo que tem um prémio no blogue «A Revolta das Frases»
http://arevoltadasfrases.blogspot.com
Parabéns!

Iceman disse...

Obrigado pelo Prémio Maria.

madalenabelavista disse...

Além de Constanza Weber, Mozart vive uma paixão com qual das três filhas da família Weber?