sexta-feira, 2 de Dezembro de 2011

Amigas para Sempre – Fátima Lopes


Quatro amigas encontram-se num restaurante para festejar os anos de uma delas.

À medida que o jantar vai avançando, começam as revelações pessoais de cada uma e onde são revelados segredos guardados nos seus íntimos que muito surpreenderão as restantes.

Cada uma delas acaba por ser um pouco o espelho da nossa sociedade, no aspecto em que revelam o medo da vergonha, o medo de ser julgada ou criticada, de mostrar que o que temos não é bem aquilo que mostramos, ou seja, as falsas aparências.

São mulheres com habilitações superiores, bem sucedidas profissionalmente mas que, porém, no aspecto pessoal, têm uma vida vazia, vivem das aparências, vivem para a sociedade.

As revelações são surpreendentes e, através do desabafo que vão tendo, onde exprimem as suas dificuldades, complexos e problemas, assistimos a um transformar da vida de cada uma delas, demonstrando que a verdadeira amizade pode transformar vidas.

De uma escrita muito simples e directa, o livro é curto e face ao tamanho das letras diria que, bem exprimido, faria um livro de umas 100 páginas, Fátima Lopes escreve uma história banal e sem qualquer necessidade de pesquisa, ou seja, para escrever uma história destas, bastou sentar-se e narrar um casual encontro de amigas onde mencionados os dramas de cada uma, tipo numa conversa enquanto é servido um chazinho com bolinhos.

Nada de especial, é agradável, lê-se bem e num ápice (qualquer coisa como umas 4 horas e com intervalos), e faz-nos ver que por muito que as coisas estejam, podem sempre melhorar, basta a gente querer. No entanto é por livros destes que muitos leitores recusam ler livros escritos por jornalistas num aparente aproveitamento da sua figura pública. Há autores e autores. Fátima Lopes é banal na forma como escreve. Nada nos ensina, apenas nos entretém e de notar que esta história de interesse tem pouco, mas enfim, comparar este livro mo qualquer livro de José Rodrigues dos Santos ou Miguel Sousa Tavares, é a mesma coisa em comparar Lagosta com berbigão. Nada a ver!

Um livro que pode até ser de leitura importante para quem esteja por baixo e com pouca esperança na sua vida pessoal.

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